Floresta Estadual de Botucatu, Botucatu, SP
A Floresta Estadual de Botucatu (FEB) localiza-se na região periurbana do município homônimo, a cerca de 15 minutos do centro da cidade. É constituída por remanescentes de Cerrado (campos úmidos e sujos) e por floresta ciliar. Uma das espécies de aves mais características da FEB é o papa-moscas-do-campo (Culicivora caudacuta), que aparece em detalhes no inset da foto. Esta espécie é considerada Vulnerável em nível global, além de Criticamente Ameaçada no estado de São Paulo. Para conhecer a FEB você pode entrar em contato comigo ou com o guia de observação de aves de Botucatu, Victor Antonelli. A lista mais atual e completa das aves da FEB pode ser vista aqui.
Culicivora caudacuta
Cerrado sentido restrito
Lagoa em frente à FEB
Campo úmido
Fazenda Experimental Edgárdia, Botucatu, SP
A Fazenda Experimental Edgárdia é uma propriedade da Universidade Estadual Paulista (Unesp) voltada ao desenvolvimento de atividades agropecuárias e zootécnicas, e à preservação e conservação das fitofisionomias características do Cerrado e da Mata Atlântica do interior paulista. Na área, essas formações distribuem-se ao longo de um gradiente ambiental associado à Cuesta de Botucatu, formação geomorfológica sob proteção da Área de Proteção Ambiental Cuesta Guarani. A Fazenda Experimental Edgárdia também representa uma das áreas mais bem conhecidas quanto à avifauna local e regional, reunindo levantamentos realizados desde a década de 1970 até 2025. Até o momento, foram registradas 351 espécies de aves na propriedade, riqueza atribuída à elevada heterogeneidade ambiental da área, que compreende ambientes florestais, campestres e aquáticos. O maior conhecedor de suas aves é meu aluno de doutorado, Victor Antonelli.
Cuesta de Botucatu
Várzea cercada por florestas estacionais
Toboal
Vira-folha Sclerurus scansor. Foto de Victor Antonelli
São Bento do Sapucaí, SP
Região da Mantiqueira, próximo a Campos do Jordão e divisa com Minas Gerais. Nestas incontáveis montanhas e campos de altitude estão algumas das aves mais lindas da Mata Atlântica. E também um dos mamíferos mais conhecidos no Brasil, o lobo-guará. Ele é o foco do estudo do meu aluno Bruno, que conseguiu ficar cara-a-cara com um deles em seu último campo do mestrado.
Bruno e as montanhas da Mantiqueira
A Pedra do Baú, ao fundo
Campos de altitude aos 1.800 m
A comum neblina nos campos de altitude
Parque Estadual Furnas do Bom Jesus - Pedregulho, SP
Um dos parques paulistas mais bonitos que conheci, fui surpreedido pelos cerrados nas planícies e vales, e pelas furnas escavadas pelo rio Bom Jesus, com as florestas decíduas em suas escarpas. A cachoeira da fumaça é uma beleza a parte, e o passeio pelo canion é um mini Vale do Pati, tão famoso na Chapada Diamantina. As aves do parque foram estudadas brevemente por mim e dois outros colegas.
Planície
Furna durante a seca de 2021
Vale durante a seca de 2021
Furna após as chuvas
Estação Ecológica dos Caetetus, Gália e Alvinlândia, SP
A floresta estacional semidecidual mais espetacular do estado! Trata-se de uma das únicas florestas que nunca foram derrubadas no interior para o plantio do café, que promoveu o corte raso de grande parte das florestas do Vale do Paraíba (divisa com o Rio de Janeiro), no Planalto Atlântico, e do Planalto Ocidental. Desde 1931, a floresta de Caetetus foi pouco modificada, o que a torna única para o estudo do ambiente que mais se aproxima das florestas interioranas prístinas da Mata Atlântica. Em Caetetus as manhãs são muito semelhantes às da Serra do Mar, com grande quantidade de espécies de aves vocalizando. Este coro matutino, nesta profusão, não é mais testemunhado em grande parte dos remanescentes florestais do interior paulista. Também é o lar de espécies de mamíferos ameaçados de extinção, como a anta (Tapirus terrestris) e o mico-leão-preto (Leontopithecus chrysopygus). As aves registradas nesta Estação Ecológica, e a sua importância enquanto unidade de conservação para as aves, podem ser verificadas em publicações do SACI: aqui e aqui.
