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[v. nota curricular em pdf anexo abaixo nesta página]
 

 

 

Com Doutoramento em Literatura Portuguesa Moderna e Contemporânea e Agregação em Literatura.

Professora da Faculdade de Letras.

 

Integrou a MRPB - Missão para o Relatório sobre o Processo de Bolonha (2003-04).

Conselheira para a Igualdade de Oportunidades do MCTES (nom. 2004).

 

Docteur en Littérature Portugaise Moderne et Contemporainne e avec Agrégation en Littérature. Professeur à la Faculté de Lettres de l'Université de Lisbonne.

 

Elle a intégré MRPB - Mission pour le Rapport sur le Processus de Bologne (2003-04).

Conseillère pour l'Égalité du Ministère pour la Science, la Technologie et l'Enseignement Supérieur (nom. 2004).

 

 

 

Distinções:

Distinctions:

 

 Diploma de Mérito Cultural atribuído pela Academia Brasileira de Filologia e pela Faculdade CCAA. Rio de Janeiro, em 17 de Setembro de 2007.

 

Medalha Municipal de Mérito – Grau Ouro atribuída por unanimidade pela Câmara Municipal de Oeiras em 7 de Junho de 2010.

 Medalha de Mérito Cultural do CLEPUL (Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias). Lisboa, 16 de Julho de 2012.


Embaixadora da Meeting Industry e da Economia do Conhecimento, “excelente e digna representante na sua área profissional” em Portugal, “Membro do Clube de Embaixadores de Cascais e da Costa do Estoril”. Cerimónia do II Encontro do CECE. Costa do Estoril, 22 de Fevereiro de 2013.


Membro Honorário do Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora (CEMD) "por reconhecidos méritos académicos e grande contributo para o estudo e divulgação das literaturas e culturas lusófonas". Centro Cultural de Cascais, 1 de Julho de 2016.
Certificado de Mérito pela relevância do seu trabalho e pelo significativo contributo para a World Communication Association - atribuição: em Agosto/2015 - entrega em Fevereiro/2017.

Distinções: Categoria “Mérito Cultural” [“pelo empenho em colaborar no fomento da Cultura com excelência e com /…/ exemplos positivos para a humanidade”] & Categoria “Autoridade Cultural” [“pelo reconhecimento do trabalho desenvolvido em prol da Cultura, comprometido com o desempenho sociocultural da Nação”]. Instituições outorgantes: Rede Mídia de Comunicação & Editora Sem Fronteiras. Atribuição: Lisboa, Hotel Pestana Palace, 16/3/2017.
Homenagem e agradecimento. Atribuição: no Colóquio Internacional Professor Manuel Sérgio, Fundação Calouste Gulbenkian, 20-21/3/2017.
Distinção cultural e agradecimento. Atribuição: no 20º aniversário do Centro de Estudos Regianos (CER). Lisboa, 10/5/2017.
Membro Correspondente do Instituto Balear de la Historia por “su seria y profesional trayectoria, así como su excelso CV”. Ilhas Baleares, 30/6/2017.

 

Centros de Investigação:

Centres de Recherche Scientifique:

Scientific Research Institutions:

 

Directora/Directrice/Director do/du/of CLEPUL (Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias) da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (2002-12). Coordenadora de Grupo de Investigação: "Literatura em Interartes".

Entrevistas:

 

  • sobre a Revista Letras Com(n)Vida, dia 11 de Outubro de 2010, às 23h, no programa "Diário Câmara Clara"  da RTP2: http://ww1.rtp.pt/multimedia/progVideo.php?tvprog=26022&idpod=45761 ;

    • CECLU (Centro de Estudos de Culturas Lusófonas) da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (desde 2003).
    • CECULBE-UNIFAI (Centro de Estudos Culturais Brasil-Europa) do Centro Universitário Assunção - UNIFAI, em São Paulo, Brasil.
    • CEHME (Centro de Estudios Históricos de la Masonería Española) da Universidade de Saragoça, Espanha.
    • CELL (Centro de Estudos Linguísticos e Literários) da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Universidade do Algarve (desde Fevereiro de 2007).
    • Centro de Literatura e Cultura Portuguesas e Brasileira da Universidade Católica (refundido em Julho de 2005 CEFI – Centro de Estudos de Filosofia) (2001-06).
    • IECC-PMA (Instituto Europeu de Ciências da Cultura - “Padre Manuel Antunes”).

