No ano de 2017 e 2018, o PET Gestão Social dedicou-se para o desenvolvimento de uma pesquisa titulada: Formas culturais de gestão na experiência da Agricultura Familiar, tendo em vista que se trata de uma peculiaridade na agricultura familiar, pois ao contrário de grandes empresas, parte da renda gerada pela atividade exercida, se torna alimento para família proprietário. Neste sentido, buscamos compreender de que forma se dá a gestão do agricultor familiar, através de questionários aplicados em comunidades no Rio Grande do Norte. Atualmente, a pesquisa conta com 136 questionários respondidos, passados pela etapa de coleta, tabulados e apresentados os dados aos professores e discentes participantes do PET Gestão Social. A pesquisa ainda está em andamento, pois ainda não foi atingido o universo amostral desejado. Contudo, com a riqueza dos dados coletados já é possível o desenvolvimento de trabalhos. Segue abaixo algumas fotos dos petianos em campo:
No ano de 2016 até meados de 2017 o PET de Gestão Social se dedicou para o desenvolvimento da pesquisa titulada: “Interações entre a produção rural e do petróleo: uma análise dos limites e potencialidades no interior do rio grande do norte”, que teve como objetivo compreender os impactos financeiros, sociais e culturais da exploração do petróleo na vida dos proprietários da terra explorada. A presente pesquisa contou com 115 questionários respondidos e passou pelas as etapas de coleta, tabulação e apresentação de dados aos professores parceiros do PET e em seguida aos diretores da própria empresa Petrobras. Em 05 de outubro tivemos a oportunidade de apresentar dados coletados em nossa pesquisa a todos os gerentes de terra da Petrobras na região Nordeste. Com a riqueza dos dados coletados é possível o desenvolvimento de trabalhos.
Ao longo dos anos os agricultores familiares buscam alternativas para desenvolver suas práticas de reprodução econômicas e sociais. Esses atores sociais têm sido incentivados a organizar-se através de associações e cooperativas, em especial para buscar apoio e financiamento com o intuito de promover o desenvolvimento das cadeias produtivas e gerar ocupação e renda no campo. Na região Nordeste, a cadeia produtiva da apicultura está sendo inserida neste contexto e tem proporcionado desafios como mudanças nos padrões tecnológicos e nos hábitos e costumes dos agricultores familiares. Em meados da década de 1990, emergem políticas públicas que oportunizam a construção de novas vias de desenvolvimento atreladas à agricultura familiar, e que têm ajudado a resgatar e fortalecer a produção familiar e o acesso aos mercados locais e regionais, contribuindo com a geração de renda para os agricultores. Todavia, apesar dos investimentos para este público, a prática do beneficiamento com agregação de valor tem se apresentado sempre como um dos principais entraves para setor. No estado do Rio Grande do Norte, as estruturas de produção da cadeia do mel são 189 casas para extração de mel, e 03 entrepostos destes. Apenas 12 casas de mel dispõem de registro junto aos órgãos fiscalizadores dificultando o acesso dos produtos da apicultura aos mercados regional, nacional e internacional. O objetivo desta pesquisa será analisar o funcionamento das estruturas de produção que agregam valor aos produtos apícolas e o que limita ou dificulta a legalização das estruturas de beneficiamento de mel nos Territórios do Rio Grande do Norte. Trata-se de um estudo descritivo organizado em 3 etapas: a primeira trata de um diagnóstico da estrutura organizativa das 189 casas de mel, evidenciando quais as dificuldades encontram para o processo de certificação. Na segunda etapa, serão realizadas entrevistas com as 12 casas de mel certificadas para compreender sua estrutura e quais as condições que permitiram seu processo de certificação. A terceira etapa se dedicará ao estudo dos entrepostos e a interface que estabelece com os produtores de mel do estado do Rio Grande do Norte.
Pesquisas em organizações com uma abordagem etnográfica: estudos no semiárido: Projeto de construção de conhecimento no âmbito dos estudos organizacionais e administrativos via realização de pesquisas empíricas em organizações no semiárido, a partir de uma abordagem etnográfica com ênfase nos diversos temas relativos à administração. Com um trabalho deste alcance visa-se tanto ampliar o escopo das informações relativas ao campo administrativo e ao cotidiano das organizações, suas formas de gestão, seus processos de comunicação, suas histórias, sentidos dos trabalhos construídos pelos seus integrantes, relações de poder caraterizados por intersecções de raça e gênero, como esclarecer o processo mesmo de investigação etnográfica neste campo, descrevendo e sistematizando os relatos de processos de escolha de objeto, inserção e saída de campo, relacionamentos com os sujeitos pesquisados, escrita dos trabalhos científicos decorrentes, limites e aprendizados, além da descrição das vivências de estranhamento, familiaridade, desconstrução e reconstrução de conceitos, percepções e conhecimento dos pesquisadores.
No ano de 2021, o Pet Gestão Social dedicou-se ao desenvolvimento da pesquisa intitulada: Flexibilização das Relações de Trabalho na Economia do Compartilhamento: Um Estudo no Nordeste Brasileiro financiado pelo CNPq e coordenado pelo professor Jeová Torres Silva Júnior da Universidade Federal do Cariri (UFCA).
Buscamos compreender a dinâmica de trabalho dos motoristas de aplicativos a partir 01) da análise de aspectos da organização e condições do trabalho nesta nova atividade laboral; 02) da identificação das motivações para inserção dos indivíduos em trabalhos típicos da econômica de compartilhamento; 03) da compreensão das características dos novos vínculos e das relações de trabalho estabelecidas com os trabalhadores da economia compartilhamento.
Foram entrevistados dez pessoas que trabalham como motoristas de aplicativo na cidade de Mossoró – RN utilizando o critério da acessibilidade e o número de sujeitos foi determinado pelo critério da exaustão.
Os dados foram coletados por meio de entrevistas realizadas em abril com auxílio de um roteiro semiestruturado elaborado pelo grupo de pesquisa que está desenvolvendo o projeto.