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Este material foi preparado cuidadosamente para você.
A fisioterapia aplicada ao pós-parto e à amamentação é uma área de atuação nova que está em constante crescimento e é de muita importância.
Este conteúdo agregará muito em seu currículo acadêmico. Aproveite!
O puerpério é o período que compreende as primeiras semanas após o parto, mas os efeitos físicos e emocionais dele podem se estender por meses. Nessa fase, o corpo da mulher passa por intensas transformações: reorganização hormonal, retorno dos órgãos, musculatura e até mesmo estruturas ósseas à sua posição natural, cicatrizações (seja do parto vaginal ou cesáreo), alterações no sono e humor, e início da amamentação — muitas vezes, acompanhado de dor, insegurança e/ou dificuldades (Zhu et al., 2021).
É nesse contexto que a fisioterapia atua de forma fundamental, humanizada e segura, contribuindo para:
1. O alívio de dores e desconfortos (lombares, cervicais, abdominais, cicatriciais, perineais e mamárias)
A fisioterapia atua com técnicas de terapia manual, mobilizações suaves, liberação miofascial e exercícios de alongamento para reduzir sobrecargas nas regiões lombar e cervical, comuns devido à amamentação e ao cuidado com o bebê. Para cicatrizes (cesariana ou episiotomia), podem ser aplicadas técnicas de massagem cicatricial e recursos, como laser de baixa intensidade, acelerando a cicatrização e diminuindo a dor local.
2. A promoção de uma cicatrização saudável
O fisioterapeuta orienta cuidados locais (higienização, proteção mecânica) e utiliza técnicas de mobilização cicatricial (para evitar aderências), bandagens funcionais (kinesiotaping) e recursos eletrotermofototerapêuticos (como laser e ultrassom terapêutico) para estimular a regeneração tecidual.
3. O alívio do edema
O edema é comum nas pernas e nos pés devido à sobrecarga circulatória da gestação e pós-parto. O fisioterapeuta pode aplicar drenagem linfática manual, exercícios de bombeamento venoso, orientações posturais (como elevação dos membros inferiores) e uso de meias compressivas, quando indicado.
4. O tratamento de incontinências urinárias ou fecais
São trabalhados exercícios específicos do assoalho pélvico (PFMT), com progressão em diferentes posturas (deitada, sentada e em pé), e recursos, como biofeedback e eletroestimulação, quando necessário. O treino funcional inclui a ativação do assoalho em situações do dia a dia, como tossir ou pegar peso, prevenindo perdas urinárias e melhorando a função esfincteriana.
5. A correção postural e a prevenção de disfunções musculoesqueléticas
Com foco nas mudanças biomecânicas do período, o fisioterapeuta orienta ajustes posturais para amamentar, carregar o bebê e realizar atividades domésticas. Também propõe exercícios de fortalecimento de musculatura estabilizadora (core, glúteos e dorsais) e alongamentos para compensar sobrecargas, prevenindo dores crônicas.
6. A reabilitação de diástase abdominal
Após a avaliação da distância inter-retos, são aplicados exercícios específicos para a ativação do transverso do abdômen e core profundo. Técnicas, como exercícios hipopressivos, treino funcional adaptado e kinesiotaping, podem auxiliar no fechamento da diástase, na melhoria da estética abdominal e na estabilidade lombopélvica.
7. O fornecimento de orientações sobre cuidados com o períneo, cicatrizes e retorno gradual à atividade física
O fisioterapeuta orienta o paciente a reconhecer sinais de sobrecarga (dor, escape urinário e sensação de peso pélvico) e ensina cuidados com a cicatriz de cesariana ou episiotomia. Também prescreve um plano de retorno à atividade física progressivo e seguro, respeitando o tempo de cicatrização e adaptação corporal.
