O eixo receberá submissões que envolvam a reflexão sobre a formação docente a partir dos saberes da experiência, da construção da identidade profissional e da articulação entre teoria e prática. Aborda formação inicial e continuada, pesquisa como princípio formativo, desenvolvimento profissional e o compromisso ético-político da docência como educação democrática, crítica e socialmente referenciada.
O Grupo de Trabalho (GT) História da Educação no Vale do Juruá propõe-se a congregar pesquisas que abordem os processos históricos de constituição da educação na região do Vale do Juruá, no estado do Acre, considerando suas especificidades sociais, culturais, políticas e territoriais. O GT acolhe estudos sobre a história da escolarização em contextos urbanos, rurais, ribeirinhos e indígenas; formação de professores; práticas pedagógicas; cultura escolar; instituições escolares; memórias e narrativas docentes; circulação de ideias; a mulher no magistério; o homem no magistério; e experiências educativas formais e não formais. Neste eixo, serão valorizadas abordagens que dialoguem com a História Cultural, História Social, História Oral, atentando para os sujeitos históricos da região - professores, estudantes, comunidades tradicionais, povos indígenas e outros. O GT busca fomentar a produção historiográfica sobre a educação no interior da Amazônia Ocidental, contribuindo para a valorização das memórias locais e para o fortalecimento da identidade histórica e educacional do Vale do Juruá. Assim, visa fortalecer redes de pesquisa, estimular a produção acadêmica regional, promover o intercâmbio entre pesquisadores e contribuir para a preservação e valorização da memória educacional local.
O eixo contemplará investigações sobre processos de ensino-aprendizagem, desenvolvimento de produtos educacionais e formação de professores, conectando conhecimentos acadêmicos com a prática em sala de aula, na educação básica e superior, com destaque para o desenvolvimento de tecnologias educacionais, inovações pedagógicas e materiais de ensino.
O eixo discute as contribuições de Paulo Freire para compreender o diálogo como fundamento ético, político e pedagógico da prática educativa, destacando sua centralidade na formação docente e nos processos de emancipação humana.
O eixo reúne estudos e experiências que discutem os processos de aquisição da linguagem escrita e de aprendizagem da leitura em diferentes contextos educacionais, considerando suas dimensões linguísticas, cognitivas, sociais e culturais. Abrange pesquisas que problematizam concepções, métodos, políticas públicas e práticas pedagógicas relacionadas à alfabetização e ao letramento. Acolhe trabalhos que discutam a formação de leitores e escritores, as práticas de letramento em contextos escolares e comunitários, a alfabetização em contextos amazônicos e em contextos da educação do campo, indígena e ribeirinha, bem como as relações entre linguagem, cultura e território. Contempla ainda investigações sobre práticas de letramento literário, produção textual, uso de materiais didáticos, avaliação da aprendizagem e políticas de alfabetização.
O eixo acolhe pesquisas que discutem os fundamentos conceituais, teóricos, históricos e legais da Educação Inclusiva, considerando os processos sociais, políticos e educacionais que sustentam o direito à educação para todos. Abrange estudos sobre políticas públicas, marcos normativos, práticas pedagógicas e metodologias de ensino orientadas à promoção do acesso, da permanência, da participação e da aprendizagem em contextos educacionais diversos. Contempla investigações relacionadas à Educação Especial, à Educação de Jovens e Adultos, à Educação do Campo, das Águas e das Florestas, à Educação Escolar Indígena e à Educação Popular, analisando suas interfaces com os princípios da inclusão, da justiça social e da equidade. O eixo também reúne reflexões sobre formação docente, acessibilidade, recursos pedagógicos e práticas educativas comprometidas com o reconhecimento da diversidade humana e o respeito às diferenças nos processos educativos.
O eixo visa congregar pesquisas dedicadas às línguas e literaturas da Amazônia. Acolheremos trabalhos que, a partir de uma perspectiva crítica às representações coloniais, proponham reflexões acerca das manifestações discursivas de sujeitos e sujeitas que transitam pela Amazônia, com especial atenção a povos originários e populações ribeirinhas. Serão bem-vindos trabalhos que proponham discutir sobre a literatura de autoria amazônica, as narrativas de memória, o protagonismo feminino, os fenômenos da variação e do multilinguismo, e o ensino de línguas no contexto regional.
O eixo acolherá trabalhos voltados para a investigação e debate sobre as relações entre as tecnologias e os processos educativos nos diversos contextos de ensinagem, com ênfase na formação docente, nas linguagens e nas identidades regionais. Ele abrange, ainda, o estudo e o desenvolvimento de produtos educacionais, práticas de letramento digital, metodologias ativas e o uso de Tecnologias Digitais no ensino e propõe uma reflexão crítica sobre a inclusão digital, a cibercultura e os desafios éticos e pedagógicos da inteligência artificial na educação básica e superior, valorizando a inovação voltada para a realidade sociocultural do Vale do Juruá.