TÍTULO: Escurecer e resistir
UNIDADE: CAMPUS MATA NORTE
A resistência da negritude ultrapassa os limites do neoliberalismo racista em que a situação atual do país se encontra. A inclusão da mulher negra na universidade pública é resistência sem esforços interpretativos, são essas mulheres que têm vidas marginalizadas e diminuídas nas relações de burguesia intelectual. São excluídas e apagadas da história constantemente. Declaramos a união entre nós, sem vestes, sem as amarras do racismo e sem competição. Nós, negras do Campus Mata Norte, cenário para imagem e leito de discussões políticas e sociais na formação de professores, gritamos por representatividade e resistimos aos cortes além de nossas carnes. A ideia da imagem surgiu por essas necessidades, ela expõe que juntas resistimos em espaços excludentes à nossa cor e classe. Somos a face do proletariado Brasileiro, o corpus dos debates em pauta do nosso campus, mas não ocupamos o destaque que merecemos. Em um país no qual o discurso da velha meritocracia é espalhado, a carne preta deveria ser a mais cara do mercado. O impacto que a Universidade causa na sociedade está estampado em nossos corpos crus unidos pela luta em permanecer resistindo e existindo em todas as partes.