8. A promoção do conforto durante a amamentação, por meio de orientações ergonômicas, liberação de tensões musculares e técnicas que estimulam a produção de leite
São fornecidas orientações ergonômicas para o posicionamento da mãe e do bebê, prevenindo a sobrecarga de ombros e coluna. Além disso, técnicas de liberação de tensões musculares (cervicais, torácicas e peitorais) e drenagem mamária manual podem auxiliar na melhora da ejeção do leite e no alívio de ingurgitamento mamário.
9. O apoio emocional e escuta ativa
Elementos fundamentais para essa fase tão sensível.
A fisioterapia no pós-parto é respaldada por evidências científicas que demonstram os respectivos benefícios tanto na recuperação física quanto na qualidade da amamentação e bem-estar geral da puérpera (Bo et al., 2022; Dumoulin; Cacciari; Hay-Smith, 2018).
O puerpério é dividido em três fases: imediato, tardio e remoto.
1. Puerpério imediato
Período: 0 a 10 dias após o parto.
Características fisiológicas:
1.1 Involução uterina e genital
O útero começa a retornar ao tamanho pré-gestacional por meio de contrações, chamadas de entuertos. Esse processo também envolve a redução do colo uterino, da vagina e da vulva, além da eliminação do lóquio (secreção vaginal resultante do processo de cicatrização uterina).
1.2 Dor perineal ou incisional (episiotomia/cesárea)
Muitas mulheres relatam dor ou desconforto na região perineal, especialmente quando houve episiotomia, lacerações ou parto vaginal. Nas cesarianas, a dor está associada à incisão abdominal e pode dificultar movimentos básicos, como tossir, levantar ou amamentar.
1.3 Queda abrupta hormonal (estrogênio e progesterona)
Após a saída da placenta, há uma queda brusca nos níveis de estrogênio e progesterona, o que influencia o humor, o sono e pode predispor à tristeza puerperal (baby blues) ou até mesmo à depressão pós-parto. Esse desequilíbrio hormonal também impacta diretamente o início da produção de leite.
1.4 Início da lactação
A queda hormonal favorece a elevação da prolactina, estimulando a produção de leite. Esse processo pode vir acompanhado de ingurgitamento mamário (aumento e endurecimento das mamas), sensibilidade e necessidade de ajustes na pega e posição do bebê para evitar fissuras e dor durante a amamentação.
1.5 Ajustes da amamentação
Nos primeiros dias, a mãe e o bebê estão em processo de aprendizado. É comum haver dificuldades na pega correta, dor nos mamilos, insegurança quanto à produção de leite e necessidade de orientações ergonômicas para reduzir sobrecarga cervical e lombar.
1.6 Maior risco de complicações, como hemorragia, infecções e trombose
O puerpério imediato é considerado um período de vigilância, pois a mulher está mais suscetível a complicações, como:
Hemorragia pós-parto, devido à falha na contração uterina (atonia).
Infecções puerperais, que podem ocorrer no útero, períneo ou cicatriz de cesariana.
Trombose venosa profunda, favorecida pela imobilidade relativa e alterações hemodinâmicas próprias da gestação.
Atuação da fisioterapia:
Orientações posturais para amamentar, levantar-se corretamente e realizar as atividades do dia a dia.
Orientações de cuidados pós-parto para a recuperação.
Consultoria de amamentação.
Respiração diafragmática para favorecer o retorno circulatório e abdominal.
Mobilização precoce leve, com caminhadas pequenas e seguras (reduz risco de TVP).
Exercícios suaves de assoalho pélvico (sem carga) se não houver dor.
Drenagem linfática manual para edemas, melhoria da função intestinal, melhoria da circulação sanguínea e linfática, melhoria do metabolismo, alívio de dores e tensões, promover o descanso da mãe, aliviar sintomas de ansiedade depressão e estresse, que são comuns no pós-parto, melhoria da involução uterina e evitar seroma pós-cesárea.
