Pesquisa Atual: REDUÇÃO FENOMENOLÓGICA E A CONSTRUÇÃO DA TRANSCENDÊNCIA COMO UM EXISTENCIAL
Pretendemos perscrutar como os conceitos husserlianos de redução fenomenológica e de transcendência foram essenciais para a constituição do conceito de abertura de ser na fenomenologia hermenêutica. Para tal, nos perguntamos: em que medida o modo operacional da epoché contribuiu para a construção axial da estrutura existencial-ontológica, que norteia a analítica do Dasein? Nosso objetivo é investigarmos porque a transcendência, enquanto abertura de ser do Dasein, é o fundamento da intencionalidade na filosofia heideggeriana nos anos de 1920 e início de 1930. Nossa finalidade é mostrarmos que, enquanto abertura, a transcendência está estreitamente ligada à existencialidade do ser-no-mundo e não à subjetividade da consciência transcendental. Pressupomos que se, de uma parte, esquadrinharmos como a redução fenomenológica revela a estrutura noético-noemática da intencionalidade, e de outra parte, averiguarmos como a redução ontológica manifesta as estruturas ontológico-existenciais do ser-no-mundo, será possível esclarecermos porque a transcendência é um existencial e a intencionalidade é um dos modos de transcendência do ser-no-mundo.
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Current Research: PHENOMENOLOGICAL REDUCTION AND THE CONSTRUCTION OF TRANSCENDENCE AS AN EXISTENTIAL
We intend to investigate how the Husserlian concepts of transcendence and phenomenological reduction were crucial to the elaboration of the concept of disclosedness of being in hermeneutical phenomenology. For such, we ask ourselves: how the operational mode of epoché contributed to construct the ontological-existential structure which guides the analytic of Dasein? Our aim is to examine why transcendence as disclosedness of being of Dasein is the foundation of intentionality in Heideggerian philosophy in the 1920’s and the early 1930’s. Our proposal is to show that as disclosedness transcendence is strictly linked to the existentiality of being-in-the-world and not to the subjectivity of transcendental consciousness. We presuppose that, if on the one hand we explore how phenomenological reduction reveals the noetic-noematic structure of intentionality and on the other hand we verify how ontological reduction discloses the existential-ontological structures of being-in-the-world, we will be able to clarify why transcendence is considered an existential and intentionality is seen as one of the modes of transcendence of being-in-the-world.