MOSTRA DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO
MEPE
Vol. 2 2022.
MEPE
Vol. 2 2022.
A IMPLEMENTAÇÃO DO PARTO HUMANIZADO EM HOSPITAIS
A IMPLEMENTAÇÃO DO PARTO HUMANIZADO EM HOSPITAIS
Karina Brito da Costa Ogliari¹ André Michael Satelis Vasconcelos² Emilly Aparecida Rodrigues² Rafaela Oliveira Souza²
1. Docente do Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos - UNICEPLAC. 2. Estudantes do Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos - UNICEPLAC
Objetivo: Retratar a assistência de enfermagem oferecida às gestantes no processo de humanização do parto nos hospitais. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa de literatura que é o método que sintetiza resultados de uma pesquisa sobre um tema. Ela foi desenvolvida no período de outubro até novembro de 2021 utilizando como base a seguinte pergunta norteadora conforme estratégia PICO: “De que forma a assistência de enfermagem é oferecida às gestantes que optam pelo parto humanizado?”. Foram pesquisados artigos no PortalRegional da BVS usando os descritores: enfermagem obstétrica AND humanização da assistência AND parto obstétrico. No portal foi utilizado o banco de dados BDENF – Enfermagem, LILACS, Coleciona SUSe IBECS, sendo os critérios de exclusão aplicados para esta análise a falta de proximidade com a temática, material em língua estrangeira e, textos não disponíveis no todo na base de dados.
Resultados: No total se procedeu a análise de 51 artigos científicos, excluídos 42 artigos científicos e, avaliados 24 através da leitura de título e resumo, sendo aproveitados apenas 07 artigos para o tema abordado, conforme tabela abaixo.
ANO
TÍTULO
OBJETIVO
2017
Manejo não farmacológico de alívio da dor em partos assistidos por enfermeira obstétrica.
Caracterizar os partos assistidos por enfermeira obstétrica quanto aos métodos não farmacológicos de alívio da dor no processo de parturição.
2017
O cuidado de enfermeiras de um programa de residência obstétrica sob o olhar da humanização.
Identificar os cuidados oferecidos à mulher, sob o olhar da humanização no parto e puerpério, pelas enfermeiras.
2018
Prática do enfermeiro obstetra quanto ao alívio da dor de parturientes.
Identificar estratégias não farmacológicas no alívio da dor de parturientes.
2018
Contentamento de puérperas assistidas por enfermeiros obstetras.
Avaliar os cuidados e a satisfação de puérperas assistidas por enfermeiros obstetras em um Centro de Parto Normal.
2019
Interdisciplinaridade na assistência ao parto: percepção dos enfermeiros obstetras.
Avaliar a percepção dos enfermeiros obstetras sobre a atuação interdisciplinar na assistência ao parto natural.
2020
Atuação dos profissionais de saúde e o processo de humanização no centro obstétrico.
Verificar na literatura científica a atuação dos profissionais de saúde acerca do processo de humanização no centro obstétrico.
2021
Significados e experiências de mulheres que vivenciaram o parto humanizado hospitalar assistido por enfermeira obstétrica.
Compreender os significados e as experiências de mulheres que vivenciaram o processo de parto humanizado hospitalar assistido por enfermeira obstétrica e a motivação para essa escolha.
Discussão: Caderno de atenção básica número 32 que se refere ao pré-natal de baixo risco traz um novo tópico muito importante na saúde materna na atualidade, porque a grande maioria da população acredita em o parto cesáreo como mais seguro e eficaz, porém na literatura citada mostra que existe uma maior taxa de morbimortalidade materna e maior taxa de morbidade fetal em caso de partos cesáreos. A partir desse ponto é importante ver as qualidades e complicações no parto natural, dentre as qualidades podemos citar menor causa de hemorragias e infecções, menos complicações durante o trabalho de parto e melhor evolução do bebê em comparação ao nascido de uma cesárea. Dentre os defeitos o maior é a dor do trabalho de parto que acaba por acarretar em outros problemas como menor secreção de hormônios que vão ajudar durante o parto. (MINISTERIO DA SAUDE, S.A.C.D.A.B 2012).
Nos últimos anos foram empregadas algumas técnicas para um parto humanizado, como por exemplo: aromaterapia, banho de aspersão, deambulação, exercícios com bola suíça, onde visam diminuir a dor do trabalho de parto e com isso gerar maior adesão das mulheres ao parto natural para que tenham uma boa experiência durante esse momento tão importante. O enfermeiro obstétrico tem um papel crucial para a realização, monitorização e acompanhamento dessas técnicas com a gestante. (MARIA APARECIDA, F.C.M.H 2021) Como visto nos artigos citados é possível notar a grande importância e atuação do enfermeiro obstetra para o alívio da dor e ajuda durante o trabalho de parto humanizado, fazendo com que as parturientes se sintam vitoriosas e respeitadas durante essa grande experiência vivida. Em conjunto com uma equipe multiprofissional, a enfermagem ganhou papel fundamental durante o parto humanizado, pois visa fazer o mínimo de intervenções invasivas possíveis para que os índices mórbidos diminuam e com que as experiências das puérperas sejam mais felizes e mais efetivas. (EDILMA CORREIA. R, M 2018). É notória a alta dos índices de morbimortalidade materna devido à falta de adesão ao parto humanizado que nos últimos tempos vem decaindo, porém, a falta de colaboração da equipe interfere diretamente na assistência prestada com qualidade, por isso, apesar do enfermeiro obstetra ser o profissional marcante durante do parto humanizado é necessário a contribuição total da equipe para se ter resultados eficazes em todo o processo de trabalho de parto. Conclusões: Nota-se a grande importância do enfermeiro obstetra durante o parto humanizado como um todo para tornar a experiência do parto mais agradável para a mulher tendo em vista todo apoio e conforto através de métodos não farmacológicos oferecidos desde o momento da sua admissão na unidade até seu puerpério e não só isso como também diminuir os índices de morbimortalidade materna como visto acima. Apesar de ser visível a cooperação não só do enfermeiro, mas também de toda a equipe multiprofissional é necessário ainda vários ajustes nesse momento tão importante na vida da mulher, ajustes esses como a melhor aceitação pela equipe por novos métodos e modelos de cuidados e melhor qualificação profissional como um todo para que os objetivos do Ministério da Saúde sejam atingidos.
REFERÊNCIAS
GOMES, E.C. H; DAVIM, R.M.B. Prática do enfermeiro obstetra quanto o alívio da dor de parturientes. Rev. Enferm. UFPE online, Recife, 12 (12): 3426-35, dez., 2018.
LEHUGEUR, D; STRAPASSON, M.R; FRONZA, E. Manejo não farmacológico de alivio da dor em partos assistidos por enfermeira obstétrica. Rev. Enferm. UFPE online; Recife, 11 (12): 4929-4937 dez., 2017.
BAGGIO, M.A; et al. Significados e experiências de mulheres que vivenciaram o parto humanizado hospitalar assistido por enfermeira obstétrica. Rev. Baiana de Enferm; Salvador, 35, junho, 2021.
VELOSO, A.C.F, et al. Atuação dos profissionais de saúde e o processo de humanização no centro obstétrico. Rev. Nursing, São Paulo, 223 (268): 4570-4579 set., 2020.
RIBEIRO, J.F. et al. Contentamento de puérperas assistidas por enfermeiros obstetras. Rev. Enferm. UFPE online, Recife, 12 (9): 2269-75, set., 2018.
GIANTAGLIA, F.N. et al. O cuidado de enfermeiras de um programa de residência
ANÁLISE DE QUEDAS EM IDOSAS QUE REALIZARAM FISIOTERAPIA: UM ESTUDO RETROSPECTIVO
ANÁLISE DE QUEDAS EM IDOSAS QUE REALIZARAM FISIOTERAPIA: UM ESTUDO RETROSPECTIVO
Gabriela Barbosa Machado Poça1
Renata Pinheiro dos Santos1
Thais Gontijo Ribeiro2
1.Docentes do curso de fisioterapia do Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos (UNICEPLAC) – Brasília (DF), Brasil.
2.Fisioterapeuta, mestre em Ciências e Tecnologias em Saúde e docente do Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos (UNICEPLAC) – Brasília (DF) Brasil.
Objetivo: Avaliar o risco de quedas em idosas que realizam fisioterapia com o objetivo de prevenção.
Introdução: A expectativa de vida tem crescido no mundo e no Brasil, devido a predominância de doenças crônicas em substituição às doenças infecto-contagiosas reduzindo a mortalidade e aumentando a morbidade. As projeções demográficas apontam que em 2025, o Brasil terá um aumento na expectativa de vida com probabilidade de sobrevivência entre 70 anos ou mais. O desempenho físico do idoso tende a decair em decorrência de alterações morfológicas, funcionais, psicológicas e bioquímicas que ocorrem no processo de envelhecimento, assim como ocorre principalmente à redução de força muscular, densidade óssea e aumento de gordura corporal. Essas alterações refletem significativamente no aparelho locomotor, pois influencia na redução da velocidade de marcha, declínio postural e principalmente no equilíbrio e como consequência as quedas ocorrem com mais frequência. Em decorrência a estas alterações, as quedas são os episódios mais comuns na terceira idade e geram complicações, tais como: depressão, perda de confiança, limitações físicas, isolamento social, redução da qualidade de vida além de limitações nas atividades de vida diárias (AVD) e em casos mais graves podem levar ao óbito. A fisioterapia tem uma de suas funções prevenir a evolução das consequências do envelhecimento, contribuindo com a melhora da aptidão e função cinético funcional.
Metodologia: Trata-se de um estudo transversal, retrospectivo e descritivo realizado por meio de coleta de dados por meio de prontuários em uma universidade particular de fisioterapia do Gama, Distrito Federal, onde os pacientes são atendidos pelos estagiários e orientados por professores supervisores. Este projeto faz parte de um projeto guarda-chuva denominado: “Processo de recuperação funcional e o impacto das atuações interdisciplinares da fisioterapia: REFIn”, aprovado pelo comitê de Ética em pesquisa do UNICEPLAC com número de CAAE: 40693020.8.0000.5058. A população do estudo foi determinada mediante amostra por conveniência, mediante análise dos prontuários disponíveis, atendidos entre os anos de 2021 e 2022. Foram critérios de inclusão: mulheres com idade igual ou superior a 60 anos que realizaram o teste de alcance funcional (TAF) e tinham os dados completos em prontuário, foram excluídos os prontuários que não haviam o TAF em prontuário. O Teste de Alcance Funcional Anterior avalia o risco de quedas associado ao equilíbrio, por meio de uma fita métrica que é fixada na parede e posicionada na altura do ombro do indivíduo que mantém os pés paralelos ao solo realizando inclinação para frente com o membro superior estendido a 90 graus de flexão de ombro. É mensurado o deslocamento anterior, e esse valor possui correlação com equilíbrio, um deslocamento inferior a 15cm aponta deficiência funcional do equilíbrio, fragilidade e riscos de queda (KARUKA; SILVA; NAVEGA, 2011).
Resultados: Os dados foram analisados por meio de medidas de tendência central como média, mediana, desvio padrão, valores mínimos, máximos e porcentagem. A amostra foi constituída por vinte (20) prontuários, sendo quatorze (14) equivalente a (70%) tinham a faixa etária entre 60 e 70 anos, e a minoria seis (6) correspondendo a (30%) com idades variando entre 70 a 85 anos. Tiveram como fatores de riscos prevalentes onze (11) pacientes com Hipertensão correspondendo a (55%) dos casos, dez (10) possuíam diabetes (50%) e por fim apenas três (3) apresentaram cardiopatia (15%). De acordo com o Teste de Alcance Funcional a maioria onze 11 correspondente (55%) conseguiram alcançar deslocamento superior a 25cm, oito 8 idosas equivalente a (40%) conseguiram deslocamentos médio entre 15 e 25cm, e somente uma idosa correspondente a (5%) apresentou alto risco para quedas.
Conclusão: Este estudo mostrou que a maioria das pacientes atendidas pela fisioterapia apresentaram os resultados do Teste de Alcance Funcional satisfatórios para mensurar a queda em idosas. É importante destacar que este estudo foi composto por uma quantidade reduzida de prontuários, reduzindo a validade externa, contudo é relevante para as pacientes, principalmente para direcionar as intervenções realizadas.
REFERÊNCIAS
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HUMBERTO RODRIGUES SOUZA, L. et al. Queda em idosos e fatores de risco associados. seer.uscs.edu.br, p. 55–60, 2017.
KARUKA, A. H.; SILVA, J. A. M. G.; NAVEGA, M. T. Análise da concordância entre instrumentos de avaliação do equilíbrio corporal em idosos. Revista Brasileira de Fisioterapia, v. 15, n. 6, p. 460–466, nov. 2011a.
MAIA, T. et al. Aptidão física e qualidade de vida em idosos: um estudo transversal. objnursing.uff.br, 2014.
OLIVEIRA, D. V. DE et al. Comparação da funcionalidade, risco de quedas e medo de cair em idosos em razão do perfil de prática de atividade física. Acta fisiátrica, p. 176–180, 2019.
PEREIRA DE OLIVEIRA, P. et al. Análise comparativa do risco de quedas entre pacientes com e sem diabetes mellitus tipo 2Rev Assoc Med Bras. p.239, 2012.
ROSA, M. A. B. M. V. et al. Avaliação do limite de estabilidade pelo Teste Alcance Funcional anterior em idosos. Acta fisiátrica, p. 37–42, 2019.
SILVA, K. C. V. DA; PIMENTEL, B. N.; SANTOS FILHA, V. A. V. DOS. Quantitative and qualitative assessment of body balance in active elderly women and their relation to health in general. Codas, p. e20180246–e20180246, 2020.
A PERCEPÇÃO DAS PUÉRPERAS SOBRE A ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM DURANTE NO PROCESSO DE TRABALHO DE PARTO E PARTO EM UMA UNIDADE HOSPITALAR DO DISTRITO FEDERAL
Profa. Ms. Stephanea Marcelle Boaventura Soares1 Erilene Gonçalves2 Isabelly Doudement Duarte2 1. Professora do Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos – UNICEPLAC 2. Estudantes do Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos – UNICEPLAC Objetivo: Essa pesquisa visa desvelar os fatores associados à satisfação das puérperas quanto a assistência recebida durante o trabalho de parto e parto pela equipe de Enfermagem, em uma unidade hospitalar pública do Distrito Federal. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa exploratória, descritiva de natureza qualitativa, com mulheres em puerpério imediato, que tenham tido parto vaginal. O cenário para o desenvolvimento da pesquisa, será no alojamento conjunto, de uma unidade hospitalar pública do Distrito Federal, em consonância aos aspectos éticos-legais que tratam de pesquisa com seres humanos. Para a coleta de dados, será eleita a técnica da entrevista, e a execução se dará por meio do um roteiro semiestruturado. Os dados construídos serão submetidos à análise de conteúdo de Bardin. Resultados parciais: Os dados aqui apresentados são de domínio público, obtidos pela internet, pois se aguarda aprovação dos Comitês de Ética e Pesquisa da FEPECS – Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde e UNICEPLAC - Centro Universitário Apparecido dos Santos. O estado da arte apontou que ao dar voz às mulheres em puerpério imediato pode-se proporcionar uma experiência satisfatória com o processo de parturição, pois a maneira como as mulheres são recebidas na maternidade e a assistência a elas ofertada, são fatores constituintes de um atendimento considerado ideal, contemplando todo o suporte físico, psicológico e emocional. A informação é um instrumento de empoderamento feminino, que permite as mulheres de lutar e usufruir dos direitos que lhe são assegurados pelas Leis, Diretrizes e Protocolos de assistência ao parto natural em ambiente hospitalar, a exemplo, o direito de ter a presença de um acompanhante de sua livre escolha, assim também como o direito de ter todas as orientações necessárias para um bom desempenho durante o seu trabalho de parto, fazendo com que a mulher seja a protagonista deste momento inefável, que seja tratada com respeito, educação e humanização, por todos os profissionais de saúde, durante todo o processo de parturição. Conclusão: Este estudo propõe contribuir para a melhoria dos serviços, apontando as demandas que as mulheres gestantes e puérperas desse nosocômio, sob a perspectiva das usuárias, abrindo espaço para diálogo e reflexões sobre a assistência de enfermagem prestada e o que as normatizações existentes preconizam sobre o parto humanizado e se estas andam em conformidade. REFERÊNCIAS ALMEIDA, N. A. M. de; MARTINS, C. A.; VASCONCELOS, K. L.; RIOS, C. H. A.; LUCAS, E. A.; MACHADO, E. A.; MEDEIROS, A. V. de. A humanização no cuidado à parturição. Revista Eletrônica de Enfermagem, Goiânia, Goiás, Brasil, v. 7, n. 3, 2006. Disponível em: https://www.revistas.ufg.br/fen/article/view/892. Acesso em: 02 out. 2021. BARDIN L. Análise de conteúdo. Ed 70:São Paulo: Almedina; 2011. BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria N° 569/2000 - Dispõe sobre o Programa de Humanização no Pré-natal e nascimento. Brasília (Brasil): Ministério da Saúde; 2000. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2000/prt0569_01_06_2000_rep.html. Acesso em: 07 set. 2021. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas de Saúde. Área técnica de saúde da mulher. Parto, aborto e puerpério: assistência humanizada a mulher: manual técnico. Brasília (Brasil): Ministério da Saúde; 2001. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/cd04_13.pdf. Acesso em: 07 set. 2021. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas de Saúde. Área técnica de saúde da mulher. Humanização do parto: humanização no pré-natal e nascimento: manual Técnico. Brasília (Brasil): Ministério da Saúde; 2002. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/parto.pdf. Acesso em: 10 set. 2021 BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Política Nacional de Humanização. Brasília (Brasil): Ministério da Saúde; 2004a. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/humanizasus_2004.pdf. Acesso em: 10 set. 2021. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Política nacional de atenção integral à saúde da mulher: princípios e diretrizes / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. – Brasília: Ministério da Saúde, 2004b. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/politica_nac_atencao_mulher.pdf. Acesso em: 10 set. 2021. BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 1.067, de 4 de julho de 2005. Institui a Política Nacional de Atenção Obstétrica e Neonatal, e dá outras providências. Diário Oficial da União , Brasília, DF, 6 jul. 2005b. Disponível em: https://www.abenfo.org.br/site/biblioteca/arquivos/outros/031_portaria_1067_05.pdf . Acesso em: 25 set. 2021. BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº. 1.459, de 24 de junho de 2011. Institui, no âmbito do Sistema Único de Saúde - SUS a Rede Cegonha. Diário Oficial da União, Brasília, 27/06/2011. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde Gravidez, parto e nascimento com saúde, qualidade de vida e bem-estar / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Ações Programáticas Estratégicas, Área Técnica de Saúde da Criança e Aleitamento Materno. Área Técnica de Saúde da Mulher. – Brasília : Editora do Ministério da Saúde, 2013. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/gravidez_parto_nascimento_saude_qualidade.pdf. Acesso em: 25 set. 2021. BRASIL. Ministério da Saúde. Humanização do parto e do nascimento / Ministério da Saúde. Universidade Estadual do Ceará. – Brasília : Ministério da Saúde, 2014. 465 p. : il. – (Cadernos HumanizaSUS ; v. 4). Disponível em: https://www.redehumanizasus.net/sites/default/files/caderno_humanizasus_v4_humanizacao_p arto.pdf. Acesso em: 12 out. 2021. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos. Departamento de Gestão e Incorporação de Tecnologias em Saúde. Diretrizes nacionais de assistência ao parto normal: versão resumida [recurso eletrônico] / Ministério da Saúde, Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, Departamento de Gestão e Incorporação de Tecnologias em Saúde. – Brasília : Ministério da Saúde, 2017. Disponível em: http://conitec.gov.br/images/Protocolos/Diretrizes/Diretrizes_PartoNormal_VersaoReduzida_FI NAL.pdf. Acessado em: 10 nov. 2021. A PERSPECTIVA DE UMA PUÉ
A PERSPECTIVA DE UMA PUÉRPERA NA VIVÊNCIA DA INFECÇÃO POR COVID-19 NO CICLO GRAVÍDICO- PUERPERAL: UM ESTUDO CASO
A PERSPECTIVA DE UMA PUÉRPERA NA VIVÊNCIA DA INFECÇÃO POR COVID-19 NO CICLO GRAVÍDICO-PUERPERAL: UM ESTUDO DE CASO
Prof. (a). Ms. Stephanea Marcelle Boaventura Soares¹ Lorena Gabriella Alves de Farias²
1. Professora do Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos – UNICEPLAC
2. Estudante do Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos – UNICEPLAC
Objetivo: Essa pesquisa pretende desvelar os sentimentos de uma puérpera, sobre a vivência da infecção pelo Covid-19, durante o ciclo gravidíco-puerperal e descrever os aspectos positivos e negativos do isolamento social, analisando a sensação da solitude do puerpério pandêmico.
Metodologia: Trata-se de uma pesquisa descritiva, retrospectiva, com abordagem qualitativa, onde o objeto de estudo está circunscrito a um estudo de caso, em decorrência da unicidade, configurando-se análise da vivência obtida. A técnica de coleta de dados eleita será a entrevista, organizada por um roteiro semi-estruturado. A amostra do estudo será singular, composta por uma puérpera que experienciou a infecção por Covid-19, durante o ciclo gravidíco puerperal. Os dados qualitativos e específicos, que nortearão a avaliação da perspectiva da puérpera, sobre o puerpério em período pandêmico, serão submetidos à análise de conteúdo de Bardin, após apreciação do Comitê de Ética em Pesquisa do Centro Universitário Apparecido dos Santos – UNICEPLAC, respeitando os preceitos éticos e legais, em conformidade com a Resolução n. 466/12 do Conselho Nacional de Saúde (CNS).
Resultados: Os dados aqui apresentados são de domínio público, obtidos pela internet, pois se aguarda aprovação dos Comitês de Ética e Pesquisa da FEPECS – Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde e UNICEPLAC - Centro Universitário Apparecido dos Santos. O estado da arte apontou que o período do ciclo gravídico-puerperal, é um momento marcado por diferentes condições emocionais, uma fase de visíveis mudanças e expectativas quanto ao novo, sendo assim, esse período é condicionado a tensões, medos, expectativas, sonhos, realizações e principalmente para a mulher, a formação da nova responsabilidade, o papel social de ser mãe.TIM
REFERÊNCIAS
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APRIMORAMENTO DE COSMÉTICOS DECORATIVOS DE ORIGEM NATURAL COM FIM BIOECONÔMICO E SUSTENTÁVEL
APRIMORAMENTO DE COSMÉTICOS DECORATIVOS DE ORIGEM NATURAL COM FIM BIOECONÔMICO E SUSTENTÁVEL
Prof.a Dra. Gyzelle Pereira Vilhena do Nascimento¹ Cláudia de Azevedo Fagundes dos Santos Queiroz² Jackson de Oliveira Lima² Myllene Pereira da Costa Silva² Selma Barcelos Sampaio²
1. Orientadora. Docente do curso de enfermagem do Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos – UNICEPLAC 2. Estudante no Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos – UNICEPLAC
Objetivo: Aprimorar o desenvolvimento de produtos cosméticos naturais para melhorar a fixação, pigmentação e características sensoriais.
Metodologia: A metodologia aplicada na realização deste trabalho foi constituída de revisão bibliográfica, baseada em pesquisa de livros e periódicos em base de dados na Scielo, PubMed e Ecocert Brasil. Para a pesquisa dos artigos foram utilizados os descritores: cosméticos orgânicos, biocosméticos, cosméticos naturais e seus correspondentes em língua inglesa. Foram pesquisadas também legislações que regem os cosméticos orgânicos. Além disto, foram utilizados artigos e livros de outros anos por estarem de extrema relevância para a pesquisa. Foram descartados os artigos que não atenderam aos critérios de inclusão determinados pelos objetivos do trabalho.
Para desenvolvimento dos cosméticos em escala laboratorial os insumos usados nas maquiagens foram de origem vegetal ou ainda mineral, onde foram realizados testes de controle de qualidade baseados na Farmacopeia Brasileira 5ª edição. Esses testes avaliaram as características organolépticas (cor, odor, aparência, uniformidade), viscosidade, pH, densidade. As formas farmacêuticas aprimoradas foram: batons líquidos, lip tint, pó compacto, iluminador de pele, blush, sombra, máscara de cílios, delineador, óleo de limpeza de pele, água termal.
Resultados: A indústria de cosméticos engloba os setores de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos e caracteriza-se pela necessidade contínua de pesquisas de novos insumos e inovação em toda cadeia produtiva. Este fato pode ser considerado um fator de importância para a competitividade no setor (STADNICK; MÜLLER, 2019). Esse ramo da indústria farmacêutica confere importância para a economia de diversos países, dentre eles o Brasil (Galembck e Csordas, 2015). O aumento de empresas nessa área contribui para a geração de empregos e aumento de renda para o país e, somando a isso, o desenvolvimento de trabalhos com fins sustentáveis têm sido estratégia para aumento da economia bem como a aprimoramento de formas farmacêuticas com a inclusão de matérias primas de origem vegetal (MORAES et al, 2019).
Os produtos de embelezamento de origem natural, conhecidos por cosméticos sustentáveis têm em sua composição a ausência de compostos sintéticos sendo constituídos por insumos ativos e inertes capazes de serem mais facilmente absorvidos pelo usuário e também pelo ambiente de modo seguro (BEMPONG, 2017). Existe uma heterogeneidade nesta indústria, pois a presença de grandes empresas internacionais, diversificadas ou especializadas nos segmentos de perfumaria e cosméticos, é contrastada com um grande número de pequenas e médias empresas com atuação focalizada na produção (GARCIA e FURTADO, 2002). Em relação à sustentabilidade os avanços nas pesquisas cosméticas refletem ainda uma tendência tecnológica mundial concentrada nos produtos naturais e na biodiversidade relacionada a plantas, óleos essenciais, frutas e sementes como fontes de matérias-primas e princípios ativos para uso em produtos cosméticos (ZUCCO, SOUZA, ROMEIRO, 2012).
A procura por cosméticos ditos naturais está crescendo, incentivada por intenções de sustentabilidade, principalmente através da busca de um modo de vida mais saudável (EUROMONITOR, 2017) e, como isso o “consumo responsável” passa a fazer parte do perfil do consumidor desses produtos (MINTEL, 2018), que está migrando, em diferentes graus, para uma experiência de beleza mais natural (NIELSEN, 2018).
Avanços das pesquisas em biotecnologia e mercados de consumo levam a inovações de processos associados ao aprimoramento de produtos cosméticos com insumos naturais. Para verificação de estabilidade são realizados ensaios organolépticos que avaliam se o produto possui o aspecto, odor e cor, dentro dos parâmetros exigidos e os ensaios físico-químicos como o pH (SOUZA e FRASSON, 2010). As formas farmacêuticas aprimoradas, lip tint, iluminador, blush e sombra (figura 1), se apresentaram coloração uniforme, sem odor desagradável e pH entre 4,3 e 5,4 já que o cosmético deve apresentar pH mais próximo possível do pH natural da região onde será aplicado. O controle de qualidade de um produto visa garantir a segurança e efetividade de produtos, nortear o manipulador a respeito do desenvolvimento, das características da formulação e do material de embalagem, estimar prazo de validade e também para aperfeiçoamento da forma farmacêutica (ISAAC et al, 2008).
Legenda: (A): iluminador de pele, (B): batons líquidos e lip tint, (C): sombras, (D): pó compacto e blush, máscara de cílios e delineador, (F): óleo de limpeza de pele, água termal. Neves citado por Ribeiro (2010) diz que ser sustentável hoje significa satisfazer as necessidades sem comprometer as gerações futuras. A estabilidade do produto é testada e também para ter certeza que o produto e a embalagem impedem que ocorra o crescimento bacteriano em circunstâncias do mundo real. No presente trabalho todas as formas farmacêuticas se mantiveram sem contaminação microbiana aparente exceto a primeira formulação de sombra que continha amido de milho em sua formulação. Sabe-se que a contaminação microbiana pode comprometer a ação do produto criado devido à quebra da estabilidade da formulação, o que, consequentemente, acarretará alterações nas características físicas e/ou aparência, presença de precipitações, produção de gases e odor desagradável, podendo também levar à inativação dos ativos cosméticos e/ou excipientes da formulação, e ainda, causar a perda de confiança na empresa por parte do consumidor Conclusão: O aprimoramento de produtos cosméticos com insumos orgânicos de origem natural ou mineral é um mercado promissor sendo a segurança de um produto ligada diretamente a estabilidade dos mesmos, garantida quando não há interferências internas e/ou externas que possam compromete-las. Desta maneira, os testes realizados para aprimoramento de formas farmacêuticas cosméticas mostraram que tais apresentações se mantiveram estáveis após manipulação e com menor custo. Assim podem ser alternativas para preservação do meio ambiente e também com menor custo financeiro.
REFERÊNCIAS
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A RELAÇÃO DAS PESSOAS QUE VIVEM EM SITUAÇÃO DE RUA COM A PANDEMIA DO CORONAVÍRUS
A RELAÇÃO DAS PESSOAS QUE VIVEM EM SITUAÇÃO DE RUA COM A PANDEMIA DO CORONAVÍRUS
Agda Vitória Silva Hermínio1
Brenda Natacha Ferreira Soares1
Mariana Marques de Assunção1
Victoria Ximenes Barros1
Walquiria Lene dos Santos2
Marcus Vinícius Ribeiro Ferreira2
1. Estudantes do curso de Enfermagem do Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos - UNICEPLAC;
2. Professores do Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos - UNICEPLAC
Introdução: Barreiras de acesso à alimentação, higiene e direitos são apenas algumas das dificuldades que os sem-teto enfrentam todos os dias, tornando-os mais vulneráveis. Este grupo está esquecido há muitos anos e, infelizmente, a taxa de moradores de ruas aumentou durante a crise gerada pela COVID-19. Essas pessoas nas quais costumam ficar em lugares públicos tais como praças, viadutos e muitas vezes, também, permanecem em locais desabrigados, fazendo, então, com que a realidade desse enfrentamento da pandemia, com relação à essa população, seja uma questão extremamente complexa. (GAMEIRO, 2021). Mesmo antes deste momento que todo o mundo vive, já havia uma falta de políticas públicas direcionadas para os mesmos, e o cenário pandêmico expôs esses males sociais existentes. Como enfrentar a pandemia cuja a maior recomendação, em termos de proteção pessoal, seja o ‘fique em casa” se não têm moradias? Se não têm um lugar adequado para higienização, como poderiam usar máscaras se não existem condições de possuí-las? Sofrem, diariamente, fome e frio, mas ainda tentam enfrentar os desafios atuais. (GAMEIRO, 2021). A pandemia da Covid-19, além de ter afetado a saúde de diversas pessoas, elevou ainda mais a vulnerabilidade das pessoas que vivem em situação de rua, ampliando o contingente populacional e mudando o perfil dessa parcela da população. Conforme dados de pesquisa realizada pela Prefeitura do Rio de Janeiro, 31% das pessoas estão na rua há menos de um ano. Dessas, 64% estão nessa condição por perda de trabalho, moradia ou renda. Entre os entrevistados, 42,8% afirmaram que sairiam das ruas se tivessem um emprego. (MONTEIRO; CHAGAS, 2021)
Objetivos: - Geral: Conhecer a relação do sistema imunológico das pessoas que vivem em situações de rua e o coronavírus. Específicos: Conhecer os fatores que influenciam a qualidade de vida das pessoas que vivem em situações de ruas.
Metodologia: Para este estudo foi utilizada a pesquisa integrativa com uma abordagem quantitativa, para quantificar opiniões e informações de diversos estudos. A pesquisa integrativa envolve a sistematização e publicação dos resultados de pesquisas bibliográficas em saúde, visando a importância da pesquisa acadêmica na prática clínica 5. As seis fases do processo de elaboração da pesquisa integrativa são: identificação do tema e seleção da hipótese ou questão de pesquisa para elaboração da revisão integrativa; estabelecimento de critérios para inclusão e exclusão de estudos, amostragens e busca na literatura; definição das informações a serem extraídas dos estudos selecionados e categorização dos estudos; avaliação dos estudos incluídos na revisão integrativa; interpretação dos resultados; e apresentação da revisão e síntese do conhecimento. Foi realizada uma busca de artigos referente aos últimos 5 anos, sendo pesquisados em base de dados na Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e Scientific Eletronic Library Online (SCIELO). Foram encontrados os seguintes descritores em Ciência da Saúde (DECS): Para a operacionalização do estudo, realizou-se o cruzamento dos descritores na referida base de dados associado ao operador boleando and, encontrando-se 7 produções científicas. Os seguintes cruzamentos foram realizados: Moradores de rua, Sistema Imunológico, Covid-19. Como critérios de inclusão foram incluídos os artigos publicados entre os anos de 2016 a 2021, artigos com texto completo, descritos em língua portuguesa. Como critérios de exclusão, foram excluídos artigos que não estavam de acordo com os objetivos propostos neste estudo ou anteriores ao ano de 2016, em língua estrangeira. Após a realização da busca foram encontrados um total de 10 artigos, dos quais 3 artigos foram excluídos, pois não eram adequados aos objetivos que foram propostos no estudo. Nesta pesquisa foram usados 5 artigos que estavam dentro dos anos propostos e estavam de acordo com objetivo da pesquisa.
Resultados e discussão: Com base nos dados apresentados, é possível concluir diversos fatos acerca do cotidiano e a situação a que estão submetidas as pessoas em situação de rua. Extremamente vulneráveis, moradores de rua passam por um processo constante de degradação física e mental. (MONTENEGRO; MARTINS; DANTAS. In: Scielo Brasil). E apesar da existência de leis que garantem cidadania, qualidade de vida e saúde com equidade, integralidade e universalidade, esse grupo de pessoas permanece à margem, excluídos e invisíveis. (JÚNIOR; AGUIAR; 2020). Pessoas em condição de rua são mais suscetíveis a contrair doenças, o sistema imunológico é fator determinante no combate à infecção viral (HONORATO; OLIVEIRA; 2020) a exposição e vulnerabilidade, assim como a recorrência de comportamentos que oferecem riscos a saúde – prostituição, compartilhamento de objetos perfurocortantes, entre outros - contribuem para a deficiência do Sistema Imune dessa população considerada informal. (HONORATO; OLIVEIRA; RODRIGUES; SILVA, 2020; et al). Na estrutura tradicional da sociedade atual, a população de rua cresceu muitas vezes, incapaz de desfrutar a vida familiar, social e humana comum. No entanto, a Constituição Federal afirma claramente que a saúde é um direito de todas as pessoas e uma obrigação do Estado, verificando assim a universalidade do Sistema Único de Saúde (SUS). (MACHADO, RODRIGUES; 2015).
ARTIGOS
OBJETIVOS
RESULTADOS ENCONTRADOS
Direito à saúde à população em situação de rua.
Descrever a experiência de uma oficina realizada com pessoas em situação de rua sobre Direito à Saúde.
Interpretaram-se os resultados por meio das observações feitas, conforme as falas concedidas pela população consultada, por meio das observações realizadas durante a roda de conversa. Observou-se, entretanto, que a percepção dos usuários em relação ao conceito de saúde está atrelada ao senso de saúde como a ausência da doença; no entanto, apenas um participante demonstrou um conhecimento mais amplo sobre a percepção de saúde ao usar o termo felicidade para afirmar que é saudável.
Condições de risco à saúde: pessoas em situação de rua.
Analisar condições clínicas e comportamentos de risco à saúde de pessoas em situação de rua.
As PSR apresentaram características importantes que podem ser associadas aos costumes do cotidiano vivenciado que refletem diretamente no processo de adoecimento deste grupo populacional.
Determinantes sociais, equidade e consultório na rua.
Apresentar as experiências vividas por uma enfermeira no exercício de suas funções numa equipe de Consultório na Rua.
Identificou-se, em certos momentos, na UBS em que a eCR de atuação da enfermeira deste estudo estava implantada, a presença de preconceitos por parte de profissionais saúde devido à aparência da pessoa em situação de rua que, por vezes, se vestia com vestimentas rasgadas e sujas como, também, por parte do próprio usuário, que tinha receio e/ou medo de não ser acolhido na instituição. Vivenciaram-se, em algumas ocasiões, situações em que a pessoa em situação de rua permanecia na frente da UBS e, quando questionada sobre o porquê de não entrar na unidade, respondia que tinha vergonha. Ressalta-se que os encaminhamentos impressos realizados pela eCR aos outros serviços eram avaliados de forma satisfatória pelo usuário, pois facilitavam o acesso. Salienta-se que a pessoa em situação de rua, ao se deparar com uma situação de necessidade de cuidado à saúde, frequentemente buscava a UPA.
Habitus no cuidado à população de rua: um estudo etnográfico
Analisar os elementos constituintes do habitus de profissionais de saúde pertencentes a duas equipes de Consultório na Rua, localizadas na zona oeste do município do Rio de Janeiro.
Alguns elementos relacionados especificamente a estes profissionais foram semelhantes nas duas equipes, como trajetória profissional, percepção de suas práticas de cuidado e vinculação com populações vulneráveis.
Compreensão e entendimento de saúde vivenciado por pessoas em situação de rua.
Analisar o conhecimento sobre o direito à saúde de pessoas em situação de rua.