      

     

     

    Instituições de Escritores:

    Institutions d'Auteurs:

    Writers Associations:

     

    Foi Presidente da Direcção da APT- Associação Portuguesa de Tradutores (2007-27/2/2013) e do Conselho Consultivo (2007-11) da CompaRes-International Society for Iberian-Slavonic Studies (2007-11), Administradora do OLP (Observatório da Língua Portuguesa), Vice-Presidente do Conselho Científico da CompaRes (2013), membro da MAG da Associação Portuguesa de Escritores, da Associação Portuguesa de Críticos Literários, etc., além de integrar os Conselhos Consultivos da Fundação Marquês de Pombal e do Instituto de Cultura Europeia e Atlântica.

     

    Présidente de l'Association Portugaise de Traducteurs. Ex-Presidente (2007-27/2/2013) et Membre du Conseil Consultif de la CompaRes-International Society for Iberian-Slavonic Studies. Administratrice do OLP (Observatório da Língua Portuguesa), Vice-Présidente du Conseil Cientifique de la CompaRes (2013), membre de l'Assemblée Générale de l'Association Portugaise d'Auteurs, de l'Association Portugaise de Critiques Littéraires, etc., aussi que des Conseils Consultatifs de la Fondation Marquis de Pombal et de l'Institut de Culture Européenne et Atlantique.


    Actualmente, é Presidente do Instituto Fernando Pessoa – Língua Portuguesa e Culturas Lusófonas (da SHIP), Vice-Presidente da Mesa da Assembleia Geral do Observatório da Língua Portuguesa e da CompaRes-Associação Internacional de Estudos Ibero-Eslavos, Coordenadora do CLEPUL (Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias), Vice-Presidente do Conselho Científico da CompaRes-Associação Internacional de Estudos Ibero-Eslavos, membro dos Conselhos Científicos da Fundação Marquês de Pombal, do Instituto de Cultura Europeia e Atlântica e do Observatório Político, das Direcções da Associação Portuguesa de Escritores e da Sociedade Histórica da Independência de Portugal (SHIP), da Sociedade de Geografia de Lisboa, da Sociedade Portuguesa de Autores, etc.

     


              

    Outras instituições a que pertence (por ordem alfabética):

    D’autres institutions d'Auteurs auxquelles appartient:

     

    Associação Cais de Culturas (membro do Conselho de Zeladores desde a sua fundação);

    Associação Cultural SOL XXI;

    Associação Internacional de Lusitanistas;

    Associação Portuguesa de Críticos Literários;

    Associação Portuguesa de Literatura Comparada;

    “Círculo de Cipião”-Academia de Jovens Investigadores

    Clube dos Embaixadores da Costa do Estoril (2012-2013 ss.);

    Fundação Marquês de Pombal;

    Movimento MIL - Movimento Internacional Lusófono (membro do Conselho Consultivo)

    P.E.N. Clube Português (membro da Direcção de 1994-2003 e de 2006-09; membro da Mesa da Assembleia Geral de 2003-2006);

    RITERM;

    Sociedade de Geografia de Lisboa

    SHIP (Sociedade Histórica para a Independência de Portugal)

    Sociedade dos Amigos de Nikos Kazantzakis (desde a fundação da Secção Portuguesa, em 1997);

    Sociedade Portuguesa de Autores.

