O projeto de extensão Africanidades é um projeto coordenado pela Prof. Ana Maria Dietrich em parceria com a Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da Universidade Federal do ABC.
Nosso objetivo é promover a discussão sobre a cultura africana e afro-brasileira e práticas pedagógicas lúdicas e inovadoras com vistas a construir uma Educação em Direitos Humanos. Explorando atividades como contação de histórias, jogos educativos, brincadeiras e folguedos, o Africanidades se destaca por apresentar uma metodologia pedagógica única que mescla teoria e prática em prol do aprendizado. Em nossas diversas ofertas abordamos as temáticas do lúdico, do quilombo, da luta e resistência dos povos negros além dos saberes e das culturas populares.
Seja em rodas de capoeira ou na contação de histórias, seja ancorado no conhecimento acadêmico ou no conhecimento ancestral, o Africanidades visa o desenvolvimento da prática pedagógica antirracista. Aqui, ancestralidade e academia envolvem-se numa dança e nos levam a novas e encantadoras perspectivas.
O Africanidades propõe uma metodologia de ensino atenta aos saberes intelectuais e sensoriais, seja através das danças ou dos livros nós compreendemos o saber como para além da sala de aula.
Pensando a pedagogia como uma atividade de diversão e inclusão, propomos dois eixos principais de aprendizado, as aulas práticas, que envolvem cânticos, danças e jogos no processo de aprendizado, e as aulas teóricas, focadas no compartilhamento e debate teórico.
Compondo nosso corpo de aulas práticas, propomos um aprendizado de mãos dadas com as artes, para isso nosso curso possui grande parte de sua carga horária voltada para as aulas de dança africana, jogos de tabuleiro e rodas de capoeira. Desta forma, entendemos que o grande diferencial do Africanidades se dá especialmente na perspectiva do conhecimento como para além das aulas acadêmicas.
Em nosso corpo docente contamos com professores doutores, mestres e especialistas focados no estudo da cultura africana, assim, propomos uma apropriação dos alunos não apenas pela cultura mas também pelos autores e autoras acadêmicos que pensam as africanidades. Trazendo os conceitos teóricos dos estudos étnicos-raciais, propomos debates sobre a resistência e memória do povo negro na história, seja do Brasil ou de África.