Foram entrevistadas 17 pessoas em situação de rua, sendo 41,2% do sexo biológico masculino. Ressalta-se que 3 entrevistados (17,6%) do sexo biológico masculino se identificaram como transgênero. A média de idade variou de 19 a 52 anos. Em relação ao grau de instrução, 5,9% são analfabetos; 41,2% tinham o ensino fundamental completo; 29,3% tinham o ensino médio incompleto; e 11,8% o ensino médio completo. A média de tempo de vivência na rua variou de 2 meses a 7 anos. O conhecimento acerca dos direitos à saúde mostra-se insuficiente; o acesso aos serviços de saúde foi dificultado pela exigência de endereço fixo; e o preconceito pela condição de morador de rua e/ou pela orientação sexual esteve presente.
Conclusões: Os moradores de rua constituem uma parte da população, população essa que se vê obrigada a viver uma realidade completamente diferente, vulneráveis e expostos ao preconceito, à violência, à doenças invisíveis e sem voz para brigar por seus direitos. A Constituição Federal e a lei 8.080 preveem que cada cidadão brasileiro tem direito a saúde e qualidade de vida. Com a incidência da pandemia do Covid-19, muitas pessoas perderam seus empregos, o que ocasionou uma grande ampliação do contingente populacional de moradores de rua. O trabalho, por sua vez, tem grande influência na qualidade de vida, pois contribui para a formação de renda, desenvolvimento de habilidades e a inclusão social. Por sua grande debilitação mental e física, e a incidência de doenças precedentes, alimentação deficiente, o uso de drogas e álcool, moradores de rua possuem Sistema Imunológico enfraquecido. O difícil monitoramento e acompanhamento dos moradores de rua, assim como a falta de testes, torna difícil trazer números exatos de contaminação e mortes. A carência de acesso a informação e a falta de políticas públicas que favorecem essa população impossibilitam o enfrentamento da pandemia, e a proteção contra o vírus invisível.
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ATENDIMENTO HUMANITÁRIO AOS PORTADORES DE CÂNCER DE PELE
ATENDIMENTO HUMANITÁRIO AOS PORTADORES DE CÂNCER DE PELE
Msc. Maria do Socorro de Lima¹ Vera Lúcia Teodoro dos Santos Souza¹ Ana Caroline Alves de Lima² Anna Lígia de Oliveira² Daniele Caroline Ferreira de Macedo²
1. Docente do Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos - UNICEPLAC. 2. Estudantes do Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos - UNICEPLAC
Objetivo: O objetivo geral deste é identificar os cuidados realizados pelos profissionais das Unidades de Saúde da Família direcionados aos usuários portadores de câncer de pele. No que desrespeito ao suporte, acolhimento, cuidados e em empatia, deste modo, fazendo que os portadores de câncer sejam visto como um todo e tratados da melhor forma possível, para que não haja desconforto para os mesmos. Metodologia: Para realizar este trabalho, optamos por uma revisão de literatura. esta metodologia reside na extensa análise do material existente, na qual se obtém conhecimento sobre temas de interesse. As buscas dos assuntos foram encontrados nas bases de dados: BVS, SCIELO E LILACS. Tratando da narrativa do tema ATENDIMENTO HUMANITÁRIO DOS PORTADORES DE CÂNCER DE PELE, com relação de artigos, teses, dissertações e mamografias, publicadas entre os anos, 2018 a 2022. As pesquisas foram feitas nas línguas, Inglês e português, com ênfase nas palavras chave: PELE; CARCIONOMA; ATENDIMENTO E HUMANIZAÇÃO, para obtenção dos achados do tema. Resultados: Para fins de resultados, foram divididos tópicos por autores através do quadro 1 a baixo, buscando identificar através de cada concepção a temática do pesquisa. Neste sentido o autor 1, fala sobre a humanização do atendimento do paciente oncológico geral, focando na temática geral do câncer. Já o autor 2, traz o conceito da necessidade de atenção para este portadores de câncer, e seus familiares que estão como base principal na vida destes paciente, podendo assim levar positivismo em um momento tão crítico. No mesmo seguimento, os autores 3 e 4, gera um contexto no qual foca a importância do atenção e atendimento aos portadores de câncer de pele, sendo necessário o auto conhecimento da situação e vulnerabilidade que estes usuários possuem, por estarem passando por um problema de saúde que trata até mesmo da aparência física do paciente.
Relatos por meios das pesquisas, traz que entre os diferentes tipos de câncer, que correspondem às várias células do corpo, destaca-se o câncer de pele, que se apresenta sob a forma de duas variantes: melanoma e não melanoma. O tipo mais frequente de câncer de pele na população brasileira é o não melanoma, O não melanoma apresenta-se sob a forma de carcinoma basocelular e carcinoma epidermóide com 70% e 25 % dos casos, respectivamente (INCA, 2022). O melanoma cutâneo é originado nos melanócitos, células produtoras de melanina, substância que confere pigmentação à pele e prevalece em adultos brancos, representando uma pequena porcentagem dos cânceres de pele, 4%. Assim tornando o perfil do portador como algo que atrapalha na aparência (SCHMIDT, 2020). O cuidado humanizado pode ser entendido como a compreensão do significado da vida e a capacidade de perceber e compreender a si mesmo e ao outro, situado no mundo e sujeito de sua própria história (MARTINS, et.al).
As situações da vida em que a pessoa é colocada face a face com sua tão negada fragilidade do seu momento, o medo é intenso e a forma de lidar com tudo isso vai depender da cultura e até mesmo da religiosidade de cada um. O fato de ser submetido a um procedimento diagnóstico, invasivo ou não, pode gerar um alto nível de ansiedade no paciente, seja pelo que poderá ser descoberto, seja pela pessoa desconhecida que o examinará ou por ser “entregue” a uma máquina que o assusta, nesse momento o atendimento humanizado e os famílias tem grande importância para o portador (PIRES, et.al,. 2018). Conclusão: Diante dos achados bibliográficos, resume-se que no Brasil, o câncer (CA) é considerado um dos problemas mais complexos que o Sistema Único de Saúde (SUS) enfrenta, em virtude de seu destaque epidemiológico, social e Econômico. Segundos os autores citados no decorrer do texto da pesquisa, constitui a importante questão de saúde pública, tanto nos países desenvolvidos quanto nos países em desenvolvimento, em virtude de seu crescente impacto sobre a rede de serviços e sobre a agenda de ações que atendam à exigibilidade da atenção. Neste sentido a pesquisa em questão traz ao leitor o entendimento no foi tratado e abordado nas pesquisas aplicadas para está conclusão, sabendo que o câncer de pele tem sido um dos câncer mais encontrados mediante pesquisas feitas pelo SUS. Diante dos fatos, a ansiedade gerada pelo procedimento diagnóstico tem ainda outros fatore prejudiciais na relação profissional com o paciente, isso porque a relação profissional usuário quase sempre está cercada pela crença de que é somente o profissional de saúde que sabe a respeito do estado de saúde ou doença do paciente. È importante ressaltar que os profissionais das técnicas radiológicas que são os principais responsáveis pelo tratamento devem ser munidos de boa técnica e de habilidades para lidar tanto com o equipamento quanto com o ser humano em fase de vulnerabilidade frente à possibilidade ou certeza de uma doença, através do acolhimento.
REFERÊNCIAS
INSTITUTO NACIONAL DO CÂNCER, 2019 acessado em, 09/03/2022, disponível em, INCA - Instituto Nacional de Câncer, Brasil, 2022
MARTINS J.da C. SILVA. B R. Da. STRIEDER. C.P. SILVEIRA. I. I. Da. CAMILIO K. C. 6. NUNES. T. C. Família e câncer: consideraç□?es acerca do diagnóstico, tratamento e terminalidade. Evento: XXVIII Seminário de Iniciação Científica ODS: 3 - Saúde e Bemestar, Ijui, Santa Rosa Tres passos, 2020.
PIRES, C. A. A. et al. Skin cancer: profile characterization and assessment to sun protection in patients of a college servisse. J. Health Biol Sci., v. 6, n. 1, p. 54-59, 2018
SCHMIDT. S.C. O papel do fisioterapeuta nos cuidados de indivíduos com câncer de pele em todos os níveis de atenção à saúde. Trabalho de Conclusão de Curso para obtenção do Grau em Bacharel em Fisioterapia apresentado à Faculdade de Educação e Meio Ambiente - FAEMA. ARIQUEMES - RO 2020
ATUAÇÃO FISIOTERAPEUTICA EM UM PACIENTE POLITRAUMÁTIZADO: UM ESTUDO DE CASO
ATUAÇÃO FISIOTERAPEUTICA EM UM PACIENTE POLITRAUMÁTIZADO: UM ESTUDO DE CASO
Me. Katiane Duarte Félix 1
Amanda Gabrielle da Cruz Silva 2
Giselle Lobo da Costa 2
Lucas de Oliveira Miranda 2
Vitória de Souza Chaves 2
Walyson Rodrigues do Amorim2
1. Mestre em Fisioterapia. Docente do curso de Fisioterapia e orientadora do projeto de Ortopedia do Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos - UNICEPLAC. 2. Estudantes extensionistas do projeto de Ortopedia do curso de Fisioterapia do Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos - UNICEPLAC
Objetivo: Apresentar a evolução do ganho de força e redução da dor pós fratura do corpo vertebral da coluna torácica em t4 e t5 e laceração no tendão tibial decorrente de um acidente de moto.
Introdução: Fratura da coluna A coluna torácica é um segmento do esqueleto axial adaptado para promover a estabilização e sustentação do tronco e sustentação da região cervical. Esta região tem como característica a presença de uma cifose fisiológica. (XAVIER E CAMPOS apud GOULD III, 1993). As fraturas da coluna torácica e lombar são as mais frequentes do esqueleto axial e correspondem cerca de 89% das fraturas da coluna vertebral. O canal medular na região torácica é relativamente menor do que nas áreas cervical e lombar. Isto faz com que a medula torácica sofra maior risco de ser atingida em caso de haver uma fratura nesta região. (XAVIER E CAMPOS apud GOULD III, 1993).
Laceração do tendão O músculo tibial anterior é o principal motor responsável pelo movimento de flexão dorsal (pé para cima), além de também realizar a inversão do pé. O músculo está localizado no compartimento anterior da perna, origina-se na tíbia e na membrana interóssea localizada entre tíbia e fíbula e se insere em dois ossos do pé - cuneiforme medial e o 1º metatarso. (LAURINO, 2017). A rotura do tendão tibial anterior (TTA) é uma ocorrência pouco frequente, e existem poucos casos descritos na literatura. As causas dividem-se em traumáticas e não traumáticas - espontâneas. (RODRIGUES et al., 2012)
Metodologia: O presente estudo trata-se de uma abordagem fisioterapêutica que ocorreu na Clínica Escola do Centro Universitário Apparecido dos Santos - UNICEPLAC, relacionada a um paciente do sexo masculino, 22 anos, que sofreu uma fratura de coluna e laceração do tendão tibial anterior (TTA), com queixa principal de dificuldade de realizar a dorsiflexão do tornozelo, dor na região torácica e hipotrofia muscular. Dados coletados e observados por meio da anamnese e exame físico na ficha de avaliação utilizada no projeto de extensão. Para melhor compreensão do estudo de caso, foram utilizadas informações das fontes literárias Manual Trauma Ortopédico, dos sites: SciELO, Revista Uningá, e INSPORT, pelo prontuário do paciente estudado. Trata-se de uma pesquisa quantitativa secundária e que aborda os conceitos do processo de recuperação do paciente pela fisioterapia. No tratamento fisioterapêutico foram utilizados a cinesioterapia com exercícios de alongamentos tanto para musculatura paravertebrais como de membro inferior, exercícios ativos para mobilidade, exercícios resistidos, treino de equilíbrio e propriocepção. Eletroterapia com corrente analgésica TENS (na região torácica), corrente excitomora FES (para estimulação do músculo tibial anterior e Laser AsGa, 3J para cicatrização da laceração na perna. Foram realizadas 12 sessões, de 60 minutos, uma vez na semana, no período de agosto a novembro de 2021.
Resultados: Segundo Machado e Golias (2008), pode-se verificar que os movimentos da região lombar estão intimamente ligados aos movimentos da pelve e membros inferiores, quando se realiza um trabalho de mobilidade pélvica ocorre concomitantemente uma mobilização da região lombar, auxiliando a recuperação do jogo articular e a funcionalidade desta região. Esse resultado também foi obtido nesse caso, e foi possível perceber que houve uma melhora da mobilidade no que diz respeito à flexão anterior de tronco e da força muscular dos músculos extensores de tronco. Assim como no estudo de Rodrigues (2012) que apresenta em seus resultados melhora da força e função. O presente estudo também apresentou melhora da função restabelecendo recuperação funcional significativa, com retorno ao grau de atividade pré-lesionado. O paciente mencionado no caso apresentou ganho de mobilidade da coluna corroborando com o estudo de Xavier e Campos (2008) que relata que as sessões de fisioterapia foram de grande importância para melhora do paciente, pois proporcionou um aumento da amplitude de movimento em relação flexão anterior de tronco, ganho de força muscular dos músculos extensores do tronco.
Conclusão: Em virtude do tratamento fisioterapêutico mencionado, o paciente apresentou ganho de massa muscular, ganho de força, ganho de amplitude de movimento, melhora da propriocepção e equilíbrio, melhora do quadro álgico e recuperação das atividades de vida diária.
REFERÊNCIAS:
MACHADO, B. B. X.; GOLIAS, A. R. C. Tratamento fisioterapêutico em paciente portador de hipomobilidade lombar devido à fratura na coluna torácica: relato de caso. Uningá Journal, [S.l.], v. 18, n. 1, dec. 2008. ISSN 2318-0579. Available at: <http://revista.uninga.br/index.php/uninga/article/view/729>. Date accessed: 14 mar. 2022.
RODRIGUES, M. E. et al. Rotura traumática do tendão tibial anterior – caso clínico. SciELO, 2012. Disponível em:<https://www.scielo.br/j/rbort/a/hzxs9H7QPxL8nbYCX97Tkdj/?format=pdf&lang=pt> Acesso em: 11 de maio de 2022
XAVIER, B. B. e CAMPOS, A. R. Tratamento fisioterapêutico em paciente portador de hipomobilidade lombar devido à fratura na coluna torácica: relato de caso. Uningá Jornal, 2008. Disponível em: <http://revista.uninga.br/index.php/uninga/article/view/729/373> Acesso em: 11 de maio de 2022.
LAURINO, C. A lesão do tendão tibial anterior do tornozelo. INSPORT, 2017. Disponível em: <https://www.institutosport.com.br/a-lesao-do-tendao-tibial-anterior-do-tornozelo/> Acesso em: 11 de maio de 2022.
POZZI, I. et al., Manual Trauma Ortopédico. SBOT: Comissão de Educação Continuada, 2011.
ARQUITETURA COMUNITÁRIA
ARQUITETURA COMUNITÁRIA Professora Mestre Mariana Roberti Bomtempo Professor Mestre Octávio dos Santos Sousa Professora Mestre Joyce de Araújo Mendonça Estudantes: Brunna Rangel, Amanda Carolline, Alexandre Clarindo, Karolyne Garcia, Regina Rocha, Laryssa Carvalho, Wellison Matos, Karine Gularte, Aline Jordana, Beatriz do Carmo, Isis Sharon, Jean Lima, Paulo Henrique Queiroz. Objetivo: O Projeto Arquitetura Comunitária foi incubado no Escritório Escola do curso de Arquitetura e Urbanismo e visa possibilitar o acesso à arquitetura, ao urbanismo e ao paisagismo por instituições que desempenham trabalhos de relevância social na região metropolitana de Brasília. Por meio do Arquitetura Comunitária, também foi possível o atendimento de pessoas da sociedade civil no desenvolvimento de projetos de arquitetura para reforma e expansão de suas residências. Essas parcerias são possibilitadas através da divulgação de nossos trabalhos e geração demanda espontânea dos interessados pelo serviço. Por meio deste projeto, os docentes e discentes do curso contribuem com a sociedade ao proporcionar o acesso aos profissionais de arquitetura para atores sociais que muitas vezes precisam melhorar ou ampliar seus espaços de trabalho para melhor atender à comunidade. Além disso, o Projeto é capaz de esclarecer e a reforçar o papel social do arquiteto-urbanista e sua capacidade de transformar o espaço construído para e pelo ser humano, como forma de proporcionar maior qualidade de vida aos usuários. Desta forma, os estudantes se reconhecem como agentes de transformação e empoderar-se de suas capacidades profissionais contribuindo para a construção de cidades mais justas, sustentáveis e agradáveis de se viver. A prática do atendimento à comunidade é baseado na Lei 11.888/08, conhecida como a Lei de Assistência Técnica pública é gratuita para projetos de interesse social, que assegura o “direito das famílias de baixa renda à assistência técnica pública e gratuita para o projeto e a construção de habitação de interesse social, como parte integrante do direito social à moradia” (BRASIL, 2008), Metodologia: Desenvolvimento de projetos para a comunidade externa, por meio de parcerias e acordos com entidades sociais, órgãos públicos, instituições sem fins lucrativos, membros da sociedade civil, dentre outras parcerias que retribuam para a sociedade a função do arquiteto-urbanista como transformador do espaço. Ampliar parcerias com instituições que necessitem de assessoria técnica na produção de seus projetos de reforma, ampliação e/ou construção. Elaboração de projetos arquitetônicos seguindo convênio preestabelecidos para abarcar as etapas de: levantamento, estudo preliminar, anteprojeto, projeto de aprovação, projeto executivo e acompanhamento de obras de acordo com as necessidades do solicitante, conforme sequência projetual definida por Ferreira (2019). Desenvolvimento de propostas pelos professores coordenadores com prosseguimento de etapas técnicas de representação por parte dos alunos com orientação e acompanhamento constantes. Orientação dos professores coordenadores de técnicas de representação de desenhos arquitetônicos, detalhamento, modelagem tridimensional e demais atividades necessárias para um bom funcionamento das demandas de projetos. Resultados: Ao longo do ano de 2021, foram desenvolvidos os projetos arquitetônicos, de reforma e de interiores de quatro residências para a comunidade. Conforme detalhado abaixo: ● Reforma da residência da senhora Eleci Dona Eleci é uma senhora aposentada que reside no Gama, no lote existe uma residência com três dormitórios, cozinha, sala e dois banheiros e mais uma segunda construção que encontra-se abandonada e sem funcionalidade. Dona Eleci necessita de mais iluminação e ventilação natural em sua residência, também foi relatado pela moradora que a casa possui problemas no escoamento de águas pluviais. Na parte da frente, Eleci deseja consertar o telhado e demolir a construção que a princípio está sem utilidade e utilizar o espaço para um local de lazer para receber seus familiares e estacionar os carros de todos. Abaixo uma imagem dos estudantes apresentando o projeto que foi entregue para a senhora Eleci. ● Reforma e ampliação da casa da senhora Fátima A senhora Fátima junto ao seu esposo Demico moram em uma casa em Santa Maria que passou por poucas reformas, o casal é voluntário no trabalho de resgate de cães de rua. A família entrou em contato com o Escritório Escola para saber o que seria possível fazer com a reserva financeira que eles têm para melhorar a casa. Solicitaram a reforma do banheiro atual, troca do revestimento do piso e pintura da casa, proposta da construção de um segundo banheiro e um terceiro quarto. O projeto foi desenvolvido e orçado em etapas para auxiliar a família no encaminhamento da reforma, de maneira que cada etapa pudesse ser iniciada e concluída sem que a residência ficasse incompleta. Abaixo encontram-se imagens da proposta do novo sanitário e dos orçamentos desenvolvidos. ● Reforma e ampliação da residência Francicleide Dona Francicleide, professora da rede pública, adquiriu uma residência que estava incompleta, sua solicitação foi a criação de um espaço de lazer para a família. O maior desafio deste projeto foi de desenvolver um espaço com qualidades bioclimáticas que dialogassem com a edificação já implantada anteriormente. Isto foi possível com a aproximação da área da churrasqueira à garagem. Abaixo encontram-se imagem da maquete eletrônica e da planta baixa com a proposta de expansão da construção existente da moradora. ● Reforma e ampliação da residência Lízia Outro projeto desenvolvido por este programa de extensão foi a reforma da residência da Lízia e Marcos, que tinham como desejo fazer melhorias na edificação. Foram realizadas propostas de ampliação da cozinha, nova área de serviço e novos leiautes para o escritório, as salas de jantar e TV. A ideia para os espaços da área de lazer e churrasqueira partiram de referências encaminhadas pelos clientes. O principal objetivo deste projeto era o de harmonizar os ambientes e equilibrá-los esteticamente em uma linguagem mais contemporânea. Conclusão: O projeto Arquitetura Comunitária tem proporcionado à comunidade o acesso ao profissional habilitado para projetar espaços de qualidade e que estabeleçam relações mais humanas com seus usuários, reforçando o papel social do profissional de arquitetura e urbanismo. Acreditamos que a prática do projeto Arquitetura Comunitária trouxe e continuará trazendo maior visibilidade sobre a importância da formação e da profissão para a comunidade externa à instituição de ensino e abrir novas portas para atuação dos egressos. O projeto Arquitetura Comunitária ao mesmo tempo em que cumpre o papel de colocar em prática os conhecimentos difundidos em sala de aula, também permite que os alunos tenham contato com a realidade profissional e se preparem para a inserção no mercado de trabalho o que faz do projeto de extensão, um grande diferencial para os estudantes do curso de Arquitetura e Urbanismo do UNICEPLAC. Referências bibliográficas: BRASIL. Lei Federal nº 11.888, de 24 de dezembro de 2008. Assegura às famílias de baixa renda assistência técnica pública e gratuita para o projeto e a construção de habitação de interesse social. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/lei/l11888.htm. Acesso em: 22 de ago. de 2022. Ferreira, Serena. Miniguia do arquiteto urbanista recém-formado. 3ed. Brasília: Ed. do Autor, 2019.
AVALIAÇÃO DA PERSONALIDADE NO CONTEXTO BRASILEIRO
AVALIAÇÃO DA PERSONALIDADE NO CONTEXTO BRASILEIRO
Prof. Msc. Wladimir Rodrigues da Fonseca¹ Wllene dos Santos Cândido² Maria de Fátima Sabino da Costa² Letícia Aparecida da Silva Pereira² Alva Costa dos Santos²
1.Docentes do Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos - UNICEPLAC. 2. Estudantes do Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos – UNICEPLAC
Objetivo: Este trabalho pretende traçar um paralelo entre a realidade educacional do Brasil no presente momento e o contexto da avaliação psicológica da personalidade. A avaliação da personalidade desempenha um importante papel social. Características da personalidade podem ser boas preditoras de desempenho no trabalho (SONNENTAG; VOLMER; SPYCHALA, 2008), desempenho acadêmico (SORIĆ; PENEZIĆ; BURIĆ, 2017), impulsividade (MAO et al., 2018; SINDERMANN; ELHAI; MONTAG, 2020), depressão (CAPRARA et al., 2004; MAO et al., 2018) e até mesmo identificar se o indivíduo é ou não um bom pagador (KLINGER; KHWAJA; DEL CARPIO, 2013). A possibilidade de estudos como estes, foi ampliada a partir do modelo dos cinco fatores (RAAD; SCHOUWENBURG, 1996). Este modelo, conhecido como “Big Five”, possui os seguintes fatores: extroversão (é a quantidade e intensidade de interações interpessoais, estimulação e capacidade de alegrar-se), socialização (se refere aos tipos de interações que uma pessoa apresenta), realização ou conscienciosidade (é o grau de organização, persistência, controle e motivação para alcançar os objetivos), neuroticismo (nível de ajustamento emocional e instabilidade) e abertura (conceitua os comportamentos exploratórios e a primordial importância de viver e aproveitar novas experiências ao seu redor) (SILVA; NAKANO, 2011). Instrumentos baseados neste modelo comumente são inventários e escalas compostos por itens verbais. Ou seja, instrumentos de autorrelato geralmente são inventários de um conjunto de afirmações escritas e, a aplicação de um instrumento com estas características em um indivíduo não alfabetizado ou que não compreenda bem o que está lendo, pode representar um problema, uma vez que, suas respostas podem não ser as que ele daria, caso compreendesse o que lhe fora colocado. Deste modo, quando o respondente não consegue ler ou ter plena compreensão do que está lendo, são colocados em dúvida os graus de validade e fidedignidade dos instrumentos, elementos fundamentais para a construção e uso dos instrumentos psicológicos (PASQUALI, 2020).
Metodologia: Foi realizada uma revisão de literatura onde foram utilizadas as palavras “educação no Brasil”, “escolaridade Brasil”, “alfabetização Brasil”, “analfabetismo Brasil” nas bases: Biblioteca Virtual em Saúde - Psicologia (BVS-Psi), PEPsic, Lilacs eScientific Electronic Library Online (Scielo). Após procedimentos de análise e filtragem dos resultados chegou-se à um número de 30 artigos que traziam informações relacionadas ao tema.
Resultados: Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE/PNAD, 2019), as pessoas não alfabetizadas ou que não compreendem o que leem podem representar pelo menos 6,6% da população, ou seja, 11 milhões de brasileiros. O Instituto Nacional de Alfabetismo Funcional indica que 29% da população que, mesmo sendo alfabetizada e escolarizada, pode ser considerada analfabeta funcional (INAF, 2018). Considerando isto, pode-se inferir que quase um terço da população pode não ser atendido por medidas de personalidade que demandem leitura e compreensão do texto lido. Este é o caso dos instrumentos de personalidade, baseados no modelo dos cinco grandes fatores, disponíveis para avaliação da personalidade no Brasil atualmente. Conclusão: Os dados analisados evidenciam a necessidade de produção científica que colabore substancialmente com a área de avaliação da personalidade no Brasil. O presente estudo tem sido desenvolvido junto ao grupo de pesquisa sobre avaliação da personalidade do Laboratório de Avaliação e Medidas – LABPAM da universidade de Brasília e propõe, a partir de soluções encontradas na literatura nacional e internacional, a construção de alternativas para a avaliação da personalidade utilizando instrumento de personalidade não verbal construído a partir do contexto brasileiro. Até o presente momento foram produzidos 20 itens e o estudo começa a oferecer uma importante solução para lacuna nos instrumentos de avaliação brasileiros.
REFERÊNCIAS
CAPRARA, G. V. et al. The contribution of self-efficacy beliefs to psychosocial outcomes in adolescence: predicting beyond global dispositional tendencies. Personality and Individual Differences, 37, n. 4, p. 751-763, 2004.
IBGE/PNAD. Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua. Educação, 2019. Disponível em: <https://downloads.ibge.gov.br/. Acesso em: 12.08.2020.
INAF. Instituto Nacional de Alfabetismo Funcional: Indicador de Alfabetismo Funcional. 2018. Disponível em: https://www.ipm.org.br/relatorios. Acesso em: 15.08.2020.
KLINGER, B.; KHWAJA, A. I.; DEL CARPIO, C. Enterprising psychometrics and poverty reduction. Springer, 2013.
MAO, T. et al. Self-control mediates the relationship between personality trait and impulsivity. Personality and Individual Differences, 129, p. 70-75, 2018.
PASQUALI, L. TEP-Técnicas de exame psicológico: os fundamentos. Vetor editora, 2020. 6586163048.
RAAD, B. d.; SCHOUWENBURG, H. C. Personality in learning and education: A review. European Journal of personality, 10, n. 5, p. 303-336, 1996.
SILVA, I. B.; NAKANO, T. d. C. Modelo dos cinco grandes fatores da personalidade:análise de pesquisas. Avaliaçao Psicologica: Interamerican Journal of Psychological Assessment, 10, n. 1, p. 51-62, 2011.
SINDERMANN, C.; ELHAI, J. D.; MONTAG, C. Predicting tendencies towards thedisordered use of Facebook's social media platforms: On the role of personality, impulsivity, and social anxiety. Psychiatry Research, 285, p. 112793, 2020.
SONNENTAG, S.; VOLMER, J.; SPYCHALA, A. Job performance. The Sage handbook of organizational behavior, 1, p. 427-447, 2008.
SORIĆ, I.; PENEZIĆ, Z.; BURIĆ, I. J. The Big Five personality traits, goal orientations,and academic achievement. Learning and Individual Differences, 54, p. 126-134, 2017.
AVALIAÇÃO DA AÇÃO ANTIMICROBIANA DO PRÓPOLIS APÍCOLA COMERCIAL EM BACTÉRIAS
AVALIAÇÃO DA AÇÃO ANTIMICROBIANA DO PRÓPOLIS APÍCOLA COMERCIAL EM BACTÉRIAS
Dra. Margareti Medeiros1
Luana Gomes Pereira2
1.Professora do curso de Medicina Veterinária
2.Aluna de Iniciação científica do curso de Medicina Veterinária
Introdução e Objetivo: A própolis é uma substância resinosa coletada pelas abelhas por meio de ramos, flores, pólen e brotos originando a cera. Apresenta finalidade de selar e ser agente protetor da colmeia contra invasores e evitar proliferação de microrganismos. Refere-se a um material que se originou da coleta de secreções resinosas vegetais, além de conter enzimas salivares e cera. Possui diversas propriedades medicinais como antibacteriana, antifúngica, cicatrizante e antioxidante, na qual são comumente relatadas por diversos estudos e desde a antiguidade na medicina popular. Apresentam diversas colorações o amarelo-esverdeado, marrom avermelhado e negro, assim como atualmente encontra-se 13 tipos de própolis cada um apresentando suas características físico-químicas. Segundo RIISPOA (2017) “A própolis é o produto oriundo de substâncias resinosas, gomosas e balsâmicas, colhidas pelas abelhas de brotos, de flores e de exsudatos de plantas, nas quais as abelhas acrescentam secreções salivares, cera e pólen para a elaboração final do produto. “A nível global o Brasil se apresenta em terceiro lugar no ranking com uma produção de 150 toneladas por ano, sendo que na região Sul o governo apoia a produção da própolis vermelha. É no caso de exportação cerca de dois terços do total é para o Japão. O país sobressai na cadeia produtiva do própolis, devido à variedade de florada e abundância em propriedade biológicas como anti inflamatório, antioxidante e antibiótico. Relata-se o aumento de diversas cepas, as quais os medicamentos não são eficientes em combatê-las. Um dos maiores causadores de infecções hospitalares é o Staphylococcus aureus que apresentam dados de alta morbidade e mortalidade, bem como possuem classificação de parede gram positivos e crescem na presença de oxigênio. Em contrapartida o gênero Salmonella são gram negativos e os quais apresentam sorovares gerais como Typhimurium e Enteritidis, infecta distintos e vários hospedeiros geralmente causam alta morbidade, baixa mortalidade e a sintomatologia clássica são as gastrointestinais. Perante ao exposto, entidades privadas e públicas buscam alternativas como associação com produtos naturais acessíveis ou somente estes, um exemplo que vem sendo muito estudado é o própolis devido suas propriedades, contudo é fundamental estabelecer e padronizar doses e do extrato.Objetivo: O objetivo do presente projeto foi avaliar a ação dos quatros própolis comerciais em inibir a multiplicação in vitro de duas bactérias, sendo Staphylococcus aureus e Salmonella Typhimurium.
Métodos: As bactérias utilizadas no experimento foram oriundas da UNB e transportadas até o laboratório de microbiologia do Centro Universitário do Planalto Central Aparecidos dos Santos, Gama-Distrito Federal. Onde realizou-se as avaliações, sendo que o delineamento experimental constituído por esquema fatorial foi de 2 (dias) x 2 (bactérias) x 4 (marcas de própolis comerciais) x 8 (distribuição de própolis comercial nas placas). No momento de chegada ao laboratório as cepas bacterianas de Staphylococcus aureus e Salmonella Typhimurium foram semeadas no meio de cultura incubadas a 35°C por 24 horas e em seguida armazenadas em geladeira. Em seguida foi feita a preparação do meio de cultura B.H.I, e as bactérias transferidas para o caldo para preparação do inóculo. Nas placas de ágar BHI foram incubados 0,1ml de caldo contendo as referidas bactérias. Em seguida foram utilizados papel filtro embebidos em soluções de própolis comercial, para tanto, foram utilizadas quatro marcas do produto que foram incubados nas placas onde foi realizada a semeadura das bactérias. Todas as placas foram devidamente identificadas e mantidas em estufa na temperatura de 35 °C por 24 horas. Todos os experimentos foram feitos em triplicata.
Resultados: Encontrou-se ausência de halo de inibição de crescimento bacteriano, em todas as dezesseis placas de petri dispostas na ordem primeira fileira Staphylococcus aureus e segunda Salmonella Typhimurium das quatro marcas comerciais de própolis utilizados. Campos e colaboradores (2017) encontrou em seu estudo por meio de análise por um período de 4h de Softwarw Gwyddion, e notou nas imagens de Staphylococcus aureus que apresentaram indícios de quebra da parede como aumento na espessura da altura celular, rugosidade desta e concluiu também que o tempo de exposição deve ser levado em consideração. Isso Barreiras e colaboradores (2020) relata que extrato etanólico de própolis tem capacidade de atuar na divisão celular e síntese proteica, logo gera irregularidades na estrutura da parede celular como desordem no citoplasma, assim como promove mudança em sua membrana. Diversos autores observaram maior potencial de inibição das bactérias que apresentavam composição de parede gram-positiva. Calazans(2020) em sua dissertação encontrou para o gênero Salmonella concentração inibitória mínima de 6,25 mg/mL, entretanto o extrato vermelho etanólico ocorreu menor concentração com 3,12 mg/mL para Salmonella Typhimurium. Heimbach e colaboradores (2016) observou em seu estudo que o extrato do própolis verde se mostrou mais eficaz no caso de Samonella, assim como Mazzuco e coloboradores (1996) também encontraram resultado satisfatório com inibição bacteriana solução alcóolica nos sorotipos Salmonella typhimurium e S. enteritidis, os quais foram colocados artificialmente na ração das aves.
Conclusão: Diante o exposto, para a metodologia a qual foi aplicada o resultado do experimento demonstrou que nas concentrações de própolis comercial e para as bactérias testadas, o própolis não teve ação no sentido de inibir crescimento bacteriano, contudo diversos outros autores encontraram potencial antimicrobiano, sendo que a grande maioria utilizou o própolis bruto em distintas concentrações, por isso é essencial realizar mais estudos aprofundados e além disso, a referida temática possui grande relevância, perante o risco iminente diante de uma resistência antimicrobiana.
REFERÊNCIAS
ANAUATE N. C. et al. Effects of typified propolis on mutans streptococci and lactobacilli: a randomized clinical trial. Brazilian Dental Science, v.16, n.2, p. 31-36, 2013. Disponível em: < http://ojs.ict.unesp.br/index.php/cob/article/view/879/802>
BAUMLER. F et al. Host specificity of bacterial pathogens. Cold Spring Harbor Perspectives in Medicine, 2013. Fonte: https://dx.doi.org/10.1101/cshperspect.a010041
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ATUAÇÃO DA FISIOTERAPIA NO TRATAMENTO DE INCONTINÊNCIA
URINÁRIA PÓS PROSTATECTOMIA RADICAL: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA
ATUAÇÃO DA FISIOTERAPIA NO TRATAMENTO DE INCONTINÊNCIA
URINÁRIA PÓS PROSTATECTOMIA RADICAL: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA
Mariana Cecchi Salata¹ Thais Gontijo Ribeiro¹ Marcos Paulo Nascimento Soares da Silva² Layane Thalita Bolzan Nascimento dos Santos²
1.Docentes do Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos - UNICEPLAC. 2. Estudantes do Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos - UNICEPLAC
Objetivo: O câncer de próstata é caracterizado por todo e qualquer tumor de cunho maligno, localizado na glândula prostática (NARDOZZA et al., 2010). De acordo com Heidenreich e col., o manejo clínico do câncer de próstata mais indicado é a prostatectomia radical (PR), sendo classificada como padrão ouro, onde ocorre a retirada total da glândula prostática, podendo envolver outras estruturas dependendo da região onde as células tumorais se instalaram (HEIDENREICH et al., 2011). A incontinência urinária é definida como qualquer queixa de perda involuntária de urina (D’ANCONA et al., 2019) e é uma das sequelas que mais estão presentes nas queixas dos pacientes que realizaram a cirurgia de prostatectomia. Como forma de tratamento não invasivo e conservador com mais efetividade, segundos os estudos relacionados, é a fisioterapia pélvica, destacando as técnicas de terapia manual, cinesioterapia, eletroterapia, treinamento dos músculos do assoalho pélvico e terapia comportamental (LATADO et al, 2010). Mesmo a prostatectomia radical sendo o procedimento de maior efetividade, podem surgir algumas sequelas decorrentes deste tipo de bordagem, como a disfunção erétil e a incontinência urinária (IU). Esta considera-se o maior fator de impacto no comprometimento da qualidade de vida, interferindo negativamente nos relacionamentos sociais e interpessoais dos homens (MATA et al., 2021). Embora seja demonstrado os benefícios da fisioterapia no manejo da incontinência urinária pós prostatectomia radical, ainda existem lacunas acerca de quais recursos devem ser escolhidos, somando-se à baixa qualidade metodológica dos estudos. Por isso, este estudo tem como objetivo revisar a literatura para descrever os tipos de intervenções fisioterapêuticas utilizadas no tratamento da incontinência urinária pós prostatectomia radical.
