Data de postagem: Sep 22, 2011 1:38:5 PM
O Nelson e o Jardim foram pescar cedo. Antes disso teve um incidente com uma tartaruga tracajá envolvendo o Nelson sobre o qual não quero comentar. Perguntem para o Nelson.
Ficamos Jardim e eu limpando o rancho e começando a acender o fogo. Peguei o frango para fazer. Na hora não me toquei, mas por incrível que pareça, frango foi a coisa que mais comi nessa viagem. Nos rios, nos barcos, na Amazônia só nos foi servido frango. Frango ensopado, frango frito, frango, frango. Não sei se a carne bovina é cara por lá, ou se não tem na região, ou se é difícil de manter congelado. Muito frango mesmo.
Bom, de qualquer forma, peguei o tal pacote de frango temperado e coloquei na brasa. Fiquei meio receoso já que em casa ou na fazenda a gente normalmente faz carne bovina, frango sempre foi uma coisa demorara para assar, achei. Mas, ali, com tempo de sobra, tome-lhe brasa!
Como disse, a gente ficou limpando o estabelecimento. O Jardim buscou várias vezes água no rio nesses baldes de 20 litros. Fiquei na vassoura com sabão. Depois o rodo. Não é que ficou limpo?! Um abraço para todas as faxineiras!
O time voltou do rio cheio de histórias para contar. O Nelson perdeu o óculos de sol dele. Há um mistério aqui, entretanto. Disse que foi um peixe grande que puxou a vara com carretilha e escapou da mão dele. Para não dar o prejuízo pro Gilmar, dono da vara e da carretilha, vai o Nelson para dentro d'água mergulhar sem rumo e espalmando o vazio até achá-la. Achou a vara, mas perdeu o óculos.
Depois teve outra história misteriosa. O Nelson, novamente ele, voltou para o rancho com um corte no rosto, indo do canto da boca até perto da orelha. Segundo testemunhas a vara do Márcio, envergada por um peixe grande (Sempre peixe, né? Não poderia ser enrosco?) Arrebentou a linha e a vara, no seu voleio de retorno encontrou o rosto do Nelson no meio do caminho.
Resultado da pescaria, Nelson perdeu os óculos e ganhou uma cicatriz comprometedora, o Márcio perdeu o suposto peixe e o Gilmar... bom, o Gilmar pegou dois peixes de verdade. Não me lembro quais agora.
Almoçamos, tiramos aquele cochilo depois de tanto trabalho extenuante e, quando o sol esfriou, levantamos acampamento de volta para Sorriso. Ao sair do rancho era a minha vez de perder os óculos escuros! Que coisa. Hmmm, peraí, ele estava comigo na hora que estava arrumando as coisas para ir embora... hmm, deixa voltar e dar mais uma olhada. Tava em cima da cadeira da sala, o Jardim achou. Menos mal! Depois de tanta perrenga que esse óculos já passou, enfrentando o deserto do Atacama no Chile e a Amazônia, meio que me afeiçoei a ele.
Chegamos em Sorriso, saímos para comer um lanche na praça e, satisfeitos, porém cansados, fomos dormir. Amanhã é hora de voltar definitivamente para casa! Amanhã o dia tem que render. O objetivo é entrar no Mato Grosso do Sul e dormir em Sonora ou Coxim, mas antes disso teremos que pegar o trânsito violento da passagem por Cuiabá.