     

    Júris de Prémios Literários

     

    ·         Aristeion Prize For Literary Translation (1998-2000);

    ·         Campeonato da Língua Portuguesa “+ Português GPS” (2010-11);

    ·         Grande Prémio de Ficção LER/Millenium BCP (2003, 2006)

    ·         Grande Prémio de Romance e Novela APE/IPLB (2007);

    ·         Grande Prémio de Romance e Novela APE/IPLB (2008);

    ·         Grande Prémio de Tradução Literária da Associação Portuguesa de Tradutores/P.E.N. Clube Português (1996-2007);

    ·         Grande Prémio de Tradução Literária da Associação Portuguesa de Tradutores/Sociedade Portuguesa de Autores (desde 2012);

    ·         Grande Prémio do Conto A.P.E./Câmara Municipal de Famalicão (1995, 2003);

    ·         Grande Prémio Revelação APE/IPLB (2005);

    ·         Grande Prémio Revelação de Poesia APE/IPLB 2004;

    ·         Prémio AUTORES–SPA/RTP (“Literatura”: Ficção Narrativa, Poesia e Literatura Infanto-Juvenil) (2010, 2011, 2012, 2013, 2014);

    ·         Prémio de Ficção Fernando Namora da Estoril Sol (III) – Turismo, Animação e Jogo S.A. (2001-2002);

    ·         Prémio de Tradução da Casa da América Latina(/BANIF )(desde 2006);

    ·         Prémio Europeu de Tradução Literária do Instituto Português do Livro e das Bibliotecas (1998-2000);

    ·         Prémio Ficção  do P.E.N. Clube Português (1990, 1993, 1995, 1996, 1997, 2007);

    ·         Prémio Revelação (Ficção), da Universitária Editora (2006).

     

     



     

     

     

     

    Publicações

     

     

    LIVROS: »»» WOOK

    ŒUVRES (essais):

    BOOKS:



     

    Eça de Queirós Cronista - do Distrito de Évora (1867) às Farpas (1871-72) (ensaio), Lisboa, Edições Cosmos, 1998 [258 pp.]. Índice

    [Nota da imprensa:] Analisando o corpus da cronística queirosiana composto pela “Chronica” do Distrito de Évora, de 1867, e pelas Farpas (As Farpas. Chronica Mensal da Política, das Letras e dos Costumes), de 1871-72, esta reflexão visa, em simultâneo:

    1. compreender a rapidez da definição do cânone cronístico queirosiano (e, por extensão, o nacional oiticentista) como consequência da definição do próprio ideário da Geração de 70, de intervenção cultural, (in)formativo do cidadão;

    2. esclarecer a dimensão (in)formativa e crítica dessa cronística através da sua elaboração retórica persuasiva, entimemática, e do seu recurso ao intertexto mais tradicional;

    3. demonstrar os mecanismos e os efeitos epistemológicos do discurso cronístico queirosiano e, através deles, a construção de uma consciência lúcida e crítica do leitor e cidadão;

    4. observar o modo como o romance do autor se gera a partir da crónica, por expansão retórica e efabulatória.

    Com esses objectivos, a obra Eça de Queirós Cronista - do Distrito de Évora (1867) às Farpas (1871-72) acaba por revelar o discurso queirosiano (cronística e romance) não apenas inscrita no projecto geracional realista, mas também informada por uma inequívoca herança do iluminista, sinalizando uma íntima continuidade entre ambos: a palavra assume uma função cívica de intervenção epistemológica junto de um público tão alargado quanto possível e o escritor que a trabalha, um lugar axial na sociedade. Mas a escrita também assume o ludismo que, bebendo numa tendência de carnavalização do literário, se projecta numa modernidade estética que literalmente manipula o signo explorando-lhe os limites simbólicos.