Metodologia: O presente estudo foi desenvolvido a partir de uma revisão sistemática, incluindo estudos que utilizaram a fisioterapia como tratamento para incontinência urinária em homens pós-prostatectomizados. As coletas foram realizadas entre os dias 20 de outubro e 02 de novembro de 2021, nas Bases de Dados Pubmed (Publicações Médicas), Cochrane, SciELO (Scientific Electronic Library Online) e PEDro (Base de Dados em Fisioterapia), utilizando os descritores: incontinência urinária, pós-prostatectomia e fisioterapia, e seus correspondentes em inglês urinary incontinence, postprostatectomy e physical therapy, de acordo com os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS), combinados com o operador lógico AND. Para a busca nas bases de dados, utilizou-se a seguinte combinação: “urinary incontinence” AND postprostatectomy AND “physical therapy”. Foram incluídos artigos publicados nos últimos dez anos (2011-2021), na língua portuguesa e inglesa, com delineamento experimental (ensaios clínicos, randomizados ou não) e que abordassem a fisioterapia no tratamento de incontinência urinária após prostatectomia radical. Já os critérios de exclusão foram: que não estavam disponíveis na integra e duplicados nas bases de dados.
Resultados: Foram incluídos seis estudos nesta revisão. O tamanho da amostra dos estudos variou de 31 a 208, totalizando 698 homens com incontinência urinária pós-prostatectomia, dos quais 97 iniciaram a intervenção no pré-operatório. A idade teve como variação de 50 a 84 anos. Todos os estudos selecionados continham grupo controle e grupo intervenção. Os estudos utilizaram os seguintes métodos de intervenção: estimulação vibratória peniana (EVP), terapia comportamental isolada e associada com biofeedback eletromiográfico (EMG), treinamento dos músculos do assoalho pélvico (TMAP) isolados e associados ao biofeedback EMG tanto com contrações rápidas ou sustentadas, exercícios de Pilates solo e treinamento dos músculos do assoalho pélvico com eletroestimulação anal (EEA).
Conclusão: Diante do exposto pode-se chegar à conclusão de que a fisioterapia é eficaz no manejo da incontinência urinária após prostatectomia radical, seja na prevenção ou no tratamento desta. Mesmo com a implementação de novas técnicas e equipamentos, o treinamento dos músculos do assoalho pélvico convencional continua sendo o recurso de maior escolha utilizado no tratamento de pacientes com incontinência urinária após prostatectomia radical devido sua alta taxa de sucesso, sua fácil aplicação, o baixo custo e por ser um tratamento conservador que não oferece riscos ao paciente. Nota-se que a literatura atual apresenta um baixo número de estudos científicos acerca do tema, sendo necessário mais estudos bem conduzidos metodologicamente para conduzir a prática clínica.
REFERÊNCIAS
D’ANCONA, C. et al. The International Continence Society (ICS) report on the terminology for adult male lower urinary tract and pelvic floor symptoms and dysfunction. Neurourology and Urodynamics, v. 38, n. 2, p. 433–477, 1 fev. 2019.
HEIDENREICH, A. et al. DIRETRIZES PARA O CÂNCER DE PRÓSTATA. Eur Urol, v. 53, n. 1, p. 572–83, abr. 2011.
LATADO, A. et al. Tratamento Fisioterapêutico em Pacientes com Incontinência Urinária Pós-Prostatectomia Radical. Diretrizes Clínicas do Complexo Hospitalar Universitário Professor Edgard Santos. Junho. 2010.
MATA, L. R. F. DA et al. Prevalence and severity levels of post-radical prostatectomy incontinence: different assessment instruments. Revista brasileira de enfermagem, v. 74,n. 2, p. e20200692, 2021.
NARDOZZA, A. et al. Urologia Fundamental. 1. ed. São Paulo: Sociedade Brasileira de Urologia, 2010.
CINESIOTERAPIA LABORAL: UM PROJETO DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA DO UNICEPLAC
Objetivo: Promover saúde no trabalho aos colaboradores do UNICEPLAC proporcionando uma avaliação periódica do posto de trabalho e visitas semanais de discentes e docentes, que guiaram um programa de exercícios preparado de maneira personalizada para as atribuições de cada posto de trabalho.
Metodologia: O presente resumo é um relato de experiência acerca do Projeto de Extensão de Cinesioterapia Laboral, realizado durante o ano de 2021, o qual é oferecido, de forma opcional, pelo Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos (UNICEPLAC) no decorrer do curso de Fisioterapia, sob a orientação da Me. Luana Vieira Alves Valduga.
O termo Saúde do Trabalhador refere-se a um campo do saber que visa compreender as relações entre o trabalho e o processo saúde/doença. Considera a saúde e a doença como processos dinâmicos, estreitamente articulados com os modos de desenvolvimento produtivo da humanidade num determinado momento histórico. Parte do princípio de que a forma de inserção dos homens, das mulheres e das crianças nos espaços de trabalho contribui decisivamente para formas específicas de adoecer e morrer. O fundamento de suas ações é a articulação multiprofissional, interdisciplinar e intersetorial (BRASIL, 2001, p. 7).
A cinesioterapia laboral está incluída na Fisioterapia do Trabalho, que é uma das especialidades da Fisioterapia a qual foi reconhecida em 2016. É uma especialidade responsável por realizar avaliação e diagnóstico cinesiológico-funcional, por meio da consulta fisioterapêutica, para exames ocupacionais complementares, reabilitação profissional, perícia judicial e extrajudicial; executa a Análise Ergonômica do Trabalho (AET), laudo e parecer ergonômico, dentre outras funções (COFFITO, 2016).
A Ginástica Laboral pode ser realizada antes (preparatória), durante ou após (compensatória) a jornada de trabalho. Efetuada no próprio local de trabalho em sessões de 5, 10 ou 15 minutos, tem como principais objetivos a prevenção aos DORT (Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho) e diminuição do estresse através de exercícios de alongamento e relaxamento.
Polito e Bergamaschi, 2002
Utilizando os três aspectos (físico, psicológico e social), a Ginástica Laboral constitui-se de séries de exercícios diários realizados no local de trabalho, durante a jornada, que visa atuar na prevenção das lesões ocasionadas pelo trabalho, normalizar as funções corporais e proporcionar aos funcionários um momento de descontração e sociabilização, durante a jornada.
Figueiredo e Mont’Alvão, 2005
A Ginástica Laboral pode ser conceituada como uma atividade física realizada durante a jornada de trabalho, com exercícios de compensação aos movimentos repetitivos, à ausência de movimentos, ou a posturas desconfortáveis assumidas durante o período de trabalho.
Kallas e Batsta, 2009
A Ginástica Laboral é uma intervenção de atividade física de curta duração (entre 8 a 15 minutos), a qual ocorre no ambiente de trabalho. A atuação educativa precisará acontecer neste tempo e cenário, exigindo do professor domínio metodológico e didático. Esta intervenção pode utilizar-se dos diversos conteúdos relacionados a cultura corporal de movimento, dentre eles: ginástica (com exercícios de resistência muscular localizada, flexibilidade, equilíbrio, coordenação motora), jogos (cooperativos, dinâmicas de grupo), práticas complementares (técnicas de massagem, técnicas respiratórias), e outros.
Maciel, 2010
Ginástica Laboral é a prática de exercícios físicos e preventivos, planejados de acordo com as características de cada tarefa laboral, realizados durante a jornada de trabalho; exercícios físicos de baixa/média intensidade, cuja duração pode variar de 5 a 15 minutos por sessão (dependendo da modalidade adotada e dos objetivos específicos estipulados pelo profissional).
Lima, 2018
A Ginástica Laboral pode ser conceituada como um programa de exercícios, elaborados a partir da atividade profissional, que visa preparar e compensar as estruturas musculares mais utilizadas no trabalho, com o foco em prevenção e promoção da saúde, estímulo para uma rotina mais ativa, melhora da postura e percepção corporal, diminuição de encurtamentos e de tensões musculares. Os programas devem ser complementados por ações educativas que possibilitem maior acesso à informação, promoção e educação em saúde, dinâmicas lúdicas e de integração social, visando promover um estado de maior descontração e bem-estar para os trabalhadores.
Fonte: LIMA, 2019, p. 66
O projeto atua visando o conhecimento dos alunos pela área em questão e como um método de prevenção e tratamento das Lesões por Esforços Repetitivos ou Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (LER/DORT) e consiste em uma atividade física realizada no ambiente de trabalho, de curta duração e envolvendo exercícios de alongamento, fortalecimento muscular, relaxamento e consciência corporal, a fim de compensar as estruturas corporais exigidas ao longo do trabalho de modo a melhorar a qualidade de vida do trabalhador e consequentemente aumentar a produtividade no trabalho (SANTOS, 2007, p. 99).
A intervenção foi feita pelos alunos, supervisionados pela professora responsável, uma vez por semana e em alguns setores da instituição como a reitoria, coordenação dos cursos, setor de compras, TI, marketing, back office, veterinária e limpeza. O projeto é voltado para os colaboradores da universidade, com participação voluntária e sessões de exercícios que duram em média 15 minutos, deve ser executado durante o horário do expediente, no posto de trabalho e considerando as vestimentas usadas.
O programa de cinesioterapia laboral foi composto pela seguinte sequência: cinco minutos de aquecimento/alongamento, 12 minutos de fortalecimento de membros superiores, tronco e membros inferiores, e três minutos de relaxamento. Para tanto, utilizaram-se bolas, halteres, colchonetes, bastões e bambolês.
Resultados:
Existe um crescimento, embora ainda lento, do pensamento no meio empresarial de que a melhoria da qualidade de vida dos funcionários está intimamente ligada à maior produtividade, de forma que investir no capital humano deve fazer parte de toda empresa na atualidade (MAIA, 2014, p. 129).
De acordo com Mendes, et al. (2020, p.86), “a cinesioterapia laboral diz respeito a exercícios físicos realizados durante a jornada de trabalho, idealizados para compensar os movimentos repetitivos, a escassez de movimentação, ou mesmo compensar as posturas assumidas durante o período de trabalho”. Sendo assim, dentre os benefícios dessa intervenção temos a oxigenação tecidual; melhora da circulação sanguínea, padrão postural, disposição e concentração; reduz a tensão muscular, estresse e fadiga; promove a integração entre os colaboradores e previne possíveis lesões.
“A Extensão Universitária é um processo interdisciplinar, educativo, cultural, científico e político que promove a interação transformadora entre Universidade e outros setores da sociedade” (FORPROEX, 2012, p. 28).
Desse modo, quanto às contribuições do projeto para a formação dos acadêmicos podemos citar o aprimoramento do conhecimento, a possibilidade de unir a teoria à prática, além de promover uma visão mais ampla e integral dos indivíduos.
Conclusão: A incidência de LER/DORT vem aumentando exponencialmente nos últimos anos, podendo afetar a produtividade laboral, portanto, percebe-se a necessidade de aplicar um programa preventivo visando a solução desses danos.
Sendo assim, por meio desse relato de experiência pode-se inferir que a Cinesioterapia Laboral é uma forma de intervenção a qual possibilita reduzir a dor, fadiga e tensão muscular; melhorar a qualidade de vida e concentração; aumentar a produtividade, disposição e integração no trabalho, contribuindo na prevenção de doenças ocupacionais. Ademais, o projeto de extensão além de promover benefícios aos funcionários, proporciona uma vivência para os alunos.
REFERÊNCIAS
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas de Saúde. Saúde do Trabalhador. Brasília, DF, 2001.
COFFITO. Resolução nº 465, de 20 de maio de 2016. Disponível em: https://www.coffito.gov.br/nsite/?p=5020. Acesso em 20 de mar. de 2022.
FORPROEX. Política Nacional de Extensão Universitária. Manaus, AM, 2012.
LIMA, V. Ginástica laboral e saúde do trabalhador. São Paulo: CREF4/SP, 2019.
MAIA, F. E. S. Fisioterapia do trabalho, uma conquista para a fisioterapia e a saúde do trabalhador: uma revisão de literatura. Revista Urutágua, n. 30, p. 124 - 132, mai./out. 2014. Disponível em: https://periodicos.uem.br/ojs/index.php/Urutagua/article/view/23318. Acesso em: 21 de mar. de 2022.
MENDES, A. J. L. et al. Benefícios da cinesioterapia laboral para servidores públicos do setor jurídico. Revista Extensão em Foco, Paraná, n. 20, p. 86 - 101, jan./jul. 2020. Disponível em: https://revistas.ufpr.br/extensao/article/view/67046. Acesso em: 20 mar. 2022.
SANTOS, A. F. et al. Benefícios da ginástica laboral na prevenção dos distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho. Arq. Ciênc. Saúde Unipar, Umuarama, v. 11, n. 2, p. 99-113, maio/ago. 2007
CRIOPRESERVAÇÃO DE TECIDO OVARIANO BOVINO
AVALIADA POR VITRIFICAÇÃO
CRIOPRESERVAÇÃO DE TECIDO OVARIANO BOVINO
AVALIADA POR VITRIFICAÇÃO
Doutora Daniela Carrilho de Jesus ¹ Heloísa Coutinho Loureiro do Amaral 2 Júlia Yvelise Silva Mendes 2 Leonardo Gonçalves da Nobrega 2 Nicole Damasceno Cerqueira 2 Rafaela Lorrany Ferreira Lima 2 Thaíssa dos Santos Pro 2 Leonardo Gonçalves da Nobrega 2
1.Orientadora. Docente do Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos – UNICEPLAC 2. Estudantes no Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos – UNICEPLAC
Objetivos: A criopreservação de células germinativas inclusas no tecido ovariano é uma alternativa para a preservação de diversas espécies, visto que ovócitos maduros (prontos para serem ovulados) são muito sensíveis a baixas temperaturas (SHAW et al., 2000). A escolha da técnica de criopreservação interfere na viabilidade do tecido criopreservado, por isso, são necessários estudos que visem o desenvolvimento de protocolos de conservação das células germinativas inclusas em folículos pré-antrais (FPA). Desse modo, o objetivo deste trabalho foi comparar uma técnica de vitrificação para criopreservação de tecido ovariano de vacas
Metodologia: Foram coletados 10 ovários em um abatedoutro da região do Distrito Federal e fragmentos do tecido ovariano foram submetidos à vitrificação (V). Após o reaquecimento, seis (6) ovários foram recuperados. As amostras foram fixadas e processadas para microscopia de luz. Após o processamento realizou-se as leituras das lâminas em microscópio de luz e folículos ovarianos foram quantificados e classificados quanto a danos celulares. Os dados das porcentagens de folículos morfologicamente normais (FMN) foram submetidos a análises quantitativas comparativas para a descrição de quais degenerações foram mais evidentes em comparação ao controle e avaliação se a técnica de vitrificação escolhida foi eficiente para preservar folículos pré-antrais inclusos em tecido ovariano de vacas.
Resultados: Foram analisados 521 folículos no total, sendo 291 no Controle e 230 na Vitrificação. Folículos primordiais (ovócito circundado por apenas uma camada de células da granulosa achatadas), folículos primários (ovócito circundado por uma camada de células cuboidais) e folículos em crescimento (mais de uma camada da granulosa circundando o ovócito) foram classificados de acordo com a qualidade apresentada em folículos morfologicamente normais (FMN) ou degenarados. A Figura 1 apresenta a análise comparativa mostrando as principais degenerações em Folículos Pré Antrais no grupo Controle e no grupo Vitrificado
No grupo de folículos em crescimento do tratamento Vitrificação do presente trabalho, observou-se com maior frequência a retração do citoplasma ovocitário em comparação ao grupo Controle. Santos et al., (2003) também relataram a ocorrência dessa degeneração como uma alteração frequente em FPA de cabra, criopreservados. Já o descolamento do folículo de seu estroma foi verificado, praticamente nas mesmas proporções, tanto no grupo Controle (3%) quanto na Vitrificação (4%). Entretanto de acordo com Jorio et al. (1991), o modo de atresia mais frequente observado em folículos pré antrais é a degeneração do ovócito e não do folículo. Portanto esperava-se alterações como retração do citoplasma ovocitário ou presença de núcleo picnótico indicando que essas lesões ocorreram devido ao processamento do material e não em função do tratamento. Por esse motivo, essa degeneração não foi considerada uma lesão causada pela criopreservação.
Conclusão: Em nosso trabalho, testamos a vitrificação do tecido ovariano e comparamos os resultados de análises morfológicas, obtidas por microscopia de luz. Verificamos que a criopreservação de FPA presentes no tecido ovariano de vacas, em geral, não pode ser considerada inviável para a preservação do tecido ovariano considerando que protocolos de vitrificação podem ser aplicados de diversas maneiras: utilizando-se diferentes crioprotetores, ou concentrações variadas dos mesmos ou também empregando outras técnicas de criopreservação, além da vitrificação em superfície sólida (Kagawa et al., 2009; Yeoman et al., 2005; Santos et al., 2007, Santana et al., 2012).
REFERÊNCIAS
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SANTOS, R. R.; THARASANIT, T.; VAN HAEFTEN, T.; FIGUEIREDO, J. R.; SILVA, J. R. V. Criopreservação de folículos ovarianos pré-antrais de animais domésticos. Rev Bras Reprod Anim, v. 32, n. 1, p. 9–15, 2008.
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VAN DEN HURK, R. Vitrification of goat preantral follicles enclosed in ovarian tissue by using conventional and solid-surface vitrification methods. Cell and Tissue Research, v. 327, p.167-176, 2007.
CONSULEITE
CONSULEITE
Fabiana Fonseca do Carmo¹ Mateus Pereira Ferreira² Guilherme Pereira Ferreira 2 Camila Aparecida de Oliveira Fonseca²
1. Docente do Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos - UNICEPLAC. 2. Estudantes do Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos - UNICEPLAC
Objetivo: Contribuir de forma positiva para o melhoramento geral na produção leiteira de pequenos produtores rurais da região de Brasília e entorno que não possuem renda suficiente para manter um plano de consultoria particular e assim não tem acesso à novas alternativas rentáveis de sanidade ou qualidade para seu rebanho, visando a produtividade do mesmo. O ConsuLeite busca prestar um apoio de consultoria inclusiva com a interação entre docente/discente/proprietário, troca de conhecimentos, e melhoria e prevenção dos processos de produção leiteira: apresentar novas alternativas/tecnologias positivas e rentáveis para melhorar a qualidade do produto gerado nas pequenas propriedades, aplicar os métodos de escrituração zootécnica nas propriedades e salientar sua importância, atuar de forma a proporcionar um maior bem-estar aos animais de produção e visar a sanidade dos animais residentes nas propriedades.
Metodologia: O planejamento de consultoria foi instituído de forma inicial em uma propriedade leiteira, localizada na cidade de Santo Antônio do Descoberto – GO, que iniciava suas operações produtivas, realizando as primeiras aquisições de animais e montagem de infraestrutura. Desta forma, o ConsuLeite está acompanhando a implantação do projeto do proprietário, realizando as adequações necessárias para maximizar a produção e melhorar as caracterizadas ligas ao manejo geral da propriedade.
A metodologia de avaliação da propriedade e critérios utilizados são baseados/adaptados do Plano de Qualificação de Fornecedores de Leite instituído pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (BRASIL, 2019); fez-se o uso de questionário categorizando a propriedade em relação ao atendimento ou não dos tópicos, para que assim fosse realizado a avaliação macro da estrutura. Assim, após aplicação do questionário, é possível identificar e avaliar as fragilidades da propriedade para elaborar um plano de ação, com um calendário planejado de aplicação visando êxito no desempenho produtivo e organizacional.
A elaboração do questionário envolveu pesquisa exploratória sobre os diversos aspectos a fim de se conhecer o universo de respostas da população participante e compreendeu as seguintes etapas: (1) formulação de um conjunto preliminar de perguntas e respostas baseadas na bibliografia disponível e no conhecimento acerca do tema; (2) realização de entrevistas com produtores para entendimento dos processos de escrituração Zootécnica; (3) validação do questionário por especialista. Gil (2008) recomenda proceder com entrevistas individuais ou coletivas antes da construção definitiva das alternativas, pois este método proporciona a elucidação de um número razoável de alternativas.
O Plano de Qualificação de Fornecedores de Leite lista os principais pontos que devem ser avaliados dentro da propriedade, são eles: gestão da propriedade; gestão de insumos; manejo sanitário; manejo alimentar e armazenamento de alimentos; qualidade da água; higiene pessoal e saúde dos colaboradores; controle integrado de pragas; capacitação dos colaboradores; manejo de ordenha e pós-ordenha; refrigeração e estocagem do leite; manejo de resíduos e tratamento de dejetos; uso racional e estocagem de produtos químicos e medicamentos veterinários; manutenção preventiva e calibragem de equipamentos; adoção de práticas de manejo racional e bem-estar animal. Contudo, em cima dos pontos considerados aplicáveis para a propriedade trabalhada, a equipe ConsuLeite instituiu uma tabela de classificação em que a fazenda é categorizada de acordo com o percentual de atendimento dos itens listados, sendo assim, de 0% a 20% é considerada INSUFICIENTE, de 21% a 40% RUIM, de 41% a 60% REGULAR, 61% a 80% BOM e 81% a 100% ÓTIMO.
A estatística utilizada baseou-se em uma fórmula básica de percentual de itens atendidos divido pelo número total de itens, assim avaliando o enquadramento de atendimento da propriedade. A partir da aplicação do questionário e avaliação das maiores deficiências no sistema produtivo da propriedade, foram instituídas estratégias para corrigir e prevenir, cada etapa de produção, elaborando um cronograma de novas aplicações do mesmo questionário, assim tendo uma perspectiva da real evolução ou não do empreendimento.
Resultados: Como resultado parcial do projeto, após a primeira visita à propriedade com aplicado do questionário do Plano de Qualificação de Fornecedores de Leite e após execução do mesmo e elaboração estatística dos critérios atendidos pela propriedade, observou-se que a mesma atendeu 47% dos itens listados, classificando-se como REGULAR. Entretanto, itens como manejo de resíduos e tratamento de dejetos, adoção de práticas de manejo racional e bem-estar animal, manejo sanitário e manejo alimentar e armazenamento de alimentos foram considerados como críticos, visto que estes se apresentaram como maiores deficiências operacionais da fazenda. Após levantamento inicial, a equipe ConsuLeite elaborou as planilhas de controle zootécnico da propriedade, definindo desde a identificação dos animais por número e brinco, controle de nascimento/parições, controle de cobertura, planilha de controle leiteiro e instituição de prontuário médico veterinário para os animais que por ventura viessem a passar por tratamento. Além do início do projeto voltado para a área de gestão organizacional da propriedade, juntamente com a equipe de colaboradores, foram ministrados dois treinamentos, sendo um de boas práticas na ordenha e o outro de como identificar casos clínicos e subclínicos de mastite. Para adequação sanitária do rebanho, foi instituída a separação de lotes na propriedade, levando em consideração animais lactantes, pré parto, vacas prenhes, novilhas e bezerros, organizando-os em piquetes separados para adequação do plano alimentar ideal para cada etapa e assim expressão do melhor rendimento de cada segmento. Além da apartação dos animais, montou-se um calendário vacinal para a propriedade, levando em consideração as principais vacinas de uso obrigatório (febre aftosa e raiva), assim como a utilização da vacina múltipla, com o enfoque em clostridioses. Com o intuito de corrigir deficiências nutricionais encontradas no rebanho da propriedade, foi realizada uma reunião com o proprietário e o mesmo foi instruído a realizar uma análise bromatológica da silagem já fornecida, para que assim obtivesse uma exatidão das necessidades que deveriam ser corrigidas na alimentação destes, assim possibilitando a equipe buscar alternativas viáveis para a adequação da situação.
Assim como citado por Velho et al. (2007), deve-se conhecer bem as características dos alimentos oferecidos, para que se consiga um aumento na ingesta de volumoso pelo rebanho, porém sem que prejudique processos fisiológicos de digestão ruminal e atendendo a necessidade nutricional destes.
Conclusão: A orientação técnica se faz necessária para as propriedades rurais, visto que em muitas delas o acesso a conhecimento aplicado a produção é limitado e não há colaboradores capacitados para atender as atuais demandas de um serviço qualificado e de resultado. Assim, um plano de consultoria supre a demanda do produtor, indicando caminhos mais seguros a seguir, assim como propõe alternativas viáveis para intensificar a produção e minimizar custos, cujo este é um dos principais gargalos produtivos atuais. Sabe-se que o planejamento produtivo não encontra seu êxito de forma imediata, porém cada ação instituída dentro da propriedade é uma chance a mais de sucesso, visto isso, as sequentes avaliações de andamento e implementação de etapas devem ser seguidas de forma continua, para que se possa corrigir pouco a pouco cada equivoco encontrado na produção e prevenção de novas falhas. O projeto ConsuLeite até o momento proporcionou uma interação entre comunidade e os acadêmicos, atribuindo um ganho profissional antes mesmo de sua formação, estimulando a busca pelo conhecimento, para que assim pudesse atender as demandas da propriedade contemplada com a iniciativa. Partindo do ponto da multidisciplinaridade promovidas pelos pilares da pesquisa, ensino e extensão, o ganho em vivência prática para os discentes tem papel fundamental na formação profissional.
REFERÊNCIAS
BRASIL. MINISTÉRIO DA AGRICULTURA PECUÁRIA E ABASTECIMENTO. . Plano de Qualificação de Fornecedores de Leite. 2019. Disponível em: https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/producao-animal/plano-de-qualificacao-de-fornecedores-de-leite. Acesso em: 04 jun. 2021.
CANZIANI, José Roberto Fernandes. ASSESSORIA ADMINISTRATIVA A PRODUTORES RURAIS NO BRASIL. 2001. 236 f. Tese (Doutorado) - Curso de Agronomia, Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”, Universidade de São Paulo, Piracicaba, 2001.
IBGE. Pesquisa da Pecuária Municipal - 2019. 2019. Disponível em: https://sidra.ibge.gov.br/pesquisa/ppm/quadros/brasil/2019. Acesso em: 05 ago. 2020.
GIL, Antônio Carlos. Métodos e Técnicas de Pesquisa Social. Editora Atlas. 6ª ed. São Paulo. 2008.
GOMES, Sebastião Teixeira. EVOLUÇÃO RECENTE E PERSPECTIVA DA PRODUÇÃO DE LEITE NO BRASIL. Universidade Federal de Viçosa, Viçosa, v. 1, n. 1, p.6-17, 30 jul. 2001.
RUAS, J.R.M.; Guimarães, A.S.; Carvalho, B.C.; Queiroz, D.S.; Silva, E.A. Produção de leite em ambiente de agricultura familiar: contribuição da pesquisa para sua sustentabilidade. Belo Horizonte: Informe Agropecuário. v.1 – n.256, 2010.
VELHO, João Pedro et al. Composição bromatológica de silagens de milho produzidas com diferentes densidades de compactação. Revista Brasileira de Zootecnia, [S. L.], v. 36, n. 5, p. 1532-1538, out. 2007.
ZOCCAL, R. Indicadores da produção mundial de leite. p. 18-20. IN: Anuário leiteiro 2018. Brasília: EMBRAPA. 116p. 2018. Disponível em: Acesso em: 05 mai. 2021.
ERROS DE PRESCRIÇÃO MÉDICA EM PACIENTES HOSPITALIZADOS
ERROS DE PRESCRIÇÃO MÉDICA EM PACIENTES HOSPITALIZADOS Viviane Correa de Almeida Fernandes – Mestre Brenda Soares Coêlho Ingrid Mendes de Macêdo Isabela Carvalho Tupy Mauricio Francelino da Silva OBJETIVO Este trabalho tem por objetivo realizar um levantamento bibliográfico acerca dos tipos de erros de prescrição com a finalidade de conhecer os principais indicadores da assistência farmacêutica utilizadas no ambiente hospitalar. METODOLOGIA Para a execução do trabalho, realizou-se uma revisão da literatura sobre erros de prescrição médica em pacientes hospitalizados. A seleção de fontes de pesquisa se baseou em publicações encontradas nas bases de dados: Google Acadêmico, Lilacs via Bireme e Biblioteca Virtual Scielo. Para a pesquisa nas bases de dados, foram utilizados os seguintes descritores: ERROS DE MEDICAÇÃO; FARMÁCIA HOSPITALAR; PRESCRIÇÃO DE MEDICAMENTOS. Foram considerados como critérios de inclusão para escolha dos artigos publicados para consulta nas plataformas supracitadas o ano, a partir de 2006 até o ano vigente e com a utilização dos descritores, palavras-chave e abordagem da temática proposta. Após a leitura dos resumos, foram selecionados 10 artigos (SILVA, 2017; SOUZA, 2008; ALVES, 2020; PELENTIR, 2015; SILVA, 2009; CARDINAL, 2014; NUNES, 2008; DALCIN, 2017; BERNARDI, 2014; ANACLETO, 2006) que subsidiaram a discussão desse trabalho (Quadro 1). RESULTADOS Quadro 1 – Artigos utilizados para revisão Artigo Autoria Metodologia Observações Erros de prescrição e administração envolvendo um medicamento potencialmente perigoso SILVA, Janete dos Santos Dias Estudo transversal de abordagem quantitativa. A avaliação da prescrição foi realizada utilizando um instrumento de coleta de dados contendo o checklist referente ao protocolo de prescrição uso e administração de medicamentos do Ministério da Saúde. Todos os detalhes referentes ao procedimento foram anotados: horário de administração; dose administrada; omissão de dose; via de administração; técnica de preparo; técnica de administração; paciente que recebeu o medicamento; e identificação do paciente. Avaliação de prescrições medicamentosa s de um hospital universitário brasileiro SOUZA, Joice Mara Cruciol Estudo transversal. A amostragem foi feita coletando-se todas as prescrições emitidas em um dia de cada semana durante o período de estudo, observando-se o intervalo de seis dias entre cada coleta. A inserção do farmacêutico em discussões clínicas pode contribuir para melhorar a qualidade da prescrição, diminuindo a distância entre o clínico e o farmacêutico, e aumentando a comunicação e integração profissional, respeitando as especialidades de cada um. Avaliação de erros em prescrições médicas hospitalares baseado no novo protocolo do ministério da saúde ALVES, Alana Gleyce de Melo; ROCHA, Beatriz Patrício; OLIVEIRA, Danielle Gomes de; PAULO, Patricia Trindade Costa O método utilizado foi o estudo transversal descritivo, aplicando um formulário que analisou itens como, posologia, via de administração, legibilidade, cumprimento de procedimentos legais e institucionais, por um período de 60 dias, na ala cirúrgica. Nas prescrições avaliadas, (97,6%) demonstraram dados incompletos. Sendo assim, torna-se necessário o desenvolvimento de práticas que minimizem a possibilidade de ocorrência de erros. Importância da assistência e atenção farmacêutica no ambiente hospitalar PELENTIR, Mônica; DEUSCHLE, Viviane Cecília Kessler Nunes; DEUSCHLE, Regis Augusto Norbert O farmacêutico hospitalar pode iniciar a implantação de um sistema de assistência através do acompanhamento ao tratamento do paciente, promoção da saúde e vigilância da doença, ou ainda, a partir da avaliação de prescrições médicas buscando diminuir os erros em relação a dose, vias de administração, concentração, e troca do próprio medicamento. A assistência e atenção farmacêutica hospitalar representam instrumentos necessários para o cuidado do paciente, e também para evitar altos custos desnecessários, frutos de diversos problemas que poderiam ser evitados com a ampliação do papel do farmacêutico dentro da instituição. Erros de prescrição médica de pacientes hospitalizados SILVA, Aline Melo Santos Foi realizado um levantamento dos erros de prescrição nas prescrições médicas de pacientes internados, no período de julho de 2008 a maio de 2009, durante oito horas por dia. Limitações do estudo ser somente quantitativo, acesso somente as prescrições e foi pouco foi possível contabilizar os erros em 100% das prescrições analisadas no CAP no período determinado, já que a análise farmacêutica é feita 24 horas por dia, envolvendo equipes diferentes de farmacêuticos, que não participaram do estudo em questão. Intervenção farmacêutica no processo da validação da prescrição médica CARDINAL, Leando; FERNANDE S, Carla Foi realizado estudo unicêntrico, observacional, descritivo e transversal em hospital privado, município de São Paulo (SP). Embora o impacto positivo das intervenções farmacêuticas no uso racional de medicamentos esteja bem estabelecido na literatura, há muita carência de relatos sobre esta atividade em hospitais brasileiros, sendo escassos esse tipo de estudo. Intervenção farmacêutica e prevenção de eventos adversos NUNES, Patrícia Helena Castro Realizou-se estudo retrospectivo no qual foram analisadas as intervenções farmacêuticas realizadas entre junho de 2004 e junho de 2005. Os resultados permitiram que o serviço pudesse adotar medidas específicas para prevenção dos erros de medicação detectados neste estudo. Dentre elas, a elaboração da rotina de farmacovigilância do INTO. Indicadores da assistência farmacêutica em unidade de terapia intensiva DALCIN, Ana Júlia Figueiró; LIMBERGER , Jane Beatriz Este estudo teve por objetivo realizar uma revisão narrativa através de levantamento das pesquisas realizadas em bases de dados empregando o tema “indicadores de qualidade relacionados à medicamentos”, bem como sugerir indicadores da assistência farmacêutica. Poucos estudos foram encontrados no que se refere a indicadores em UTI, sendo na sua maioria indicadores relacionados aos cuidados de enfermagem em UTI. É importante ressaltar que nenhum estudo foi encontrado na literatura relacionando monitoramento de indicadores e assistência farmacêutica em UTI. Implantação da avaliação farmacêutica da prescrição médica as ações de farmácia clínica em um hospital oncológico do sul do Brasil BERNARDI, Érika Akemi Tsujiguchi; RODRIGUES , Renne; TOMPOROS KI, Gilian Graziele; ANDREZEJE VSKI, Vânia Mari Salvi Trata-se de um estudo descritivo, onde os dados foram obtidos por meio do sistema informatizado da instituição, com a utilização de uma ferramenta de análise avançada da prescrição médica. Espera-se que este estudo contribua para a discussão e implantação de rotinas sistemáticas de avaliação farmacêutica da prescrição médica, e que essas avaliações sejam visíveis aos demais profissionais, contribuindo para o compartilhamento de saberes. Prevenindo erros de dispensação em farmácias hospitalares ANACLETO, Tânia Azevedo; PERINI, Edson; Revisão de literatura. Afim de evitar erros de dispensação os sistemas devem contar com pessoal adequadamente preparado e supervisionado, ROSA, Mário Borges comunicações apropriadas, cargas de trabalho razoáveis, comprovações múltiplas de procedimentos, sistemas de garantia de qualidade, assim como locais, equipamentos e abastecimento adequados. CONCLUSÃO Nota-se que erros de prescrição e administração de medicamentos em ambiente hospitalar são extremamente comuns, porém muito fáceis de se evitar também. Os estudos apresentaram altas taxas de erros de prescrição nos quesitos de identificação dos pacientes. Vê-se a importância do papel do farmacêutico no meio hospitalar, pois este mantém o relacionamento multiprofissional da equipe, estreitando os laços e, ainda, fazendo papel de fiscalizador dos processos que envolvem desde a prescrição, disponibilidade, distribuição e administração de medicamentos de modo a promover o uso racional. Espera-se que o presente artigo contribua para a minimização extrema desses erros no dia a dia, e que se entenda a importância dos detalhes no processo de cuidado de um paciente hospitalar. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALVES, Alana Gleyce de Melo et al. Avaliação de Erros em Prescrições Médicas Hospitalares Baseado no Novo Protocolo do Ministério da Saúde. Journal of Biology & Pharmacy and Agricultural Management, [S. l.], p. 30-40, 1 jan. 2020. Disponível em: http://revista.uepb.edu.br/index.php/ biofarm/article/view/5216/3132. Acesso em: 10 abr. 2021. ANACLETO, Tânia Azevedo et al. Prevenindo Erros de Dispensação em Farmácias Hospitalares. Infarma, [s. l.], v. 18, ed. 7/8, p. 32-36, 2006. Disponível em: https://www.cff.org.br/sistemas/geral/revista/pdf/13/inf32a36.pdf. Acesso em: 19 abr. 2021. BERNARDI, Érika Akemi Tsujiguchi et al. Implantação da avaliação farmacêutica da prescrição médica e as ações de farmácia clínica em um hospital oncológico do sul do Brasil. Revista Espaço para a Saúde, [S. l.], v. 15, n. 2, p. 29-36, 1 jun. 2014. Disponível em: https://www.researchgate.net /profile/RenneRodrigues/publication /317035524_Implantacao_da_avaliacao_ farmaceutica_da_prescricao_medica_ e_as_acoes_de_farmacia_clinica_em_um _hospital_oncologico_do_sul_do_ Brasil/links/592073e2aca27295a8a1 cf56/Implantacao-da-avaliacao-farmaceutica-daprescricao-medica-e-as-acoes-de-farmacia-clinica-em-um-hospital-oncologico-do-sul-doBrasil.pdf. Acesso em: 10 abr. 2021. CARDINAL, Leandro; FERNANDES, Carla. Intervenção farmacêutica no processo da validação da prescrição médica. Revista Brasileira de Farmácia Hospitalar e Serviços de Saúde, São Paulo, v.5 n.2 14-1, abr./jun. 2014. DALCIN, Ana Júlia Figueiró; LIMBERGER, Jane Beatriz. Indicadores da Assistência Farmacêutica em Unidade de Terapia Intensiva. RAHIS, Revista de Administração Hospitalar e Inovação em Saúde, [S. l.], v. 14, n. 4, p. 103-118, 2 dez. 2017. Disponível em: https://revistas.face.ufmg.br/index.php/rahis/article/view/103-118. Acesso em: 19 abr. 2021. NUNES, Patricia Helena Castro et al. Intervenção Farmacêutica e Prevenção de Eventos Adversos. Revista Brasileira de Ciências Farmacêuticas, v.44, n.4, 2008. Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S151693322008000400016&lang=p t. Acesso em: 27 abr. 2021. PELENTIR, Mônica et al. Importância da assistência e atenção farmacêutica no ambiente hospitalar. Revista de Ciência e Tecnologia, Rio Grande do Sul, [S. l.], v. 1, n. 1, p. 20-28, 19 out. 2015. Disponível em: http://200.19.0.181/index.php/ CIENCIAETECNOLOGIA/ article/view/487/529. Acesso em: 10 abr. 2021. SILVA, Janete dos Santos Dias et al. Erros de Prescrição e Administração Envolvendo um Medicamento Potencialmente Perigoso. Revista de Enfermagem UFPE On Line, v.11, n.10, p. 3707-17, 2017. Disponível em: https://pesquisa.bvsalud.org/portal/resource/pt/biblio1031870. Acesso em: 27 abr. 2021. SOUZA, Joice Mara Cruciol et al. Aavaliação de Presscrições Medicamentosas de um Hospital Universitário Brasileiro. Revista Brasileira de Educação Médica, v.32, n. 2, p. 188-196, 2008. Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S010055022008000200006&lang=p t. Acesso em: 27 abr. 2021
GLADSON DA ROCHA E HABITAÇÃO SOCIAL: CONTRIBUIÇÃO À REFLEXÃO SOBRE A PRODUÇÃO HABITACIONAL NO DISTRITO FEDERAL
GLADSON DA ROCHA E HABITAÇÃO SOCIAL: CONTRIBUIÇÃO À REFLEXÃO SOBRE A PRODUÇÃO HABITACIONAL NO DISTRITO FEDERAL
Profa. Dra. Franciney Carreiro de França¹ Júlia Pereira Araújo² Regina Rocha² Thaís Rosa de Lima Vieira²
1.Orientadora. Docente do Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos – UNICEPLAC 2. Estudante no Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos – UNICEPLAC
Objetivo: O tema da habitação social ganhou destaque nos últimos anos com a criação do Programa Minha Casa, Minha Vida (PMCMV). Desde o BNH não se tinha iniciativas no âmbito do Governo Federal de produção, em grande escala, como adotado no PMCMV (MARICATO, 2009; BONDUKI, 2009). Mas, a discussão sobre habitação social está presente na história do país desde o início do séc. XX e também na história da arquitetura mundial. No Brasil, no período Vargas o problema habitacional ganhou importância no projeto nacional desenvolvimentista que caracterizou o período, criando um importante espaço para atuação e implementação da arquitetura moderna no Brasil (BONDUKI, 2017). Com a construção de Brasília várias experiências desenvolvidas ao longo da primeira metade do século XX foram refletidas na construção do Plano Piloto ou no entorno dele. Neste contexto, foi marcante a presença do arquiteto Gladson da Rocha Pimentel. A preocupação com habitação foi expressa por ele em seu livro “minha opção por Brasília”, onde define a falta de moradia como sendo um dos “mais graves problemas deste nosso sofrido país” (PIMENTEL, 1997:35). O objetivo deste projeto de Iniciação Científica, realizado no ano de 2021, foi estudar a atuação do arquiteto Gladson da Rocha na produção de habitação social no Distrito Federal. O método incluiu análise crítica e aprofundamento por meio de revisão bibliográfica, tanto do tema habitação social, quanto da vida e obra do arquiteto Gladson da Rocha, inclusive com entrevista com o filho do arquiteto; e análise dos projetos (fontes documentais) no Arquivo Público do Distrito Federal - ArqDF1 (Figura 01 e 02).
