Descobre as especialistas que nos estão a ajudar a construir a Lista 50VOZES de 2026, trazendo diferentes experiências, perspetivas e conhecimentos ao processo de seleção.
Foi jornalista do Expresso por dez anos, mas mudou-se para o outro lado da comunicação, sendo atualmente consultora de comunicação. Porém, manteve a crónica "A Vida de Saltos Altos" no site do semanário, onde, a partir de 2015, passou a escrever análise regular exclusivamente sobre os desafios da igualdade de género, tornando-se numa voz forte sobre os direitos das mulheres. Sobre estes temas, fez formação no CIEG - Centro Interdisciplinar de Estudos de Género (ISCSP - Lisboa).
Pelo caminho, publicou “Os Segredos da Maleta Vermelha”, um livro despudorado sobre a sexualidade das portuguesas e lançou também o podcast “Um Género de Conversa”, em parceria com a escritora Patrícia Reis, agora disponível no jornal Público. Um projeto que tem como mote gerar lugar de fala às mulheres e aos temas que lhes são caros, objetivo esse que lhes valeu o Prémio Vozes 2022 e, em 2024, a distinção de melhor podcast do ano sobre Questões Sociais, ambos no PODES - Festival de Podcasts. Na mesma dupla, estreou-se na Rádio Comercial com o podcast “Um (outro) Género de Conversa”, cujo enfoque vai para as masculinidades.
Além da crónica mensal "Costela de Adão? Não”, que assina no jornal Meios & Publicidade, escreve também opinião nas revistas Máxima e Visão, entre outros. Ativista pelos direitos femininos, é convidada regular em escolas, conferências, debates e sessões empresariais sobre igualdade, diversidade e inclusão. E tem uma página de Instagram seguida por vários milhares de pessoas, onde disserta diariamente sobre estas temáticas.
Arquiteta, tem desenvolvido um percurso que cruza a prática da arquitetura com a curadoria, o desenvolvimento social e as políticas públicas. Integrou o comissariado do Open House 2019, participou na representação portuguesa na Bienal de Veneza em 2021 e, no âmbito do programa Bairros Saudáveis, co coordenou o projeto Mulheres em Construção. Atualmente, trabalha no Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana, onde chefia uma das equipas responsáveis pela execução do PRR.
Paralelamente, tem mantido um forte envolvimento cívico em diferentes áreas de defesa de direitos fundamentais. Na igualdade de género, através da Mulheres na Arquitetura; no direito à habitação e à cidade, através do Morar em Lisboa; e na ecologia, através da Nada Novo.
Integra ainda o Conselho Consultivo da Trienal de Arquitetura de Lisboa e o Conselho de Supervisão da Ordem dos Arquitetos. Desde 2019, é também dirigente do LIVRE, partido que representa enquanto vereadora em substituição na Câmara Municipal de Lisboa e no Conselho Municipal da Habitação de Lisboa.
Inês Brasão é professora de Sociologia no Instituto Politécnico de Leiria, Universidade de Leiria e do Oeste, desde 1997 e doutorada em Sociologia e Economia Histórica pela NOVA FCSH.
Em 1997, foi distinguida com o Prémio Carolina Michaëlis de Vasconcelos pela sua dissertação na área dos estudos sobre as mulheres. Mais tarde, em 2011, recebeu o Prémio Maria Lamas pelo seu estudo sobre a condição servil doméstica em Portugal, que deu origem ao livro O Tempo das Criadas, publicado em 2012 pela editora Tinta da China.
Desde 2020, coordena o arquivo digital de História do Trabalho Servil Doméstico, Memórias de Servidão, um projeto do DHLAB-IHC-NOVA FCSH. Entre as suas publicações destacam-se ainda Fêmea, Uma História Ilustrada das Mulheres, Dons e Disciplinas do Corpo Feminino, Hotel, os Bastidores e Visões Cruzadas, Um Retrato da Lagoa de Óbidos.