     

    2 Recensão de Maria Manuel Lisboa

             

    En analysant le corpus de la chronique d’Eça de Queirós composée par  "Chronica" du do Distrito de Évora, de 1867, et par les Farpas Farpas (As Farpas. Chronica Mensal da Política, das Letras e dos Costumes), de 1871-72, cette réflexion vise, en simultané :

    1. comprendre la rapidité de la définition du modèle de la chronique de l’auteur (et, par extension, le national e son époque) comme conséquence de la définition du programme de la Génération de 70, d'intervention culturelle, (in)formatif du citoyen ;

    2. éclaircir la dimension (in)formative et critique de cette chronique à travers son élaboration rhétorique persuasive, enthymématique, et sa relation avec l'intertexte le plus traditionnel ;

    3. démontrer les mécanismes et les effets episthémologiques du discours de la chronique d’Eça de Queirós et, à travers eux, la construction d'une conscience lucide et la critique du lecteur et du citoyen ;

    4. observer la façon dont le roman de l'auteur se produit à partir de la chronique, par expansion rhétorique et fictionnelle.

    Avec ces objectifs, l'oeuvre Eça de Queirós Cronista - do Distrito de Évora (1867) às Farpas (1871-72) finit par révéler le discours d’Eça de Queirós (chronique et roman) non seulement inscrit dans le projet gerational réaliste, mais aussi informé par un évident héritage de l'Illuminisme, signalant une intime continuité entre les deux: le mot suppose une fonction civique d'intervention episthémologique près d'un public aussi élargi que possible et l'auteur qui la travaille, une place axiale dans la société. Mais  cette écriture suppose aussi un ludisme qui, buvant dans une tendance de carnavalisation du littéraire, se projette dans une modernité esthétique qui littéralement manipule le signe en lui explorant les limites symboliques.

     

    By analysing Eça de Queiróz’s chronicle corpus made up of “Chronica” in Distrito de Évora, 1867) and Farpas (As Farpas. Chronica Mensal da Política, das Letras e dos Costumes1871-72), this work aims to

    1. grasp the nature of the prompt definition of the Queirosian chronicle canon (and, by extension, the eighteen-hundred century national canon) as a consequence of the definition of the 70s Generation’s philosophy itself, characterised by cultural intervention which both forms and informs citizens;

    2. enlighten the (in)formative and critical dimension of the above mentioned chronicles achieved through persuasive and enthymematic rhetoric, and the use of more traditional intertextual writing;

    3. illustrate the epistemological mechanisms and effects of Eça de Queiróz’s chronicle discourse by means of which a lucid and critical awareness is raised in readers and citizens;

    4. examine how the author’s novels spring from his chronicles by means of rhetorical and fictional expansion.

    Bearing in mind the above mentioned objectives, this work shows that Queirosian chronicles are both incorporated in the 70s Generation’s realistic project and imbued with an unequivocal legacy from the Age of Enlightenment, signalling a close continuity between the two: the written text takes on a civic function of epistemological intervention among a widespread public whereas its author takes up an axial place in society.

    But Eça de Queiróz’s chronicles also convey a playfulness that, drawing on the tendency to carnavalise the literary text, assumes an aesthetic modernity which literally manipulates the linguistic sign and explores its symbolical boundaries.

     

    No Fundo dos Espelhos. Incursões na cena literária (ensaios), Porto, Edições Caixotim, 2003 [230 pp.]. Índice

    [Nota da contra-capa:] No Fundo dos Espelhos é uma análise, por vezes interdisciplinar, de obras representativas de 16 autores da nossa modernidade (Almeida Garrett, Camilo Castelo Branco, Eça de Queirós, Cesário Verde, Fernando Pessoa, etc.), perscrutando alguns aspectos da evolução literária do Romantismo aos nossos dias, sublinhando a dimensão comunicativa dos textos e a progressiva evidenciação da sua memória estética, dos seus fantasmas e da sua construção retórica, num itinerário reflexivo sinalizado pelas legendas introdutórias dos ensaios.