Em 2015, foi criado o Fundo Gladson da Rocha Pimentel como parte do cervo do Arquivo Público do Distrito Federal (Processo nº 151-000059/2015, ArqDF), graças ao vasto material documental doado pelo filho e também arquiteto Marcelo Montiel da Rocha. Constam do acervo, projetos elaborados para o Plano Piloto, para cidades do entorno do DF e para América Latina. São projetos de arquitetura e urbanismo, revistas de arquitetura, publicações referentes ao Distrito Federal, correspondências, fotos; são fontes primárias que dariam vários outros estudos.
Figura 01 - Arquiteto Gladson da Rocha,1997 Figura 02 – Parte do acervo Fundo Gladson da Rocha
Fonte: ArqDF
Imagem: Thais Rosa de Lima Vieira, 2021
1 Agradecimento especial ao professor Marcelo Montiel da Rocha e à servidora pública Greice Schumann, por meio dela agradecemos todos os funcionários do Arquivo Público do Distrito Federal (ArqDF).
É de conhecimento público (Figura 03). O acervo do Fundo Gladson da Rocha Pimentel revelou que a quantidade de projetos de autoria arquiteto sobre o tema é muito maior e abrangente, não só em tipologias, quanto na distribuição geográfica.
Poucos sabem que uma faceta importante do grande arquiteto foi sua contribuição para a produção de fonte bibliográfica e historiográfica sobre arquitetura moderna brasileira. A criação da revista carioca Brasil: Arquitetura Contemporânea (BAC), publicada entre os anos de 1953 e 1958 é a materialidade disso. O arquiteto Gladson da Rocha Pimentel foi o fundador da Brasil: Arquitetura Contemporânea e permaneceu como diretor geral da revista até 1956. De acordo com Graciano e Cappelo, esta “documentação e catalogação do acervo desta publicação são meios de se preservar esta fonte, é também, uma forma de se construir uma história da arquitetura, resgatando o que foi publicado sobre a arquitetura moderna brasileira” (GRACIANO E CAPPELO, 2011). Ele também foi o fundador do primeiro curso de arquitetura e urbanismo em escola privada no Distrito Federal, na época FACIPLAC, hoje Centro Universitário Apparecido dos Santos (UNICEPLAC). Portanto, a atuação do arquiteto está no campo do registro historiográfico e do ensino de arquitetura e urbanismo. O arquiteto Gladson da Rocha fez parte da equipe inicial do Departamento de Urbanismo e Arquitetura para a construção da nova capital (DUA-NOVACAP), dirigido por Oscar Niemeyer. Em 1968, o arquiteto apresentou a proposta de “casa mínima”, projeto parcialmente executado em Sobradinho, Distrito Federal. Em 1978, ele propôs seis projetos para a construção de casas em Brazlândia, e no Gama a proposta de habitação popular para a Cooperativa Habitacional Sargento Wolf (Figuras 04).
Figura 04 – Casa Mínima e Cooperativa Sargento Wolf
As pesquisas no âmbito deste projeto de iniciação científica identificaram outros projetos feitos com a mesma temática, elaborados para a NOVACAP: i) Projeto Casa Operária, em 1959 (Figura 05); ii) Projeto Casa Progressiva, em 1979 (Figura 06); 02 Projeto de Habitação Popular, em 1957 e em 1960. Vale destacar que alguns projetos apresentam mais que uma planta tipo, portanto, são várias propostas, o que confirma a contribuição do arquiteto para o tema (ArqDF, 2015). A proposta para a Casa Operária apresenta indicação de ampliação (Figura 05).
Figura 05 – Casa Operária, 1959
Fonte: ArqD Imagem: Thais Rosa de Lima Vieira, 2021
Figura 06 – Casa Progressiva, em 1979
Fonte: ArqD Imagem: Thais Rosa de Lima Vieira, 2021
O projeto da Casa Progressiva chamou atenção porque explicita o conceito de planta expansível. É uma proposta de moradia popular com a perspectiva de ampliação, inicialmente com 30,60m2, poderia chegar a 51,61m2 (Figura 06). Este é um conceito que permeia a discussão sobre projeto de habitação social ainda hoje. Vale lembrar que um dos aspectos do premiado projeto de Alejandro Aravena, ganhador do prêmio Pritzker em 2016, tem como ponto forte a previsão de ampliação da habitação (ARAVENA, 2016). Portanto, as pesquisas revelaram que algumas soluções contemporâneas, como a possibilidade de ampliação, já haviam sido propostas por ele, em 1979.
Conclusão: A contribuição do arquiteto Gladson da Rocha para construção de Brasília não ficou restrita à sua atuação como divulgador da construção da Nova Capital, como usualmente encontrado nos jornais, mas na sua atuação como arquiteto, em projetos que podem ser encontrados em vários locais do Distrito Federal.
Os projetos das casas de interesse social estudados mostram que a influência modernista era presente na sua obra, como na Casa Mínima, assim como soluções mais contemporâneas como os projetos com previsão de expansão, propostos na década de 1970. De outra parte, as pesquisas no âmbito deste projeto de iniciação científica tiveram acesso a fontes primárias, de projetos elaborados pelo professor e arquiteto Gladson da Rocha. Portanto, entender algumas de suas propostas e soluções para a moradia popular é importante para o estudo da habitação social no Brasil.
Divulgar experiências como estas no Distrito Federal podem contribuir para a reflexão no âmbito da produção e do ensino de arquitetura. Resgatar a história destes projetos e as soluções adotadas pelo arquiteto é uma das contribuições deste projeto de Iniciação Científica.
Ademais, a contribuição do arquiteto, primeiro Diretor do Curso de Arquitetura e Urbanismo do Centro Universitário Apparecido dos Santos, deve ser um estímulo aos alunos do curso, além de promover a reflexão sobre a produção da habitação para as famílias de baixa renda, campo de atuação de muitos futuros arquitetos e urbanistas formados no UNICEPLAC.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ARAVENA, A.; IACOBELLI, A. Elemental: Incremental-Housing and Participatory Design Manual. Ostfildern: Hatje Cantz Verlad, 2016.
Arquivo Público do Distrito Federal – ArqPDF. Fundo Gladson da Rocha Pimentel. Processo nº 151-000059/2015. 2015.
BONDUKI, N. Do Projeto Moradia ao Programa Minha Casa Minha Vida. Teoria e Debate, n. 82, p. 8-14, maio a jun. 2009.
BONDUKI, N. Origens da habitação social no Brasil: Arquitetura Moderna, Lei do Inquilinato e Difusão da casa própria. Estação Liberdade. São Paulo, 2017.
GRACIANO, G. S.; CAPPELLO, M.B.C. A difusão da arquitetura moderna brasileira na revista Brasil: Arquitetura Contemporânea (1953 – 1958). 9º seminário docomomo brasil interdisciplinaridade e experiências em documentação e preservação do patrimônio recente de Brasília. junho de 2011. Disponível em: www.docomomobsb.org. Acesso em 15/03/2020.
MARICATO, H. O ‘Minha Casa’ é um avanço, mas segregação urbana fica intocada. Carta Maior, 27/05/2009. Disponível em: http://www.cartamaior.com.br. Acesso em 10/05/ 2015.
PIMENTEL, G. R. Minha opção por Brasília: planejamento urbano e arquitetura. Thesaurus Editora de Brasília ltda. Brasília. 1997.
GRUPO DE ANESTESIOLOGIA VETERINÁRIA E EMERGÊNCIAS
GRUPO DE ANESTESIOLOGIA VETERINÁRIA E EMERGÊNCIAS
Prof. Guilherme Kanciukaitis Tognoli - MV, Esp, Me
1. Docente do Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos - UNICEPLAC.
Objetivo: A área de anestesia/anestesiologia tem sido motivo de preocupação para profissionais das áreas de medicina veterinária, medicina humana e biomedicina no que diz respeito à parte assistencialista e até mesmo na pesquisa. Para que um procedimento anestésico seja conduzido de maneira segura e eficiente, com baixo risco de óbito e complicação para os pacientes, é mister o domínio de áreas com a farmacocinética e farmacodinâmica, além da utilização dos mais diversos aparelhos anestésicos (monitores multiparamétricos, bombas de infusão, aparelhos de anestesia inalatória, ultrassonografia e outros) desde os mais simples de uso corriqueiro até o mais sofisticados (MASSONE, 2017; COOLEY & JOHNSON, 2018). Várias são as justificativas acadêmicas (GRIMM et al., 2015; GRUEN, 2022) e legais (DISTRITO FEDERAL, 2020) para promoção da analgesia/anestesia de animais. Com o objetivo de aprimorar o conhecimento dos discentes nas mais diversas facetas da anestesiologia veterinária, foi criado o Grupo de Estudos de Anestesiologia Veterinária e Emergências (GAVE). Metodologia: Nos encontros foram discutidas as diversas formas que os animais demostram dor e como combatê-las usando as melhores evidências disponíveis (BEDNARSKI et al., 2011; EPSTEIN, 2015; ROBERTSON, 2018; SELF, 2019) bem como as boas práticas de eutanásia em animais não-humanos (CFMV, 2012; UNDERWOOD & ANTHONY et al., 2020). Para a realização das discussões foram organizados encontros virtuais através do ambiente Google Meet® e de forma presencial com práticas em cadáveres ou em animais que necessitavam serem submetidos à procedimentos anestésicos advindos da rotina do Hospital Veterinário do UNICEPLAC. Discussão: Dentre as técnicas treinadas e realizadas incluem-se as de anestesias locais e do neuro-eixo (CAMPOY & REED, 2013; LERCHE et al., 2016), anestesias totais intravenosas (TIVA), parciais intravenosas e gerais inalatórias (AMIRI et al., 2020). Dentre assuntos de grande relevância que foram abordados citam-se: anestesia de animais exóticos/selvagens (WEST et al., 2014), monitoração transanestésica (GRUBB et al., 2020) e emergências anestésicas (WEIL & KO., 2018). Por último e não menos importante, temas como medicações controladas e as Resoluções 1015, 1275, 1071 e 1138 do Conselho Federal de Medicina Veterinária que versam sobre infraestrutura mínima para a atividade anestésica, preenchimento de fichas e prontuários e o código de ética profissional foram debatidos. Ao término das atividades do grupo em dezembro de 2021, foi possível notar um engrandecimento acadêmico significativo com melhora no julgamento crítico-emancipativo dos discentes participantes do GAVE/2021 e acreditamos ser de grande relevância e interesse dos discentes de que o grupo de estudos continue nos anos subsequentes.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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BEDNARSKI, R. et al. AAHA anesthesia guidelines for dogs and cats. Journal of the American Animal Hospital Association, v. 47, n. 6, p. 377-385, 2011. CAMPOY, L.; READ, M.R. Small animal regional anesthesia and analgesia. Wiley Blackwell, 288p. 2013.
CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA VETERINÁRIA. Guia brasileiro de boas práticas para eutanásia em animais-Conceitos e procedimentos recomendados. 2012.
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DISTRITO FEDERAL. Lei 14.064, de 29 de setembro de 2020. Altera a Lei 9.605 de 12 de fevereiro de 1998, para aumentar as penas cominadas ao crime de maus tratos aos animais quando se tratar de cão ou gato. Brasília: Câmara Legislativa, [2020]. Disponível em: https://www.legisweb.com.br/legislacao/?id=402021. Acesso em: 11 de março de 2022.
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WEST, G. et al. Zoo animal and wildlife immobilization and anesthesia. Wiley Blackwell, 950p. 2014.
GRUPO DE ESTUDOS DE AVES E SUÍNOS
GRUPO DE ESTUDOS DE AVES E SUÍNOS
Dra. Margareti Medeiros¹ Manuela Rafaella Sousa do Nascimento² Fabrícia Costa Fernandes² Jenifer Mota Souza² Anna Beattriz dos Santos Nascimento² IsabellyPeres Santos² Luana Gomes Pereira²
1. Docente do Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos - UNICEPLAC. 2. Estudantes do Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos - UNICEPLAC
Objetivo: O consumidor moderno demanda, cada vez mais, por produtos com menor impacto ambiental, maior qualidade e a custos acessíveis. Segundo uma pesquisa realizada pelo Inpress Porter Novelli e Instituto Brasileiro de Pesquisa e Análise de Dados (IBPAD) empresas com propósitos atraem a confiança de 90% dos consumidores, através deste resultado podemos mensurar o quanto precisamos de médicos veterinários engajados nessa realidade. A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) indicou o Brasil como o grande produtor de alimentos necessários para abastecer o mundo, responsável por cerca de 40% para garantir a segurança alimentar global. Para que o Brasil consiga atuar como protagonista neste cenário mundial, o médico veterinário tem um papel primordial no processo de produção dos alimentos. O profissional atua na “porteira” da fazenda, com seus conhecimentos em genética, alimentação, manejo, reprodução e saúde animal; no transporte; no processo de industrialização das matérias primas; e na fiscalização. Tudo para garantir que o produto final seja de qualidade e seguro para consumo. O setor de aves e suínos caminha no sentido de garantir alimento seguro e de qualidade. A produção de carne de frango brasileira é a segunda maior do mundo. O setor de suínos também caminha para o crescimento. Dessa forma, cada vez mais os serviços veterinários têm se tornado essenciais e vitais para a Saúde Única – humana, animal e meio ambiente. O surgimento de novas doenças e a resistência a muitos medicamentos e produtos veterinários, em particular aos ectoparasitas, são um dos grandes desafios para produção, especialmente nas regiões tropicais. A integração e articulação de pessoas ou de grupos que atuam em uma mesma linha de trabalho é extremamente positiva para a capacitação e qualificação dos recursos humanos. Da mesma forma, a cooperação para o desenvolvimento de um sistema de geração e transferência de tecnologias é altamente desejável neste momento em que os cursos são avaliados continuamente por seus índices produtivos em extensão, docência e pesquisa. Neste sentido é importante a realização de projetos de extensão que valorizem o conhecimento acadêmico. O mercado da suinocultura e avicultura vem se desenvolvendo ao longo das últimas décadas. Conforme o levantamento do IBGE, todos os plantéis de animais de produção cresceram, com exceção do rebanho bovino. O rebanho avícola brasileiro cresceu 2,9% em 2018 e já são 1,5 bilhão de cabeças. Os dados do IBGE sobre avicultura também mostram que a produção nacional de ovos de galinha foi de 4,4 bilhões de dúzias em 2018, um valor 5,4% superior ao obtido em 2017 e o maior na série da pesquisa, que gerou um rendimento de R$ 14,0 bilhões. Na suinocultura, o IBGE aponta que o rebanho de animais estimado em 2018 chegou a 41,4 milhões. A região Centro Oeste vem sendo destaque na produção, principalmente pela alta produção de grãos. Nestes segmentos, a atuação do profissional se confere desde a produção até o abate, ou seja, precisa estar sempre observando a maneira adequada do manejo, de maneira ética, de forma que se evitem autuações, além de orientar o restante da equipe quanto aos principais cuidados. Outras importantes atribuições do médico veterinário: cuidados sanitários, assegurar o isolamento da granja em relação a outras criações e também manter o controle do acesso de pessoas no estabelecimento. O profissional precisa também planejar um tratamento dos resíduos gerados pela produção, cuidar da vacinação periódicas dos animais. Deve ainda cuidar do animais, além da ventilação adequada e iluminação do estabelecimento. Neste contexto, o objetivo desse projeto é desenvolver um núcleo de estudos, com os alunos do curso de Medicina Veterinária do UNICEPLAC, para atualizações nas áreas de produção, especificamente na suinocultura e avicultura, além de debater questões relacionadas a legislação, sanidade, bem-estar animal e fortalecer os conhecimentos adquiridos nas disciplinas relacionadas. Metodologia: A metodologia utilizada é a de encontros quinzenais entre os alunos e professores envolvidos, além de palestras (online e presenciais) e visitas técnicas. O grupo funciona desde o segundo semestre de 2019 e desde então vem desenvolvendo suas atividades de forma contínua, com palestras na área e também estendendo os conhecimentos na área de sanidade. Resultados: O grupo vem captando alunos e com a crescente demanda de profissionais nessa área espera-se ampliar o grupo e os conhecimentos e capacitações geradas. Para os próximos semestres serão realizadas visitas técnicas para melhor explanação da realidade da produção no Distrito Federal.
Conclusão: A integração e articulação de pessoas ou de grupos que atuam em uma mesma linha de trabalho é extremamente positiva para a capacitação e qualificação dos recursos humanos. Da mesma forma, a cooperação para o desenvolvimento de um sistema de geração e transferência de tecnologias é altamente desejável neste momento em que os cursos são avaliados continuamente por seus índices produtivos em extensão, docência e pesquisa. Neste sentido é importante a realização de projetos de extensão que valorizem o conhecimento acadêmico.
REFERÊNCIAS
BELUSSO D, HESPANHOL AN. Evolução da avicultura industrial brasileira e seus inimigos territoriais. Revista Percurso. 2010; 2 (1): 25-51.
BNDES – BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO SOCIAL E ECONÔMICO. Cartilha de apoio à inovação. Rio de Janeiro: BNDES. Disponível em: Acesso em: 28 de dez. de 2011.
EMBRAPA SUÍNOS E AVES. Sonho, desafios e tecnologia – 35 anos de contribuições da Embrapa Suínos e Aves. Concórdia (SC), 2011.
INSTITUTO BRASILEIRO DE PESQUISA E ANÁLISE DE DADOS, Pesquisa inédita do IBPAD com a InPress Porter Novelli mensura a importância do propósito corporativo para brasileiros, Brasília, 2021. Disponível em: <https://www.ibpad.com.br/blog/pesquisa-inedita-do-ibpad-com-a-inpress-porter-novelli-mensura-a-importancia-do-proposito-corporativo-para-brasileiros>. Acesso em: 14 de mar. de 2022.
MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO – MAPA. Brasil Projeções do Agronegócio 2011/12 a 2021/22. Brasília, 2012, 50 p. Disponível em: < http://www.agricultura.gov.br>. Acesso em: maio de 2013.
SANTOS FILHO, J. I. dos. Aglomerados produtivos no Brasil - um estudo de caso do oeste catarinense. In: ENCONTRO DE ECONOMIA CATARINENSE, 2., 2008, Chapecó. Integração da economia catarinense do cone sul: anais dos artigos científicos. Concórdia: Embrapa Suínos e Aves, 2008. p. 562-579.
GRUPO DE ESTUDOS DE EQUÍDEOS DA UNICEPLAC– GEEPLAC
GRUPO DE ESTUDOS DE EQUÍDEOS DA UNICEPLAC– GEEPLAC
Vitor Dalmazo Melotti¹ Camila Aparecida de Oliveira Fonseca²
Guilherme Pereira Ferreira²
Lucas Bernardes da Fonseca²
1. Docente do Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos - UNICEPLAC. 2. Estudantes do Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos - UNICEPLAC
Objetivo: GEEPLAC tem como objetivo a capacitação e qualificação de seus membros dos alunos, de forma a proporcioná-los a criação do raciocínio analítico dos diversos campos de atuação da medicina equídea. Ofertar aos participantes do GEEPLAC condições para aplicarem os conhecimentos teóricos obtidos nas disciplinas e complementarem sua formação. Como por exemplo: equideocultura, sanidade, clínica, cirurgia, medicina esportiva, anatomia patológica, patologia clínica, obstetrícia e a reprodução, pelo fato de representarem no contexto prático - dentro de fazendas de criação, jockeys clubes, haras, sociedades hípicas, unidades militares e Hospital Veterinário.
Metodologia: Inicialmente, o homem apenas caçava o cavalo com intuito de consumi-lo, antes mesmo de sua domesticação, que ocorreu há cerca de seis mil anos, (CINTRA, 2010). Atualmente, os equídeos exercem importante papel na formação econômica, social e política da sociedade. Pois desempenham atividades no campo, com na lida com o gado, e demais atividades pecuárias, além do uso como meio de locomoção de muitas famílias. Atualmente sua criação está voltada para atividades de esporte, melhoramento genético, criações por hobbys e até equoterapia. Em 2013, o Brasil chegou a fazer parte do 4º lugar no ranking dos maiores rebanhos do mundo, totalizando 5.312.076 cabeças de equinos, sendo estes 1.100.00 para esporte, lazer e criação e 3.900.00 para trabalho (IBGE, 2014). A saúde é o completo estado de bem-estar físico, mental e social, associado à ausência de ferimentos e doenças. A incidência de afecções é aumentada devido ao estresse, transporte e aglomeração. Animais confinados têm seu sistema imunológico mais vulnerável devido ao estresse, sendo mais predispostos às manifestações de doenças, assim como equinos treinados de forma errônea (CINTRA, 2010).
A maior parte das doenças podem ser evitadas por meio de um bom manejo sanitário e de biossegurança da propriedade. Na rotina de uma fazenda de criação de equinos, as vacinas e os vermífugos são os mais conhecidos, porém os planejamentos adequados da dieta, das instalações e das práticas de manejo são de extrema importância para a prevenção de doenças comuns, como cólicas, gastrites, laminites, lesões muscoloesqueléticas e outras doenças infecciosas (LEME et al, 2017). Por esses motivos, os integrantes participam diretamente da rotina do campus nas instalações do curral e do Hospital Veterinário da UNICEPLAC para avaliação completa dos equinos: incluindo exames clínicos, anamnese, coleta de matérias biológicos para exames, escrituração zootécnica e manejo dos animais e melhoria do ambiente onde estes são criados. Além disso, promove estudos, pesquisas e discussão de artigos científicos, casos clínicos, estudos de casos problemas, além de participação em seminários, simpósios, congressos, visitas técnicas, cursos, minicursos extracurriculares e outros eventos. Elaborar, executar e difundir pesquisas relacionadas à área equídea, por conseguinte incentivar à iniciação científica, assim como também promover o intercâmbio de informações e a colaboração com demais entidades ligadas com essa área, através de acordos de parceria e convênios. Resultados: As atividades do núcleo foram realizadas de modo presencial e virtual, com postagens no Instagram do núcleo. As palestras quinzenais foram ministradas pelo professor orientador Vitor Dalmazo Melotti, abordando os temas de semiologia básica, síndrome cólica, e odontologia equina; Palestra do domador Brendon Carvalho, com o tema “Doma Racional”; Palestra com o casqueador e ferrador Arthur Leite, com o tema “Casqueamento de equinos”; Palestra com a Dra. Mirna Ribeiro com o tema “Necropsia de equinos a campo”; Palestra com o Dr. Leonardo Castro com o tema “Resgate Técnico em Grandes Animais” O GEEPLAC foi responsável por realizar o 6° Day Horse juntamente com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR), onde foi promovido um curso de casqueamento de equinos contando com a participação de toda a coordenação de núcleo de estudo e mais alguns alunos. Conclusão: O grupo de estudos é de fundamental importância para que os alunos vivenciem na prática os diversos campos da atuação da medicina equina, proporcionando experiencia prévia sobre o tema, isso se faz necessário em um mercado de trabalho cada vez mais competitivo, que busca sempre por profissionais de excelência.
REFERÊNCIAS:
CARRIJO JUNIOR, O. A.; MURAD, J. C. B. Animais de Grande Porte II. / NT Editora. Brasília. p. 192, 2016.
CINTRA, A. G. DE C. O Cavalo: Características, Manejo e Alimentação. 1° Edição ed. Roca, 2011.
IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Produção da Pecuária Municipal. Efetivo dos rebanhos em 31.12 e variação anual, segundo as categorias - Brasil - 2012-2013, Rio de Janeiro-RJ. v. 41, p.45, 2014.
LEME, D. P.; SILVA, E. L. DA; VIEIRA, M. C.; BUSS, L. P. Manual de boas práticas de manejo em equideocultura / Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Secretaria de Mobilidade Social, do Produtor Rural e Cooperativismo. – Brasília, 2017.
VIEIRA, E.R.; REZENDE, A.S.C. DE; LANA, A.M.Q.; BARCELOS, K.M.C.; SANTIAGO, J.M.; LAGE, J.; FONSECA, M. G.; BERGMANN, J.A.G.. Caracterização da equideocultura no estado de Minas Gerais. Arq. Bras. Med. Vet. Zootec., v.67, n.1, p.319-323, 2015.
HUMANIZAÇÃO NO ATENDIMENTO DE PORTADORES DE CÂNCER DE MAMA
HUMANIZAÇÃO NO ATENDIMENTO DE PORTADORES DE CÂNCER DE MAMA
Maria do Socorro de Lima Silva¹ Vera Lúcia Teodoro dos Santos Souza¹ Guilherme Xavier Bezerra² Gustavo Nunes de Almeida² Ana Laura Carvalho de Queiroz² Adriano Vieira Sampaio Junior²
1.Docente do Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos – UNICEPLAC 2. Estudante no Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos – UNICEPLAC
Objetivo O objetivo geral deste trabalho, Tem a finalidade de falar sobre a humanização no tratamento do câncer de mama, sendo muito importante para o próprio paciente para que o mesmo se senta mais “abraçado” pelo profissional da saúde. Visa também o acolhimento humanizado por meios dos profissionais de cada área dos tratamentos, sendo eles: (Cirurgia e Radioterapia), e os sistêmicos (Quimioterapia, Homonioterapia, Terapia alvo, Imunoterapia).
Metodologia: A presente pesquisa, trata-se de uma revisão de literatura, que foram feitas através das bases de dados: BVS, SCIELO e LILACS. Tratando da narrativa do tema: HUMANIZAÇÃO NO ATENDIMENTO DE PORTADORES DE CANCER DE MAMA, com relação de artigos, teses, dissertação é monografias, publicados entre os anos, 2018 a 2022.
Resultados Por meio das pesquisas bibliográficas, diferentes autores relataram o manuseio e acolhimento que deve ser feito por meio dos profissionais da saúde quando se trata de portadores de câncer de mama. Assim através do quadro 1, abaixo as citações vem como os resultados obtidos na pesquisa que descreve, nome título e ano no qual foi publicado, deste modo enriquecendo a qualidade do trabalho.
O autor 1, SOZINHO, M de B.R .et. al, falar sobre percepções e atendimento humanizado à mulher com câncer de mama, relata também que é muito importante esse processo para o sucesso do tratamento. O autor descreve que no Brasil, o câncer de mama foi sinalizado na década de 1980, quando foi incorporado ao Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher no Sistema Único de Saúde – (SUS), onde foi lançada como referência uma nova diretriz nacional para detecção precoce do câncer de mama. Ja o autor 2, MINISTERIO DA SAUDE – (MS), descreve que existem vários tipos de câncer de mama, e que alguns se desenvolvem rapidamente e outros não. Boa parte dos casos tem uma resposta positiva ao tratamento, principalmente quando diagnosticado e precoce. Assim a MS relata que o câncer de mama é o tipo mais comum, 2 depois do câncer de pele, e também o que causa mais mortes por câncer em mulheres, mas não só mulheres são acometidas por esta doença, homens também podem ter câncer de mama, mas isso é raro (apenas 1% dos casos). Neste mesmo contexto, o autor 3, Instituto Nacional de câncer – (INCA), deixar claro aos leitores que, as células cancerosas são muitas vezes muito agressivas e incontroláveis, causando a formação de tumores que podem se espalhar para outras partes do corpo, assim tornando mais consiste o aparecimento do câncer de mama, tornando a vida do portador mais impossibilitada, e como um todo este portadores necessitam de humanização já atendimento. E para formato de comparação destaca ainda o autor 4, SILVA, da D, que analisa o atendimento humanizado como uma forma de se relacionar com o paciente dando ênfase à empatia, estabelecendo, para isso, um diálogo mais atencioso e próximo, mas sem perder o profissionalismo. Segundo o autor, o atendimento humanizado deve ser pautado, principalmente, na empatia. Portanto, cabe ao profissional se colocar no lugar do paciente e entender a sua dor de maneira real e sincera. Nesse cenário, a honestidade também é essencial, ou seja, é fundamental não prometer o que não pode ser cumprido somente para mostrar ao paciente seu interesse em resolver o problema apresentado.
Conclusão: O câncer é uma doença debilitante que muitas vezes deixa graves sequelas emocionais e físicas. O uso de tecnologias inovadoras pode proporcionar bem-estar e qualidade de vida aos indivíduos, sejam eles saudáveis ou em processo de doença. O controle do câncer de mama é atualmente um dos grandes desafios da política de saúde pública brasileira. Existem vários tipos de câncer de mama, alguns crescem rapidamente, outros não, mais maioria dos casos tem um bom prognóstico, assim o atendimento humanizado tem grande importância no tratamento. A humanidade no cuidado deve ser muito importante, pois os pacientes ficam abalados com sua doença, e os profissionais que têm esse sentimento de cuidar do paciente, sendo mais gentis e prestativos, tendem a deixar o paciente mais tranquilo durante o aconselhamento.
REFERÊNCIAS
SOZINHO, Maria de B. Ramos, TEIXEIRA, Anne C. F. DE S. Barbosa, LIMA, Maria I. V. Olivera, PINTO, Ricardo Figueiredo. Percepção das mulheres com câncer de mama sobre a assistência do cuidado humanizado e qualidade de vida, 2021. Disponivel em: <https://www.researchgate.net/profile/Carlos-Brito
19/publication/354813137_II_Encontro_Cientifico_do_Grupo_de_Pesquisa_GPs/links /614dcd41154b3227a8a79bb8/II-Encontro-Centifico-do-Grupo-de-Pesquisa GPs.pdf#page=150> Acesso em: 13 de março de 2022.
Ministerio da saúde. Câncer de mama é preciso falar disso, 2020. Disponivel em: <https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/cancer_mama_preciso_falar_disso.pdf> Acessado em: 13 de março de 20221.
INCA. O que é câncer, 2020. Disponivel em: <https://www.inca.gov.br/o-que-e cancer> Acessado em: 13 de março de 2022.
SILVA, da Douglas. Atendimento humanizado, o que é? 2021. Disponivel em: <https://www.zendesk.com.br/blog/atendimento-humanizado-o-que-e/> Acessado em: 13 de março de 2022.
IMPORTÂNCIA DA FISIOTERAPIA NA PREMATURIDADE
Alexandre Silva do Amorim 1
Ana Paula de Oliveira Brito 1
Maria Clara Santos da Costa 1
Nathália Alcione Lustosa Cabral 1
Tatiana Parada Romariz2
1. Estudantes extensionistas do curso de Fisioterapia do Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos – UNICEPLAC
2. Professora do projeto de extensão do curso de Fisioterapia do Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos – UNICEPLAC
Introdução: O desenvolvimento do sistema nervoso central (SNC) tem início no período embrionário, continuando esse processo após o nascimento. O prematuro por não ter um completo desenvolvimento intrauterino pode apresentar imaturidade dos sistemas. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), são considerados prematuros, bebês que nascem antes das 37 semanas completas de idade gestacional. Quando esses prematuros são tratados precocemente, o índice de adquirirem manifestações clínica (alterações de tônus, de postura, de movimentos e das coordenações sensório-motoras primarias) são reduzidas.
A fisioterapia precoce, na prematuridade, oferece grande quantidade de estímulos, considerando suas principais dificuldades relacionadas à ausência ou presença de reflexos ou reações que ocorrem no desenvolvimento motor do bebê. O tratamento precoce, pode ser iniciado desde os primeiros dias de vida, com isso podemos prevenindo ou minimizando possíveis sequelas e estimular desenvolvimento neuropsicomotor.
Objetivo: O objetivo deste estudo foi mostrar a importância da fisioterapia através da estimulação precoce na reabilitação no prematuro, nos primeiros meses da vida constituem-se em movimentos fundamentais para o acompanhamento dos rumos do desenvolvimento do lactante. Metodologia: Trata-se de uma análise de portuários das crianças atendidas pelo projeto de extensão de neuropediatra, que ocorreram na Clínica Escola do Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos (UNICEPLAC), que foi realizado no período de junho a dezembro de 2021, após a alta hospitalar dessas crianças. Realizou-se em cada um dos pacientes uma avaliação com analise de etapas do desenvolvimento motor e as intervenções fisioterapêuticas aplicadas a esses lactantes. A correção da idade do prematuro é feita pela subtração de 40 semanas gestacionais pelo número de semanas de gestação que o bebê possuía quando nasceu. Em seguida o resultado é diminuído da idade cronológica dos bebês e assim chegamos a suas idades corrigidas. (CARDOSO, 2012). Resultados: O resultado foi que, nas etapas motoras: controle cervical, rolar, sentar com apoio, sentar sem apoio, engatinhar, ajoelhar, ficar em pé com apoio, ficar em pé sem apoio, marcha lateral e deambulação, tiveram relevâncias significativas nas aquisições motoras com as intervenções da fisioterapia, as crianças atendias se aproximaram mais ainda da idade cronológica durantes os atendimentos. Conclusão: Conclui-se que a fisioterapia promove vários benefícios durante o processo evolutivo do prematuro além de aproximar a idade corrigida de sua idade cronológica. Logo se conclui que a fisioterapia é de extrema importância no desenvolvimento do prematuro, visto que os benéficos alcançados pela estimulação precoce em bebês prematuros na pratica clínica, apresentam resultados muito significativos.
