CONDIÇÕES ADVERSAS À PILOTAGEM
Tempo: por razões óbvias, uma motocicleta é mais vulnerável às variações climáticas do que um automóvel, como por exemplo: chuvas, neblina, cerração, enchentes, fortes ventos laterais, frio, calor, etc. Há prejuízos tanto equilíbrio da moto quanto à visibilidade, do motociclista e dos outros motoristas.
Via: buracos, ondulações, lombadas, depressões, animais (vivos ou mortos), peças ou pedaços de automóveis, areia, cacos de vidro, óleo, ou objetos sólidos encontrados na via, que representariam para um automóvel eventuais danos às rodas ou suspensões, certamente são riscos de queda para um motociclista.
Veículos: a manutenção preventiva de sua motocicleta elimina boa parte das “surpresas” que poderiam advir durante a pilotagem, mas não podemos esquecer que os outros veículos ao seu redor geralmente não se encontram em condições ideais, podendo provocar acidentes que o envolvam.
Luz: a pilotagem noturna é bastante crítica, já que a iluminação proporcionada pelas motocicletas, principalmente as de baixa cilindrada, nem sempre é a ideal, tornando-a bem menos visível pelos motoristas. Ofuscamentos por faróis contrários são mais graves para os motociclistas, por causa da viseira plástica do capacete. A presença de garupa ou cargas muito pesadas podem desfocar o farol. O fenômeno do lusco-fusco afeta a todos os condutores durante o nascer e o pôr do sol, além das entradas e saídas de túneis e serras.
Trânsito: o egoísmo, a pressa e a falta de educação encontradas no trânsito representam graves ameaças ao motociclista. As distâncias de segurança quase nunca são mantidas e o desrespeito à sinalização de advertência é uma constante, sem contar com a já citada falta de respeito à motocicleta como veículo. Os projetos, alterações e melhorias implantadas na malha viária quase nunca levam em consideração a circulação de veículos de duas rodas, os quais têm que se adaptar a elas.
Piloto: a motocicleta exige muito mais habilidade e atenção ao ser conduzida, quando comparada a um automóvel. Tanto que os melhores motoristas são também motociclistas. Isso porque, quando pilotamos uma motocicleta, nosso extinto de defesa se aguça naturalmente, pois temos que manter o equilíbrio constantemente e, ao mesmo tempo, “fugir” das ameaças que surgem de todos os lados. A maior exposição do piloto e do garupa (pela inexistência de “carroceria”) e o menor conforto de ambos (“montados” ao invés de sentados) inviabilizam o relaxamento e a distração, além de certas práticas durante a condução que, embora também desaconselháveis e até proibidas também aos motoristas, são muitos comuns, tais como: ler, falar ao telefone, comer, fumar, assistir TV, ouvir rádio, conversar, etc. A concentração ao guidão deve ser máxima e a atenção nunca desviada por qualquer motivo.