     

    No Fundo dos Espelhos c'est une analyse d'oeuvres représentatives de 16 auteurs de la modernité portugaise (Almeida Garrett, Camilo Castelo Branco, Eça de Queirós, Cesário Verde, Fernando Pessoa, etc.). Parfois interdisciplinaire, cette analyse a l’objectif de mettre en évidence quelques aspects de l'évolution littéraire du Romantisme à nos jours, tout en soulignant la dimension communicative des textes et la progressive visibilité de leur mémoire esthétique, de leurs fantômes et de leur construction rhétorique, dans un itinéraire de réflexion signalé par les légendes introductoires des essais.

     

    [Blurb:]  No Fundo dos Espelhos analyses representative works of sixteen Portuguese authors from the modernity (Garrett, Camilo, Eça de Queirós, Cesário Verde, Pessoa, etc.), adopting sometimes an interdisciplinary approach. It examines some aspects of literary development from Romanticism to contemporary times and stresses the communicative dimension of the texts under discussion which progressively reveal their aesthetic memory, their phantoms and their rhetorical construction, in a reflective route signalled by the incipits of the essays. 

     

    Capítulo "Eça de Queirós: promovendo a interrogação”:

    2 Imagens e Molduras

    2 O Conde de Abranhos

    2 Recensão de Maria João Cantinho na STORM-Magazine (n.º 12), Junho/Julho/

    2 Apresentação de Teolinda Gersão

     

    Labirinto Sensível (ensaio), Lisboa , Roma Editora. 2003 [244 pp.]. Em co-autoria com Casimiro de Brito, autor da Breve Antologia Pessoal. 2.ª edição encadernada (linho gravado a ouro) e com sobrecapa a cores em 2004. Índice

    [Nota da contra-capa:]Labirinto Sensível apresenta um percurso pela obra de Casimiro de Brito, édita e inédita, através de um ensaio da autoria de Annabela Rita, de uma Antologia Pessoal do poeta e de uma Bibliografia desenvolvida. O que se evidencia são as linhas de força  da obra de um poeta que tem deambulado uma vida inteira pelos labirintos da escrita: são as vias, as vozes e as visões de um mundo que não se deixa captar, mas que o poeta vem obsessivamente transcrevivendo. Labirinto Sensível sublinha também as relações  que  a  obra  de  Casimiro    de     Brito    mantém    com    as     tradições    estéticas  

    (ocidental   e   oriental)   e   com  a contemporaneidade que, na obra deste poeta, se revela nas suas duas vertentes essenciais: o regresso às fontes e a intensidade inventiva. O que essencialmente se procura dar a ler é uma obra  in progress, labiríntica, dramática, inovadora.

     

    2 Apresentação de Teolinda Gersão

     

    Labirinto Sensível présente un parcours à travers l'oeuvre de Casimiro de Brito, soit l’édite, soit l’inédite, composé par un essai de Annabela Rita, une Anthologie Personnelle du poète et une Bibliographie développée. Ce que se prouve ce sont les lignes de force de l'oeuvre d'un poète qui a déambulé toute sa vie par les labyrinthes de l'écriture : ce sont les manières, les voix et les visions d'un monde qui ne se laisse pas capter, mais que le poète vient obsédantement transcrevivendo. Labyrinthe Sensible souligne aussi les relations que l'oeuvre de Casimiro de Brito maintient avec les traditions esthétiques (occidental et oriental) et avec son présent, qui, dans l'oeuvre de ce poète, se révèle dans leurs deux sources essentielles : le retour aux sources et l'intensité inventive. En fait, ce que Labyrinthe Sensible veut donner à lire c’est une oeuvre in progress, labyrinthique, dramatique, innovatrice.

     

    [Blurb:]  Labirinto Sensível presents an incursion into the published and unpublished work of Casimiro de Brito by looking into Annabela Rita’s critical essay, the poet’s Personal Anthology and a detailed bibliography. The book stresses the main themes of the poet’s work – a poet who has wandered his whole life through the labyrinths of writing -  the paths, the voices and visions of an intagible world but one that the poet has obsessively transcribed and lived in. Labirinto Sensível also highlights the relationship that Casimiro de Brito’s work has with aesthetic tradition (both western and eastern) and with contemporaneity which assumes two essential aspects here: return to the sources and creative intensity. Basically, the reader is provided with a work in progress which is labyrinthine, dramatic and innovative.