REFERÊNCIAS
CARDOSO, E. A. Acompanhamento ambulatorial de recém-nascidos prematuros em um hospital público de Minas Gerais de 2008 a 2010. Fisioterapia Brasil. v. 13, n. 3, p. 171-7, maio/jun. de 2012.
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CM VIGNOCHI, E MIURA E LH CANANI; Efeitos da fisioterapia motora na mineralização óssea em prematuros: um estudo controlado randomizado. Revista de Perinatologia (2008) 28,624-631.
FORMIGA, C. K. M. R.; PEDRAZZANI, E. S.; TUDELLA, E. Desenvolvimento motor de lactentes pré-termo participantes de um programa de intervenção fisioterapêutica precoce. Revista Brasileira de Fisioterapia. v. 8, n. 3, p. 239-245, mar./set. de 2004.
FORMIGA; PEDRAZZANI; SILVA; LIMA; EFICÁCIA DE UM PROGRAMA DE INTERVENÇÃO PRECOCE COM BEBÊS PRÉ-TERMO. Paidéia, 2004, 14(29), 301-311.
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MAPEAMENTO INSTITUCIONAL NO CONTEXTO DE ENSINO SUPERIOR: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
MAPEAMENTO INSTITUCIONAL NO CONTEXTO DE ENSINO SUPERIOR: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
Profa. Dra. Everley Rosane Goetz¹ Wllene dos Santos Cândido² Maria de Fátima Sabino da Costa²
1.Docente do Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos – UNICEPLAC 2. Estudante no Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos – UNICEPLAC
Objetivo: O presente trabalho trata-se de um relato de experiência de estágio de estudantes de Psicologia Escolar na implantação do Projeto Desenvolver (projeto voltado para as necessidades dos estudantes no processo de ensino e aprendizagem) no Núcleo de Apoio Discente e Acessibilidade (NAPA) da instituição. Este Núcleo proporciona orientação psicopedagógica aos discentes que estejam passando por alguma dificuldade no processo de aprendizagem e, o estágio se deu através do mapeamento institucional da instituição de ensino, viabilizando oferecer subsídios para a prática de estágio em Psicologia Escolar dos demais estudantes de Psicologia. A psicologia escolar atua no contexto educacional buscando contribuir para a otimização dos processos educativos, considerando os múltiplos fatores que permeiam tais processos (MARTÍNEZ, 2010). Ainda que a área tenha se aproximado mais da escola, outros cenários, como a educação superior, vem ganhando destaque (MARINHO-ARAUJO, 2016). Dentre as práticas do psicólogo escolar, ressalta-se a importância do mapeamento institucional, que visa obter entendimento voltado para uma análise do contexto escolar, com intuito de compreender as demandas escolares e realizar uma atuação voltada a todos os atores envolvidos no processo educacional e não somente na figura do professor ou aluno (MARINHOARAUJO; ALMEIDA, 2010). O mapeamento institucional passa por processos que não ocorrem em forma de etapas cronológicas ou robotizadas, mas, de forma contínua, ampla e atenta (MARINHO-ARAUJO; ALMEIDA, 2010), sempre buscando compreender o contexto e estabelecer intervenções que se encaixem de maneira contextualizada, histórica e necessária para a instituição de ensino (MARINHO-ARAUJO, 2016).
Metodologia: O mapeamento foi efetuado de acordo com as seguintes etapas, estando submetido às normas institucionais: Planejamento, levantamento de dados, análise de dados, encaminhamentos e fechamento. O mapeamento ocorre como um processo contínuo e não linear, sendo dividido somente para fins didáticos. No planejamento foram discutidas questões a respeito da implantação do projeto Desenvolver no NAPA, os trâmites internos da instituição e as estratégias para realizar o mapeamento. Para o levantamento de dados foram utilizados formulários do Google Forms, sendo que inicialmente buscou-se levantar demandas junto aos coordenadores dos cursos, seguindo as normas institucionais, porém, por não obter retorno dos mesmos, essa busca passou a ser feita junto à comunidade acadêmica, através da divulgação do projeto e formulário para inscrição dos discentes. Na análise de dados e encaminhamentos, houve a separação dos respondentes pelos seus cursos e queixas iniciais, para que a partir daí o direcionamento para os devidos grupos de estágio pudesse ocorrer. Por fim, na etapa de fechamento, foi feito um levantamento geral de quais alunos deram continuidade nos atendimentos, quais necessitavam ser encaminhados à clínica-escola de psicologia da instituição - CIEPSI, quais necessitavam dar continuidade aos atendimentos no NAPA, quantos desistiram, quais estagiários conduziram os atendimentos, dentre outros dados importantes. Essa etapa de fechamento foi realizada em conjunto com os demais grupos de estágio, pois estes grupos possuíam informações mais precisas a respeito dos atendimentos conduzidos. Devido ao cenário pandêmico da Covid-19, o estágio em questão foi realizado de maneira remota.
Resultados: Ao todo 27 alunos foram encaminhados, sendo que destes, somente 2 foram encaminhados por coordenadora de curso e os outros 25 através de preenchimento do formulário. Dos 27 alunos, 21 eram do sexo feminino e 6 do sexo masculino. Quanto aos cursos, 6 eram de Medicina Veterinária, 4 de Medicina, 4 de Farmácia, 3 de Odontologia, 2 de Direito, seguidos por Psicologia, Pedagogia, Fisioterapia e Administração, com um aluno cada. Dos 27 alunos, 3 não informaram o curso e um era de curso não referente à graduação, sendo desligado por não ser aluno da instituição. De início planejou-se atendimentos grupais, mas devido ao pequeno quantitativo de estudantes em alguns grupos de estágio, optou-se pela realização de atendimentos individuais. Ao coletar os dados dos alunos e compreender quais as queixas para, a partir daí, serem realizadas as intervenções, foram ofertados atendimento nos seguintes temas: apoio pedagógico aos alunos com ansiedade e manifestações psicossomáticas, ansiedade e rendimento acadêmico, dificuldades de adaptação ao ensino a distância e técnicas e organização de estudos. Quanto a essas queixas iniciais, o tema mais buscado foi "ansiedade e rendimento acadêmico", com 8 alunos, seguido por "apoio pedagógico aos alunos com ansiedade e manifestações psicossomáticas", com 6 alunos. Na etapa de fechamento foram recebidas informações a respeito de 9 alunos, sendo que destes, 4 deram continuidade aos atendimentos, 4 desistiram e um foi desligado por não ser aluno da instituição. Os 4 que deram continuidade necessitam ser encaminhados para o CIEPSI e/ou NAPA. Não foram obtidos os dados referentes aos outros 18 alunos. Corroborando MARINHO-ARAUJO (2016) e MARINHO-ARAUJO; ALMEIDA (2010), para obter êxito na intervenção institucional faz-se necessário o olhar atento do psicólogo à dinâmica institucional e a todos os processos que ocorrem, ou seja, o mapeamento institucional deve acontecer continuamente, unindo as novas informações encontradas às reflexões já feitas anteriormente de modo que todas as etapas realizadas no mapeamento institucional do UNICEPLAC servem de subsídio para as intervenções atuais e as futuras, a serem realizadas na instituição, unindo o que será encontrado ao que já foi explorado anteriormente. Ou seja, desde o momento inicial do mapeamento institucional foram encontrados resultados que norteiam futuras práticas, como: a busca ativa pelos estudantes na comunidade acadêmica é mais eficaz que a busca realizada através dos coordenadores dos cursos, visto que estes podem não ter conhecimento acerca das demandas de seus alunos, já que as vivências de cada um são únicas e muitas vezes experienciadas silenciosamente (COUTINHO, 2020) e, ainda, na modalidade de atendimento para o contexto universitário, são mais eficazes intervenções grupais, onde os próprios estudantes criam estratégias para a elaboração de seus anseios (COUTINHO, 2020).
Conclusão: A partir dos dados obtidos acredita-se que o mapeamento institucional pode direcionar estratégias que ajudam o psicólogo a agir com intencionalidade, pois com as intervenções voltadas à investigação, análise e reflexão sobre o contexto institucional, proporcionados pelo mapeamento, há uma compreensão da realidade acadêmica e direcionamento da atuação do psicólogo escolar. Observa-se, ainda, que o contexto de pandemia impôs alguns obstáculos para a realização dos atendimentos, indo desde a dificuldade de atrair alunos até a desistência dos mesmos. Outro ponto que merece destaque são as regras institucionais impostas para a realização do mapeamento, o que impactou na coleta dos dados dos discentes, início das atividades e estágio como um todo. Ao conduzir um estágio, o estudante pode compreender como se dá a dinâmica de cada contexto e articular o que aprendeu com a realidade local, sendo, portanto, um desafio. Não seria diferente na realização do mapeamento institucional, pois, ao implementar um projeto percebe-se a dificuldade de articulação entre teoria e prática, os obstáculos encontrados entre instituição, comunidade acadêmica e os processos burocráticos, se fazendo necessário o uso de resiliência, criatividade e habilidades comunicativas, fatores de extrema importância para o profissional de Psicologia.PANDEMICORO
REFERÊNCIAS
COUTINHO, M. K. A. R. G. O conto como objeto mediador: uma experiência com grupos com universitários. Vínculo-Revista do NESME, 17, n. 1, p. 119-137, 2020.
MARINHO-ARAUJO, C. M. Inovações em Psicologia Escolar: o contexto da educação superior. Estudos de Psicologia, 33, p. 199-211, 2016.
MARINHO-ARAUJO, C. M.; ALMEIDA, S. Intervenção Institucional: Possibilidades de prevenção em psicologia escolar. In: ALMEIDA, S. (Ed.). Psicologia escolar: construção e consolidação da identidade profissional.Campinas:Alínea,2010. p.85-98.
MARTÍNEZ, A. O que pode fazer o psicólogo na escola? Em aberto, 23, n. 83, 2010.
MENOPAUSA E SUAS CONSEQUÊNCIAS PSICOLÓGICAS
MENOPAUSA E SUAS CONSEQUÊNCIAS PSICOLÓGICAS
Ms. Walquiria Lene dos Santos¹ Aline Galvão Dos Santos²
Caroline Do Carmo Barbosa²
Hítalo George Alves Souza²
Isabelle Lopes Monteiro Curvina²
Luiza Ricarda De Almeida Pereira²
Maria Clara De Farias Vitor ²
1. Docente do Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos - UNICEPLAC. 2. Estudantes do Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos - UNICEPLAC
Objetivos: Levantar informações com dados científicos sobre as alterações que o corpo e a mente feminina passam no período de menopausa. Conhecer a fisiopatologia da menopausa e do climatério. Conhecer as habilidades e competências para o atendimento à mulher no período da menopausa.
Metodologia: Para este estudo foi utilizada a pesquisa integrativa com uma abordagem quantitativa, para quantificar opiniões e informações de diversos estudos. A pesquisa integrativa envolve a sistematização e publicação dos resultados de pesquisas bibliográficas em saúde, visando a importância da pesquisa acadêmica na prática clínica.
As seis fases do processo de elaboração da pesquisa integrativa são: identificação do tema e seleção da hipótese ou questão de pesquisa para elaboração da revisão integrativa; estabelecimento de critérios para inclusão e exclusão de estudos, amostragens e busca na literatura; definição das informações a serem extraídas dos estudos selecionados e categorização dos estudos; avaliação dos estudos incluídos na revisão integrativa; interpretação dos resultados; e apresentação da revisão e síntese do conhecimento.
Foi realizada uma busca de artigos referente aos últimos 5 anos, sendo pesquisados em base de dados Scientific Eletronic Library Online (SCIELO) e Biblioteca Virtual em Saúde, BVS. Foram encontrados os seguintes descritores em Ciência da Saúde (DECS): assistência de Enfermagem e menopausa. Para a operacionalização do estudo, realizou-se o cruzamento dos descritores na referida base de dados associado ao operador boleando, encontrando-se 51 produções científicas. Os seguintes cruzamentos foram realizados: Serviços de Saúde,
Como critérios de inclusão foram: artigos publicados ano de 2019, artigos com texto completo, descritos em língua portuguesa. Como critérios de exclusão, foram excluídos artigos que não estavam de acordo com os objetivos propostos neste estudo ou anteriores ao ano de 2016, em língua estrangeira.
Após a realização da busca foram encontrados um total de 54 artigos, dos quais 47 artigos foram excluídos, pois não eram adequados aos objetivos que foram propostos no estudo. Nesta pesquisa foram usados 7 artigos que estavam dentro dos anos propostos e estavam de acordo com o objetivo da pesquisa.
Resultados: Observou-se que os estudos apresentam o foco na atenção à saúde da mulher, contribuindo de fato para o acolhimento e informação. Visto a necessidade dos serviços de saúde adotarem estratégias que evitem a ocorrência de oportunidades perdidas de atenção às mulheres no climatério. Isto é, a não ocorrência em que as mulheres entram em contato com os serviços e não recebem orientações ou ações de promoção, prevenção e recuperação, de acordo com o perfil epidemiológico deste grupo populacional. (SÍRIO-LIBANÊS, et al.,2016)
Diante disso, observou-se que parte dos enfermeiros considerou conhecer pouco sobre as terapias alternativas, no qual a inclusão dessas práticas mostrou-se associada positivamente ao bem-estar. Ao surgimento de quatro categorias temáticas: Educação permanente e continuada; Organização dos serviços; Abordagem às mulheres em climatério e Utilização de terapias complementares. Acredita-se que os resultados contribuirão para novas perspectivas na atenção à saúde da mulher. Já a prática de atividade física apresentou associação positiva, e estatisticamente significante em todos os domínios. (BANAZESKI, et al.,2021)
Por fim, os diagnósticos de enfermagem do domínio da promoção da saúde em mulheres climatéricas com osteoporose, tendo os principais diagnósticos identificados foram Disposição para autocontrole da saúde melhorado (94,2%) e Estilo de vida sedentário (83%). (BEZERRA, et al. 2016).
Conclusão: Este estudo permitiu a abordagem do assunto climatério de forma que se possa refletir sobre a questão da definição biológica dessa fase repleta de acontecimentos físicos e psíquicos que abrange essa etapa da vida em que eventos biológicos refletem diretamente no bem-estar da mulher.
O que antecede a menopausa leva à conclusão de que há, entre os profissionais de saúde, a desinformação a respeito do assunto. O climatério vai muito além do biológico, sendo uma etapa com incontáveis alterações biopsicossociais, tornando-se, um período de vivências que reflete diretamente na qualidade de vida, seja pelas implicações da síndrome climatérica ou pelas morbidades que surgem com a idade.
É fundamental que o profissional enfermeiro entenda e conheça sobre o assunto de modo a abordar a ir além dos sintomas manifestados pelas mulheres, explorando outros fatores ocasionadas pelo climatério, para ter equilíbrio em seu comportamento; melhoraria na qualidade de vida como consequência dessa atenção específica; melhoria na assistência, evitando, a procura do médico sem necessidade; o fato de muitas serem leigas, deixam de procurar assistências por medo e negligenciam os sintomas.
Destaca-se a relevância deste estudo ao descrever sobre a assistência de enfermagem no climatério, demonstrando que a assistência de enfermagem à mulher no climatério deve ser pontuada em melhorar a saúde e o bem-estar, enquanto e após esta fase de transição, sendo eles: a sexualidade, ausência ou diminuição da lubrificação e ressecamento vaginal, reposição hormonal, prática de atividade física etc.
Conclui-se que o climatério é definido como um período de transição na vida da mulher, e não um processo patológico. E aprender a viver nessa fase conflituosa de forma consciente e com qualidade de vida necessária é fundamental para a desmistificação do climatério como um período repleto de transtornos.
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MIDIAIS SOCIAIS E A INDUSTRIA CULTURAL DA
IMAGEM CORPORAL: ENTRE O REAL E O IDEAL NO IMAGINÁRIO
MIDIAIS SOCIAIS E A INDUSTRIA CULTURAL DA
IMAGEM CORPORAL: ENTRE O REAL E O IDEAL NO IMAGINÁRIO
Ana Paula Herber Rodrigues¹ Amanda Fernandes Flores Braz² Cleia da Silva Araújo² Luany Lucena Tavares Mota² Maira Álin Bastista Feitosa² Mariana Oliveira Nunes²
1. Docente do Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos - UNICEPLAC. 2. Estudantes do Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos - UNICEPLAC
Objetivo: O artigo aborda o contexto das mídias sociais e a indústria cultural da imagem corporal: entre o real e o ideal no imaginário feminino, como este tema tem sido presente e influenciador na vida das pessoas nas últimas décadas. A alta procura pelo alcance de padrões de beleza tem feito com que muitos procurem por uma imagem de perfeição inexistente que faz deixar de lado a autoaceitação. Padrão este que pode ser criado pela mídia ou cultura. Os meios de comunicação são grandes responsáveis por vender esta ideia de que nem sempre o natural é belo, pois são a maior fonte de corpos e rostos irreais, aquilo que parece estar sempre intacto ou perfeito, distanciando-nos de nossa realidade, o que interfere na autoestima de diversas pessoas. Essa busca intensa por uma perfeição inalcançável gera inseguranças e distorção da própria imagem, podendo causar distúrbios alimentares e psicológicos. As mulheres são alvos do uso excessivo de propaganda pelas mídias sociais na reprodução de imagem corporal idealizada e perfeita que deve ser consumida e comprada. Isso cria uma distorção no imaginário feminino entre o corpo real e a idealização de um único padrão corporal de beleza que consolida um imaginário social e a cultura industrial. Nem todas mulheres encaixam-se ao ideal proposto pelas mídias sociais, devido a isso, compromete-se o processo de autoaceitação, produzindo problemas físico e psicológicos. “A imagem corporal está intimamente ligada à estruturação da identidade no seio de um grupo social, a preocupação com a dimensão corporal, retratada pelas pessoas que cercam o indivíduo, interfere de modo fundamental na construção da imagem corporal desse sujeito”. (SECCHI; CAMARGO; BERTOLDO, 2009). Diante dos fatos, à pesquisa tem como objetivo, analisar o uso das mídias sociais e indústria cultural atua na produção repetida de uma imagem corporal idealizada, criando uma distorção entre o real e o ideal na obtenção do corpo perfeito no imaginário feminino. A metodologia da pesquisa optou pela. Abordagem qualitativa, por meio da pesquisa de campo. Para coleta e produção de dados utilizamos levantamento documental, revisão da literatura, entrevista semiestruturada e pela análise crítica dos dados. Os artigos científicos referenciados foram publicados no google acadêmico. Referencial teórico: No ambiente online podemos compartilhar, fotos, vídeos, divulgar, vender empresas, produtos, serviços e interagir entre as pessoas mediante ao conteúdo compartilhado, troca de mensagens e comentários. “As mídias sociais incitam seus consumidores a digitalizar e a repartir publicamente informações pessoais que anteriormente eram privadas” (MAHON, 2021). O meio digital facilita a interação entre as pessoas devido a capacidade do seu alcance, mas é necessário saber filtrar e verificar a veracidade das informações que são constantemente disseminadas, visto que existe uma grande possibilidade de não ser verídico. Um exemplo claro são as notícias e as imagens fake, que são compartilhadas no Instagram, ou seja, os filtros presentes no aplicativo na parte dos “story” têm a capacidade de muda aspectos faciais tornando uma estética ideal, porém, não é real. “A indústria cultural vende a imagem “o belo”, mascarando a realidade, “uma das características presentes nas mídias sociais é que quase todos os serviços são de propriedade de empresas privadas e lucrativas, ou seja, nem uma é diretamente pública.” (MAHON, 2021) É de estrema importância verificar as mídias sociais por intervenção de um viés crítico, trazendo à tona possíveis equívocos e posicionamentos reducionistas. “É necessário entender que a força dos veículos de comunicação para usá-los com mais responsabilidade. Elucida o poder da mídia de fazer e desfazer contextos, de montar e desmontar realidade, de destruir e construir a temporalidade de intervir no curso da história” (JUSKI et al., 2020). Resultados: O corpo humano é um conjunto, físico, psíquico e sociologicamente determinado, e é tratado como uma imagem da sociedade sendo assim, não há nenhuma forma natural de considerar o corpo que não envolva ao mesmo tempo a dimensão social. Para melhor compreensão dessas questões entrevistamos mulheres sobre a relação entre imagem corporal e a influência das mídias sociais. Diante dos dados apresentados constata-se que maioria das entrevistadas não estão satisfeitas com o corpo. E que as mídias sociais acabam desencadeando sentimentos como: desiquilíbrio emocional e insatisfação com a própria estrutura física. “Pessoas que se veem fora dos padrões, se sentem insatisfeitos e cobrados com sua própria realidade” (ALMEIDA, 2017. p.8). Mediante as respostas, verifica-se que a maioria das entrevistadas sofrem influência negativa já que a mídia acaba destorcendo a realidade. “Acredito que devido a essa "falsa imagem" chega um momento em que começamos a acreditar que aquilo que é mostrado é real e realmente belo. (Mulher A, dados da pesquisa 2022). “As mídias criam e reforçam os padrões de beleza, e este bombardeio de indicações promove, prevalentemente nas meninas, porém não exclusivamente, transtornos alimentares”. Conclusão: Este artigo aponta que, nas mídias sociais frequentemente aparecem imagens de uma vida fitness, dietas, fotos de academias, podendo aparecer em diversos locais e muitas vezes essas informações induzem sensações generalista na qual não basta apenas seguir um simples passo a passo e será possível chegar ao todo sociocultural chamado de corpo perfeito. Isso acaba gerando comparações injustas para saber o quão próximo estão do padrão de beleza estabelecido, desconsiderando as individualidades de cada sujeito como idade, sexo, peso e altura que influenciam tanto no peso como no seu condicionamento físico. Pela desconsideração de todos esses fatores muitas vezes o estereótipo de beleza e inalcançável, podendo ocasionar doenças relacionadas a autoimagem. A buscar por uma melhor qualidade de vida é vista como algo positivo, só que deve ter atenção quando isso começa a afetar seus relacionamentos com à própria autoestima. Desse modo, de acordo com as informações de campo e os aportes teóricos que fundamentaram a questão inicial de partida aponta que o uso excessivo das mídias sociais e indústria cultural atua na produção repetida de uma imagem corporal idealizada, criando uma distorção entre o real e o ideal na obtenção do corpo perfeito no imaginário feminino.
REFERÊNCIAS:
ALMEIDA, A. P. D. A influência da mídia na distorção da imagem corporal de adolescentes. Centro Universitário de Brasília – Uniceub. Brasília, DF, p. 10-29, 2017. Disponível em: https://repositorio.uniceub.br/jspui/handle/prefix/13105 Acesso em: 07 mar. 2022.
JUSKI, J. D. R. et al. Crítica da mídia. Porto Alegre (RS): Sagah, 2020. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786556900452/pageid/0 Acesso em: 17 ago. 2021.
MAHON, C. M. A psicologia da mídia social. São Paulo (SP): Edgard blucher, 2021. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786555063073/epubcfi/6/6[%3Bvnd.vst.idref%3DMiolo_Midia_Social]!/4[Miolo_Midia_Social]/2[_idContainer001]/4/2. Acesso em: 07 mar. 2022.
SECCHI, C. B. Percepção da Imagem Corporal e Representações Sociais do Corpo. Brasília (DF). Abr-Jun 2009, Vol. 25 n. 2, pp. 229-236.
MORTALIDADE POR CÂNCER DE ESTÔMAGO NO BRASIL EM 2020
MORTALIDADE POR CÂNCER DE ESTÔMAGO NO BRASIL EM 2020
Maria do Socorro de Lima Silva¹ Vera Lúcia Teodoro dos Santos Souza¹ Franciane Costa e Silva² Júlia Beatriz Cunha² Marcos Antônio Feitosa de Sales²
1. Docentes do Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos - UNICEPLAC. 2. Estudantes do Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos - UNICEPLAC
Objetivo: O objetivo desse trabalho é apresentar ao leitor a análise da taxa de mortalidade por câncer de estômago no Brasil referente ao ano de 2020. Metodologia: A presente pesquisa, trata-se de uma revisão de literatura, nas bases de dados: BVS, SCIELO e LILACS. Tratando da narrativa do tema “mortalidade por câncer de estômago” no Brasil com relação de artigos, teses, dissertações e monografias, publicados entre os anos 2018 a 2022. Resultados: O câncer de estômago, também chamado de câncer gástrico, é um dos tipos mais comuns e frequentes de câncer e há vários tipos, porém, predominantemente eles se apresentam como adenocarcinomas, linfomas e leiomiossarcomas, sendo 95% dos casos do tipo adenocarcinoma. Todo ano mais de 20 mil casos de câncer gástrico são diagnosticados. O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que no ano de 2020, foram diagnosticados 21.230 casos de câncer de estômago (13.360 em homens e 7.870 em mulheres). Esses valores correspondem a um risco estimado de 12,81 casos novos a cada 100 mil homens e 7,34 para cada 100 mil mulheres.
Quadro 1- Percentual de riscos por novos casos de câncer de estômago
O câncer de estômago afeta principalmente as pessoas mais velhas. A idade média dos pacientes quando são diagnosticados é de 68 anos, e segundo a (ASC) American Cancer Society, eles se desenvolvem ao longo dos anos e ocorrem mais em homens por volta dos 70 anos. Cerca de 60% dos pacientes com câncer de estômago têm 65 anos ou mais. O risco médio de uma pessoa desenvolver câncer de estômago em sua vida é cerca de 1 em 154. Os riscos individuais podem ser influenciados por alguns outros fatores. Prevenção e Tratamento A respeito dos tratamentos, ele é escolhido observando o estágio em que a doença se encontra. No estágio I o tumor invade superficialmente a parede, esse ficando confinado no estomago; no estágio II o tumor invade a parede muscular, podendo alterar seus linfonodos próximo ao estômago; no estágio III o tumor penetra até a serosa do estomago, pode alterar de sete a quinze linfonodos; e no estágio IV o tumor afetou mais de quinze linfonodos ou de órgãos próximos ou distantes. Na primeira fase a doença tem altas chances de cura a partir de procedimentos cirúrgicos, podendo passar pela endoscopia ou por uma cirurgia radical, tendo chances de remover parte do esôfago e do intestino; na segunda o paciente poderá passar por uma gastrectomia, adicionando a quimioterapia junto a radioterapia pós-operatória; na terceira fase a cirurgia é indispensável, sendo realizada uma quimioterapia antes do procedimento, depois do procedimento são feitas seções de radioterapia e quimioterapia; na última fase o tumor começou a se espalhar além do estômago, afetando órgãos próximos como fígado e pulmão, o tratamento é feito a partir de quimioterapia podendo adicionar ou não o trastuzumabe, além do acompanhamento nutricional. Conclusão: É de suma importância ressaltar os cuidados para a prevenção do câncer de estômago, começando por uma boa alimentação, rica em fibras e com sal em quantidades moderadas é um fator de proteção. A pratica de atividades físicas é um ponto indispensável, pois estar acima do peso ou ser obeso eleva o risco de surgimento de alguns tipos de câncer gástricos, portanto, manter um peso moderado e uma vida saudável pode diminuir esse risco. O tabagismo também é prejudicial, pois fumar aumenta o risco de câncer de estômago proximal, lembrando que o tabagismo é responsável por cerca de um terço de todas as mortes por neoplasias, o elevado consumo aumenta os riscos de surgimento. Conhecida como ̈dieta ̈ trata-se da ingestão de vitamina C e betacaroteno, estudos estão sendo feitos para confirmar o efeito benéfico de outros nutrientes, como a vitamina E e o selênio. Concluindo que o foco é uma alimentação saudável com frutas, grãos integrais, legumes e verduras é benéfica para combater diversas doenças, não somente o câncer de estômago. Observação: doenças associadas; doenças como infecção por Helicobacter pylori e refluxo gastresofágico estão associadas a um maior risco para câncer gástrico. Com a alimentação adequada e o tratamento adequado há possibilidade remerção. O empenho com a junção dos meios de tratamento à constante evolução das informações estimula a padronização dos modos de elevação das possibilidades de que talvez venha a elevar a qualidade dos procedimentos normalmente adotados.
REFERÊNCIAS
INCA. Câncer de Estômago. Site INCA. Disponivel em:https://www.inca.gov.br/assuntos/cancer-de-estomago. Acesso em: 12/03/2022.
INCA. Brasil - estimativa dos casos novos. Site INCA. Disponivel em:<https://www.inca.gov.br/estimativa/estado-capital/brasil> Acesso em: 12/03/2022.
INCA. Câncer no estômago: conheça os sintomas e tratamentos deste tipo de tumor. Site Disponivel em: <https://www.hcor.com.br/hcor-explica/oncologia/cancer-no-estomago-nao-ignore-os-sintomas/> Acesso em: 12/03/2022.
Israelita Albert Einstein. Hospital. Câncer de estômago. Site Hospital. Disponivel em:<https://www.einstein.br/doencas-sintomas/cancer-estomago> Acesso em: 12/03/2022.
MULTIPLICADORES EM EDUCAÇÃO SANITÁRIA
MULTIPLICADORES EM EDUCAÇÃO SANITÁRIA
Dra. Lorena Ferreira Silva¹ Matheus Mendes da Silva² Romilton Mendes Henrique Júnior²
1. Docente do Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos - UNICEPLAC. 2. Estudantes do Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos - UNICEPLAC
Objetivo: O projeto “Multiplicadores em Educação Sanitária” visa à aplicação de conhecimento sobre educação sanitária para os alunos da Medicina Veterinária, contando com a parceria ativa de servidores da Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do Distrito Federal (SEAGRI-DF). Visa-se primeiramente expandir o aprendizado ao discente, acerca do serviço de defesa agropecuária e a área da sanidade, proporcionando um melhor futuro profissional, e posteriormente faze-lo difundir e multiplicar o seu conhecimento acadêmico as populações rurais, incluindo os produtores rurais e os alunos de escolas rurais, através de atividades teóricas e práticas. Metodologia: Entende-se por educação sanitária na área agropecuária o processo de disseminação, construção e apropriação de conhecimentos, por parte dos participantes das diversas etapas das cadeias produtivas dos animais e vegetais. Essas cadeias encontram-se associadas às atividades agropecuárias e a população em geral, relacionados com a saúde animal, sanidade vegetal e qualidade dos produtos, subprodutos e insumos agropecuários (BRASIL, 2008). Para a Comissão de Educação Sanitária em Defesa Agropecuária no Estado de São Paulo, a educação sanitária é considerada atividade estratégica e instrumento de defesa, pois promove a compreensão e a aplicação da legislação sanitária, por meio de projetos educativos. Com isso, estimula-se o comprometimento dos segmentos produtivos e da comunidade quanto a necessidade e benefícios decorrentes da manutenção da sanidade, inocuidade e qualidade dos produtos e serviços ligados à agropecuária (GIOVANNINI; SGUAREZI; SILVA, [s. d.]). Temos como base para o projeto o Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (SUASA), que tem por objetivo garantir a proteção da saúde dos animais e a sanidade dos vegetais, a idoneidade dos insumos e dos serviços utilizados na agropecuária, e identidade, qualidade e segurança higiênico-sanitária e tecnológica dos produtos agropecuários finais destinados aos consumidores (BRASIL, 2006).
Estabelecer uma relação igualitária no processo educativo com produtores rurais, estudantes, professores e demais membros da sociedade é uma forma dos profissionais da área de defesa agropecuária construírem uma prática que objetive o crescimento e desenvolvimento pessoal e comunitário. Com base nesse trabalho como princípio educativo, colabora-se para a formação humana integral de todos os envolvidos (PINTO e NICHELE, 2021). Contudo, as estratégias educacionais vinculadas a educação sanitária visam processos ativos e contínuos de utilização de meios capazes de educar e desenvolver consciência crítica no público alvo, que no caso do projeto são produtores e moradores das zonas rurais. Com isso, temos como princípio educativo ensinar esses temas aos alunos fora do ambiente escolar, em espaços geralmente não formais ao ensino, e com isso eles podem levar e disseminar o conhecimento para o público externo ligados à essa área de defesa. Resultados: No ano de 2021 foram realizados vários eventos presenciais, como teatros gravados, videoclipes, músicas, e também eventos on-line (principalmente palestras realizadas por agentes da SEAGRI-DF), por conta da pandemia por COVID-19. Todas essas atividades educacionais apresentavam temas importantes de serem discutidos na medicina veterinária, e quando presenciais foram realizadas com todos os cuidados sanitários possíveis. Foram abordadas diversas áreas temáticas da sanidade animal, tanto prática quanto teóricas, no qual foram incluídas espécies como bovinos, equinos, suínos, mas também foram adquiridos conhecimentos sobre peixes, aves e abelhas. Todas as atividades eram acompanhadas por um agente da SEAGRI-DF, e por vezes incluía o produtor rural, o que enriquecia as nossas atividades, com diferentes visões abordadas.Tivemos vários materiais educacionais produzidos pelos alunos junto aos agentes, como teatros infantis sobre a peste suína e febre aftosa (Foto 1) e sobre o guia de transporte animal (GTA) (disponível em https://youtu.be/vEq8dwV2n3g), músicas sobre a colheita do feijão (disponível em https://youtube.com/shorts/s_Nbfc-epco?feature=share), vídeo clipes sobre a importância da SEAGRI-DF (disponível em https://youtu.be/Gp6_zavv1EA), entre outros. Todos os materiais produzidos ficarão à disposição da Uniceplac e da SEAGRI-DF (que disponibiliza vários dos trabalhos no canal da SEAGRI-DF no Youtube). Foto 1: Alunos da Uniceplac realizando a gravação do teatro “Sai para lá aftosa, Xó peste suína”, com auxílio da equipe do Marketing da faculdade.
Mas também foram realizadas atividades práticas junto aos médicos veterinários da SEAGRI-DF, no qual foram realizadas atividades práticas clínicas, de fiscalização, de preenchimento de fichas de guia de trânsito e de cadastros rurais, de acompanhamento de vacinação e de divulgação da educação sanitária, além da participação de eventos agropecuários e em cursos de orientação técnicas sobre a área de inspeção veterinária e de emissão de documentos rurais. Além disso, quando havia necessidade por parte da SEAGRI- DF da participação dos alunos em algum evento específico, alguns foram convidados a participar e a auxiliá-los. Com isso, os discentes tiveram contato com vários temas e contato com diversos produtores rurais, e por vezes com alunos de escolas rurais, no qual multiplicavam os conhecimentos adquiridos nessas atividades. Conclusão: O projeto vem atingindo o seu objetivo que é atuar, junto com os discentes e com os agentes da SEAGRI-DF, em diversas áreas da medicina veterinária, e assim adquirir conhecimentos teóricos e práticos em diversas áreas da educação sanitária, e multiplicar esse conhecimento adquirido com os moradores de zonas rurais. Contudo, o surgimento desse projeto e a sua consolidação representam a materialização do conceito de trabalho acadêmico como princípio educativo na formação de profissionais humanos, coincidindo a prática profissional e educativa com o meio rural.
REFERÊNCIAS
BRASIL. Decreto no 5.741, de 30 de março de 2006. Regulamenta os arts. 27-A, 28-A e 29- A da Lei No 8.171, de 17 de janeiro de 1991, organiza o Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária, e dá outras providências. 2006.
BRASIL. Instrução normativa no 28, de 15 de maio de 2008. Institui o Programa Nacional de Educação Sanitária em Defesa Agropecuária. Diário Oficial da União de 16/05/2008, Seção 1, p.1. 2008.
GIOVANNINI, Izabel Cristina Cardoso; SGUAREZI, Cleonice Natália; SILVA, Jairo da Costa. Educação Sanitária em Defesa Agropecuária. São Paulo, [s.d.]. Disponível em: http://www.agricultura.gov.br/assuntos/sustentabilidade/cesesp/publicacoes/artigos/artigo-es-apm-3.pdf. Acesso em: 10 março 2022.
PINTO, Elaine dos Santos; NICHELE, Aline Grunewald. Educação Sanitária em Defesa Agropecuária: Entralaçamentos com a Educação Profissional e Tecnológica e a Educação Popular em Saúde. Trabalho & Educação. v. 30, n. 2, p.69-80. 2021
O INSTAGRAM COMO DIGITAL PARA DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA E DE AÇÕES DA EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA CUIDARBRINCANTE DO UNICEPLAC
O INSTAGRAM COMO DIGITAL PARA DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA E DE AÇÕES DA EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA CUIDARBRINCANTE DO UNICEPLAC
Me. Flávia Pinheiro Della Giustina1 Me. Mariana Cecchi Salata1 Me. Eusiléa Pimenta Roquete Severiano1 Amannda Gabrielle da Cruz Silva2 Bruna Maria Aparecida Morais Maciel2 Fernanda Reis Pinheiro 2
1. Professoras do Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos – UNICEPLAC 2. Estudantes do Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos – UNICEPLAC
Objetivo: Divulgar o projeto CuidarBrincante na instituição e para a comunidade externa por meio de ferramentas digitais para promoção de eventos, diálogos, e orientações quanto à saúde e educação com foco na Primeiríssima Infância. Metodologia: A iniciativa é uma proposta interdisciplinar que envolveu cinco cursos de graduação do UNICEPLAC, sendo eles: Educação Física, Enfermagem, Fisioterapia, Pedagogia e Psicologia. Durante todo o desenvolvimento das ações extensionistas, o Instagram foi utilizado como ferramenta digital para divulgação científica e das ações executadas pela equipe de professores e estudantes. As postagens foram feitas no Instagram (@cuidarbrincante), desde o início de fevereiro/2021, e foram intensificadas e organizadas com sistematização nas postagens publicadas no segundo semestre/2021. Os posts no Instagram tinham como foco o público infantil e suas redes de apoio, sendo assim, foram publicados assuntos como: saúde mental das mães, primeira infância, importância da atividade física, fase do puerpério, atividades lúdicas infantis e o trabalho desta rede interdisciplinar. Os conteúdos no Instagram podem ser posts, reels, IGTV e stories. Enquanto o post estático possui apenas uma imagem na qual estava inserida informações, o post carrossel é composto por diversas imagens que se complementam. Os vídeos podem ser feitos no formato de reels, vídeos curtos, ou de IGTV, vídeos mais longos. Ademais, os stories possibilitam compartilhar conteúdos de até 15 segundos e promover a interação com os seguidores.
