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por Ângelo Santana e Gabrielly Sá
Nos meses de junho e julho, o Ministério da Saúde celebra duas importantes campanhas para a área da hematologia: o “Junho Vermelho” que incentiva a doação de sangue e o “Julho Laranja” que conscientiza quanto a anemia e a leucemia.
JUNHO - Trata-se de uma campanha nacional brasileira dedicada à conscientização sobre a importância da doação de sangue. O movimento surgiu em 2015, impulsionado pela organização social "Eu Dou Sangue", em parceria com o Ministério da Saúde e outras entidades. A escolha do mês de junho é estratégica, pois antecede o período de inverno, quando os estoques de sangue geralmente diminuem devido à queda nas doações, uma vez que muitas pessoas adoecem e viajam durante as férias escolares.
A campanha visa sensibilizar a população sobre a necessidade contínua de doação de sangue, destacando que uma única doação pode salvar até quatro vidas. Além disso, Junho Vermelho promove a importância de manter os bancos de sangue abastecidos, garantindo que transfusões possam ser realizadas em emergências, cirurgias e tratamentos de diversas doenças.
JULHO - Leucemia é o nome dado ao câncer das células sanguíneas, podendo ser classificada entre mielóide ou linfóide e crônica ou aguda. A leucemia mieloide afeta hemácias, plaquetas, monócitos, neutrófilos, eosinófilos e basófilos, enquanto a leucemia linfoide atinge os linfócitos. A leucemia mieloide aguda é mais comum em adultos e se desenvolve rapidamente. Já a leucemia mieloide crônica se caracteriza pela produção excessiva de glóbulos brancos e geralmente acomete pessoas idosas. Quanto à leucemia linfóide, a aguda é comum em crianças e tem progressão rápida e a crônica afeta maiores de 50 anos.
O diagnóstico se dá pela investigação de sinais como: anemia, leucopenia, neutropenia, trombocitopenia, que pode vir acompanhada de hematomas ou sangramentos, adenomegalia generalizada e hepatoesplenomegalia.
O tratamento da leucemia linfocítica crônica se baseia na imunoquimioterapia, a leucemia mieloide crônica é tratada com os inibidores de tirosina-quinase, e as leucemias mieloide e linfoide agudas são tratados por quimioterapia infusional.
Recentemente, vem sendo utilizado o imunoterápico blinatumomabe como uma opção de tratamento para a leucemia linfocítica aguda. Ele age se ligando às membranas das células cancerígenas e permite que elas sejam mais facilmente identificadas pelo sistema imune, tendo maior facilidade de ser combatida por células de defesa. Esse tratamento evolui com melhor sobrevida e menos eventos adversos quando comparado à quimioterapia convencional.
Para finalizar, é de suma importância salientar que essas campanhas demonstram a importância da mobilização social e do engajamento comunitário na promoção da saúde e na prevenção de doenças, contribuindo para um sistema de saúde mais eficaz e acessível para todos.
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