CTB 1: a “Nebulosa Medula” — o resto brilhante de uma estrela que explodiu
Pense numa estrela gigante como uma “fábrica” que transforma elementos leves (como hidrogênio) em elementos mais pesados. Essa fábrica chama-se fusão nuclear e tem um papel importantíssimo: ela empurra o gás para fora, ajudando a estrela a não “desabar” sob o próprio peso.
Mas existe um limite. Depois de milhões de anos, a estrela começa a produzir elementos cada vez mais pesados, até chegar a um ponto em que a fusão não consegue mais dar conta de segurar a gravidade. Aí acontece o dramático: a estrela colapsa e explode em uma supernova.
O que você vê na imagem é o “eco” dessa explosão: uma enorme bolha/casca de gás se expandindo pelo espaço. Isso se chama remanescente de supernova. Ele ainda brilha porque:
A explosão gera uma onda de choque (como um “boom” que se espalha).
Essa onda bate no gás que já existia no espaço entre as estrelas, o gás interestelar.
A colisão aquece e “agita” os átomos desse gás, e eles emitem luz — por isso a nebulosa fica colorida e brilhante.
O apelido “Nebulosa Medula” vem do formato, que lembra um cérebro.
Um mistério legal: além de brilhar no visível, CTB 1 também brilha em raios X, que é um tipo de luz que aparece quando o gás está muito, muito quente. Uma explicação possível é que tenha sobrado um objeto superdenso no centro: um pulsar (uma “estrela de nêutrons” girando rápido), que pode lançar um vento de partículas energéticas e ajudar a manter a região aquecida.
E tem um detalhe que engana: ela parece grande no céu, quase do tamanho da Lua cheia, mas é muito fraquinha. Por isso o astrônomo precisou somar 84 horas de observação para registrar essa imagem com tantos detalhes
Quando o Sol “arremessa” plasma para o espaço
Neste frame, você está vendo uma erupção solar: uma “coluna” gigantesca de plasma (gás superquente com partículas elétricas) sobe da superfície do Sol e se abre para o espaço. Isso pode ser o início de uma Ejeção de Massa Coronal (CME), quando o Sol arremessa material e campo magnético para fora. As cores não são “reais”: elas foram escolhidas para destacar temperaturas diferentes no ultravioleta — em geral, o vermelho marca material mais frio e denso, e o amarelo mostra laços muito quentes da coroa solar. Se uma CME vier na direção da Terra, pode atrapalhar satélites, GPS, rádio e até redes elétricas.
Para ver o vídeo completo, acesse a página do APOD:
https://apod.nasa.gov/apod/ap260113.html
Olha só que imagem incrível do céu! 🌌Descubra mais sobre ela!
Olha só que imagem incrível do céu! 🌌
Lá no cantinho superior esquerdo, bem brilhante e cheia de braços em espiral, está a galáxia NGC 6946. Ela é chamada carinhosamente de *Galáxia dos Fogos de Artifício, porque nela já foram vistas **10 supernovas* nos últimos 100 anos! Isso é muuuito mais do que o normal — na Via Láctea, por exemplo, só acontece uma supernova a cada 100 anos, em média.
Essa galáxia está de frente para nós (o que chamamos de “*face-on”), e fica **a 22 milhões de anos-luz* de distância. Isso quer dizer que a luz que a gente vê nessa imagem saiu de lá há 22 milhões de anos... quando ainda existiam dinossauros aqui na Terra!
Mais à direita, no canto inferior da imagem, está um grupo de estrelinhas chamado *NGC 6939, que é um aglomerado aberto. Ele está beeem mais perto da gente: “apenas” **5.600 anos-luz* de distância, dentro da nossa própria galáxia, a Via Láctea.
Esses dois objetos celestes parecem estar lado a lado na imagem, mas na verdade estão a *milhões de anos-luz de distância um do outro*. É como se uma vela acesa na sua janela parecesse estar grudada numa estrela no céu, só porque estão no mesmo campo de visão.
E tudo isso está na direção da constelação de *Cefeu, no céu do hemisfério norte. Essa imagem levou mais de **68 horas de observação* para ser feita — com muuuita paciência e cuidado!
Então, da próxima vez que você olhar para o céu estrelado, lembre-se: pode ter uma galáxia inteira lá no fundo, bem atrás das estrelas que você está vendo! ✨🌀🌠
Essa imagem maravilhosa mostra a NGC 6960, mais conhecida como Nebulosa da Vassoura da Bruxa* 🧹✨. Descubra mais!
O que você está vendo é o resto de uma supernova, ou seja, uma estrela que explodiu há cerca de 10 mil anos. Quando isso aconteceu, a explosão foi tão brilhante que provavelmente pôde ser vista no céu até de dia! Hoje, o que resta é essa nuvem de gás e poeira interestelar, chamada de Remanescente de Supernova do Véu.
🔴 O vermelho que aparece na imagem vem do hidrogênio brilhando.
🔵 O azul esverdeado mostra o brilho do oxigênio ionizado.
Esses filamentos parecem fios de seda cósmicos flutuando no espaço, mas na verdade são ondas de choque que continuam se expandindo pela galáxia. Para ter ideia do tamanho: só essa parte (a "vassoura") tem 35 anos-luz de comprimento*!
A estrela brilhante no centro da foto é 52 Cygni. Ela não tem nada a ver com a explosão — apenas está no mesmo campo de visão.
👉 Localização: a Nebulosa do Véu fica na constelação do Cisne (Cygnus), a cerca de 1400 anos-luz da Terra.
É como se estivéssemos vendo a cicatriz deixada no céu pela morte de uma estrela gigante.
Já imaginou um planeta onde as nuvens viram redemoinhos gigantes, como um “mar” de tempestades? 🌪️🪐✨
Imagine que você está olhando bem de pertinho para Júpiter, o maior planeta do Sistema Solar. Essa imagem é um “close” das nuvens dele ☁️, feita pela sonda Juno 🚀 quando ela passou voando bem perto.
O que parece arte abstrata 🎨 é o clima de Júpiter funcionando em escala gigantesca:
Esses espirais e redemoinhos 🌀 são tempestades parecidas com furacões 🌪️ — só que algumas podem ser do tamanho de continentes 🌍.
Júpiter não tem um chão sólido como a Terra. Ele é quase todo gás, então as nuvens ficam em camadas, se mexendo como um oceano de ar 🌫️🌊.
O planeta gira muito rápido ⏱️: um “dia” lá dura só cerca de 10 horas 🔄. Essa rotação super rápida ajuda a esticar e enrolar as nuvens, criando formas curvas e faixas incríveis 🪄🌀.
As cores foram realçadas 🎛️ para destacar detalhes que nossos olhos poderiam não notar. Elas ajudam a mostrar diferenças nas nuvens (como altura e mistura de materiais) 🎨☁️.
No fim, essa imagem lembra que Júpiter não é só “um planeta com listras” — é um mundo de tempestades colossais e padrões fascinantes, como se o céu dele estivesse sempre vivo 🌩️🪐✨.