     

     

    Breves & Longas no País das Maravilhas (ensaios), Lisboa, Roma Editora, 2004 [237 pp.]. Índice.

    {Nota da contra-capa:] Breves & Longas no País das Maravilhas é um livro que assume desde o título a perspectiva interdisciplinar e intermedial dos seus ensaios, oscilando entre a brevidade quase cronística e o alongamento e erudição mais académicos. Como uma Alice em País de Maravilhas, a autora perscruta o outro lado do espelho, o que se camufla na superficialidade mais óbvia, na cultura, como na literatura, as duas secções em que divide a obra.

    Da identidade nacional a fenómenos mediáticos, das fronteiras entre a saúde a doença ao discurso de divulgação  científica,  da  problemática

    da escrita  e da leitura a entrevistas, de Camilo a Autran Dourado, tudo parece interessar ao seu olhar indagador, reflexivo e teorizante,  estimulando-nos pela capacidade de relacionar diferentes campos do saber e diferentes práticas artísticas. Como uma versão actual dos antigos e fascinantes “gabinetes de maravilhas” que também evoca.

     

    2 Recensão de Estela Guedes

    2 Recensão de Maria de Fátima Marinho

     

    Breves & Longas no País das Maravilhas  c’est un livre qui suppose, dès le titre, la perspective interdisciplinaire et l'intermedial de ses essais, tout en oscillant entre la brièveté presque chronistique et la longueur et l’érudition plus académiques. Comme une Alice au Pays de Merveilles, l'auteur cherche l'autre côté du miroir, ce qui se camoufle dans la superficialité la plus évidente, dans la culture, comme dans la littérature, les deux sections dans lesquelles se divise l'oeuvre.

    Dès l'identité nationale jusqu’à des phénomènes médiatiques, dès les frontières entre la santé la maladie jusqu’au discours de divulgation scientifique, dès la problématique de l'écriture et de la lecture jusqu’à des entrevues, de Camilo Castelo Branco (Portugal) à Autran Dourado (Brésil), tout semble intéresser au regard interrogatif d’Annabela Rita, réfléxion qui met en rapport différents champs du savoir et différentes pratiques artistiques. Comme une version actuelle des anciens et fascinants "cabinets de merveilles" qui sont aussi évoqués par l’auteur.

     

    [Blurb:]  This is a book that, as the very title suggests, takes on an interdisciplinary and intermedial approach, bringing together essays of an almost chronicle-like brevity and lengthier texts of a more academic and erudite nature. Like Alice in Wonderland, the author examines the other side of the mirror and what lies hidden under the surface of things in terms of culture and literature, the two sections in which she organises the book.

    From national identity to media phenomena, from the frontiers between health and disease to scientific discourse, from the question of writing and reading to interviews, from Camilo (Portugal) to Autran Dourado (Brasil), every thing seem to be of interest to this author’s inquisitive mind and we marvel at her capacity to relate different fields of knowledge and different artistic practices. Her work reminds us of a new version of the old and fascinating “cabinets of curiosities” which she also evokes.

     

     

    O Mito do Marquês de Pombal (ensaio), Lisboa, Prefácio, 2004 [117 pp.]. Em co-autoria com José Eduardo Franco.

     

    Emergências Estéticas (ensaios), Lisboa, Roma Editora, 2006 [239 pp.]. Índice.