É investigadora integrada no Instituto de História Contemporânea e investigadora colaboradora no CITUR (IPL), desenvolvendo investigação nas áreas dos estudos sobre as mulheres, história do trabalho e sociologia do turismo.
Atualmente, é também professora convidada na Universidade Aberta e encontra-se a escrever um novo livro que concluirá o seu estudo sobre a história do serviço doméstico em Portugal.
Licenciada em Bioquímica e Mestre em Química Computacional, tem um percurso profissional que combinou a Investigação científica e tecnológica à área social.
Foi Diretora de Operações do Movimento Transformers, Gestora de Projeto e Equipa na Infinite Foundry, e é atualmente Gestora de Projeto na ONG MEERU | Abrir Caminho, assumindo a direção da Academia AMAL, um programa de formação e promoção da integração de mulheres migrantes e refugiadas no mercado de trabalho. Simultaneamente, trabalha como formadora (Inteligência Artificial, Microsoft Excel, Liderança), Copywriter e Gestora de Redes Sociais.
É feminista, apaixonada por Direitos Humanos, Literatura e Crochet, e acredita que é na interseção de múltiplas áreas e interesses que a verdadeira transformação social acontece.
Mónica Canário é licenciada em Ciência Política, com especialização em Políticas Públicas, mestre em Estudos Internacionais, com especialização em Médio Oriente e Norte de África, e pós-graduada em Comunicação Estratégica.
Atualmente, é coordenadora e especialista certificada em Diversidade, Equidade e Inclusão na Associação Portuguesa para a Diversidade e Inclusão (APPDI), onde trabalha há mais de cinco anos com uma rede de mais de 630 entidades empregadoras em todo o país. Neste âmbito, representa Portugal na Plataforma Europeia de Cartas da Diversidade, junto da Comissão Europeia.
É também docente convidada na Porto Executive Academy desde 2025, contando com uma vasta experiência em formação certificada, sensibilização e conceção e implementação de programas de recrutamento, integração e inclusão dirigidos a grupos vulneráveis e sub-representados.
Entre 2016 e 2019, coordenou a iniciativa HeForShe em Portugal. O seu percurso académico inclui ainda especializações em geopolítica, migrações e pessoas refugiadas, desenvolvidas durante o período em que foi assistente de investigação no Centro de Estudos Internacionais do Iscte (CEI-Iscte).
Com mais de dez anos de experiência na área da igualdade de género, a nível nacional e europeu, o seu trabalho académico centra-se particularmente na integração da perspetiva de género (gender mainstreaming), na representação das mulheres em cargos de tomada de decisão e no papel das mulheres na transformação política e social.
Joana Marques Brás é advogada, comentadora política na RTP Notícias e professora de Português, com um percurso multidisciplinar que cruza o Direito, a política, a comunicação e a cultura.
Licenciada em Comunicação e em Direito, com um mestrado em Ciências da Comunicação, conta com experiência em diversos órgãos de comunicação social, tendo escrito para o Expresso e para o Público e colaborado com o Observador, a RFM e a Disney Portugal.
Com formação profissional em representação, desenvolveu também trabalho nas áreas da produção cultural e teatral. É autora da peça "E acabámos. Acabámos?", um espetáculo que aborda as transformações políticas dos últimos 50 anos e o papel das mulheres na construção da democracia portuguesa.
Beatriz Fernandes é farmacêutica e trabalha atualmente na área da oncologia. Ao longo do seu percurso profissional, passou por diferentes áreas do setor da saúde, incluindo a farmácia hospitalar, a indústria farmacêutica e a investigação em neurociências.
Para além da sua atividade profissional, integra o movimento HeForShe Lisboa desde 2022, assumindo a presidência da organização desde 2023. Neste âmbito, tem estado envolvida em ações de sensibilização para a igualdade de género e na representação do movimento em diversos eventos públicos.
Acredita que dar espaço a diferentes vozes passa, antes de mais, por prestar atenção àquelas que habitualmente não são ouvidas.