Meu lar é onde meu coração está
Eu amo o País das Maravilhas. É simplesmente o lugar mais charadástico, maravilhoso e sem sentido para todo o sempre. É também a minha casa. E eu sinto muita saudade de lá.
Se eu tivesse em casa, teria um tutor exclusivamente para me tornar a Royal perfeita que o país precisa. O meu destino é ser a próxima Rainha de Copas. Porém, estou em Ever After High, tendo aulas de Vilania Geral entre outras. Da para acreditar? Eu, uma vilã? Eu não sou uma vilã! As pessoas acreditam que sou brava porque vivo gritando “CORTEM-LHE A CABEÇA!”. Mas de onde venho, isso é uma frase normal de cortesia. Se alguém te traz chá, você agradece dizendo “CORTEM-LHE A CABEÇA!” Se alguém vence o jogo de cartas, você parabeniza dizendo “CORTEM-LHE A CABEÇA!” Entende? As pessoas não deveriam levar tão a sério. Não entendo esse lugar. É tudo literal, mas estou tentando me encaixar, porque temo nunca voltar para o País das Maravilhas.
Capítulo 1
Há muitos anos atrás, minha mãe concordou em dividir o reinado com a Rainha Branca. A casa da minha família, o Castelo de Cartas, ficava perto da toca do coelho. Do outro lado, a Rainha Branca reinava direto da torre. Agora, ela é minha professora de Princesologia. E eu me refiro a ela respeitosamente como “Sra. Majestade Rainha Branca” Entretanto, quando ela me disse para encontra-la após a aula, fiquei chateada e pensei....” Será que estou encrencada de novo?”
Ela elegantemente, sentou-se, inclinou a cabeça e começou a levantar a sobrancelha. Tem gente que acha ela estranha, mas eu já aprendi...O tempo de uma rainha só é valioso se as pessoas esperarem por ele. Quando a sobrancelha atingiu o topo, ela disse “Você não está encrencada. Porém, eu percebi que está com dificuldades em fazer novos amigos. Talvez você deva parar de gritar CORTEM-LHE A CABEÇA com tanta frequência, não acha? Os seus colegas não entendem” (deve ser esse o problema)
“Que bando de Alices!”, eu murmurei (KKKKKKKKKKK)
A Rainha Branca levantou e disse “Sei que está brava por ter que deixar o País das Maravilhas, mas você deve respeitar-“
“Cadê o respeito?” Eu gritei de volta “Sou a próxima Rainha de Copas, e vou co-liderar o País das Maravilhas!”
“Co-liderar? Nós não podemos nem voltar para lá!” A Rainha Branca estranhamente gritou “O quanto antes você perceber isso melhor!”. Voltando a sua compostura ela disse, “Lizzie, por favor, agora nossa casa é aqui”
“Casa? Eu não tenho casa” saí batendo a porta o mais forte possível.
Capítulo 2
Mesmo que meu destino seja ser brava, sou bem tranquila. Na verdade, desde os 3 anos, eu passo horas trabalhando no controle da minha braveza. Já foi bem difícil, mas minha mãe sempre me apoiou. Ela queria que eu tivesse a melhor infância possível. Eu tinha muitos amigos, muitas festas de chá e estava sempre feliz. Até “ela” chegar.
Alguns anos atrás, uma senhora de capuz bateu em nossa porta pedindo um lugar para descansar. Como agradecimento, a senhora ofereceu as mais lindas maças para a minha mãe. (por um momento achei que era bela e a fera, mas seguimos) Não demorou muito para que ela ficasse próxima da minha mãe, sempre envenenando os pensamentos dela.
Com o passar do tempo, minha mãe ficou uma pessoa muito desconfiada de todos. Quando os amigos me convidavam para festas de chá, ela dizia “Vai embora!” Meus tutores foram despedidos. Os guardas foram desembaralhados. Toda a alegria...o glamour...a vida de Royal desapareceu do castelo de cartas, que ganhou muitos relógios e sombras. E eu fui trancada no meu quarto.
Até um dia em que eu ouvi uma gritaria. Pedi ajuda, mas ninguém respondeu. Até que eu ouvi um Puf! Bem familiar e do nada apareceu bem na minha frente a Kitty Cheshire. A Kitty desde então passou a ser minha melhor amiga para todo o sempre e nunca fiquei tão feliz em vê-la. “O que está acontecendo, Kitty?”
Com lagrimas nos olhos, ela me abraçou e disse “Estamos deixando o País das Maravilhas”. Nós desaparecemos do castelo e viajamos pela toca do coelho até a terra de Ever After. A toca foi lacrada e um poço dos desejos foi construído no lugar dela. Foi a última vez que vi o País das Maravilhas.
Capítulo 3
Todo dia eu visitava o poço dos desejos. Eu escutava os pingos d’agua caírem loucamente ao se chocarem com o fundo do poço e sentia minha saudade de casa. Todo mundo em Ever After High é legal, mas é tudo tão diferente entre os contos de fadas normais e nós do País das Maravilhas.
Alguns- como a Madeline Hatter- aceitam as diferenças. É claro, ela tem o pai, o Chapeleiro Maluco, que tem uma loja de chás famosa na Villa de Book End. Mas não importa quantas vezes as cartas sejam embaralhadas, a Madeline nunca está triste.
Então, tem a Kitty Cheshire. As pessoas acham que ela tende a ser um pouco trapaceira, mas o destino dela é ser rebel. A Kitty foi feita para aparecer do nada, deixando um conselho-charada e um sorriso. Como um passe de mágica, seu sorriso apareceu. “Uma moeda, uma trava, sozinha, um relógio em um balanço!” * Charadês Translate – O portal não vai abrir, não importa quantas vezes você o visite.