    [Nota da contra-capa:] A imagem literária é habitada por fantasmas estéticos (literários, pictóricos, musicais, etc.) que lhe denunciam a história e a linhagem. Como o génio ou anjo da Melancolia I (1514), de Albrecht Dürer, na confluência de práticas e de saberes, rodeado de insígnias da Arte, da Ciência, das tradições esotéricas, etc., ponderando a tradição, mas também questionando-se sobre a fugacidade da Vida, a relatividade da Ciência e a quase perenidade da Arte. Em certos momentos, essa museologia íntima parece emergir e deixar-se vislumbrar: quando a Arte domina o olhar do poeta e do seu leitor. Na “hora fulva” (Mallarmé)…

    Revisitando textos de Garrett, Cesário, Sophia e Teolinda Gersão, Annabela Rita perscruta-lhes essa museologia íntima, surpreendendo-se  e surpreendendo-nos nessa descoberta da complexidade fusional que os informa. Por fim, partilha connosco a visita a um “Universo de Memórias”.

     

    2 Cerimónia de apresentação

    2 Apresentação

    2 Capítulo

    2 Capítulo

    2 Observatório da Língua Portuguesa

    2 Recensão de Ildásio Tavares

     

    L'image littéraire est habitée par des fantômes esthétiques (littéraires, imagés, musicaux, etc.) qui dénoncent son histoire et son ascendance. Comme le génie ou l'ange de la Mélancolie I (1514), d'Albrecht Dürer, au centre de pratiques et de savoirs, entouré de signes de l'Art, de la Science, des traditions ésotériques, etc., tout en réfléchissant sur la tradition, mais aussi en s'interrogeant sur fugacité de la Vie, la relativité de la Science et la presque pérennité de l'Art. Dans certains moments, ce musée intime semble émerger et se laisser apercevoir: quand l'Art domine le regard du poète et de son lecteur. Dans l'"heure fauve" (Mallarmé)...

    Tout en revisitant des textes de Almeida Garrett, de Cesário Verde, de Sophia de Mello Breyner e Andresen et de Teolinda Gersão, Annabela Rita réfléchit sur ce musée intime, en se surprenant et en nous surprenant avec la découverte de la complexité fusionelle qui les informe. Finalement, elle partage avec nous la visite à un "Univers de Mémoires".

     

    [Blurb:]  The literary image is inhabited by aesthetic phantoms (literary, pictorial, musical, etc.) which reveal its history and lineage. Take the geni or angel in Melancholoy I (1514) by Albrecht Dürer, at the convergence of practice and knowledge, surrounded by the insignia of the Arts, Science, esoteric traditions, etc., who reflects on tradition but also questions Life’s ephemerality, Science’s relativity and Art’s near perennial nature. At certain times, this inner  museology seems to emerge and show itself when Art becomes the object of both the poet and the reader’s attention. At “the golden time” (Mallarmé)  ...

    By analysing texts by Garrett, Cesário, Sophia and Teolinda Gersão, Annabela Rita looks into this inner museology and is surprised by the fusional complexity inherent to them, a discovery which surprises us too. Finally, she shares with us a visit to a “Universe of Memories”.

     

     

    Teolinda Gersão: Retratos Provisórios, Lisboa, Roma Editora (colecção “Faces de Penélope”, n.º 2), 2006 [301 pp]. Em co-autoria com Teolinda Gersão (Antologia Pessoal) e Fátima Marinho ("Teolinda Gersão: uma escrita cintilante").

    [Nota da contra-capa:] Viagem ao interior de uma obra, através de olhares da crítica e de uma "antologia pessoal" da autora. Flashes de uma escrita e retratos de uma escritora sem poses, que vê no seu rosto o de toda a gente. Retratos todavia inacabados, "balanço" apenas provisório, porque a aventura da sua escrita ainda está em curso e o imprevisto pode sempre surgir a cada novo passo do caminho.

     

    2 Cerimónia de apresentação

    2 Apresentação

    2 Observatório da Língua Portuguesa

     

    Voyage à l'intérieur d'une oeuvre, à travers des regards de la critique et une "anthologie personnelle" de l'auteur. Éclairs d'une écriture et portraits d'un auteur sans poses, qui voit dans son visage celui de tout le monde. Portraits néanmoins non finis, "mise-au-point" provisoire, parce que l'aventure de son écriture est encore en cours et l'imprévisible peut toujours apparaître à chaque nouvelle étape du chemin.