Alívio da dor, com técnicas de terapia manual leve, termoterapia local, posicionamento, taping, laser e mobilização passiva suave
Laserterapia / Fotobiomodulação utilizada na região abdominal para recuperação interna local (a saída da placenta gera uma ferida uterina), acelerar a cicatrização da cesárea e aliviar os desconfortos cirúrgicos (se for o caso), laceração perineal ou episiotomia (raramente usada, pois não é mais uma prática recomendada), fissuras mamárias, mastite, ingurgitamento mamário, candidíase mamária e homeostase da mãe.
Taping utilizado para aliviar os desconfortos abdominais do pós-parto, a fim de promover uma melhor recuperação abdominal, cicatrização da cesárea e para edema de membros inferiores.
Apoio emocional e escuta ativa.
Importante: evitar abdominais, exercícios intensos ou manipulações profundas. Foco na segurança e acolhimento. Logo após o parto, é recomendado esperar de 8 a 12 horas para começar a intervenção fisioterapêutica, para evitar quaisquer complicações futuras.
2. Puerpério tardio
Período: 11 dias até 6 semanas pós-parto.
Características fisiológicas:
Restauração progressiva do sistema reprodutor.
Regeneração do períneo e cicatrizes.
Maior estabilidade hormonal.
Início da recuperação do core.
Atuação da fisioterapia:
Avaliação de diástase abdominal e assoalho pélvico.
Exercícios específicos para transverso abdominal e multifídeos.
Início de massagem cicatricial (cesárea ou laceração) com liberação fascial leve.
Alongamentos suaves com liberação miofascial (sem tensionar a pelve).
Treinamento funcional leve, com foco em postura, respiração e controle motor.
Educação postural no cuidado com o bebê e nas tarefas domésticas.
Técnicas manuais para dores lombares, cervicais e sacroilíacas.
Orientação sobre o retorno gradual às atividades físicas (com segurança).
Estudos mostram que o fortalecimento precoce do assoalho pélvico reduz incontinência e melhora a função sexual (Dumoulin; Cacciari; Hay-Smith, 2018)
3. Puerpério remoto
Período: 6 semanas até 6 meses (podendo se estender até 12 meses ou mais, especialmente na amamentação).
Características fisiológicas:
Estabilização hormonal (com variações se estiver amamentando).
Reorganização postural e corporal.
Maior demanda física com bebê em crescimento.
Início do retorno à rotina e ao trabalho.
Atuação da fisioterapia:
Programa de reabilitação completo: força, resistência, mobilidade e postura.
Fortalecimento progressivo do core e pelve.
Reabilitação da diástase abdominal (se presente).
Treinamento funcional e cardiorrespiratório leve/moderado.
Avaliação de disfunções sexuais e pélvicas.
Preparação para retorno ao exercício físico com segurança.
Técnicas de relaxamento e autocuidado.
Técnicas de alívio para dor cervical e dorsal relacionada à amamentação.
Dermatofuncional para alívio das queixas estéticas.
A atuação fisioterapêutica nessa fase reduz queixas musculoesqueléticas e melhora a qualidade de vida das mulheres no retorno à rotina (Bo et al., 2022).
Objetivo da Aula
Capacitar o aluno a aplicar sessões práticas de fisioterapia seguras, eficazes e adaptadas para cada fase do pós-parto, reconhecendo limitações, prioridades e benefícios de cada fase e de cada paciente.
a) Técnica Contensiva Pós-Parto
Aplicação:
Feita na região abdominal, com o objetivo de proporcionar suporte, estabilidade, sensação de contenção e alívio dos desconfortos abdominais (a técnica de aplicação do taping terá leve efeito linfático).
Como aplicar:
Com a paciente deitada, aplicar uma faixa transversal na região inferior de todo abdômen (em forma de “U” ), com tensão moderada. Seguir aplicando fitas em “I” do centro do abdômen para as laterais e finalizando com fita em “i” na vertical apoiando as bordas e dando acabamento no taping.
Fase indicada:
A partir da fase imediata (aplicável a partir de 12 horas do parto até 10 dias). NÃO
APLICAR SOBRE A INCISÃO CIRÚRGICA.
Benefícios:
Sensação de segurança e contenção.
Auxilia no retorno da musculatura abdominal.