O aplicativo Instagram é constituído pelo aspecto multimodal, o que permite uma ciclicidade nas postagens a depender dos usuários, fazendo com que essas saiam do passado para o presente em fração de segundos, dependendo unicamente de uma nova curtida, um novo comentário ou um novo compartilhamento (DE ALMEIDA, et al., 2020).
Todas as postagens respeitaram as seguintes orientações das professoras responsáveis: os conteúdos perpassariam as áreas de conhecimento dos cursos envolvidos; as temáticas dos posts tinham como foco o público-alvo (gestantes e puérperas) para atenção à saúde e educação de crianças na faixa etária de 0 a 3 anos, ou seja, na Primeiríssima Infância; todos os estudantes extensionistas participaram da construção dos conteúdos, que eram validados pelas professoras responsáveis antes da publicização; as cores e imagens obedeciam as cores do padrão inicial do folder digital elaborado pela ASCOM (Assessoria de Marketing e Comunicação) da instituição. No contexto atual, foi necessário desenvolver habilidades vinculadas à criação de uma conta pública e científica no Instagram, o que demandou organização, reuniões, tempo e estudo para tornar os objetivos reais e com resultados satisfatórios (MONTEIRO, et al., 2020). Com o afastamento do meio social, os projetos universitários tiveram que se ressignificar no uso das redes sociais, com isso, o feed do Instagram passou a ser uma ótima ferramenta de divulgação de temas interdisciplinares. O uso do Instagram na área educacional permite que haja uma interação direta:
A versatilidade do Instagram permite ao usuário intercambiar experiências formativas que podem ser aplicadas ao processo de ensino e de aprendizagem, aliando a expectativa de interatividade ao engajamento de seguidores, numa troca instantânea de informações e de ampliação no critério de importância do assunto discutido. Implicando destacar que, por produzir respostas imediatas às publicações, o “Insta” facilita a compreensão do processo de construção de conceitos, criando espaços a partir do embate de ações (ALVES, MOTA e TAVARES, 2018).
O objetivo do uso dessa ferramenta digital foi divulgar o projeto CuidarBrincante na instituição e para a comunidade externa quanto a promoção de eventos, diálogos, e orientações quanto à saúde e educação com foco na Primeiríssima Infância. Ademais, cada post foi planejado por um curso, de forma rotativa, e com periodicidade de duas vezes semanais, as publicações eram alternadas quanto às áreas do conhecimento. O Instagram tinha duas alunas extensionistas como responsáveis pelo designer dos posts, e além delas, somente as professoras orientadoras do projeto tinham a senha de acesso. A princípio, os posts eram divulgados duas vezes na semana (terças e quintas), exceto quando havia rodas de conversas, oficinas e datas comemorativas. Os temas abordados foram: Dia da Infância; Dia do Psicólogo; Bebê imaginário x Bebê real; Dia do Profissional de Educação Física; Por que treinar os músculos do assoalho pélvico na gestação?; Setembro Amarelo; Importância do aleitamento materno; Roda de conversa: Humanização da Assistência; Roda de conversa: Intervenção Precoce dos primeiros cuidados à saúde da criança ao estímulo ao brincar; Importância do desenvolvimento da psicomotricidade na educação infantil; Brincadeira cantada (IGTV); Papel do Psicólogo na Intervenção Precoce; Fisioterapia na Intervenção Precoce; Importância da Vacinação Infantil; Calendário Vacinal da Criança; A prática de exercício físico durante a gestação; Outubro Rosa; Brincadeiras para o dia das crianças; CuidarBrincante (Reels); Dia das Crianças; Dia do Fisioterapeuta; Dia do Professor; Caixa Sensorial; Nossa oficina de hoje (Reels); Tapete Sensorial; Prevenção de acidentes domésticos (Crianças de 0 a 6 meses); Importância do Brincar no Desenvolvimento Infantil; Novembro Azul; Educação para os cuidados das gestantes, mães e bebês; Tutorial de um brinquedo sensorial (IGTV); Psicologia Perinatal; Atuação do fisioterapeuta no puerpério; Fotos da Oficina: Educação para os cuidados das gestantes, mães e bebês; Anemia na infância; A importância da atividade física para crianças com TEA; Os vínculos afetivos na primeira infância: A importância para a vida escolar; Quizzes (Stories). O projeto considera a importância da família, seu papel na contribuição fundamental na vida da criança, o dever de educá-la e ensiná-la valores da sociedade. Os posts atendiam ao interesse e demandas das famílias que participaram das intervenções, bem como alcance de outros seguidores, assim, entende-se que:
A família representa o alicerce para que o indivíduo construa uma boa estrutura social, pois é dentro do espaço familiar que a criança determina os primeiros relacionamentos, que depois abrangerá a escola e por fim a sociedade. Por isso, a participação da família na vida da criança é de suma importância. (CREPALDI, 2017, p. 11735).
Resultados: O projeto abordou em suas ações rodas de conversa de forma online e oficinas presenciais. Os estudantes extensionistas puderam aproximar-se da comunidade, compreender as demandas em cada momento trabalhado em equipe, tanto nas reuniões semanais de planejamento, quanto nos eventos, ao articular teoria à práticas extensionistas. Ainda puderam realizar pesquisas continuadamente ao longo do semestre, com busca de referências bibliográficas relacionadas aos temas referentes às rodas de conversa e oficinas realizadas no projeto. O Instagram atualmente possui 300 seguidores e, durante o segundo semestre de 2021, foram realizadas 32 postagens, dois IGTV e dois reels.
Imagem 1: Instagram do projeto no dia 25 de ago de 2021
Imagem 2: Instagram do projeto no dia 10 de mar de 2022
Conclusão: O uso do Instagram proporcionou divulgar o projeto de extensão dentro e fora da instituição, sendo evidenciado que a facilidade de elaborar conteúdos relevantes por meio das redes sociais propagou o conhecimento sobre a atenção à saúde e educação na Primeiríssima Infância, envolvendo famílias, cuidadores e mães. Espera-se que os extensionistas continuem produzindo mais conteúdos com informações de qualidade, efetuadas em âmbito acadêmico, viabilizando um maior entendimento para a comunidade e poder se consolidar como uma referência conhecida.
REFERÊNCIAS:
ALVES, André Luiz; MOTA, Marlton Fontes; TAVARES, Thiago Passos. O Instagram no processo de engajamento das práticas educacionais: a dinâmica para a socialização do ensino-aprendizagem. Revista Científica da FASETE, v. 2, p. 25-42, 2018.
CREPALDI, Elaise Mara Ferreira. A importância da família na escola para a construção do desenvolvimento do aluno. Anais do XIII EDUCERE - Formação de professores: contextos, sentidos e prática. Mérida-México, 2017.
DE ALMEIDA, Isabella Joyce Silva et al. Uso do instagram como ferramenta de comunicação da pós-graduação em enfermagem. In: Anais do CIET: EnPED: 2020 - Congresso Internacional de Educação e Tecnologias| Encontro de Pesquisadores em Educação a Distância, 2020.
MONTEIRO, Ítalo Vinícius Bezerra et al. Uso da ferramenta de mídia social instagram como meio para contribuir na construção do conhecimento, difundir informações científicas e combater “fake news” durante a pandemia da COVID-19. Revista Extensão & Sociedade, v. 12, n. 1, 2020.
O PAPEL DO ENFERMEIRO NO ACOLHIMENTO ÀS VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA CONTRA À MULHER
O PAPEL DO ENFERMEIRO NO ACOLHIMENTO ÀS VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA CONTRA À MULHER
Amanda Saturnino Leite 2 Rebeca de Jesus Tavares 2 Elisângela Andrade Aoyama 2 Diana Ferreira Pacheco ¹
1. Professora do Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos – UNICEPLAC 2. Estudantes do Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos – UNICEPLAC
Objetivo: Evidenciar o papel do enfermeiro no acolhimento às vítimas de violência contra a mulher.
Materiais e métodos: Esse artigo compreende uma revisão da literatura a fim de substanciar resultados de pesquisas já concluídas para entender, a princípio, o contexto da violência contra a mulher, a violência de gênero e posteriormente sobre o papel fundamental do enfermeiro no acolhimento das vítimas, propiciando os devidos cuidados.
Para compor o referencial teórico foram selecionados trabalhos publicados entre 2000 e 2019. Os critérios de inclusão utilizados foram: seleção de produções científicas brasileiras, que abordavam sobre o objeto do estudo. Dentre os assuntos abordados nos estudos, ressaltou-se: violência de gênero, a violência, o cuidado de enfermagem às vítimas e a violência doméstica. Os critérios de exclusão foram: artigos publicados antes dos anos 2000, artigos com acesso pago e artigos que não tinham conteúdo pertinente ao tema deste trabalho.
Resultados e discussão: Nos artigos e fontes de estudo utilizados encontrou se um senso comum quando se trata do despreparo e da falta de instrução de muitos profissionais da saúde em relação ao acolhimento de mulheres vítimas da violação de seus direitos (Feitosa et al., 2017). Entretanto, existem normas técnicas do Ministério da Saúde que visam orientar aos profissionais sobre o modo de agir e sobre sua conduta perante o ocorrido (Acosta et al., 2017).
Existem hoje no Brasil diversas redes de apoio como delegacia da mulher, casa da mulher brasileira, central de atendimento à mulher e delegacias especializadas no atendimento às mulheres, esses espaços são ou devem ser acolhedores possuindo uma equipe de profissionais, de preferência feminina, que devem propiciar um ambiente onde a mulher se sinta segura, um lugar que não haja julgamentos ou descrença da vítima (ONU mulheres (BR)), (Violência contra a Mulher à Partir das Teorias de Gênero, 2019).
O número de feminicídios no Distrito Federal (DF) sofreu um aumento considerável de aproximadamente 73% como mostra o gráfico (SSP/DF, 2020).
Gráfico1: Feminicídio no DF de 2016 a 2019 (SSP/DF, 2020).
A Lei Maria da Penha disserta sobre a violência dentro da família e também a doméstica, sendo uma das principais aliadas no combate a este crime e na aplicação das devidas penalidades legais, porém mesmo após quase 14 anos da existência da lei, o número de vítimas continua aumentando e chega a atingir mais de 1 milhão por ano em todo o país (Carvalho, 2017). A Tabela 1 apresenta o número de casos de violência doméstica nos períodos de janeiro a dezembro entre os anos apontados, com 13.212 em 2016, 14.806 em 2017, 14.985 em 2018 e 16.549 em 2019, ocorrendo um aumento de 25% de casos entre os anos de 2016 e 2019.
A Tabela 2 retrata o número de casos de violência sexual no Distrito Federal (DF), nos períodos de janeiro a dezembro entre os anos apontados, com 666 em 2016, 883 em 2017, 673 em 2018 e 666 em 2019.
A violência muito frequentemente se traduz em diversos problemas de saúde para as mulheres, afetando assim sua qualidade de vida. As consequências são inúmeras para as vítimas, como índices elevados de suicídio, disfunções gastrointestinais, abuso de álcool e drogas além de sofrimento psicológico. As mesmas têm a saúde reprodutiva afetada, também são acometidas de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST’s), gravidez indesejada e problemas pélvicos crônicos. Devido a tantas complicações o papel da equipe de saúde, em especial do enfermeiro, se torna cada vez mais claro e importante (Aguiar, 2013).
O primeiro passo para que haja uma assistência eficaz às vítimas da violência é a qualificação adequada dos profissionais da saúde (Acosta et al., 2017). A segurança da mulher dentro das redes de saúde está estreitamente relacionada ao preparo profissional prestado às vítimas e a realização de ações necessárias, a começar pelo registro da paciente, em seguida oferecer o devido direcionamento e acompanhamento, transmitindo para a paciente confiança e intensificando assim as ações de amparo e ajuda (Paz et al., 2018). A violência contra a mulher é reconhecida como uma questão de saúde pública. Na tentativa de promover os direitos sociais e a devida proteção às vítimas foi adotada no Brasil a notificação universal dos casos de violência interpessoal (Nunes & Oliveira, 2017). O medo que as vítimas têm do agressor é um dos principais motivos que faz com que elas se silenciem.
As políticas públicas de combate à violência têm sido consolidadas a cada dia devido à criação de regimentos e padrões de atendimento, ao aprimoramento da legislação, ao incentivo de instituição de redes de serviços, ao apoio a iniciativas educacionais e culturais de prevenção à violência e da abrangência do ingresso das mulheres à justiça e aos serviços de segurança pública (Guedes & Gomes, 2013). Feminicídio é o crime baseado no gênero e é definido como o assassinato de mulheres. Por imposições do agressor, o mesmo acaba sendo colocado em um local de poder e domínio sobre a vítima (Viana et al., 2018). A taxa de assassinatos de mulheres é altíssima e representa grande parte dos homicídios dolosos no Brasil, o que coloca o país no ranking de países mais violentos do mundo (Santos et al., 2019).
A mulher vítima do abuso sexual geralmente está mais propícia a falar abertamente com os profissionais da enfermagem, portanto, este deve estar apto a ouvir, para que as vítimas discorram a respeito do fato ocorrido de forma reservada e sigilosa. É papel do enfermeiro, acolher a vítima sem julgamentos ou especulações, proporcionando um acolhimento humanizado e seguro para que a sua atuação seja útil e eficaz (Oliveira et al., 2019).
Em 2014 no Brasil foram registrados aproximadamente 223.796 casos de atendimentos relacionados à violência, as mulheres compuseram esse número com 147.691 dos casos, dado muito preocupante. Infelizmente muitos profissionais, após o contato inicial com as vítimas, que, geralmente só buscam ajuda depois de uma lesão física grave, simplesmente encaminham estas para a delegacia da mulher, porém, o correto é prestar um atendimento completo a essas mulheres, que tem danos imensuráveis, tanto fisicamente como psicologicamente, entretanto, muitos destes profissionais não se encontram capacitados, não sabendo lidar frente a estas situações (Souza et al., 2018).
Conclusão: A partir dos dados obtidos por meio deste estudo de revisão, foi evidenciada a relevância desta temática, com um número alarmante de vítimas. Foi apurado também questões como o medo de muitas mulheres, que não são contabilizadas no sistema por se sentirem ameaçadas e por muitas vezes, não encontrarem um ambiente acolhedor nas delegacias e nos pontos disponíveis nas redes de saúde. Espera-se que a compilação de dados deste estudo, possa colaborar de forma a impactar e dar mais visibilidade ao tema, que os profissionais de saúde, em especial os enfermeiros, tornem-se cada dia mais aptos a atender as vítimas de forma acolhedora, oferecendo um cuidado e uma atenção centrada na paciente a partir de uma visão holística de suas necessidades, assim como é proposto na legislação. O profissional de saúde deve sempre ter em mente que a assistência que ele está prestando às vítimas vai muito além de diagnóstico e tratamento. A quebra de paradigmas e a capacitação constante no diagnóstico de casos de violência e a notificação trazem bases para a estruturação de políticas públicas em saúde eficientes, colaborando com a redução de um problema significativo em nossa atualidade, alicerçando uma via de proteção à vítima acarretando maior visibilidade ao problema.
REFERÊNCIAS
Organização Pan Americana de Saúde - OPAS (BR). (2020, February 15). Organização Pan Americana de Saúde - OPAS. Retrieved October 31, 2021. Disponível em: https://www.paho.org/pt/search/r?keys=folha+informativa+violencia+contra+as+mulheres+Brasil
Batista , A. C., do Amor Divino, D., & Vieira Martins, M. d. C. (2017). A Sistematização da Assistência de Enfermagem no atendimento a mulheres vítimas de violência. Disponível em: https://eventos.set.edu.br/cie/article/viewFile/5704/2127.
Mafra, V. A. S. d. O., Lima, F. G., & Silva, O. R. M. (2015, August 7). Algumas considerações acerca da violência doméstica contra a mulher. Revista Científica do ITPAC, 8(2), 1-9. Disponível em: https://assets.unitpac.com.br/arquivos/Revista/75/Artigo_7.pdf
Schraiber, L. B., d'Oliveira, A. F. P. L., Silvia, I. F. J., Strake, S. S., & Oliveira, E. A. (2000). A violência contra mulheres: demandas espontâneas e busca ativa em unidade básica de saúde. Saúde e Sociedade, 3(1/2), 3-15. Disponível em: https://www.scielo.br/j/sausoc/a/9b7wRrrYzq9r7FHrQVZmVJp/abstract/?lang=pt
Feitosa, A. L. X., Albuquerque, C. M., Cariri, L. S., Anjos, Y. Y. F., & Vargas, M. M. (2017). Atendimento a mulher que sofre violência doméstica. Atendimento a mulher que sofre violência doméstica, 1-4. Disponível em: file:///C:/Users/PC/Downloads/6030-22213-1-PB.pdf
Acosta, D. F., Gomes , V. L. d. O., Oliveira, D. C., Gomes, G. C., & Fonseca, A. D. (2017). Aspectos éticos e legais no cuidado de enfermagem às vítimas de violência doméstica. Texto Contexto Enfermagem, 26(3). Disponível em: https://www.scielo.br/j/tce/a/DM6Cwh66FZBsYz4xfvCtspm/?lang=pt
ONU mulheres (BR), O. d. N. U. (. (n.d.). Garantir os direitos humanos das mulheres no Brasil e no mundo. ONU mulheres (BR). Disponível em: http://www.onumulheres.org.br/
ORIENTAÇÕES TRANSMITIDAS À GESTANTE NAS CONSULTAS DE PRÉ-NATAL DE RISCO HABITUAL
ORIENTAÇÕES TRANSMITIDAS À GESTANTE NAS CONSULTAS DE PRÉ-NATAL DE RISCO HABITUAL
Karina Brito da Costa Ogliari. Mestre em Ciências da Saúde, especialista em Docência em Enfermagem e Segurança do Paciente¹ Stephanea Marcelle Boaventura Soares. Mestre em Educação na Saúde. Especialista em Enfermagem Obstétrica¹ Alana Caroline Alves Mendes ² Amanda Saturnino Leite ² Laiana Ribeiro Portella²
1.Professoras do curso de Enfermagem do Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos – UNICEPLAC 2. Estudantes do curso de Enfermagem do Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos – UNICEPLAC
Objetivo: Identificar as principais orientações relacionadas a gestação, parto e puerpério transmitidas à gestante durante o pré-natal de risco habitual.
Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura de cunho descritivo e abordagem qualitativa a fim de investigar de forma sistematizada determinado problema no campo científico, com a intenção de identificar as possíveis lacunas do conhecimento. A pesquisa foi norteada pela seguinte questão: “Quais orientações são transmitidas às gestantes durante o acompanhamento de pré-natal realizados na Atenção Primária de Saúde?”. Foram estabelecidos como critérios de inclusão artigos disponíveis na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), relatos de caso e estudos qualitativos que abordassem o tema. Foram excluídos artigos publicados antes de 2016, com acesso pago, artigos em idioma estrangeiro que não tinham conteúdo pertinente ao tema deste trabalho.
Os estudos que contemplam a questão norteadora são baseados nos seguintes descritores: Cuidado Pré-Natal, Enfermagem de Atenção Primária, Consultas de Pré-Natal e Orientações. A pesquisa foi realizada em setembro de 2021, a metabase utilizada foi a Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), além da análise de manuais do Ministério da Saúde (MS), do Caderno de Atenção Básica 32, da cartilha sobre a Rede Cegonha, da Caderneta da Gestante e sítios da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Resultados: A amostra do estudo foi composta por 6 (seis) artigos que abordam a qualidade das consultas de pré-natal de risco habitual realizadas por enfermeiros ou médicos na Atenção Primária à Saúde. No que diz respeito ao número de consultas de pré-natal, foi observado dificuldades que muitas gestantes enfrentam para se deslocarem aos serviços de saúde, como: moradia em zona rural e mulheres que apresentavam renda familiar menor que 1 (um) salário mínimo. O número limitado de consultas reflete diretamente no registro das gestantes em prontuário (DANTAS, D. S. et al., 2018).
Baseado nos dados coletados nas pesquisas, a redução de ações educativas e orientações a respeito do pré-natal, principalmente voltadas aos direitos da gestante, colaboram para a insuficiência de informações do processo de parto, o que pode torná-las suscetíveis à violência obstétrica, à insatisfação com o parto e à assistência prestada pela equipe. Evidenciou-se que mesmo com a criação de leis e protocolos, ainda sim, existe déficit nas informações transmitidas à gestante sobre o momento do parto. Essa defasagem resulta na peregrinação de muitas por não terem conhecimento suficiente sobre a maternidade de referência e não utilização de recursos facilitadores na hora do parto (DANTAS, D. S. et al., 2018).
Sabe-se que realizar o cadastro da gestante em prontuário e fornecer a Caderneta da Gestante devidamente preenchida mantendo-a atualizada a cada consulta são intervenções básicas que precisam ser realizadas. Baseado nos estudos foi comprovado que o registro na caderneta da gestante é feito de forma inadequada e incompleta, o que reflete em dificuldades por parte da equipe multiprofissional no momento do parto. São exemplos desses dados a idade gestacional e a curva uterina da gestante (MAIA, V. K. V. et al., 2017).
A situação vacinal e a solicitação de exames complementares foram qualificadas como incompletas, o que pode ser atribuída à falta de treinamento dos profissionais, pois observou-se elevada assistência dos mesmos no primeiro trimestre e redução no terceiro (DANTAS, D. S. et al., 2018).
Acerca dos dados da gravidez atual, observou-se que o exame físico obstétrico, a aferição dos sinais vitais, a medida de fundo uterino, a ausculta do batimento cardíaco fetais (BCF) e a coleta de material para a colpocitologia oncótica, por exemplo, foram satisfatórios (SOUZA, 2020).
Segundo a análise dos artigos, pouco foi mencionado sobre o estímulo que os responsáveis por liderarem a consulta devem realizar para incentivar a participação do parceiro durante todo o período gravídico-puerperal. Essa cumplicidade fortalece a criação de sentimentos afetivos, detecta doenças que podem ser transmitidas do pai para o feto e contribui para a busca precoce das gestantes aos serviços de saúde, resultando assim, em um pré-natal de maior qualidade (SEHNEM, G. D. S. et al., 2020).
Em relação aos cuidados e informações que a gestante deve ter na gestação e no puerpério, embora aconteçam, precisam ser mais esclarecidos nas consultas. Dicas de como manter uma nutrição adequada, alertas sobre o não consumo de tabaco e álcool, informações a respeito do momento do parto e aleitamento materno, foram recebidas por muitas gestantes não nos postos de saúde, mas em diversos meios de comunicação como a internet, a televisão, familiares ou amigos (GOUVEIA, G.S.; LESSA, G.M., 2019).
Conclusão: Sabe-se que o preparo das gestantes nas consultas de pré-natal depende de conhecimentos prévios, portanto, cabe aos profissionais de saúde fornecer as informações necessárias à gestante durante o pré-natal, pois este é um período para avaliar e intervir em possíveis questões físicas, psicológicas e sociais, minimizando problemas futuros. Com base nos estudos analisados, no que diz respeito às intervenções realizadas nas consultas de pré-natal e às informações passadas à gestante sobre o período gestacional, parto e puerpério, foi possível categorizar a assistência como insuficiente, pois, em sua maioria, não são executadas conforme protocolo do Ministério da Saúde, o que interfere diretamente na saúde da mulher e do feto.
Espera-se que essa pesquisa possa contribuir não só como material científico, mas que sirva de reflexão e mudança nas condutas executadas pelos profissionais da saúde tanto na esfera de pré-natal, quanto na maternidade com cursos educação continuada para reduzir os riscos de intervenções desnecessárias além de promover segurança à paciente.
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PEDAGOGIA HOSPITALAR: A IMPORTÂNCIA DA LUDICIDADE DENTRO DE UM HOSPITAL
PEDAGOGIA HOSPITALAR: A IMPORTÂNCIA DA LUDICIDADE DENTRO DE UM HOSPITAL
Prof. Msc. Welton Dias de Lima¹
Orlenas de Souza Vaz ²
1. Orientador do projeto no Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos - UNICEPLAC
2. Estudante do Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos - UNICEPLAC
Os primeiros passos da pedagogia dentro de hospitais deram-se início no começo do século XX, na Europa, após a Segunda Guerra Mundial. As consequências desse fato histórico deixaram muitas pessoas machucadas e feridas, sendo parte delas crianças e adolescentes, motivando permanência em hospitais por longos períodos para recuperação completa de todos. Assim, foi encontrada a necessidade de diminuir a dor desses jovens e manter sua continuidade escolar dentro de hospitais. Henri Sellier, um administrador Francês, observou essas questões nos hospitais e fundou em 1935 uma das primeiras classes hospitalares em Paris. O exemplo de Sellier foi seguido em outros países, visto que, muitos deles já observavam instituições do gênero, como orfanatos, que inviabilizavam a continuidade escolar dos infantes. Novamente em Paris, visando a melhor capacitação de profissionais que pudessem atuar dentro dos hospitais, foi criado o CNEFEI – Centro Nacional de Estudos e de Formação para a Infância Inadaptada. Inaugurado em 1939 com o objetivo de formar docentes capacitados para o trabalho em classes hospitalares, durando em torto de dois anos para a formação completa. O CNEFEI já formou mais de mil professores até os dias atuais, sempre levando a missão de mostrar que a escola não é um local fechado (OLIVEIRA, 2013).
Embora a disseminação da pedagogia hospitalar tenha sido por volta do século XX, no Brasil encontram-se evidências dessas práticas na época de colônia em 1600 na Irmandade da Santa Casa de Misericórdia. Segundo Caiado (2003 p.73), o ensino era voltado para pessoas deficientes físicas. Contudo, as primeiras classes oficiais dentro de um hospital foram estabelecidas por volta de 1950. O Hospital Municipal Jesus, no Rio de Janeiro, instalou sua classe no início de agosto, ministrado pela professora Lecy Rittmeyer atuando de forma individual com os alunos na enfermaria. Segundo Meira (apud ARAÚJO; RODRIGUES, 2020), no mesmo período de tempo o Hospital Barata Ribeiro, também localizado no Rio de Janeiro, já empregava à docência dentro de suas instalações pela professora Marly Fróes Peixoto. Apenas em 1960, as duas entidades tomaram conhecimento uma da outra e unificou-as docentes para buscar a regulamentação de seu trabalho. Sendo assim, quando se refere ao direito à educação e o dever de educar, a educação hospitalar teve o seu devido reconhecimento, pelo Ministério da Educação (MEC), registrado na Lei nº 13716 de 2018, Art. 4º - A.
Objetivos: O objetivo geral deste trabalho é compreender a importância da presença lúdica-pedagógica dentro de hospitais. De modo mais especifico, destaca-se: I) apresentar os pontos positivos da presença lúdica no desenvolvimento de crianças e jovens através de uma revisão de literatura, II) analisar os conceitos da ludicidade segundo Kishimoto e Luckesi dentro da realidade hospitalar, III) destacar a presença pedagógica dentro dos hospitais. Em grande maioria, os hospitais são ambientes hostis e intimidadores para as crianças, causando nelas um estresse significativo que perdura por tempos. Desta forma, qual a relevância do papel da ludicidade no ambiente hospitalar? A MOTIVAÇÃO para desenvolver uma pesquisa em cima do tema escolhido, Pedagogia Hospitalar, deu-se a uma experiência de estágio no Hospital da Criança de Brasília José de Alencar – HCB. Trabalhando diretamente com as crianças hospitalizadas, pode-se notar como a presença do brincar e da diversão faz a diferença na vida do paciente e do acompanhante.
O tema tem como RELEVÂNCIA entender o pedagogo como profissional parte da equipe hospitalar, garantindo a continuidade escolar e o direito do lazer e brincar, atuando com trabalhos lúdicos ajudando na recuperação do paciente. Por esse motivo, a seguinte pesquisa foi desenvolvida para todos aqueles que tem interesse em conhecer melhor o trabalho do pedagogo hospitalar, percebendo em como pode sua atuação ser de suma importância dentro dos hospitais. Portanto, o presente trabalho considera a seguinte Hipótese: O pedagogo auxilia em tornar o ambiente hospitalar em um local menos tortuoso para as crianças, trabalhando com projetos e atividades focados em ludicidade. Assim, humanizando os procedimentos hospitalares muitas vezes invasivos e amedrontadores para a mente infantil.
Metodologia: O seguinte Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) utiliza-se da METODOLOGIA DE PESQUISA, feita através de uma revisão de literatura para maior aprofundamento do tema escolhido.
Foi determinado dois autores principais que centram na proposta da pesquisa e apresentam ideias coerentes com a hipótese. Sendo assim, Tizuko Morchida Kishimoto e Cipriano Carlos Luckesi foram definidos, auxiliando para o desenvolvimento e elaboração da bibliografia. Durante a coleta dos dados bibliográficos para a elaboração do trabalho possibilitou a seleção de autores com resultados satisfatórios para atingir o objetivo proposto.
Resultados: Foi possível chegar a RESULTADOS de que qualquer atividade pode-se denominar lúdica, desde que o sujeito à vivencie de forma prazerosa. Entretanto, no decorrer da elaboração dessa pesquisa notou-se uma carência de trabalhos e pesquisas voltadas para o tema sugerido. Apesar de compreender a importância da implementação da ludicidade e do pedagogo dentro dos hospitais, vale uma investigação mais aprofundada dos hospitais regionais com atendimento pediátrico com internação analisando os quesitos como: funcionários contratados na área de pedagogia, classe hospitalar garantida por lei, a verificação de brinquedotecas ou se há projetos para a implementação delas e projetos com foco em humanização dentro do ambiente hospitalar.
Concluímos que a ludicidade faz o trabalho pedagógico dentro dos hospitais ser amplo, muito além da classe hospitalar. O momento lúdico traz para a criança a normalidade do qual foi afastada, ajudando no alivio do seu estresse e aceitação maior do seu estado atual. Também percebemos que auxilia na comunicação entre o paciente e medico, trazendo uma melhor abordagem do seu tratamento, assim, tornando o pedagogo hospitalar uma peça chave em um atendimento humanizado dentro da saúde.
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PLANEJAMENTO DA SÍNTESE DE UM DERIVADO DE CUMARINA-FERROCENO SENSÍVEL A ESPÉCIES OXIDATIVAS PARA DETECÇÃO DE SANGUE LEVANDO EM CONSIDERAÇÃO A VARIÁVEL TEMPO
PLANEJAMENTO DA SÍNTESE DE UM DERIVADO DE CUMARINA-FERROCENO SENSÍVEL A ESPÉCIES OXIDATIVAS PARA DETECÇÃO DE SANGUE LEVANDO EM CONSIDERAÇÃO A VARIÁVEL TEMPO
Bianca Lima de Morais¹ Alberto de Andrade Reis Mota 2
1. Estudante do curso do Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos - UNICEPLAC;
2.Professor do Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos - UNICEPLAC
Esses testes em sua maioria se assemelham com a atividade que à peroxidase exerce sobre a hemoglobina, como os testes de luminescência (luminol e fluoresceína), de Kastle-Meyer[1], de Adler-Ascarelli[2] (TOBE et al., 2007). Os resultados se positivam em amostras contendo atividade peroxidase e se negativam quando não apresentarem (FILHO e FRANCEZ, 2016). O luminol é o principal reagente utilizado nos métodos de luminescência devido sua alta sensibilidade e praticidade, porém baixa especificidade. Este é fundamentado na emissão de luz, no qual, em meio alcalino, o luminol reage com um agente oxidante, no caso o ferro presente no sangue, para se tornar então uma molécula fluorescente (VASCONCELLOS e PAULA, 2017). Esse reagente por ser indispensável e necessário numa investigação sua aquisição gera aumento nos custos para as instituições de criminalística, visto que é um produto importado. Atualmente um dólar americano, no dia 04/10/2021, é equivalente a R$ 5,44. Com isto, se faz necessário a criação de novos modelos equivalentes aos testes já existentes. Com o propósito de criar uma alternativa para esse reagente o presente trabalho tem por objetivo propor a sintetização de um protótipo cumarínico fluorescente sensível a espécies oxidativas de oxigênio para detecção de sangue.
Revisão de literatura:
2.1 O que é a luminescência?
A luminescência consiste na emissão de luz gerada por uma substância decorrente dos seus estados eletronicamente excitados (LAKOWICZ, 2010). Dentro da luminescência existem categorias que se diferenciam conforme a natureza da fonte de energia excitadora, são elas: a quimioluminescência, a fotoluminescência, a eletroluminescência, a termoluminescência. A quimioluminescência ocorre a partir de uma reação química, a fotoluminescência por absorção de radiação eletromagnética, a eletroluminescência por associação da energia com campos elétricos, a termoluminescência por estímulo térmico (GARCÍA, 2012). Porém, para este trabalho será somente enfatizado a fotoluminescência, mais especificamente a fluorescência.
2.2 Fluorescência
A fotoluminescência é dividida em fluorescência e fosforescência, no qual se diferenciam segundo o tempo em que o estado excitado de uma determinada substância emite luminosidade. (PASSOS, 2021). A emissão de luz acontece quando uma molécula é excitada, através da absorção de radiação eletromagnética, e então retorna para seu estado fundamental, liberando esta energia na forma de luz. O diferencial está na luminosidade da fosforescência que tem um maior tempo de duração em relação a fluorescência (SKOOG et al., 2007). Para que uma molécula fluorescente seja capaz de emitir luz está necessitará de determinadas estruturas como, planaridade, rigidez estrutural, grupos aromáticos, ligações p-conjugadas e anéis condensados (NOGUEIRA, 2019). Estas características fazem com que a molécula possua uma dificuldade em dissipar a radiação absorvida por meios não radioativos como rotacionais ou vibracionais (uma vez que a molécula é rígida) e também que sua radiação emitida possua uma energia consideravelmente menor que a radiação absorvida (mecanismos de estabilização do estado excitado são favorecidos por sistemas p conjugados), o que torna vantajoso sua aplicação em experimentos de imageamentos celulares por exemplo, onde a emissão da molécula se distancia da emissão da fonte de excitação, gerando imagens mais nítidas (há uma redução do chamado efeito “photobleaching”).
Abaixo alguns exemplares de moléculas com esses aspectos (figura 1 e figura 2).
Figura 1 – Exemplos de moléculas fluorescentes
Fonte: Da autora, 2021.
Figura 2 – Cumarina
Fonte: Da autora, 2021.
O fenômeno da fluorescência foi primeiramente visualizado por John Frederick William Herschel, em 1845, através da observação da solução de quinino à luz do sol. E em 1852, o matemático e físico, George G. Stokes descreveu que a energia de emissão era menor do que a da absorção. Assim, a fluorescência ocorrerá normalmente em energias mais baixas ou comprimento de onda mais longos (LAKOWICZ, 2010). Com a descoberta desse fenômeno notou-se que os mesmos poderiam ser úteis em determinadas áreas, como: na criminalística, para a identificação de sangue, na bioquímica, para mensurar o tamanho e a forma das proteínas (medição de anisotropia), na análise e quantificação de compostos orgânicos e inorgânicos através da espectroscopia de luminescência molecular (LAKOWICZ, 2010).
2.3 Luminol
Na criminalística o luminol (figura 3) é o reagente quimioluminescente mais utilizado para visualização de vestígios sanguíneos em roupas, objetos ou lugares (SOCIEDADE BRASILEIRA DE QUÍMICA, 2021). Grande parte das investigações criminais baseiam-se no fato de que nada desaparece sem deixar vestígios (KHAN et al., 2014). Com isso, a ideia básica do luminol está na capacidade do ferro, presente na hemoglobina, em catalisar a oxidação deste reagente na presença de uma espécie oxidante (EOX), no caso a água oxigenada é misturada a este reagente antes de sua aplicação em locais. Após ser misturado e aplicado, havendo a presença de ferro, o luminol será oxidado rapidamente a uma molécula extremamente fluorescente. (STOICA et al., 2016).
Figura 3 – A reação do Luminol com espécies oxidativas (EOX) presentes no sangue leva a formação de um composto fluorescente
Fonte: Da autora, 2021.
O luminol é capaz de revelar traços sanguíneos passados, mesmo que estes tenham sido realizados há muitos anos, além disso, também é capaz de revelar a presença de sangue mesmo em locais nos quais houveram limpeza, uma vez que há necessidade apenas de traços de ferro para catalisar sua oxidação. Uma grande vantagem desse composto é não afetar a cadeia de DNA, o que permite a identificação entre vítima e suspeito (SOCIEDADE BRASILEIRA DE QUÍMICA, 2021).
