Dedilhados Alternativos

Parte I: Introdução

Por Marcos Kiehl

Uma pergunta comum que os alunos costumam fazer aos seus professores é sobre a utilização dos chamados “dedilhados alternativos”, aqueles dedilhados que costumam “facilitar” algumas passagens difíceis. Existe muita curiosidade sobre este assunto e até certa polêmica: alguns professores se opõe ao uso destes recursos, outros defendem sua utilização, e há também aqueles que se utilizam destes recursos com exagero.

Sem dúvida alguma estes dedilhados devem ser usados e até mesmo praticados da mesma maneira que são praticados os dedilhados “originais”, pois só assim eles serão realmente úteis ao flautista. Estes recursos virão enriquecer o instrumentista tecnicamente, permitindo que ele consiga vencer dificuldades e obtenha resultados melhores em sua performance, executando uma determinada passagem com maior velocidade, precisão e clareza, dominando melhor o som e o timbre do instrumento, afinando melhor, etc.

Estes dedilhados devem ser aprendidos e praticados como quaisquer outros na flauta, e de preferência sob a orientação do professor, pois é muito comum que o aluno fique um pouco preguiçoso e comece a adotá-los como se fossem os dedilhados principais, utilizando-os incorretamente em passagens onde não são realmente necessários. Mais importante do que conhecê-los é saber o momento certo de usá-los ou não usá-los!

“Dedilhados alternativos”, como o próprio nome já diz, são todos aqueles dedilhados que não pertencem à tabela de posições estabelecida pelo sistema Boehm da flauta transversal. Existem algumas tabelas que sugerem algumas posições alternativas, mas o aluno sempre fica em dúvida sobre a sua utilização: quando usar determinado dedilhado, em qual passagem, e em que sentido este dedilhado pode auxiliar. São muitos os exemplos que poderíamos discutir, pois são também inúmeras as posições e geralmente existe para cada passagem uma solução específica. Não existe uma regra, mesmo porque uma mesma passagem pode ser considerada difícil por um flautista e simples por outro. Os instrumentos também têm construções diferentes, portanto o que pode funcionar para uma determinada flauta muitas pode não servir para outra. Algumas flautas exigem que certos dedilhados alternativos sejam usados com ainda maior frequência para a correção de eventuais imperfeições em sua escala.

Mas os dedilhados alternativos não são apenas usados para facilitar passagens difíceis, na verdade eles podem ser utilizados também com outras finalidades, como corrigir ou alterar a afinação de uma determinada nota, ou para facilitar a sua emissão e controle numa dinâmica muito forte ou muito suave, e até mesmo para ajudar na estabilidade da flauta, ajudando a embocadura na execução de uma passagem difícil.

Para melhor compreendê-los podemos classificar alguns destes dedilhados de acordo com as suas funções e utilizações em basicamente cinco categorias: (Baixe no anexo desta página o arquivo em PDF para ler mais a respeito)


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Nilson Mascolo Filho,
12 de nov de 2009 04:16
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Nilson Mascolo Filho,
12 de nov de 2009 04:16