Melhora postural.
Redução da sensação de “peso” e de “estar tudo solto” no abdômen.
Estabilização do CORE.
Alívio de dor e desconfortos abdominais.
b) Técnica em leque (linfática)
Aplicação:
Utilizada em membros inferiores para favorecer a drenagem linfática, indicada especialmente em casos de edema pós-parto.
Como aplicar:
Com a paciente em repouso, aplicar a âncora da fita na região próxima aos linfonodos inguinais, e as “pernas do leque” em direção ao tornozelo, com mínima tensão.
Quando aplicar:
A partir da fase imediata, respeitando a integridade da pele.
Por que aplicar:
Estimula a drenagem linfática superficial.
Reduz edemas.
Melhora o conforto físico.
c) Técnica para dor lombar
Aplicação já descrita em aula anterior (técnica em H na região lombo-sacral).
Cuidados essenciais:
Não direcionar a linfa para a cicatriz da cesárea, pois há risco de sobrecarga linfática e edema reativo na área de lesão.
Deve-se respeitar o ritmo lento e constante da técnica.
A pressão é leve, adaptada ao conforto e sensibilidade da paciente.
Benefícios:
Redução de edemas, toxinas e inflamações.
Melhoria do retorno venoso.
Melhoria da produção de leite materno.
Diminui as dores do pós-parto e os desconfortos.
Alívio da sensação de peso e cansaço nos membros.
Promoção de relaxamento e bem-estar.
Melhor mobilidade.
Diminui a formação de fibrose e aderências cicatriciais.
Melhora a elasticidade e a saúde dos tecidos.
Alivia tensões musculares e fasciais.
Melhora a recuperação funcional geral.
Acelera a involução uterina.
Prevenção e/ou tratamento de seroma devido à cesariana.
a) Cesárea:
Aplicar laser vermelho (660 nm), em 3 J/ponto, ao longo da cicatriz.
Início: a partir de 24 horas de puerpério.
b) Laceração perineal:
Laser vermelho (660 nm), 3 J/ponto, ao longo da lesão.
c) Região abdominal (dequitação placentária):
Laser infravermelho (808 nm), 3 J/ponto, sobre a região baixa do abdômen para alívio de dor e desconforto.
d) Mastite:
808 nm, 3 J/ponto, em quadrantes inflamados + axilas.
e) Fissura mamilar:
660 nm, 3 J/ponto, diretamente sobre a lesão.
f) Candidíase mamária:
660 nm, aplicação pontual sobre o mamilo e aréola, 3 J/ponto.
O laser de baixa potência utilizado em 3J é muito utilizado no pós-parto, pois, dessa forma, acelera-se a cicatrização, modula-se a inflamação, há a recuperação tecidual, o alívio de dor e sensibilidade, a prevenção e o tratamento de infecções (independentemente de ser fúngica ou bacteriana) e a prevenção de deiscência na cesárea ou na laceração perineal.
Diferentemente do LED, o laser age em torno de 48 horas quando aplicado, de forma que não deve ser utilizado todos os dias. Também não deve ser utilizado mais de 1x ao dia!
a) Prevenção de aderência/fibrose em cesárea:
Mobilização da cicatriz em todas as direções, após liberação médica e fechamento total da pele.
Técnica circular, superficial e progressiva.
b) Alívio de desconfortos abdominais:
Massagem leve com movimentos circulares (sentido horário e deslizamentos laterais no abdômen.
Fase imediata:
Exemplo: respiração diafragmática + contração leve de períneo.
Importância: ativa a circulação, promove o relaxamento e prepara para a reabilitação.
IMPORTANTE: só é permitida a realização de exercícios nessa fase com liberação médica.
Fase tardia:
Nessa fase, é importante iniciar aos poucos o fortalecimento global do corpo, sem uso de carga, com exercícios leves e progressivos, respeitando o limite da paciente. O foco é ativar a musculatura aos poucos, sem gerar sobrecarga.
É importante que as sessões não gerem dor no dia seguinte.