Estação Ecológica dos Caetetus
Trilha do Jipe
Trilha do Jipe
Pegada de Tapirus terrestris
Estação Ecológica de Angatuba, Angatuba e Guareí, SP
Famosa pela presença de uma espécie endêmica do estado de São Paulo, o micro-leão-preto Leontopithecus chrysopygus, as florestas da Estação Ecológica de Angatuba estnao próximas ao rio Paranapanema, ao sudoeste do estado de São Paulo. Espécies de aves representativas das Florestas Estacionais, e mais raras de serem encontradas nas florestas mais interioranas, ainda podem ser encontradas por lá, como a araponga Procnias nudicollis, e o macuquinho Eleoscytalopus indigoticus. O SACI está com um projeto de levantamento das aves para caracterização mais atual desta unidade de conservação tão importante para a Mata Atlântica. O ornitólogo Alexsander Z. Antunes, junto com demais colegas, responsável pela maior parte dos inventários em áreas protegidas do interior paulista, publicou dados muito relevantes para Angatuba aqui. Antes disso, as informações disponíveis estavam no Plano de Manejo da estação ecológica e no livro Aves do Estado de São Paulo, de Edwin O. Willis e Yoshika Oniki, de 2003.
Estação Ecológica de Angatuba
Procnias nudicollis
Membros do SACI
Perfil das cuestas de Botucatu
Jardim Botânico de Botucatu, Botucatu, SP
Uma área bem conhecida e estudada, dentro do campus da UNESP em Rubião Jr. Em seus limites está o Herbário Irina Delanova De Gemtchujnicov, o sexto maior do estado. No Jardim Botânico foram desenvolvidos alguns estudos sobre as aves, especialmente de alunos sob orientação da profa. Silvia M. Nishida, como este e este, por exemplo. É uma área muito boa para aprender sobre métodos de inventários de aves, e lá podem ser encontradas aves florestais endêmicas da Mata Atlântica, como o teque-teque Todirostrum poliocephalum, e aves características do Cerrado, como o soldadinho Antilophia galeata.
Jardim Botânico
Lago
Chionomesa lactea
Membros do SACI
Escola de Meio Ambiente (EMA), Botucatu, SP
Uma escola destinada a receber alunos em um ambiente natural, com ações de educação ambiental e o compromisso de sensibilizar as futuras gerações para a preservação da natureza. São preservados ambientes como o Cerrado florestas estacionais e matas paludosas, por onde as diversas trilhas permitem a percepção das diferenças entre os ambientes e seus microclimas. As aves da EMA foram estudadas pelo meu aluno Gustavo em seu TCC.
EMA
Leptopogon amaurocephalus
Tolmomyias sulphurescens
Cerrado 13 de maio, Botucatu, SP
Atualmente uma estreita faixa de uma vegetação baixa, de cerca de 5 m de altura, por vezes sem a formação de dossel contínuo. No entanto, imagens aéreas da década de 1960, bem como o acompanhamento histórico do Projeto MapBiomas indicam que esta área era composta por florestas contínuas, que sofreram fragmentação a partir da década de 1990, tornando-se um fragmento isolado já em 2000. A vegetação de Cerrado foi detectada no local a partir de 2004, quando a formação florestal passou a ser interpretada como savana pelas imagens de satélite. Um monitoramento da vegetação e estudos sobre polinizadores configuram importantes testemunhos desta icônica localidade do município.
Cerrado
Borda do Cerrado e monocultura
Formação florestal próxima
Ubatuba, SP
O berço do meu interesse na ornitologia, com suas famosas praias e matas preservadas, Ubatuba conta com diversos ambientes nos quais centenas de espécies de aves podem ser observadas. Durante a disciplina Biologia de Organismos Aquáticos, em abril de 2026, uma turma da graduação em Ciências Biológicas da Unesp de Botucatu teve a oportunidade de testemunhar a riqueza e a beleza das aves da restinga e do mangue da Praia Dura. Na ocasião, visitamos diversas praias para entrar em contato com os ambientes marinhos, de costão rochoso, estuarino, etc, e também montamos redes de neblina para demonstrar o uso desta armadilha de captura de aves, bem como o material para anilhamento individual dos indivíduos. A lista das aves do município pode ser vista aqui.
Saíra-sete-cores Tangara seledon. Foto de Isadora Marangoni
Mangue no Rio Escuro, Praia Dura
Redes de neblina no mangue da Praia Dura
Gibão-de-couro Hirundinea ferruginea
Prof. Tony e a gruta que chora, Sununga. Foto de Isadora Marangoni
Pico do Corcovado
Cadê os profs. no costão rochoso, Praia Grande. Foto de Pedro H. S. Santos
Mangue no Rio Escuro e o camarão-branco