2.4 Cumarinas
As cumarinas são glicosídeos fenólicos, pertencentes aos metabólitos secundários[3], sua estrutura química consiste em um anel benzênico fundido a um éster cíclico (figura 2) (DIAS, 2015). Em 1820, Vogel foi o primeiro a descobri-los através da isolação da semente presente no cumaru (SOUZA; RENNÓ; FIGUEROA-VILLAR, 2016). Estes compostos podem ser encontrados em diferentes espécies botânicas como, no Guaco, na Arnica, e em óleos essenciais (BORGES et al., 2005). A síntese da cumarina por ser algo simples e limpo tornou-se atrativo para a indústria de alimentos e cosméticos (PASSOS, 2021). A obtenção desses compostos acontece por meio de clássicos métodos, como a reação de Pechmann, condensação de Perkin, condensação de Knoevenagel (CUNHA et al., 2015). Sua versatilidade mostrou-se ampla tendo sida descobertas ao longo dos anos diversas propriedades farmacológicas (PASSOS, 2021). Alguns exemplos das suas propriedades: antioxidantes, anti-inflamatórios, antimicrobianos, anticoagulantes (DIAS, 2015).
2.4.1 Fluorescência da cumarina
A cumarina contém em sua estrutura química um grande sistema π-π conjugado, que é rico em elétrons e propriedades de transferência de carga. E justamente por apresentar essas características fotofísicas é amplamente usado como sensores fluorescentes para atividades biológicas (RAUNIO; PENTIKÄINEN; JUVONEN, 2020). Por exemplo, a substituição na posição 7 por grupos doadores de elétrons influenciam na produção de moléculas altamente fluorescentes (LAVIS e RAINES, 2014).
2.5 Atividade peroxidase
As peroxidases são uma série de enzimas oxidoredutases que na presença de peróxido de hidrogênio (H2O2) catalisam a oxidação de compostos aromáticos aquosos (NICELL e WRIGHT, 1997). Estas enzimas estão distribuídas entre mamíferos, fungos, bactérias e plantas (KOCH, 2021). Além de serem importantes na eliminação do peróxido na desintoxicação celular (SCHMIDT, 2008). Essas classes de enzimas podem ser dívidas em hêmicas e não hêmicas. As hêmicas catalisam o peróxido de hidrogênio utilizando o íon ferro do grupamento heme presente na hemoglobina (KOCH, 2021). As não hêmicas utilizam a cisteína, presente no centro ativo da enzima peroxirredoxina, para ser oxidada pelo peróxido de hidrogênio (SCHMIDT, 2008). Procedimento Metodológico: Na presente monografia as bases de dados usadas foram Web of Science, Scientific Eletronic Library Online (SciELO), Pubmed e Google Acadêmico, além de livros e sites confiáveis que pudessem contribuir para o enriquecimento do trabalho. Inicialmente foram buscados artigos propondo a síntese de uma cumarina ácida a partir de reagentes comuns e baratos e que apresentassem bons rendimentos de reação. Após a escolha do desta primeira etapa, foi buscado na literatura, estruturas moleculares que causassem o efeito de “quencher” da fluorescência da cumarina. Dentre as moléculas encontradas, a escolhida para o trabalho foi o ferroceno, devido sua capacidade de suprimir a fluorescência da cumarina e por este núcleo ser facilmente oxidado, podendo a fluorescência da cumarina ser assim restaurada. Dentre os encontrados a tese de Passos (2021) serviu como grande base para esta monografia. Foram propostos neste trabalho duas rotas sintéticas para o novo composto, uma pela obtenção deste através de uma reação envolvendo a formação de um cloreto de ácido (com a utilização do cloreto de tionila) e posteriormente uma reação ácido-base com um ferroceno carregando um grupo funcional básico (no caso um aminoferroceno) e outra rota através do mecanismo do reagente de acoplamento de peptídeos chamado (Benzotriazol-1-iloxi) tripirrolidinofosfônio hexafluorofosfato ou mais comumente conhecido PyBOP.
Ambas as rotas reacionais propostas a princípio se mostram viáveis.
Apresentação e Análise Dos Dados:
4.1 Síntese do ácido de Meldrum (precursor da cumarina)
Com a intensão de reduzir o custo da síntese desse novo composto, é proposto sintetizar o ácido de Meldrum (um reagente de partida para a síntese da cumarina e que poderia ser comprado mais barato ao invés da cumarina já pronta) a partir da condensação do ácido malônico com a acetona, por 4h, à 0°C (Esquema 1) (XIAO et al., 2013). 1 – Esquema da Síntese do ácido de Meldrum
Fonte: Do autor, 2021.
Esta reação (Esquema 1) inicia-se com o ácido sulfúrico (H2SO4), funcionando como um catalizador ácido, protonando o anidrido acético (Ac2O). Após sua protonação, ocorre o ataque nucleofílico da hidroxila do ácido malônico à carbonila do anidrido acético, formando um intermediário catiônico (a carga positiva está situada no oxigênio da hidroxila que realizou o ataque). O próximo passo é a migração do próton deste oxigênio positivo para o oxigênio central do anidrido acético e a posterior saída de um acetato e formação de uma acetila (-COCH3, que será um bom grupo de saída) no ácido malônico. Ocorre então um ataque nucleofílico da acetona na mesma carbonila onde agora está ligado ao grupo acetila, que irá sair como acetato, sendo formado uma nova molécula intermediária catiônica (a carga positiva está localizada no oxigênio que pertencia anteriormente a acetona). Este sofrerá um ataque intramolecular pela hidroxila vizinha, para formar, após a saída do próton, o produto. Segundo a literatura esta reação gera um rendimento de acima de 50% (NOGUEIRA, 2019).
4.2 Síntese da cumarina
Para a síntese da cumarina o trabalho de Song; Wang; Lam (2003) utilizou-se do método tradicional, a condensação de Knoevenagel. Esta condensação objetiva adquirir uma cumarina ácida, gerada através da reação entre o salicilaldeído, um aldeído fenólico e o ácido de Meldrum, um composto dicarboxilado, tendo como produto o ácido cumarina-3-carboxílico. Segundo os autores, esta reação deve ser feita sob refluxo, tendo o acetato de piperidina como catalisador e o etanol como solvente da reação (Esquema 2).
Esquema 2 – Síntese do ácido cumarina-3-carboxílico
Fonte: PASSOS 2021 (Adaptado)
O mecanismo (Esquema 2) acontece com o acetato de piperidina doando seu próton para oxigênio do ácido de Meldrum o deixando com carga positiva, em seguida ocorre a liberação de amônia (NH3) presente na piperidina e a retirada de um próton ainda do ácido de Meldrum (presente no carbono a deste composto) pelo íon acetato. Seguidamente é adicionado o salicilaldeído que forma uma ligação de hidrogênio com o ácido, estas ligações favorecem a reação entres ambos os compostos através da transferência protônica do álcool formado no ácido de Meldrum com a carbonila do salicilaldeído e o ataque da dupla ligação do ácido (formada anteriormente) à carbonila do aldeído. Ocorre então a desidratação do intermediário via uma reação de eliminação. Por último, há ciclização da estrutura em consequência da perda de uma molécula de acetona e a eliminação de um próton, gerando o derivado de cumarina (PASSO, 2021).
4.3 Formação de uma amida na cumarina ácida
Após a síntese da cumarina contendo o ácido carboxílico, o próximo passo proposto é a formação de uma amida na cumarina ácida. Em decorrência disso, surgem dois caminhos que podem ser percorridos para a formação da amida: o primeiro é a formação de um cloreto ácido sendo posteriormente adicionado o grupamento aminoferroceno e o segundo caminho seria a utilização de um reagente chamado de PyBOP. Ambos os mecanismos serão descritos a seguir:
4.3.1 Formação da amida a partir do cloreto de ácido
O primeiro caminho utiliza-se da metodologia descrita por Chimenti et al. (2009), nela a cumarina ácida é transformada em cloreto ácido, por meio da substituição de um grupamento ácido (-OH) por um cloreto (-Cl), que é bom grupo de saída. Esta substituição acontece sobre adição do cloreto de tionila (SOCl2) sob refluxo (Esquema 3).
Esquema 3 – Substituição do grupamento ácido por cloreto
Fonte: Da autora, 2021.
A transformação do ácido carboxílico em cloreto torna a carbonila ainda mais eletrofílica, ou seja, rica em elétrons. Desta maneira, é feita usando a proposta de Hoffmanns e Metzler-Nolte (2006) uma reação com o grupamento, de caráter básico, o aminoferroceno que age como um nucleófilo substituindo o cloro presente no composto formando uma amida (Esquema 4).
Esquema 4 – Reação com o reagente aminoferroceno
Fonte: Da autora, 2021.
O mecanismo desta reação começa com o ataque do nitrogênio a carbonila do composto com cloreto, a dupla ligação sobe e quando essa dupla volta acontece a saída do cloro, onde o mesmo pega para si o próton do nitrogênio estabilizando e formando o composto final. A formação dessa amida contendo o ferroceno é o ligante responsável por fazer a molécula possuir propriedade de “liga” e “desliga” de sua fluorescência, ou seja, com o ferroceno “ligado” sem o ferroceno “desligado” (efeito de “quencher”). Segundo Chen et al. (2012) o ferroceno é capaz de suprimir a fluorescência de compostos, e ao reagir com substâncias oxidantes este composto produz uma nova espécie, na qual o ferroceno é convertido em um ciclopentadieno, com propriedades novamente fluorescentes.
4.3.2 Formação da amida a partir da utilização do PyBOP
O segundo caminho utiliza-se da metodologia demonstrada por Passos (2021) que é a formação de amidas e ésteres por meio de um agente de acoplamento chamado de PyBOP. Seu mecanismo acontece quando um próton do ácido carboxílico é abstraído pela base N,N-diisopropiletilamina (DIEA) deixando o oxigênio com carga negativa sobrando, logo depois é adicionado o reagente PyBOP, onde seu fósforo com carga positiva ataca o oxigênio gerando quebra da ligação P-O. Sequencialmente o grupo hidroxibenzotriazol (HOBT) adiciona-se a carboxila do intermediário, formando um intermediário. Por fim, ocorre um ataque ao grupo amina ou hidroxila e a saída do núcleo HOBT obtendo, assim, a formação do grupo amida ou éster, como pode se observador no Esquema 5.
Esquema 5 – Mecanismo proposto para a formação da amida via utilização do PyBOP
Fonte: Passos (2021) Adaptado.
4.4 Análise das sínteses
Ao comparar a molécula proposta (cumarina-amida-ferroceno) com o Luminol, que é o reagente mundialmente conhecido para detecção de sangue, seu mecanismo de identificação se baseia na presença do ferro contido no sangue, enquanto a deste trabalho em enzimas oxidativas presentes no sangue.
Por se basear apenas na presença do átomo de ferro, o luminol não sofre tanto o efeito do tempo ou de alterações dos locais contendo o sangue. Os átomos de ferro muitas vezes podem continuar no local mesmo após a limpeza de uma suposta “cena de um crime”, além de não acontecer sua degradação com o tempo, o ferro é um elemento estável, podendo assim, uma amostra de sangue ser identificada mesmo com o passar dos anos de sua presença. Ao contrário, as espécies presentes no sangue, que levariam a oxidação do ferroceno não são tão estáveis, estando desta maneira suscetíveis ao tempo e às condições.
O luminol por reagir com átomos de ferro, independentemente de sua origem, pode levar a resultados falsos positivos. A presença de ferro em amostras ou locais, mesmo não sendo provenientes do sangue podem tornar este reagente fluorescente, o que não acontece com a cumarina-amino-ferroceno. Neste composto, apenas EOX fariam com que sua fluorescência fosse “ligada”, pela degradação do ferroceno, sendo o composto ativado apenas por materiais biológicos contendo estas espécies.
Em virtude de à molécula ser ativada apenas por EOX uma outra aplicação interessante seria no mapeamento de espécies oxidativas geradas durante o estresse ou durante o processo respiratório, são fatores onde ocorrem o aparecimento destes tipos de espécimes. Conseguiríamos mapear o nível de estresse das células através da intensidade da fluorescência, ou seja, quanto mais estressado mais fluorescente.
Através da leitura de artigos relacionados a síntese de cumarinas e a formação de amidas via cloreto de ácidos constatou-se que a metodologia com o cloreto de tionila usada por Chimenti et al. (2009) gera ácido clorídrico (HCl), a formação deste composto diminui o rendimento da reação atrapalhando o próximo passo reacional, uma vez que o composto aminoferroceno possui maior caráter básico e o HCl por ser um composto altamente reativo reage com está base, formando uma amônia, e “matando” o reagente. Além disto, percebe-se que esta via gera em um produto com maior custo quando relacionado ao luminol, assim sendo este caminho uma alternativa de pouco interesse a ser percorrida.
A metodologia do PyBop usada com sucesso por Passos (2021) demostrou ser o caminho mais viável, ao gerar um maior rendimento da reação quando comparado com o cloreto de tionila, além de utilizar uma reação a menos, por não haver a necessidade da formação de um cloreto de ácido e por ser mais econômica. E esta reação é feita em condições mais amenas, ou seja, em menores temperaturas e sem formação de ácidos fortes em meio reacional. Considerações Finais: Portanto, durante o trabalho percebe-se que a síntese da cumarina-amino-ferroceno utilizando qualquer um dos caminhos são possíveis de serem realizadas em laboratório, constatou-se que a via do PyBOP seria a mais interessante pelo seu maior rendimento com menor custo. Além de, abrirem as portas para uma nova aplicação, no caso detecção de espécies oxidativas em células vivas. Pode melhorar.
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[1] O reagente de Kastle-Meyer é um teste colorimétrico que utiliza fenolftaleína como indicador químico.
[2] O reagente de Adler-Ascarelli é um teste colorimétrico que utiliza benzidina como indicador químico.
[3] São substâncias altamente específicas e importantes para sobrevivência dos vegetais.
PREVALÊNCIA E PRINCIPAIS FATORES DE RISCO ASSOCIADOS À ICTERÍCIA NEONATAL NO HOSPITAL REGIONAL DO GAMA DF
PREVALÊNCIA E PRINCIPAIS FATORES DE RISCO ASSOCIADOS À ICTERÍCIA NEONATAL NO HOSPITAL REGIONAL DO GAMA DF
Thais Helena da Costa Corrêa¹ Amanda Cristina Pessoa dos Santos²
Camila Nunes Menezes²
1. Docente do Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos - UNICEPLAC. 2. Estudantes do Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos - UNICEPLAC
Objetivo: O estudo tem como abordagem a prevalência e principais fatores de risco associados à icterícia neonatal no Hospital Regional do Gama-DF (HRG), diante de dados obtidos através de relatos do corpo de enfermeiros de neonatologia do Centro Obstétrico do Hospital Regional do Gama- DF (HRG) acerca das percepções empíricas sobre esse assunto, constatou-se uma elevada incidência de icterícia neonatal, despertando o questionamento das pesquisadoras/graduandas diante da amplitude de sua causalidade.
Dessa forma o objetivo é correlacionar as principais causas/fatores de risco da icterícia neonatal, verificando a incidência de icterícia na unidade neonatal do centro obstétrico, estratificando as causas de icterícia e identificando os cuidados da equipe de saúde prestados a esses recém-nascidos.
O estudo trata-se de uma pesquisa descritiva com uma abordagem quantitativa na qual o método aplicado para coleta de dados é caracterizado como documental e retrospectivo. Inicialmente serão identificados os prontuários de recém-nascidos com o diagnóstico de icterícia, admitidos na unidade neonatal do centro obstétrico do HRG-DF; por meio do livro de admissões do centro obstétrico. A coleta de dados será realizada utilizando um instrumento de coleta de dados elaborado pelas autoras do projeto, baseado nas informações contidas nos prontuários e nos objetivos propostos.
Por conseguinte o projeto irá contribuir com os profissionais da unidade do Centro Obstétrico do Hospital do Gama, uma vez que, identificado os principais fatores de icterícia no hospital e relacionando os desenvolvimentos dos quadros clínicos de icterícia neonatal, o mesmo promoverá possibilidades de mudanças de comportamento baseado nos conhecimentos adquiridos com a pesquisa como a diminuição do quadro de internação recém-nascidos ictéricos. Metodologia: Para a desenvolução deste estudo, será realizada uma abordagem quantitativa. Segundo Marconi e Lakatos (2003), o método quantitativo, proporciona a distribuição e organização dos dados que necessitam ser expostos em proporções numéricas, assim sendo, em tabelas e gráficos decorrentes da pesquisa descritiva.
O presente estudo, determinado por suas finalidades e delineamento pode ser identificado, ainda, como uma pesquisa descritiva, uma vez que, segundo Andrade (2009), os fatos são ponderados, incluídos, avaliados, classificados e interpretados, sem que o pesquisador intervenha neles.
Quanto ao método aplicado para a execução da coleta de dados, essa pesquisa é caracterizada como documental e retrospectiva. A pesquisa documental para Andrade (2009), fundamenta-se em documentos primordiais e originais, sendo executado no momento do fenômeno ou posteriormente. A pesquisa cometida após o fenômeno classifica-se como um estudo retrospectivo. (LAKATOS; MARCONI, 2003).
Inicialmente serão identificados os prontuários de recém-nascidos com o diagnóstico de icterícia, admitidos na unidade neonatal do centro obstétrico do HRG-DF; por meio do livro de admissões do centro obstétrico, vale ressaltar que será retirado do livro de admissão o número de registro o qual servirá para identificar o prontuário no SUS/SES. A coleta de dados será realizada no período de março a maio de 2022 no SUS/SES. Será utilizado um Instrumento de coleta de dados demonstrado no anexo A elaborado pelas autoras do projeto, baseado nas informações contidas nos prontuários e nos objetivos propostos. O referido instrumento será organizado da seguinte maneira: A) Dados Genitores; B) Dados clínicos dos recém-nascidos na admissão do hospital;C) Dados coletados na sua admissão na retaguarda do CO/HRG D) Dados acerca do diagnóstico e tratamento da icterícia. Resultados Esperados: Contribuir com os profissionais da unidade do Centro Obstétrico do Hospital do Gama, uma vez que, identificado os principais fatores de icterícia no hospital e relacionando os desenvolvimentos dos quadros clínicos de icterícia neonatal, o mesmo promoverá possibilidades de mudanças de comportamento baseado nos conhecimentos adquiridos com a pesquisa.
Diminuir o quadro de internação de recém-nascidos ictéricos no setor de neonatos do Centro Obstétricos do HRG, uma vez que descobrindo as principais causas, é possível tomar medidas preventivas, deste modo, desenvolver uma habilidade no cuidado o que contribui para a questão logística e consequentemente financeira do hospital.
Aumentar o vínculo da mãe-bebe, visto que, com a revisão dos conceitos envolvidos pode-se permitir adotar medidas terapêuticas mais precoces e, assim, obter uma melhora na qualidade do cuidado, podendo reduzir o período de internação por icterícia, período esse que acaba dificultando o vínculo mãe bebe principalmente na amamentação.
Não menos importante, disponibilizar o referente estudo para futuras pesquisas que fomente a discussão e mudanças positivas nesse cenário.
Conclusão: Este estudo trouxe uma reflexão a respeito da importância de identificar precocemente os principais fatores de icterícia no hospital e dessa forma relacionando os desenvolvimentos dos quadros clínicos de icterícia neonatal ocorrerá a oportunidade de mudanças de comportamento baseado nos conhecimentos adquiridos com a pesquisa. Além disso, terá como benefício o esclarecimento e reflexão dos profissionais acerca da icterícia e possibilidade de mudanças de comportamento baseado nos conhecimentos adquiridos com a pesquisa.
REFERÊNCIAS
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PSIQUIATRIA FORENSE: AVALIAÇÃO DE RISCO DE VIOLÊNCIA
PSIQUIATRIA FORENSE: AVALIAÇÃO DE RISCO DE VIOLÊNCIA
Orientador: Dra. Ana Elisa da Silva Espírito Santo¹ Estudante: Poliana de Faria Miziara Jreige² Estudante: Lucas Alves Bandeira2
1.Orientadora. Docente do Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos – UNICEPLAC 2. Estudantes no Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos – UNICEPLAC
Objetivo: Esse trabalho possui como objetivo comentar a relação entre os transtornos psiquiátricos e o comportamento violento gerado por patologias dentro deste quadro, tendo em vista que pacientes psiquiátricos tem a propensão a serem mais violentos do que a população geral. O foco principal é comentar os fatores de risco que podem desencadear reações violentas, sendo a anaminese a maior ferramenta usada para esta análise. Metodologia: O presente trabalho trata-se de uma revisão narrativa de literatura através da análise de artigos científicos sobre o tema, utilizando para tal fim as bases de dados: BIREME, LILACS, PubMED/MEDLINE e SciELO com os seguintes descritores: “Psiquiatria forense”; “Violência”; “Psiquiatria”. Foram considerados artigos de revisão e artigos originais escritos nos idiomas português, inglês e espanhol datados entre o período de 2004 a 2021. A busca resultou em 247 artigos, dos quais foram selecionados apenas 5. A pesquisa teve sua coleta realizada no mês de Março de 2022. Foram excluídos artigos cujos textos não se referenciavam ao tema. A etapa seguinte constituiu da leitura na íntegra dos artigos identificados e selecionados, focando nas avaliações de violência em pacientes psiquiátricos. As analises obtidas das pesquisas foram estruturadas, objetivando abranger todas as informações consideradas importantes para o tema proposto, e a posteriori realizada a análise e interpretação das informações para discussão e descrição do texto final. Resultados: O profissional atribuído a função de realizar a avaliação de risco de comportamento violento são os psiquiatras forenses, pois são os que estão envolvidos em situações e com pessoas perigosas favorecidas pelo transtorno. A análise para o nível de risco de violência não deve ser dada de forma superficial, saber os critérios clínicos é importante para condução do caso. A entrevista psiquiátrica tem como objetivo buscar informações que complementam o exame psiquiátrico junto com as informações trazidas por terceiros. Alguns dos fatores de risco que envolvem seus antecedentes históricos são: dificuldade de manter vínculos, desajustamento social, infância em lar adotivo, dependência de álcool e drogas, entre outros.
A padronização para avaliar tais riscos se faz necessária para que as conclusões do resultado final não fiquem vagas ou subjetivas, visto que a decisão ficaria dependente da valorização de cada perito. Com instrumentos mais objetivos é possível criar um padrão para toda e qualquer análise dos critérios clínicos realizados em pacientes psiquiátricos submetidos a avaliação de comportamento violento. Atualmente os instrumentos mais usados durante a anamnese para essa avaliação se destacam HCR-20, PCL-R, PCL-SV e VRAG, sendo os dois primeiros mais conhecidos pelos psiquiatras brasileiros. O primeiro teste padronizado especificamente para o sistema penal é o PCL-R, que foi destinado a avaliar a personalidade de presos e prever a reincidência, tentando distinguir entre criminosos comuns e doentes mentais. A avaliação do HCR-20 e do PCL-R são feitas analisando 20 itens, sendo que cada item recebe uma pontuação que varia de 0 a 2 pontos (0 – ausente; 1- possivelmente/parcialmente presente; 2 – pressente). Quando não é possível obter algumas dessas informações, o valor do item é omitido e o resultado é dividido entre os números de itens avaliados. No primeiro é feita a divisão em três níveis: leve, moderado e grave. Já no segundo o valor de 40 pontos já é o limite para o diagnóstico de psicoterapia, ainda que alguns estudos tenham achado valores inferiores, como 25 e 26. Em alguns países com na Alemanha, pacientes psiquiátricos que cometeram cromes graves tem sua responsabilidade reduzida ou suspensa tendo ainda tratamento em hospitais com psiquiátricos forenses, dando intervenção e ajuda devida e necessária para tais indivíduos. A psicose é atualmente entendida no cenário forense como um conjunto de traços ou mudanças comportamentais em sujeitos com tendência ao comportamento ativo, como ganância por estímulos, delinquência juvenil, falta de controle comportamental e reincidência. É considerada a alteração de personalidade mais grave porque as pessoas com esse traço patológico são responsáveis pelos crimes mais violentos, cometem vários crimes com mais frequência do que indivíduos não psiquiátricos e têm as maiores taxas de reincidência. Conclusão: Em virtude do exposto, esse estudo vem evidenciar a importância dos instrumentos usados para avaliar o risco de violência em pessoas com quadro psiquiátrico. Fazer uma boa anamnese para estabelecer os critérios clínicos é de suma importância para identificar os fatores predisponentes que levam a um paciente psiquiátrico a ter ações violentas. Com os instrumentos utilizados atualmente é possível criar uma padronização na avaliação dos profissionais de forma que a subjetividade do processo deixe de ser um obstáculo.
REFERÊNCIAS
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PRODUÇÃO DE MÍDIA SOBRE PESQUISA QUANTITATIVA
A PRODUÇÃO DE MÍDIA SOBRE PESQUISA QUANTITATIVA Esp. Virgínia Rozendo de Brito¹ 1.Enfermeira. Especialista em Saúde Mental do adulto. Docente do curso de enfermagem do Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos – UNICEPLAC. Objetivo: Trata-se de criação em vídeo no formato animação para apresentar o que é pesquisa quantitativa e suas principais características, a fim de, ser apresentada no site da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) para auxiliar em pesquisas de saúde. Metodologia: Para a realização da mídia o projeto foi separado em dois momentos de trabalho. No primeiro momento, foi estudado e pesquisado o assunto a ser tratado no vídeo, a saber, coleta de dados em pesquisa quantitativa, nesse momento da atividade o objetivo principal foi a construção do texto de forma concisa e completa para ser usada no vídeo. No segundo momento foi pensado em quais recursos de vídeo e áudio poderiam ser usados na construção da mídia. Após pesquisas, foi selecionado o site Canva, foi escolhido para a produção das imagens e escrita dos textos no vídeo. O site Canva é uma ferramenta de design gráfico online que pode ser usada em vários contextos, sendo o mais comum, em redes sociais. O site possui opção de uso em versões gratuitas e pagas. Para a produção da mídia, foi utilizada a versão paga, para garantir o uso das imagens sem propagadas do site Canva. Concomitante foi pesquisado aplicativo ou site para edição de imagem e som. O aplicativo selecionado foi o iMovie, trata-se de um aplicativo para sistema operacional IOS. Logo após a determinação das imagens, texto e aplicativo de edição o vídeo foi construído. Na edição final, foi realizado gravação de áudio com narração do texto do vídeo. Resultados: O vídeo foi produzido levando em consideração os principais conceitos de coleta de dados em pesquisa quantitativa. A pesquisa qualitativa se ocupa de processos, os processos são fenômenos que acontecem naturalmente e as relações estabelecidas entre esses fenômenos. (MARTINS E BÓGUS, 2004) "A curiosidade e o empenho do pesquisador estão voltados para o processo, definido como ato de proceder do objeto, quais são seus estados e mudanças e, sobretudo, qual é a maneira pela qual o objeto opera" (TURATO, 2003, p.262). Segue frames do vídeo em português: Conclusão: Com o mundo cada vez mais hiper conectado à internet se tornou um espaço para desenvolvimento e partilha de muitos conhecimentos. Sendo que sites de instituições reconhecidas como da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), devem investir na produção e entrega de material de qualidade de linguagem simples, como no caso do vídeo em formato de animação, para que maior parte da população acessem o conteúdo. REFERÊNCIAS CANVA EMPRESA. Canva.com.br, 2022. Disponível em: < https://www.canva.com/ >. Acesso em: 14 de Julho de 2022. iMovie na App Store. apple.com › app › imovie, 2022. Disponível em: < https://apps.apple.com/br/app/imovie/id377298193>. Acesso em: 14 de Julho de 2022. MARTINS, MARIA CEZIRA FANTINI NOGUEIRA; BÓGUS, CLÁUDIA MARIA. Considerações sobre a metodologia qualitativa como recurso para o estudo das ações de humanização em saúde. Saúde e sociedade. São Paulo –SP. v.13, n.3, p.44-57, set-dez 2004. TURATO, E.R. Tratado da metodologia da pesquisa clínico-qualitativa. Petrópolis RJ: Editora Vozes, 2003
PROJETO INTEGRADOR: UMA FERRAMENTA DE ENSINO, TRABALHO COLETIVO E COMUNICAÇÃO
PROJETO INTEGRADOR: UMA FERRAMENTA DE ENSINO, TRABALHO COLETIVO E COMUNICAÇÃO.
Professora MSe: Manuella Rodrigues de Souza Mello Dalembert Menezes Cruz ¹ Leticia Vieira Monteiro 2
1.Orientadora. Docente do Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos – UNICEPLAC 2. Estudante no Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos – UNICEPLAC
Objetivo: O Projeto Integrador realizado no segundo semestre de 2021 pela turma do 2º período de Medicina Veterinária do UNICEPLAC e teve como objetivo promover a problematização e a aplicação prática dos conhecimentos teóricos vistos até o momento atual de sua formação acadêmica e a elaboração de uma estratégia de comunicação em saúde junto à comunidade. Metodologia: O projeto foi estruturado nas seguintes etapas: 1) Problematização (Árvore dos problemas e das soluções) e Aplicação (Do macro pro micro), trabalhados durante o 1o bimestre; e 2) Comunicação em saúde, desenvolvido e implementado no 2º bimestre do projeto. Para a escolha dos temas (Diabetes e Infecções do sistema respiratório), foram analisados os conteúdos programáticos dos demais componentes curriculares cursados pelos alunos, a fim de identificar estratégias que contemplassem cada um deles. A “Árvore de Problemas e de Soluções” é uma metodologia ativa fundamentada na Teoria da Problematização, proposta por Charles Maguerez na década de 70, que permite aos participantes a reflexão e debate coletivo sobre as questões no contexto em que estão inseridos, identificando os problemas e as soluções. Na segunda etapa, foi construída uma estratégia de Comunicação em saúde, por meio da criação de perfil e produção de conteúdo para o instagram (@vet.integradores). A Comunicação em Saúde, compreendida pela interface Comunicação, Educação e Saúde, busca estratégias e meios adequados à difusão de informação de forma eficaz e responsável, sendo necessário planejamento das ações a fim de identificar público-alvo, canais e linguagem adequada de comunicar causas. Nesse contexto, as mídias sociais são instrumentos acessíveis, que proporcionam fácil interação e efetividade no fornecimento do aprendizado, se configurando como um meio benéfico para a realização da educação em saúde, possibilitando maior alcance da população em menor tempo, estabelecer parâmetros para medir o impacto das ações e revigorar estratégias em prol de pessoas, relações sociais e ambientes saudáveis. Resultados: Na atividade da Árvore do problema, sobre o tema diabetes melito, os grupos apontaram como o problema central da doença a hiperglicemia (3/5) e a deficiência de insulina (2/5). As raízes do problema, ou seja, as causas mais frequentes foram pancreatite (3/5), obesidade (3/5), distúrbios renais (2/5) e a predisposição genética (2/5). Na copa da árvore, os grupos incluíram como consequências e complicações: poliúria e polidipsia (4/5), cetoacidose diabética (2/5), complicações cardiovasculares (2/5) e renais (4/5), cansaço e sedentarismo (2/5) e problemas na visão (4/5). Os alunos foram orientados a estabelecer relações entre as causas escolhidas e suas consequências. Já na Árvore de soluções, os alunos elencaram como objetivo central o controle da hiperglicemia (3/5), controlar e minimizar os sinais clínicos (1/5) e dar qualidade de vida ao animal (1/5). Importante também notar que não existe uma única resposta correta, mas direcionamentos que as equipes optaram por seguir. Foi possível observar que essa metodologia apresentou-se como uma boa estratégia problematizadora no ensino e aprendizagem possibilitando uma abordagem interdisciplinar. Os temas elencados para a segunda etapa de aplicação "do macro pro micro" foram escolhidos subtemas apontados na árvore do problema para elaboração do mapa conceitual. Foram eles: Catarata e uveíte; Cetoacidose diabética; Neuropatia diabética; Hipertensão arterial sistêmica; e Nefropatia diabética e diurese. Na etapa de Comunicação em saúde foi construída coletivamente a campanha "Dezembro Verde: não ao abandono de animais", com a temática geral "Saúde e Bem-estar animal". Para tal, é importante ressaltar que foram realizados acordos coletivos quanto ao cronograma das postagens e padronização dos materiais produzidos pelos grupos. Para atingir esse objetivo foi bastante relevante a formação de uma "Equipe Editorial", composta por um representante de cada grupo. O perfil do instagram @vet.integradores foi criado e compartilhado com os alunos. Foram realizadas ao todo 11 postagens, sendo 10 fazendo parte da campanha. As postagens ocorreram entre os dias 26 de outubro e 02 de dezembro, adquirindo um total de 160 seguidores, contou com 552 visitas ao perfil e 675 contas alcançadas. As 11 postagens tiveram média de 45 curtidas, sendo o máximo de 74 e 20, o mínimo. O pico máximo de novos seguidores foi entre os dias 9 a 11 de novembro, quando ocorreu a primeira postagem coletiva da campanha. O público-alvo identificado a partir das métricas do Instagram foi em sua maioria mulheres (73,5%), de 18 a 44 anos, residentes de Brasília, Gama e Valparaíso de Goiás. Uma informação interessante são os períodos de maior atividade dos usuários, entre 9 a 21 horas, com pico às 12h. Tais informações são relevantes para o planejamento de novas ações de comunicação que se adequem ao principal público-alvo, melhorando o engajamento e impacto nas redes sociais. No decorrer da campanha também foi utilizado como recurso de interação com os usuários os stories, divulgando novos conteúdos postados na página e animais para adoção. Adicionalmente, foi realizada uma sequência de enquetes no período que antecedeu a última postagem, do Dezembro Verde. A partir dessas interações, foi possível observar nos resultados a preferência de tutores por cães e a participação de 74% relatada na campanha de vacinação antirrábica, realizada no mesmo semestre de ocorrência da campanha. Outro dado relevante apresentado, é que é apontado cuidados na vacinação, vermifugação e controle de ectoparasitas nos animais domésticos, no entanto, apenas 32% fazem ou já fizeram o uso de coleira repelente que consiste em um dos meios mais promissores de prevenção contra ectoparasitas, em especial, contra a picada de flebotomíneos, vetores transmissores da leishmaniose visceral canina, uma doença zoonótica e endêmica no Distrito Federal e arredores. Por fim, durante todo o semestre letivo foram realizadas pesquisas de autoavaliação, com intuito de conhecer as expectativas, dificuldades e potencialidades dentro do grupo de trabalho. No questionário do 1o bimestre os alunos 87% relataram que a disciplina foi apresentada com objetivos claros, 82,6% que o roteiro de aulas e o plano de ensino estão claros, assim como para 82,6% a disciplina é relevante para sua formação, e 95,7% julgaram o material de trabalho positivamente. No espaço para deixar algum comentário sobre a professora ou sobre a disciplina, um elogio, uma crítica ou uma sugestão, surgiram 15 comentários dentre as 22 respostas ao formulário. Importante ressaltar os desafios encontrados durante a realização do projeto integrador. Um deles, e mais relevante, é a necessidade de esclarecer acordos prévios e a um roteiro objetivo e bem estruturado das atividades que envolvem metodologias ativas. Um grande complicador foi o fato da disciplina ter sido ministrada remotamente e os alunos, que cursavam apenas o 2o período do curso de Medicina Veterinária não estarem acostumados com aulas que requerem organização e trabalho em grupo em todos os encontros. Os demais questionários de avaliação, ao todo 03 aplicados no 2o bimestre, tiveram caráter avaliativo com o intuito de engajar os alunos às atividades realizadas, mitigando assim a evasão. Conclusão: Foi possível observar que as metodologias aplicadas ao longo das atividades do Projeto Integrador possibilitaram uma abordagem interdisciplinar, considerando a singular complexidade e transversalidade dos temas trabalhados. Além disso, as atividades serviram como motivação à pesquisa exploratória e à interação entre os alunos para o trabalho em equipe, mantendo a escuta ativa e construtiva. O projeto se mostrou uma ferramenta promissora para o desenvolvimento crítico de profissionais em formação e que pode ser reproduzido e aplicabilidade ao longo do tempo.
