Encontro da Nova Consciência, fevereiro de 2021


Palavras de Acolhimento


Há 30 anos trazíamos ao mundo os “Encontros da Nova Consciência”: uma proposta ética para os próximos tempos, dizíamos. Vozes que clamamos no deserto, ainda temos sido pouco escutados...! Senão, perguntemos: Entre fevereiro de 1991 e fevereiro de 2021, quantos homicídios e estupros? Quantas guerras, quantos atentados terroristas, quantas mortes humanas nestes 30 anos? E quanta fome e quanta miséria e quantas tragédias ambientais provocadas pelo ser humano? E, ainda bem, quantas pessoas nasceram nestes últimos 30 anos? E, com elas, quantas esperanças foram plantadas e quantos sonhos estão germinando? Dizia Aristóteles, “Os espécimes se vão, a espécie permanece”. O mesmo se pode dizer de propostas e projetos: para que sejam novos sonhos, necessário que sonhos antigos e não realizados sejam sepultados. Uma utopia vai-se indo – enquanto outras estão a caminho. Se nos perguntamos, nestes 30 anos, quantas palavras e gestos de ódio foram perpetrados, haveremos que perguntar-nos, também: e quantos atos e palavras de amor foram praticados? Quantas lágrimas – mas também quantos risos? Entre pranto e alegria, continuamos optando pela Felicidade. E de entre tantas utopias que se destroem ou são construídas, optamos pela mesma eterna utopia de sempre: A Paz no mundo é possível – acaso não seja apenas utopia no coração de cada ser humano. Infelizmente, de distopia em distopia, distopias cada vez maiores...! A cada maior que seja a distopia, porém, necessária, ainda mais, uma utopia maior ainda: acaso não seja apenas utopia no coração de cada ser humano, é possível, sim, a Paz no mundo! Sejam bem vindas e bem vindos a 2021! Sejam bem vindos e bem vindas à única utopia capaz de salvar a Humanidade! Sejam bem vindos, bem vindas a este........... Encontro da Nova Consciência.

Assim, nós que Organizamos este espaço de acolhimento pacífico de todas as singularidades e diferenças, saudamos a todas e todos com as palavras de Manoel Alegre de Melo Duarte, Poeta Português, nascido em 12 de maio de 1936, as quais são também resposta a tudo que se não possa dizer “Sim”, neste mundo de maldades – e porque tudo passa como o vento, mas nossa Utopia não passará, “Trova do Vento Que Passa”:

“Pergunto ao vento que passa

Notícias do meu país

E o vento cala a desgraça

O vento nada me diz.


(...)

Mas há sempre uma candeia

Dentro da própria desgraça

Há sempre alguém que semeia

Canções no vento que passa.

Mesmo na noite mais triste

Em tempo de servidão

Há sempre alguém que resiste

Há sempre alguém que diz não.”