“Uma moeda, um gato, uma carta, um chapéu, um pássaro sem asas em um ninho.” *Eu suspirei. * Charadês Translate – Ru queria poder voltar para casa.
A Kitty apareceu por inteiro e disse “Isso é apenas uma parte da história”.
“Não da minha história” Sentei do lado dela e desabafei “Não posso ser eu mesma.” Todos pensam que sou louca” (sei como é)
“Lizzie, somos todos loucos. Kitty riu. Fazemos do impossível o possível. Desvendamos charadas que não tem respostas. Somos dos Pais das Maravilhas. A loucura nos faz especial, principalmente aqui”
“Mas aqui não é o País das Maravilhas. Como vamos seguir nossos destinos?” Nossas histórias não desaparecerão?” E fui andando de volta para escola.
PUF! A Kitty desapareceu. PUF! E reapareceu na minha frente. “Eu sei o que vai te fazer sentir melhor”. PUF!
Capítulo 4
Em um segundo, aparecemos no campo da escola. A Kitty sumiu e depois apareceu carregando um saco grande. “Como você sente muita falta de casa, podemos trazer um pouco de casa pra cá”. Ela virou o saco de ponta cabeça...
Eu mal podia acreditar no que estava vendo! Flamingos! Ouriços! Isso tinha um significado: “Críquete das maravilhas!” A Kitty é demais!” Eu peguei meu baralho na bolsa e organizei as cartas para completar o campo.
De repente, eu notei duas pessoas nos arbustos. A Kitty desapareceu assim que uma delas surgiu. O barulho de xícaras me fez rir. Era a Madeline toda alegre, “Coroas e chaleiras, juntas novamente” *Charadês- Que bom te ver Lizzie.
“Clubes, espadas, corações e diamantes, todos dez.” *Charadês- Você é demais.
Madeline apontou para outra pessoa que saiu dos arbustos. Era a Cedar Wood, filha do Pinóquio. De acordo com a Madeline, a Cedar precisava de ajudar para encontrar seu caminho. Era a minha chance de praticar o meu destino e ajudar alguém que está perdido. Por um momento, Cedar era a minha nova Alice. (capitulo 5 do diário de Cedar Wood)
Eu a presenteei com uma charada....” Pinte rosas de vermelho” ...Querendo dizer, que leva um tempo para procurar no seu coração o que te inspira de verdade. Quando Cedar finalmente entendeu, sorrimos. Ela encontrou sua resposta e me dei conta de que eu também. Só demorei um pouco para perceber...Inteligentes a Kitty e a Madeline...Cedar e eu tínhamos a mesma charada.
Capítulo 5
Geralmente, eu não fico nervosa. Quando eu bati na porta da sala da Rainha Branca, no entanto, eu estava muito nervosa. “Por favor, entre com graça e... Ah, é você!” Ela ficou fria “Minha porta sofreu muito após a sua última visita”.
Eu abaixei a cabeça, “Desculpe, Sra. Majestade a Rainha Branca. Eu estava brava, o que é meu destino, mas não é desculpa para eu ser mal educada. Desde que deixamos nosso lar, tenho focado tanto na minha tristeza, que nunca considerei a sua. Nós duas perdemos tanto, mas você teve dignidade e classe. Eu tenho muito o que aprender, mas eu prometo que posso ser a rainha de copas que nossos cidadãos do País das Maravilhas precisam.”
Devagar, a rainha branca sorriu, “Por favor, sente-se senhorita”.
Sentei na frente dela, “Eu não tenho me sentido bem ultimamente. E finalmente sei o motivo. E é....importante.”
Depois que expliquei minha preocupação, ela levantou e disse “Isso é... importante. Devemos ir imediatamente.”
Capítulo 6
Conforme entramos na sala de espera do diretor, eu me senti determinada. Eu sei que ele nunca atende alunos, só professores. “Quero falar com o Diretor Grimm”, solicitou a Rainha Branca educadamente.
A secretária falou com irritação e apertou um botão embaixo da mesa. Segui a Rainha Branca pelo corredor da biblioteca até a enorme sala do diretor.
O diretor olhou pra mim, “O que a Senhorita Hearts está fazendo aqui? Não tenho tempo para charadas de alunos do País das Maravilhas. Por favor...” E apontou para a porta.
“Senhor”, eu insisti, “Com o portal trancado, eu e todos do País das Maravilhas estamos podados da única mágica que nos torna especial. Alguns a chamam de loucura. Nós, de maravilha. Não importa o nome, sem ela, nossos destinos correm perigo.”
Isso chamou a atenção do Diretor.
Respirei fundo e continuei “Sem o País das Maravilhas, nós desaparecíamos após Ever After High. Notei que o poço dos desejos em cima da toca do coelho dá em uma gruta. Nessa gruta, a magia floresce adoidado (desculpa gente, mas tá assim aqui) podemos tomar conta da gruta e criar um pedaço do País das Maravilhas para nossos futuros destinos.”
O diretor Grimm olhou em um espelho de chão enorme, “Muito bem, senhorita Hearts. Para o bem do destino, eu permitirei essa Gruta das Maravilhas.”
Eu voltei a ser eu mesma naquele momento. Só porque não posso voltar para o País das Maravilhas, não quer dizer que não posso transformar Ever After High em minha nova casa. Afinal, a Rainha de Copas é o coração do País das Maravilhas. E meu lar é onde meu coração está.