Fotos: Paulo Cezar Martinelli (ASC/UEM), aquivos e equipe da DCU
A Semana de Artes da UEM surgiu em 1995 com o objetivo de conectar as comunidades interna e externa da Universidade Estadual de Maringá (UEM) por meio do compartilhamento de atividades artísticas desenvolvidas no ambiente universitário. Ao longo de suas edições, o evento integrou apresentações de diversos grupos locais e ocupou múltiplos espaços culturais do município. Reconhecendo a relevância, a influência e a potência histórica da iniciativa, a Diretoria de Cultura (DCU) da UEM promoveu o resgate e a atualização da SAU em 2024, duas décadas após sua última edição. A décima edição acontecerá de 14 a 18 de setembro de 2026, com o intuito de celebrar projetos artístico-culturais cultivados tanto nas universidades paranaenses quanto na cena local de Maringá. Este ano, o evento ocorrerá simultaneamente ao 1° Fórum de Cultura UEM e ao Encontro Anual de Artes e Culturas (EAAC). Além das propostas selecionadas por meio deste edital, a programação contará com a participação de artistas convidados(as).
A X edição acontece de 14 a 18 de setembro de 2026.
Territórios das Artes
A Semana de Artes da UEM celebra, em sua 10ª edição, os Territórios das Artes, convidando a comunidade universitária e a sociedade a refletirem sobre os múltiplos sentidos que a arte confere aos espaços que habitamos. Mais do que delimitações geográficas, os territórios das artes são constituídos por memórias, encontros, afetos, identidades e modos de existência que se materializam por meio das diferentes manifestações culturais e artísticas. Ao ocupar praças, corredores, teatros, salas de aula e espaços de convivência, a arte transforma o cotidiano, amplia o diálogo entre diferentes saberes e reafirma a cultura como um direito de todos.
A ocupação dos territórios pelas manifestações artísticas é também um gesto de pertencimento, resistência e criação. Cada intervenção, espetáculo, exposição, performance ou apresentação musical produz novas formas de perceber e viver os espaços, despertando sensibilidades, promovendo o encontro entre pessoas e fortalecendo os vínculos com a comunidade. A arte reterritorializa os lugares ao atribuir novos significados às experiências coletivas, tornando visíveis histórias, vozes e perspectivas que enriquecem a vida social e cultural, constituindo-se como um dos eixos estruturantes da formação acadêmica e na experiência universitária.