O Almonda é um rio português que nasce na Serra de Aire a 5 km a noroeste de Torres Novas, na vertente da Serra de Aire, perto de Almonda, a que deu o nome, e de Casais Martanes. No seu percurso de 30 quilómetros atravessa os municípios de Torres Novas e da Golegã onde desagua na margem direita do Tejo
O rio Almonda segue o seu curso desde a sua nascente situada em Moinho da Fonte, depois entre a Ribeira Branca e a Ribeira Ruiva, banha a povoação de Lapas, serpenteia a cidade de Torres Novas e desagua no rio Tejo, no sítio da Igreja Grande, no concelho da Golegã. No total, o seu percurso é de cerca de 30 quilómetros.
O rio é atravessado por mais de duas dezenas de pontes e teve importância decisiva no desenvolvimento agrícola e industrial do concelho de Torres Novas. Como prova disso é o facto de ainda existir ao longo do percurso do rio (pelas diversas aldeias e até mesmo dentro da cidade) antigos moinhos movidos pelas suas águas (embora grande parte deles já se encontrem em ruínas). Existe também dentro de Torres Novas uma pequena central hidroelectrica, onde se produzia electricidade a partir das suas águas. No passado, aqui se pescava abundamente, o que motivou, durante algumas décadas, a realização de campeonatos de pesca desportiva.
Actualmente, o Almonda é também palco de actividades de recreio e turismo (passeios de barco, zonas de lazer junto às margens, nomeadamente em Torres Novas).
Foi devido à proximidade de água potável que os primeiros habitantes se estabeleceram na região que hoje chamamos de Torres Novas. É por isso que o Rio Almonda é tão importante no contexto cultural da cidade.
Em tempos remotos o rio foi muito castigado por descargas da poluição feita em seu torno, deixando a água imprópria tanto para banho como para pesca e agricultura. Hoje em dia, tem-se vindo a notar que a poluição é muito mais reduzida e já se vêem pessoas a pescar (Lapas) e mesmo ao banho (na nascente, Ribeira Branca e Lapas, etc.).
Meu Rio Almonda - Valsa
Letra: Manuel Ferreira - Música: Paula Ribeiro
Óh! linda Torres Novas,
Cheia de encanto e beleza,
Já deste boas provas, ai! ai!
Da tua grande nobreza.
Óh! quem me dera nadar,
No teu Almonda formoso,
Seria como cavalgar, ai! Ai!
No cavalo mais fogoso.
Refrão:
Meu rio amado e preferido,
Mereces bem o meu amor,
Quero amar-te rio querido,
Para salvar-te da tua dor.
Lá no Castelo olhando o céu,
Peço ao Senhor p’ra te guardar,
E vou vivendo o sonho meu,
No rio Almonda, quero nadar.
Deus te guarde ó meu rio,
Da maldita poluição,
Dar-te vida é um desafio, ai! Ai!
P’ro mais nobre coração.
São tuas verdes margens,
Um encanto da natureza,
Cheias de frescas aragens, ai! Ai!
São nossa maior riqueza.