Memória do ato do dia 20 de maio
(1º momento da JURA PAMPA 2022)
Memória do ato do dia 20 de maio
(1º momento da JURA PAMPA 2022)
Reforma Agrária Popular e Projeto de País: Os desafios da Educação do Campo
Madrugada camponesa,
faz escuro ainda no chão,
mas é preciso plantar.
A noite já foi mais noite,
a manhã já vai chegar.
(Madrugada Camponesa Thiago de Mello)
Ainda era escuro, quando caravanas compostas por Indígenas, Quilombolas, Sem Terra, Agricultores/as e Pecuaristas Familiares, Professores/as e Estudantes de escolas do campo, de Escolas Famílias Agrícolas, Militantes de Movimentos da Economia Solidária, Feirantes, Técnicos/as de Assuntos Educacionais, Estudantes e Professores/as Universitários/as iniciaram suas marchas, a partir de diversos municípios do RS, para participar da primeira atividade da JURA PAMPA 2022. Enquanto, no ponto de encontro, o campus de Dom Pedrito, se preparava para receber de punhos cerrados, em forma de união e luta, o evento que contaria com a presença de mais de 250 pessoas.
Ainda na madrugada em Marcha para a JURA
Chegada no Campus
Estudantes do Ensino Médio da Escola Adão Pretto participando da JURA
Foi com essa animação que a mística de abertura contou com a participação do MST, FETAG e AGEFA, que abriram os trabalhos da manhã e apontaram os desafios da Educação do Campo no atual momento. Em seguida a Direção do Campus de Dom Pedrito, por meio da professora Nádia Bucco e do professor Algacir Rigon falaram da importância do direito dos povos à universidade.
Conferência de abertura com o professor Jonas Duarte
Dando sequência a quilombola Fabiani Franco de Alves, egressa do curso de Educação do Campo da Unipampa e mestranda do Programa de Pós-Graduação em Sustentabilidade junto a Povos e. Territórios Tradicionais (PPG-PCTs), da Universidade de Brasília - UnB, apresentou o professor Jonas Duarte da UFPB para a conferência de abertura com o tema Reforma Agrária Popular e Projeto de País: Os desafios da Educação do Campo.
O professor Jonas Duarte destacou a importância da Jornada Universitária em Defesa da Reforma Agrária. Para Jonas o papel da universidade é produzir conhecimentos comprometido com os interesses do povo que a mantém, contribuindo para a consolidação da soberania popular e nacional. Para isso é preciso contrapor à uma organização econômica baseada na da exploração pelo capital dos recursos naturais, sociais e culturais, agravado no, nosso caso, por um capitalismo dependente. Não fazer a reforma agrária foi fundamental para manter esse modelo com o esvaziamento do campo e a subordinação da agricultura ao capital financeiro. (Em breve disponibilizaremos a transcrição da Conferência de Abertura)
Já não estava mais tão frio, com os primeiros raios de sol atravessando a densa serração, quando motivados pela exposição do professor Jonas, participantes do encontro saborearam o primeiro lanche partilhado pelas diversas caravanas.
Fabiani Franco e Jonas Duarte na Conferência de abertura
Cenair, representando a BioNatur, faz os agradecimentos da JURA PAMPA ao professor Jonas Duarte
A JURA PAMPA é uma construção coletiva à várias mãos
Uma organização grande e bonita como a
Enquanto isso, as diversas equipes já estavam em pleno funcionamento. A equipe da recepção, já havia credenciado centenas de pessoas, as crianças já brincavam e aprendiam felizes na ciranda, a equipe do Rancho Panela Queimada já preparava desde cedo um delicioso almoço com alimentos da reforma agrária, da agricultura familiar, da feira livre de Dom Pedrito...
Mesa Povos e comunidades e seus Territórios de Vida e Saber na/do Pampa
A programação continuou pela manhã com a mesa xxxx composta por xxxx
Plantar Árvores e Produzir Alimentos Saudáveis compromissos da Reforma Agrária Popular
Pouco antes do almoço, crianças Sem Terra, Indígenas, Quilombolas, Agricultoras e Pecuaristas Familiares, fizeram o plantio simbólico, inaugurando a Agrofloresta Capão de Mato Antônio Edoíno (nome definido na plenária final), neste mesmo ato o Sr. Otílio lembrou que é compromisso de toda a sociedade plantar e cuidar das árvores para resistir à destruição do ambiente e ao envenenamento da vida provocado pelo Agronegócio.
Comer é um ato político
feira
GEPs
Plenária Final - Roda de Ciranda Essa JURA não é só minha, é de todos nós
Plantio das árvores