Vamos conversar sobre autismo?
Vamos conversar sobre autismo?
Não sei se você sabe, mas autismo tem um nome oficial: Transtorno do Espectro Autista (TEA). Esse transtorno acomete três importantes áreas do desenvolvimento: a comunicação, o comportamento e a interação social.
A forma e a intensidade que esses sintomas se manifestam e os vários níveis de suporte que cada pessoa necessita acabam por colocá-la em posições diferentes no espectro.
Por essa razão, é comum encontrar no espectro desde pessoas que necessitam de suporte constante, múltiplas intervenções terapêuticas e acompanhamento especializado até adultos que levam uma vida independente; alguns deles, inclusive, sem saber que são autistas.
De acordo com o relatório do CDC (Centro de Controle de Doenças e Prevenção), publicado em 2 de dezembro de 2021, uma em cada 44 crianças aos oito anos é diagnosticada com o Transtorno do Espectro Autista, o que significa um aumento de 22% em relação ao estudo anterior datado de 2018.
Causa - Apesar de o transtorno ser um assunto bastante pesquisado, ainda existem muitas dúvidas. Pesquisa recente, datada de 2019, demonstrou que fatores genéticos são os mais importantes na determinação das causas (estimados entre 97% a 99%, sendo 81% hereditário).
Tratamento – medidas terapêuticas bem fundamentadas e cientificamente comprovadas são fundamentais no direcionamento de cada caso e, quanto antes forem iniciadas, maiores serão os benefícios, tanto para criança, quanto para família. Todo tratamento deve ser personalizado e, geralmente, envolve profissionais de diferentes áreas como: fonoaudiólogo, neuropediatra ou psiquiatra, psicólogo, terapeuta ocupacional, educador, entre outros. As diferentes intervenções terapêuticas devem ser direcionadas para atender as necessidades individuais de cada criança/pessoa.
Sinais – a criança pode:
Não manter contato visual;
Isolar-se ou não ter interesse por outras crianças;
Não atender quando chamada;
Fazer movimentos repetitivos;
Não falar ou não fazer gestos para mostrar algo;
Não compartilhar interesse;
Entre outros.
Diante da evidência desses sintomas, uma consulta com médico neuropediatra ou psiquiatra pode ajudar no esclarecimento de dúvidas sobre o desenvolvimento infantil.
Para aprofundar essas informações e outros assuntos relacionados ao tema, sugiro acessar a Revista Autismo, clicando aqui.
Você sabia que dia 2 de abril é o Dia Mundial da Conscientização do Autismo?
Em 2007, A ONU declarou o dia 2 de abril como o Dia Mundial da Conscientização do Autismo. Nesta data, cartões postais em diferentes lugares do mundo se iluminam de azul e muitos movimentos pela causa são realizados.
A cor que representa o autismo é azul porque a cada cinco pessoas diagnosticadas com transtorno do espectro autista, quatro são do sexo masculino.
O símbolo é o quebra-cabeça por conta da diversidade e complexidade que envolve o transtorno.
O que se pretende com os movimentos em torno dessa data? Afetar o maior número de pessoas possível: políticos, familiares, amigos, educadores, terapeutas e sociedade como um todo.
Precisamos que esse entendimento afete as pessoas na fila do banco, no cinema, no ambiente de trabalho, nas escolas, etc.
Este movimento quer descortinar, sair da invisibilidade, abrir portas e criar pontes e oportunidades, transformar olhares e ações, construir um mundo mais empático, humano e acolhedor e ressignificar a forma de enxergar e lidar com o outro. Este movimento quer encontrar braços abertos, carinho e respeito.
O fato é que, com a crescente dos casos, cada vez mais se está convivendo com essa realidade, seja na família, na escola dos filhos, no condomínio, no cinema, no teatro, no restaurante, na fila do supermercado, enfim, em todos os espaços públicos. Portanto, não apenas conhecer esse universo como também desenvolver um olhar natural e humano diante dele é um caminho para a transformação educacional, social e humana.
Agora que você conhece um pouco mais sobre o TEA, que tal conversar com seu filho (a), amigos (as) e familiares sobre esse assunto? O que você pode fazer para colaborar com esse movimento? Que tal abrir um espaço no seu mundo para incluir outros mundos?
Seja bem-vindo ao Universo Autista!