Exemplo: ativação do transverso abdominal com associação respiratória (inspira inflando a caixa torácica e crescendo o corpo, e expira diminuindo o espaço, gerando contração abdominal).
Importância: promove controle motor, auxilia na estabilização do tronco e fechamento da diástase.
Fase remota:
Nessa fase, a paciente já está liberada para as atividades físicas, o que te permite o uso de carga e exercícios mais amplos.
Na fase remota, o intuito não é mais a recuperação funcional do corpo no pós-parto, mas tratar as disfunções e queixas da paciente.
Exemplo de exercício: ponte, utilizando a bola como apoio dos pés. Inspira relaxando o corpo e expira gerando contração abdominal e perineal associado com o movimento de elevação pélvica. Novamente, inspira voltando o corpo para a posição inicial.
Importância: fortalece o core, melhora a postura e a estabilidade lombo-pélvica, proporciona propriocepção e equilíbrio, promove o fortalecimento perineal, trata a diástase abdominal e melhora a postura.
Na avaliação da diástase abdominal no período pós-parto, é fundamental que o procedimento seja realizado apenas após a liberação médica, especialmente em casos de parto cesáreo recente, devido ao processo de cicatrização da parede abdominal e ao risco de complicações. A avaliação deve considerar não apenas a distância entre os feixes do músculo reto abdominal, mas também a qualidade do tecido conjuntivo da linha alba, a força muscular e a presença de sintomas associados, como dor lombar, instabilidade pélvica ou alterações posturais. Além disso, é importante observar o momento adequado para iniciar os testes, respeitando o tempo de recuperação individual e garantindo que a paciente esteja em condições seguras para a execução de manobras de contração abdominal. Esse cuidado assegura maior precisão diagnóstica e direciona o fisioterapeuta para um plano de tratamento eficaz e individualizado (Mesquita et al., 1999).
Como avaliar:
Em decúbito dorsal, com joelhos flexionados, a puérpera eleva a cabeça e os ombros suavemente, como um abdominal.
O terapeuta palpa toda a linha média do abdômen.
A distância entre os retos abdominais é avaliada em dedos ou centímetros.
É considerada diástase abdominal patológica (quando gerará outras disfunções secundárias) quando há mais de 2 cm entre os retos abdominais.
Figura 1 - Exemplo de diástase abdominal
Exercícios para tratamento:
O tratamento consiste na execução de exercícios que promovem a ativação do músculo transverso do abdome.
O fisioterapeuta pode se especializar na área de amamentação e proporcionar consultorias para as mamães. É ideal que o profissional que atue nessa área tenha amplo conhecimento de técnicas avaliativas e de tratamento.
Com as técnicas transmitidas a seguir, você conseguirá fornecer um suporte durante os seus atendimentos.
Avaliação:
Ingurgitamento mamário.
Candidíase mamária (infecção fúngica).
Fissuras mamilares.
A seguir, há um *guia baseado em evidências científicas e protocolos clínicos (OMS, UNICEF, Academy of Breastfeeding Medicine)*.
* Grau Leve
- Mama firme, mas sem dor intensa.
- Pele levemente brilhante, sem vermelhidão.
- Leite flui normalmente.
O que fazer: drenagem linfática manual e laserterapia.
* Grau Moderado
- Mama endurecida e dolorida ao toque.
- Pele tensa e avermelhada.
- Dificuldade de extração do leite.
O que fazer: drenagem linfática manual, laserterapia e indicar para um profissional especialista em amamentação.
* Grau Grave (Risco de Mastite)
- Mama muito inchada, quente e vermelha.
- Dor intensa e febre (> 38 °C).
- Possível bloqueio de ductos.
O que fazer: nesse caso e no caso de já ter se tornado uma mastite (inflamação de glândulas mamárias), o tratamento deve ser feito por um consultor de amamentação.
Importância da consultoria:
A consultoria de amamentação evita o desmame precoce, previne fissuras, aumenta a confiança da mãe e garante mais conforto para ambos.