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RELATO DE EXPERIÊNCIA: INCLUSÃO DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA NO MERCADO DE TRABALHO
RELATO DE EXPERIÊNCIA: INCLUSÃO DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA NO MERCADO DE TRABALHO
Hannah Deborah Haemer Jamati De Souza¹ Wllene dos Santos Cândido²
1. Docente do Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos - UNICEPLAC. 2. Estudantes do Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos - UNICEPLAC
Objetivo: O trabalho ocupa papel fundamental na vida dos indivíduos, de modo que, para a compreensão integral do ser humano, é importante considerar a inserção do indivíduo no mundo do trabalho e as relações que ocorrem dentro das organizações (ZANELLI, BORGES-ANDRADE E BASTOS, 2014). Isto não é diferente para Pessoas com Deficiência. A Lei brasileira n° 13.146, de 6 de julho de 2015, busca assegurar e promover o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais das pessoas com deficiência, levando-as à inclusão na sociedade e cidadania. Deste modo, as políticas públicas de trabalho devem promover e garantir às pessoas com deficiência as condições de acesso e de permanência no âmbito do trabalho (BRASIL, 2015). Mas, no senso comum, ainda existe um descrédito em relação às capacidades de aprendizagem e de execução das atividades atribuídas às pessoas com deficiência, o que dificulta a sua inserção no mercado de trabalho (TANAKA E MANZINI, 2005), fazendo-se necessárias ações concretas que promovam o acesso e permanência previstos em lei. O presente trabalho originou-se de uma experiência de estágio de alunos do 8º período de Psicologia em parceria com a Secretaria Extraordinária da Pessoa com Deficiência do Distrito Federal. Este estágio foi voltado às práticas de Psicologia Organizacional e do Trabalho, com ênfase na inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. Nesse trabalho, objetiva-se apresentar um relato sobre essa experiência. Metodologia: Durante o mês de setembro de 2021 a Secretaria Extraordinária da Pessoa com Deficiência do Distrito Federal realizou palestras, oficinas e workshops voltados para a inserção de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. Tais ações ocorreram de maneira gratuita e aberta ao público. A Secretaria concedeu espaço para a participação dos alunos de Psicologia do Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos - UNICEPLAC, possibilitando as práticas de estágio de Psicologia Organizacional e do Trabalho de tais alunos por meio das intervenções realizadas para as pessoas com deficiência nas campanhas do Setembro Verde, mês dedicado à inclusão da pessoa com deficiência. Para se tornar possível a participação de todos os alunos inseridos nesse estágio, foi proposta a divisão em equipes de trabalho, sendo elas divididas em dois grandes grupos e, estes, em grupos menores. Cada um dos subgrupos foi a campo apenas uma vez. No dia 15 de setembro de 2021, as primeiras equipes foram a campo, compostas por 6 subgrupos, com um total de vinte alunos. Porém, não se fez necessária a presença de todos os integrantes, de modo que parte das equipes se propuseram a produzir o material a ser trabalhado e os demais integrantes realizaram a prática propriamente dita. As equipes se dividiram, ainda, em turnos, estando presentes 3 grupos no período matutino e 3 grupos no turno vespertino. No primeiro dia de prática dos alunos de Psicologia do Uniceplac as intervenções propostas foram palestras referentes aos temas: Perfil Vocacional, contemplando os tipos de perfil vocacional e as competências CHAs (Conhecimentos, Habilidades e Atitudes); Elaboração de Currículo, orientando acerca dos principais aspectos para a elaboração de um currículo profissional e; Autoestima, abordando as dificuldades, desafios e potencialidades das pessoas com deficiência. No período matutino estavam presentes aproximadamente 20 pessoas, entre estudantes-estagiários, equipe da Secretaria e pessoas com algum tipo de deficiência. Resultado: Durante a prática de estágio, observou-se que um número pequeno de pessoas com deficiência estavam presentes durante a ação, visto que o número total de presentes no turno matutino foi por volta de 20 pessoas, sendo aproximadamente 7 alunos e 5 pessoas da equipe da Secretaria da Pessoa com Deficiência. Durante todas as apresentações houve intermédio de intérpretes de LIBRAS, transmitindo as informações às pessoas com deficiência auditiva e de fala e, intermediando, ainda, as participações do público para os estudantes que não dominavam a Língua Brasileira de Sinais - LIBRAS. Esse aspecto apresenta um dos fatores relacionados às dificuldades enfrentadas pelas pessoas com deficiência, em especial àquelas com deficiência auditiva e de fala, que é a dificuldade de comunicação.Tal barreira está presente em diversos contextos, produz incômodos e prejudica a autonomia das pessoas com deficiência auditiva (REZENDE, GUERRA E CARVALHO, 2021). Durante as palestras, um participante buscou motivar as demais pessoas com deficiência a buscar seus objetivos a partir da superação de desafios. Segundo SILVA E HERZBERG (2019), os sentimentos de inadequação, inferioridade e baixa autoestima são comuns entre as pessoas com deficiência, visto que é a partir do outro que a autoimagem é construída e, estes indivíduos frequentemente são desacreditados em relação às capacidades de aprendizagem e de execução de atividades (TANAKA E MANZINI, 2005), o que pode impactar na autoestima. Dentre as interações do público, uma participante relatou que ao buscar oportunidades de trabalho costuma enfrentar preconceito e desinteresse por parte das empresas, mesmo quando possui qualificação para o cargo. Deste modo, ainda que existam iniciativas, leis e documentos oficiais que orientem a inclusão de tais pessoas no mercado de trabalho, há ainda diversos obstáculos encontrados por esse público em suas atividades laborais (FREDERICO E LAPLANE, 2020). Além de barreiras físicas, existem barreiras comunicacionais e atitudinais, manifestando preconceito explícito ou mascarado, de modo que a simples contratação não garante a inclusão (WERNECKSOUZA, FERREIRA E SOARES, 2020). Conclusão: Devido a reduzida amostra de pesquisa não foi possível coletar dados representativos sobre a inserção de pessoas com deficiência no mercado de trabalho do Distrito Federal. Porém, de acordo com a literatura, é possível afirmar que mesmo com a existência de leis que buscam garantir os direitos das pessoas com deficiência, na prática não ocorre por completo tal inclusão. Inserir não significa incluir, de modo que as pessoas com deficiência continuam encontrando barreiras em sua inclusão no mercado de trabalho, seja anteriormente, durante ou após a sua contratação, já que a inclusão/exclusão se encontra em diferentes etapas e em diversos contextos. São sugeridas pesquisas futuras no âmbito organizacional para investigar as principais barreiras encontradas pelas pessoas com deficiência e subsidiar a elaboração de estratégias eficazes de inclusão.
REFERÊNCIAS
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FREDERICO, J. C.C.; LAPLANE, A. L. F. (2020). Sobre a Participação Social da Pessoa com Deficiência Intelectual. Revista Brasileira de Educação Especial [online]. 26 (3), p. 465-480, 2020. SILVA, D. R.;
HERZBERG, E. Entre ter uma deficiência e ser deficiente: um estudo sobre as identificações. Estilos clin., São Paulo, 24 (2), p. 304-316, 2019.
REZENDE, R. F.; GUERRA, L. B.; CARVALHO, S. A. S. A perspectiva do paciente surdo acerca do atendimento à saúde. Revista CEFAC [online]. 23(2), 2021.
RISCO DE SÍNNDROMES HIPERTENSIVAS GESTACIONAIS DURANTE O PRÉ-NATAL: PAPEL DO ENFERMEIRO
RISCO DE SÍNNDROMES HIPERTENSIVAS GESTACIONAIS DURANTE O PRÉ-NATAL: PAPEL DO ENFERMEIRO
Orientadora: Enfermeira: Karina Brito da Costa Oligari¹ André Victor Barbosa Batista² Francisca Tamires de Sousa Matos² Jennyffe Aparecida Riques Nunes² Mariana Maniçoba de Lira² Renan Luiz Sousa Araújo²
1.Orientadora. Docente do curso de enfermagem do Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos – UNICEPLAC 2. Estudantes no Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos – UNICEPLAC
Resumo: A presente pesquisa tem como objetivo avaliar a aplicação de SAE (Sistematização da Assistência de Enfermagem) nas consultas de pré- natal de gestantes com risco de síndromes hipertensivas, mostrando a importância de um pré-natal de qualidade e o papel do enfermeiro para a prevenção, diagnóstico, tratamento e monitoramento da doença. Foi realizada uma pesquisa bibliográfica da qual foram selecionados artigos que tratam dos temas de síndromes hipertensivas durante a gestação no Brasil, que é a primeira causa de morte materna no país e a segunda ao redor do mundo.
Introdução: A gravidez é um evento resultante da fecundação do óvulo (ovócito) pelo espermatozoide. Habitualmente, ocorre dentro do útero e é responsável pela geração de um novo ser. Este é um momento de grandes transformações para a mulher, para seu (sua) parceiro (a) e para toda a família. Durante o período da gestação, o corpo vai se modificar lentamente, preparando-se para o parto e para a maternidade. A gestação (gravidez) é um fenômeno fisiológico e, por isso mesmo, sua evolução se dá, na maior parte dos casos, sem intercorrências. O período gravídico é um processo fisiológico na vida da mulher, e geralmente culmina em desfechos bem sucedidos. Apesar disso, algumas gestantes, por serem portadoras de alguma doença ou sofrerem algum agravo nesse período, podem apresentar maiores probabilidades de evolução desfavorável, tais como, descolamento placentário prematuro, síndrome de HELLP, hemorragia, parto prematuro, óbito materno e morbimortalidade neonatal. As diversas complicações que podem ocorrer no período gravídico puerperal estão relacionadas à existência de fatores geradores de risco gestacional, sendo que alguns desses fatores podem estar presentes antes da gravidez ou devido a condições e complicações que podem aparecer no transcorrer do curso gravídico.
A hipertensão arterial associada à gestação é uma condição frequente, com incidência que varia de 5% a 10%. O diagnóstico de hipertensão arterial na gravidez é realizado quando os níveis pressóricos são iguais ou superiores a 140/90 mmHg e pode ser classificado como: Pré-Eclâmpsia, quando a hipertensão surge após 20ª semana de gestação e está associada à proteinúria (≥ 0,3g de proteína em urina de 24 horas ou ≥ 2 cruzes em amostra de urina); Hipertensão Crônica, identificada antes da gestação ou antes da 20ª semana e Pré-Eclâmpsia sobreposta à hipertensão crônica, que ocorre quando a paciente apresenta hipertensão prévia e proteinúria após a 20ª semana de gestação. As Síndromes Hipertensivas da Gravidez não têm cura, exceto pela interrupção da gestação, e um dos quadros de maior gravidade é quando evolui para a Síndrome HELLP (Haemolysis, Elevated Liver enzyme activity e Low Platelets) ou CID (Coagulação Intravascular Disseminada).
As Síndromes Hipertensivas Gestacionais (SHG) são consideradas umas das mais importantes complicações durante o ciclo gravídico. A incidência varia entre 6% a 30% das gestações, contribuindo para elevados índices de morbidade materna, e a principal causa de morte no mundo. As complicações dos distúrbios hipertensivos como pré-eclâmpsia e eclâmpsia correspondem a 25% de todas as mortes maternas em todo mundo e, as principais causas de nascimentos prematuros, enquanto que no Brasil, esses números correspondem a 20%. A classificação das síndromes hipertensivas na gestação mais aceita em nosso meio é a adotada pelo Grupo de Estudo da Hipertensão Arterial na Gravidez do Programa Nacional de Hipertensão Arterial (EUA) e pela Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia - FEBRASGO (BR). Além de ser utilizada como uma base de acesso à grávida hipertensa, também guia o planejamento de seus cuidados.
1) Hipertensão crônica (HC).
2) Pré-eclâmpsia (PE)/Eclâmpsia (E).
3) Pré-eclâmpsia superposta à hipertensão crônica.
4) Hipertensão gestacional (HG).
1- Hipertensão crônica.
É a hipertensão que está presente antes da gravidez ou diagnosticada antes de 20 semanas de gestação. É considerada hipertensão quando a pressão arterial sistólica (PAS) é > 140 mmHg e/ou a pressão arterial diastólica (PAD) > 90 mmHg, medidas em duas ocasiões com 4 horas de intervalo. Tal diagnóstico é mais difícil de ser realizado em mulheres hipertensas sem diagnóstico prévio, pela presença do descenso fisiológico da pressão arterial (PA), que ocorre na primeira metade da gestação. Diagnóstico - O diagnóstico de hipertensão é baseado na medida adequada da PA > 140/90 mmHg, definida arbitrariamente. O recomendado é considerar o desaparecimento dos sons para diagnóstico da PA diastólica. No entanto, na mulher grávida, devido à vasodilatação sistêmica fisiológica, muitas vezes a PA diastólica pode chegar a zero. Classificação - É classificada em hipertensão essencial ou primária (na maioria das vezes), ou em secundária (em 10% dos casos), considerando a etiologia e, de acordo com os níveis tensionais, em leve e grave (PA > 160/110 mmHg). Tal classificação é importante pois vai identificar a paciente de maior ou menor risco durante a gestação, além de orientar na conduta. Método: Trata-se de uma revisão integrativa de literatura, descritiva de abordagem qualitativa, realizada no período de julho a dezembro do ano de 2021. Para a elaboração deste estudo foram utilizados 13 artigos como base e seguiu-se as 6 etapas da revisão integrativa: Identificação do tema, seleção da questão da pesquisa, estabelecimento dos critérios de inclusão e exclusão, categorização dos estudos selecionados, análise e interpretação dos resultados e apresentação da revisão síntese de conhecimento. A questão norteadora para a composição da pesquisa foi: Assistência do enfermeiro durante o pré-natal, minimizam as consequências para o não desenvolvimento de síndromes hipertensivas gestacionais? Para compor a amostra foram utilizados os artigos encontrados na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) do banco de dados da Medline, LILACS, BDENF e BBO. Para maior efetividade da análise foram utilizados descritores padronizados no DeCS (Descritores da Ciência da Saúde): Assistência de Enfermagem, Gestação, Pré-natal SHG e agrupados em quarteto ao operador boleano AND. Os critérios de inclusão no estudo incluíam artigos na íntegra na base de dados supracitada, disponíveis gratuitamente, no idioma português, publicados no Brasil e no período compreendido entre 2016 a 2021. Como critérios de exclusão, artigos que não respondessem à questão norteadora do estudo, artigos duplicados e que estivessem fora da base de dados pesquisados na primeira etapa, utilizando os descritores, foram encontrados no banco de dados da BVS, 100 artigos. Após adicionar os filtros com os critérios de inclusão, a pesquisa resultou em 30 artigos. Estes, após leitura criteriosa, se resumiram a uma amostra de 13 artigos. Os resultados encontrados na pesquisa foram organizados e apresentados em forma de quadro contendo as seguintes variáveis: título do artigo, autores/ ano de publicação, periódico, objetivos e principais conclusões. Resultados: A prevalência varia conforme a faixa etária, sexo, raça, obesidade e presença de patologias associadas, como diabetes e doença renal. Nas mulheres em idade procriativa a prevalência vai de 0,6 a 2,0%, na faixa etária de 18 a 29 anos, e de 4,6 a 22,3%, na faixa etária de 30 a 39 anos. Exames complementares maternos recomendados antes da gestação.
1) Exames laboratoriais que avaliem a função dos órgãos que costumam ser comprometidos com a hipertensão crônica, a fim de servirem de parâmetro basal. Devem incluir EQU, urocultura, proteinúria de 24 horas, hemograma completo, função renal com eletrólitos e teste de tolerância à glicose.
2) ECG e ecocardiograma naquelas com HC por vários anos, para avaliação de hipertrofia ventricular esquerda e análise da função sistodiastólica ventricular.
3) Exames específicos na investigação de hipertensão secundária, como feocromocitoma (crises paroxísticas de hipertensão, hiperglicemia e sudorese), hiperaldosteronismo primário (hipertensão e hipocalemia) ou estenose de artéria renal. Além de exames bioquímicos, podem ser necessários exames de imagem, como tomografia computadorizada ou ressonância nuclear magnética.
Objetivos do tratamento - O principal objetivo do tratamento é reduzir os riscos maternos e conseguir um bom resultado perinatal. Em não gestantes com HA crônica, o controle adequado da PA a longo prazo reduz a morbimortalidade cardiovascular. Na gestação, como a duração do tratamento é por período menor, é preferível manter níveis de PA um pouco acima dos preconizados para uma adequada proteção materna a longo prazo e garantir o bem-estar fetal, evitando hipotensão e hipoperfusão placentária. Drogas anti-hipertensivas - A falta de estudos randomizados que possam avaliar os riscos e benefícios dos anti-hipertensivos na gestação faz com que a escolha se baseie mais na experiência pessoal e no consenso de especialistas. Não existe uniformidade de conduta nas sociedades nacionais, nem nas internacionais. As drogas mais utilizadas e comercializadas no Brasil estão apresentadas na tabela a baixo.
A metildopa é a droga mais utilizada na gestação, seguida pela nifedipina e o labetalol. Entre os betabloqueadores, o pindolol parece ser o mais seguro para o feto; no entanto, a ação simpaticomimética intrínseca, característica desta medicação, faz com que não seja tão efetivo no controle da FC, da angina e de arritmias maternas. Tal ação deve ser levada em consideração no tratamento de hipertensas com cardiopatia isquêmica e/ou arritmia associada, situação em que seria benéfico o uso do metoprolol. A associação de drogas é necessária em casos mais graves e deve se ter o cuidado de optar por anti-hipertensivos que tenham mecanismos de ação diferentes.
2 - Pré-eclâmpsia (PE)/Eclâmpsia (E)
A PE é uma síndrome caracterizada por comprometimento clínico generalizado heterogêneo e alterações laboratoriais. Os achados clínicos podem se manifestar tanto como uma síndrome materna (hipertensão, proteinúria e/ou sintomas variados) quanto como uma síndrome fetal (CIUR), ou ainda ambos. Ela ocorre em 5% a 8% das gestações
e é a principal causa de morte materna e perinatal nos países em desenvolvimento, sendo que os resultados gestacionais dependem dos seguintes fatores:
1) IG em que a doença é diagnosticada;
2) Gravidade da doença;
3) Qualidade do atendimento;
4) Presença de outras doenças pré-existentes.
Eclâmpsia - É definida como o surgimento de convulsão em portadora de HG ou PE. A maioria das convulsões eclâmpticas ocorrem antes do parto (67%) e, entre as que ocorrem após o parto, cerca de 79% surgem depois de 48 horas (3-14 dias). É fundamental que as pacientes com PE sejam orientadas sobre a possibilidade desta complicação tardia na alta hospitalar. Elas devem ter a capacidade de reconhecer os sinais premonitórios (se presentes) e procurar recurso especializado com a maior brevidade possível.
Sulfato de magnésio - É a droga de escolha tanto para o tratamento como para prevenção da convulsão eclâmptica.
O risco de convulsão na PE leve, mesmo sem profilaxia, é muito baixo (1/200), não sendo indicado o uso rotineiro do sulfato de magnésio. Na PE grave, o uso profilático reduz o risco de eclâmpsia em 60% dos casos e as pacientes que mais se beneficiam são aquelas com sintomas de eminência de eclâmpsia (cefaleia intensa, visão borrada ou dor epigástrica).
Para uso na hora do parto, a infusão deve ser iniciada no início do trabalho de parto, ou uma hora antes da cesárea, e mantida até 24 horas após o procedimento.
Indicações de avaliação cerebral complementar por método de imagem - Método de imagem (ressonância nuclear magnética ou angioressonância) está indicado naquelas pacientes que fazem comprometimento neurológico focal ou coma prolongado, ou naquelas com convulsão de apresentação atípica (antes das 20 semanas de IG ou > 48 horas após o parto, ou convulsão refratária à terapia adequada com sulfato de magnésio), a fim de excluir complicação neurológica associada.
3- Pré-eclâmpsia superposta à hipertensão crônica
É o surgimento de proteinúria (> 0,3 g/24h) após a IG de 20 semanas em portadora de HC, ou um aumento adicional da proteinúria em quem já apresentava aumento prévio, ou ainda um aumento súbito da PA em quem apresentava níveis controlados previamente, ou alteração clínica ou laboratorial característica de PE.
4- Hipertensão gestacional
É o aumento da PA que surge após as 20 semanas de IG e sem proteinúria. Pode representar uma PE que não teve tempo de desenvolver proteinúria, ou uma hipertensão transitória se a PA retornar ao normal após 12 semanas do parto, ou ainda uma HC se a PA persistir elevada. Implicações clínicas da classificação - Tanto a apresentação como a evolução da PE é muito variável. A maioria das pacientes pode apresentar a forma leve e não progredir para a grave. No entanto, em alguns casos, a progressão para a forma grave pode ser acelerada, evoluindo em dias ou até horas. Como a grande importância do tratamento é evitar a morbimortalidade materna e perinatal, principalmente até o momento do parto, mesmo quando diagnosticadas como portadoras da forma leve, as pacientes devem ser monitoradas continuamente.
Discussão: Nas pesquisas realizadas em vários periódicos, evidenciaram-se que entre os fatores relacionados à ocorrência das SHG identificados neste estudo, a idade materna mostrou relação à ocorrência da PE.
As gestantes entre 20 a 39 anos foram as mais acometidas tendo em vista o período reprodutivo em que se encontram. Dados semelhantes também foram encontrados em outros estudos que apresentaram predominância da faixa etária nesse período. Na pré-eclâmpsia é recomendada, baseado nas melhores evidências, que a conduta seja expectante somente até as 37 semanas. A partir desse momento e sempre que o diagnóstico de pré-eclâmpsia for realizado no termo, a resolução da gestação deverá ser indicada, reduzindo-se, assim, os riscos maternos, sem alterar os resultados perinatais. A SHG, atualmente, é uma patologia que gera grande morbimortalidade materna e perinatal, tendo em si uma elevada taxa de incidência e prevalência no Brasil. Assim, torna-se de grande importância a assistência de enfermagem individualizada a cada uma das pacientes, sendo fundamental para que haja precocemente intervenções adequadas proporcionando uma gestação segura para a mãe e o feto . A detecção precoce de alterações na gestação é decisiva para que se evite a morbimortalidade do binômio mãe/filho, pois, segundo a literatura, cerca de 15% das gestações são caracterizadas como de risco. Ao analisar tais informações, compreende-se que o profissional enfermeiro possui competência e formação suficientes para praticar seus conhecimentos de cunho técnico científico na prática assistencial, visando um cuidado coerente, holístico e humanizado. Desta forma, a Sistematização da Assistência em Enfermagem (SAE), se torna uma atribuição específica do enfermeiro no planejamento dos cuidados para a gestante, diferenciando-o dos demais profissionais da equipe multidisciplinar. Pode-se concluir então que é de grande importância que o profissional de enfermagem seja mais presente, para que possa suprir as reais necessidades das pacientes. Unindo a competência dos profissionais obstetras em identificarem precocemente fatores pré existentes para o desenvolvimento da síndrome hipertensiva gestação (SHG) e o compromisso da mulher gestante em cuidar de si e de seu conceito, participando ativamente dos programas e consultas, será possível conseguir a diminuição dos índices de morte materna e fetal, dentre outras complicações. Considerações Finais: Em virtude dos fatos mencionados, a assistência da enfermagem à gestante tem grande responsabilidade quanto ao prévio conhecimento das síndromes hipertensivas gestacionais, como também instruções sobre os sinais e sintomas presentes. Dado o exposto da hipertensão na gravidez, pode-se afirmar que causa muitas implicações clínicas, tanto a apresentação dos sintomas, como a evolução. Desta forma objetivamos minimizar os riscos maternos e fetais, durante a assistência ao pré-natal da gestante.
REFERÊNCIAS
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SINTOMA NA CRIANÇA E AUSÊNCIA PARENTAL: ENTREVISTAS PRELIMINARES COM OS RESPONSÁVEIS
SINTOMA NA CRIANÇA E AUSÊNCIA PARENTAL: ENTREVISTAS PRELIMINARES COM OS RESPONSÁVEIS
Evandro de Quadros Cherer¹
Maria Fernanda Corrêa Teixeira²
Marcella Divina de Jesus Guimarães2
Laura Nunes de Carvalho Oliveira2
Fabrício Ximenes de Lima3
1. Psicólogo e Psicanalista. Doutor em Psicologia Clínica e Cultura pela Universidade de Brasília. Professor na graduação em Psicologia do UNICEPLAC.
2. Acadêmica de graduação em Psicologia- UNICEPLAC.
3. Psicólogo pelo UNICEPLAC.
Objetivo: O objetivo deste estudo foi investigar a demanda de tratamento infantil, realizada pelos responsáveis, quando associada à ausência e/ou negligência dos pais/responsáveis.
Metodologia: Participaram deste estudo dois responsáveis de crianças que aguardam atendimento psicológico no Centro Integrado de Estudo Psicossociais (CIEPSI), clínica-escola do Curso de Psicologia do Centro Universitário do Planalto Central (Uniceplac). É utilizado um delineamento de estudo de caso coletivo (STAKE, 2006), em psicanálise, com o objetivo de investigar a demanda de tratamento infantil em casos de ausência e/ou negligência dos pais/responsáveis. Com os participantes foram realizadas entrevistas preliminares, as quais consistem em entrevistas clínicas, em psicanálise, que visam investigar a demanda de tratamento infantil, realizada pelos responsáveis. Particularmente, para a realização deste estudo, foram selecionados dois casos em que a demanda de tratamento para a criança esteve relacionada a casos de ausência ou negligência por parte dos pais/responsáveis.
Resultados: Os relatos dos participantes foram analisados a partir da teoria psicanalítica, com vistas a investigar a demanda de tratamento infantil. Em particular, examinou-se a queixa inicial de tratamento em sua articulação, na perspectiva dos responsáveis, com a ausência e/ou negligência dos pais/responsáveis. Apresenta-se a seguir, as análises dos dois casos que participaram do estudo, os quais foram nomeados de modo fictício. O primeiro caso a ser apresentado é o de Ana. Ela busca atendimento na clínica-escola de psicologia para sua filha Clara de 10 anos. Ana apresenta em sua busca de tratamento para a filha a queixa de que essa estava apresentando humor deprimido, além de comportamentos autodestrutivos. Conforme a mãe, o estado em que Clara se encontrava estava associado ao falecimento do pai, que havia ocorrido no ano anterior. Efetivamente, Ana contou que tudo havia mudado após a morte de seu esposo e pai de Clara. Nesse contexto, a criança estava passando por um processo de luto muito difícil, a ponto de haver tentado autoextermínio por meio de afogamento. Acerca disso, a genitora relatou que a filha estava sofrendo muito e que chegou a fazer o seguinte relato: “Mãe, quero descansar com meu pai”. Frente a essa situação, Ana passou a procurar atendimento psicológico e psiquiátrico em diversas clínicas e hospitais do Distrito Federal, em busca de tratamento para Clara. Por sua vez, o segundo caso é referente a João. Ele é uma criança de 10 anos de idade cuja guarda está com os avós paternos. Isso é decorrente da decisão judicial que considerou próximo de seu filho. Segundo a avó paterna, o pai de João tem um relacionamento mais profundo com os animais domésticos do que com o próprio filho. No tocante à genitora, ela entraria em contato esporádico com João, sem desempenhar efetivamente uma implicação na criação de seu filho e tampouco expressar querer fazer parte da vida cotidiana da criança. É nesse contexto que os avós de João buscam o serviço de psicologia da clínica-escola. Na entrevista realizada com a avó Beatriz, ela conta que João apresenta diversos episódios de comportamentos agressivos. João bate e morde os colegas do condomínio onde mora e faz o mesmo com os colegas de escola, onde a avó já foi chamada para deliberar sobre a agressividade que João apresenta com os colegas. Isso teria motivado a demanda de tratamento feita, em nome da criança, pela avó. Esses aspectos conforme relato de Beatriz, possuiriam associação com as sucessivas histórias de abandono, descompromisso e descuido relativos a negligência parental vivenciada por João. Na perspectiva da avó, o sintoma da criança concerne à ausência e à negligência parental nos cuidados com João. O aspecto em questão não se trata de que a criança não esteja recebendo os devidos cuidados de seus avós, mas de que a criança constataria repetidamente que seus genitores, ainda que possam conviver com ele, não o fazem por assim não desejarem. Isso estaria no cerne dos comportamentos agressivos da criança que, em alguma medida, expressariam sua queixa referente a ausência parental. Além disso, o próprio João, certa vez, comunicou à avó: “Eu vou me matar, nem meus pais me quiseram, ninguém me quer”. A partir desse relato, é possível se considerar o questionamento dessa criança acerca de seu lugar no desejo parental. Dito de outro modo, para João, o desejo de seus genitores por ele é algo crucial. Na medida em que foi preterido por seus pais que não quiserem cria-lo, João se sentia não quisto por eles. Essa situação acabou por recair como uma “falta” em João. Isto é, algo nele estaria equivocado que não fazia com que seus pais e, eventualmente, os outros viessem a desejá-lo e querê-lo. Essa situação de negligência parental estaria na origem dos sintomas da criança, motivando a avó Beatriz a buscar atendimento psicológico para seu neto. A partir dos relatos maternos do primeiro caso, a criança apresenta humor deprimido, além de comportamentos autodestrutivos após o falecimento do pai. Por sua vez, conforme os relatos da avó paterna do segundo caso, o neto expressou seu sofrimento relativo ao considerar o sofrimento infantil associado a um fator comum: a ausência (seja esta voluntária ou não) dos pais das crianças. Esses elementos vão ao encontro da literatura psicanalítica de que o sintoma da criança contempla elementos associados à história subjetiva familiar (LACAN, 2003).
Conclusão: Por meio dos relatos dos participantes, foi possível compreender que a ausência parental pode ser localizada como um fator relacionado à etiologia de sintomas infantis. Nos casos apresentados, a ausência e negligência parental esteve associada, na perpectiva dos responsáveis, ao surgimento e manutenção do quadro sintomático infantil. Sendo assim, o sintoma da criança diz a respeito de determinados aspectos da própria dinâmica familiar. Esses elementos foram trazidos pelos responsáveis nas entrevistas preliminares e basilaram a busca deles por tratamento psicológico para a crianças. Os resultados deste estudo, certamente, não esgotam todas as possíveis compreenssões sobre os conteúdos presentes nos relatos dos participantes. Sendo assim, elucida-se que este estudo não possui a pretensão de esgotar os entendimentos possíveis das dinâmicas implicadas e tampouco promover a generalização para outros casos. Ainda, destaca-se que, ao encontro do objetivo proposto, este estudo abarca a perspectiva do responsável pela criança, isto é, a própria criança não foi objeto de estudo da pesquisa. Nesse sentido, compreende-se a relevância de que novos estudos possam ser realizados, contemplando outras interpretações e perspectivas. A perspectiva do responsável e sua elaboração da queixa inicial a respeito do sintoma na criança é um aspecto fundamental para a atuação psicológica na clínica infantil (FARIA, 2021). Acredita-se que este estudo possa colaborar junto aos atendimentos iniciais da psicologia e psicanálise com crianças, onde os pais ou responsáveis são recebidos nos momentos iniciais do tratamento da criança, bem como são cruciais para a manutenção ou término do mesmo.
REFERÊNCIAS
FARIA, M.R. Introdução à psicanálise de crianças: o lugar dos pais. São Paulo: Toro Editora, 2021.
LACAN, J. Nota sobre a criança. In:______. Outros Escritos. Rio de Janeiro: Zahar, 2003.
STAKE, R. E. Multiple cases studies analyses. New York: Guilford Publications, 2006.
TRABALHO FEMININO E SOFRIMENTO PSÍQUICO
TRABALHO FEMININO E SOFRIMENTO PSÍQUICO
Dra. Hannah Deborah H. J. de Souza ¹ Alice Lopes Medeiros²
1.Docente do curso do Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos – UNICEPLAC 2.Estudante no Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos – UNICEPLAC
Objetivo: Compreender como a relação com o trabalho sofre influência das relações de gênero, produzindo sofrimento psíquico entre homens e mulheres.
Metodologia: Contou com uma revisão de literatura, na qual utilizou-se do software Publish or Perish para levantamento de dados, utilizando as palavras chaves (1) Saúde Mental, (2) Gênero e (3) Psicodinâmica do Trabalho. Após isso, para a seleção dos artigos foi aplicado os critérios de exclusão: artigos que não tinham como destaque as questões de gênero, saúde mental e esses relacionados com o trabalho; e de inclusão: (1) a constância no título de uma das palavras chaves escolhidas ou a relação entre elas; (2) o resumo do artigo contém como assunto a relação entre saúde-mental/trabalho e saúde-mental/gênero ou ambas as categorias relacionadas. Resultados: O autor Leite et al., 2017 indica que a conciliação das tarefas domésticas somada ao trabalho remunerado é considerada fator de maior expressão do sofrimento psíquico nas mulheres. E o cuidado com os filhos, a elevada carga laboral, somada a baixa gratificação e falta de visibilidade na realização do trabalho doméstico são fatores que contribuem para o adoecimento psíquico feminino (Pinho & Araújo, 2012). Todavia, a Organização Mundial da Saúde (WHO, 2002) questiona sobre se as mulheres de fato adoecem mais psicologicamente, ou se essas procuram mais pela assistência do que os homens, por isso os números são mais expressivos para a população feminina.Os resultados apontam uma discrepância no número de mulheres diagnosticadas com Transtornos Mentais Comuns (TMC) quando comparadas aos homens, e a principal causa associada a isto é a atividade laboral. Todavia, os estudos ainda apresentam muitas lacunas a serem investigadas, por uma escassez de estudos nesse campo. Ainda identificamos que a interpretação e a vivência do sofrimento psíquico também são diferentes para ambos devido a desigualdade na construção social dos papéis desempenhados por estes.
Conclusão: Com os resultados obtidos, faz-se necessário o investimento de discussões acadêmicas sobre gênero que desperte o interesse para a pesquisa no campo, não apenas para contribuir para o desenvolvimento da abordagem, com inovações na metodologia de pesquisas, como para o desenvolvimento social, corroborando para a promoção de políticas públicas sociais que visem o cuidado para com a saúde biopsicossocial da mulher e para a equidade de gênero.
REFERÊNCIAS
LEITE, J.F. et al. Condições de vida, saúde mental e gênero em contextos rurais: um estudo a partir de assentamentos de reforma agrária do Nordeste Brasileiro. Avances en Psicología Latinoamericana, Bogotá (Colombia). Vol. 35(2), p. 301-316, 2017.
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Saúde mental, nova concepção, nova esperança. Disponível em: https://www.who.int/whr/2001/en/whr01_po.pdf. Acesso em: 27 de Ago, 2021.
PINHO, P.S; ARAÚJO, T.M. Associação entre sobrecarga doméstica e transtornos mentais comuns em mulheres. Ver Bras Epidemial, v.15(3), p. 560-572, 2012
TRANSFORMAÇÃO MALIGNA DE TUMOR DESMOIDE
TRANSFORMAÇÃO MALIGNA DE TUMOR DESMOIDE
Aline de Amorim Duarte ¹ Matheus Amorim Grigorio² Esther Soneghet Baiocco e Silva² Kevin Murilo Soares Santos² Vitor Ponte Gonçalves²Ana Beatriz Sales Vieira²
1. Residente em Cirurgia Oncológica pelo Hospital Araújo Jorge 2.Estudantes do Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos - UNICEPLAC
Objetivo: O desenvolvimento do estudo de um tumor desmóide com evolução para um sarcoma radioinduzindo. Abordando analise de lâminas histológicas e scouts tomográficos. Evidenciando o quadro e a conduta perante ao caso com tal evolução. Metodologia: Partimos da descrição detalhada do caso, relatando o primeiro tratamento a formação do segundo tumor ocasionado por radiações. Relatando fatores importantes da história da paciente e os principais aspectos característicos de um tumor desmoide, trabalhando aspectos do porque ele pode se tornar um tumor radioinduzido e como tratar Resultados: O tumor desmoide se apresenta como uma massa indolor/pouco dolorosa, profundamente aderida, podendo ser vista em qualquer local do corpo1. É uma neoplasia benigna, vista na análise histológica, que não apresenta capacidade de disseminação metastática ou degeneração maligna em fibrossarcoma. Neste aspecto também é possível analisar proliferação fibroblástica monoclonal com pequenos feixes de células fusiformes em um estroma fibroso abundante, evidenciando o fator infiltrativo do tecido conjuntivo que se assemelha a um fibrossarcoma de baixo grau, sem as características de malignidade; Vale lembrar o amplo aspecto do sarcoma radioinduzido, já que é uma doença iatrogênica que está relacionada à exposição prévia à radiação1. Em uma avaliação histológica, o sarcoma radioinduzido pode surgir em tecidos moles ou osso e a maioria é de alto grau e de grande variedade histológica. O diagnóstico ocorre com a junção da clínica, o paciente relata dor óssea crepuscular e edema, com os exames de imagens, com a análise da massa de tecido mole e a biópsia1. O tratamento do sarcoma radioinduzido se dá com cirurgia de margem ampla2. A conduta adequada perante o diagnóstico é primordial para prevenção de futuras patologias. Enfim, entende-se que a radiação terapêutica é conhecida como um agente indutor no desenvolvimento de neoplasias malignas3. Dessa forma, é necessário que a radiação terapêutica seja utilizada com cautela. Conclusão: O relato de caso evidencia a ocorrência de um tumor desmóide, que se trata de um tumor localmente agressivo sem potencial conhecido para metástase ou desdiferenciação. São raros, aproximadamente 0,03% de todas as neoplasias e menos de 3% de todos os tumores de tecidos moles1. Devido a radiação em alguns casos, como a desse relato, ocorre evolução maligna do quadro, por isso é essencial se atentar a importância cirúrgica e o adequado tratamento dos pacientes.
REFERÊNCIAS
1. Vinod Ravi, Shreyaskumar R Patel, Chandrajit P Raut, Thomas F DeLaney, Apr 2021, Desmoidtumors: Epidemiology, risk factors, molecular pathogenesis, clinical presentation, diagnosis, and local therapy
2. Mark C Gebhardt, Raphael E Pollock, Robert Maki, Apr 2021, Surgical resection of primary softtissue sarcoma of the extremities
3. Rober Maki, Thomas F. Delaney, Alberto S Pappo, Raphael e Pollock, Apr 2021, Radiation associatedsarcomas