A amamentação deve ser incentivada devido aos inúmeros benefícios que tem para a saúde da mãe e seu bebê.
Sinais e sintomas: dor ardente durante e após as mamadas; mamilos brilhantes, descamativos ou com placas brancas; e dor que não melhora com o ajuste de pega.
Conduta:
- Utilizar laserterapia para tratamento. Se não houver melhora em 24 horas, indicar que passe por uma consulta médica.
- Recomendar que evite umidade na região mamilar, fazendo uso de rosquinhas de amamentação, dormir sem sutiã e secar os seios após cada mamada antes de fechar o sutiã.
Sinais e sintomas: rachadura na região mamilar, podendo ser superficial ou até mesmo mais profunda.
Conduta: laserterapia para cicatrização e encaminhar para consultoria de amamentação para avaliação e ajustes.
Orientações que o fisioterapeuta pode entregar:
Evite esforços e longas permanências em pé nas primeiras semanas.
Mantenha boa postura ao amamentar (use apoio lombar e para os braços).
Não carregar peso excessivo (exceto o bebê).
Pratique respiração profunda diariamente.
Realize contrações leves do assoalho pélvico durante o dia.
Evite exercícios intensos sem liberação médica.
Hidrate-se, alimente-se bem e aceite ajuda sempre que possível.
Procure apoio profissional para amamentação e dor.
A seguir, há alguns artigos científicos, para que possa estudar um pouco mais os temas abordados na aula:
ATUAÇÃO DA FISIOTERAPIA EM PUÉRPERAS
https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/66519/47443
ATUAÇÃO DA FISIOTERAPIA NO PUERPÉRIO IMEDIATO
https://repositorio.pgsscogna.com.br/bitstream/123456789/39600/1/JULIANA_MENDO%C3%87A.pdf
FISIOTERAPIA PÉLVICA NO TRATAMENTO DA DIÁSTASE ABDOMINAL EM MULHERES NO PÓS-PARTO
https://periodicorease.pro.br/rease/article/view/17176/9632
A EFICÁCIA DA LASERTERAPIA NA CICATRIZAÇÃO DE PÓS-OPERATÓRIO DE CESÁREA: RELATO DE CASO
https://revista.cpaqv.org/index.php/CPAQV/article/view/1913/1451
A EFICÁCIA DA LASERTERAPIA NOS TRAUMAS MAMILARES NO PERÍODO PUERPERAL E ASPECTOS ASSOCIADOS: REVISÃO NARRATIVA
https://healthpe.emnuvens.com.br/healthpe/article/view/15/16
AVALIAÇÃO DA DRENAGEM LINFÁTICA MANUAL NO PÓS-PARTO IMEDIATO
https://www.recien.com.br/index.php/Recien/article/view/182/185
BØ, K. et al. Recovery of pelvic floor muscle strength and endurance 6 and 12 months postpartum. International Urogynecology Journal, 2022. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/36048249/. Acesso em: 26 set. 2025.
DUMOULIN, C.; CACCIARI, L. P.; HAY-SMITH, E. J. C. Pelvic floor muscle training versus no treatment, or inactive control, for urinary incontinence in women. Cochrane Database of Systematic Reviews, 2018. Disponível em: https://www.cochrane.org/evidence/CD005654_pelvic-floor-muscle-training-urinary-incontinence-women. Acesso em: 26 set. 2025.
MESQUITA, L. A. et al. Fisioterapia para redução da diástase dos músculos retos abdominais no pós-parto. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, 1999. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbgo/a/w7zHv8SwNQbC4xVmHfVfddC/. Acesso em: 26 set. 2025.
ZHU, D. et al. Eficácia da fisioterapia para sintomas do trato urinário inferior em mulheres no pós-parto: revisão sistemática e meta-análise. Shenyang: [s. n.], 2021. Disponível em: https://www.frontiersin.org/journals/medicine/articles/10.3389/fmed.2024.1397258/full. Acesso em: 26 set. 2025.