     

    [Blurb:]  A journey into the heart of an author’s work through the eyes of literary critics and the author’s “personal anthology”. Flashes of writings and portrayals by an unpretentious writer who identifies herself with ordinary people. Unfinished portrayals, though; this is a merely temporary “evaluation”, since her writing is an ongoing process and the unexpected may happen at any moment along the way.

     

     

     

    No Fundo dos Espelhos. Em visita (ensaios), Porto, Edições Caixotim, 2007 [310 pp] . Índice.

    No Fundo dos Espelhos é uma obra em dois volumes independentes, mas complementares, que fazem a travessia da Literatura Moderna e Contemporânea (sécs. XIX e XX), perscrutando aspectos da sua evolução em duas perspectivas convergentes: o primeiro, Incursões na Cena Literária, reúne incisões analíticas atentas à retórica comunicativa dos textos seleccionados; Em Visita constitui uma visita a essa evolução, entendendo a Literatura como uma casa metamórfica que acaba por se dissolver na voz poético-trovadoresca, seleccionando nela o trilho da memória que a habita (um dos temas centrais do vol. I), a sua museologia íntima, através da  visita   a   outros  textos  também

     

        Itinerário , Lisboa, Roma Editora, 2009 [pp. 232] Índice.

    Itinerário, pois.

    Porque este volume desenha um no velho e metamórfico mapa desse continente em mutação que é a Literatura, no caso, portuguesa. Delimita um território e apresenta um percurso realizado com recurso a certos instrumentos de orientação e seguindo a cronologia dos autores, oscilando entre retrato (autoral) e paisagem (textual), padrões e lugares da viagem. À margem, no litoral, vislumbram-se ilhas, excursos.

    Autores que fazem parte do Itinerário: Pe. António Vieira, Almeida Garrett, Camilo Castelo Branco, Pe. Sena Freitas, Sebastião de Magalhães Lima, Florbela Espanca, Sophia de Mello Breyner Andresen, Ruben A., Eduardo Lourenço, Miguel Barbosa, Alçada Baptista, Fernando Cristóvão, Júlio Conrado, Amadeu Lopes, Sabino, Filomena Marona Beja, Rui Nunes, José Augusto Mourão, Miguel Real, Sérgio Luís de Carvalho, Alexandre Honrado.

    Recensões:

    Fernanda Santos em Letras Com(n)Vida. Literatura, Cultura e Arte (2), Porto/Lisboa, CLEPUL/Gradiva, 2º semestre de 2010, pp. 243-244.

     F. Pires Lopes. Brotéria (5/6), Maio-Junho/2011, pp. 500-501.
    2 Fernanda Santos: Percursos e Diálogos Inter-artes: para uma ‘Cartografia’ da obra de Annabela Rita[leitura de 4 obras: Itinerário, Cartografias Literárias, Paisagem& Figuras, Focais Literárias]

     

          Cartografias Literárias, Lisboa, Esfera do Caos Editora, 2010 [pp. 198] Índice.
                                 Edição no Brasil: S. Paulo, Escrituras Editora, 2012.

    (clicar em cima da imagem para a ampliar)
    Um livro para estudantes e professores de Literatura.

    Combinando didáctica da literatura e exercício ensaístico, a autora partilha nesta obra a experiência da leitura de textos de autores de referência (Eça de Queirós, Sophia, Teolinda Gersão), esclarecendo aspectos teóricos e metodológicos do trabalho analítico até nos exemplos que apresenta: sublinha o seu movimento aproximativo de leitura, desde a moldura em ‘grande angular’ compreensiva da modernidade literária (“Territórios”), até aos rostos autorais e imagens que os textos esboçam na sua imaginação, figurações; nos “Diários de Bordo”, desdobra itinerários de leitura, distinguindo-lhe etapas em progressão de complexidade (do mais literal ao mais abrangente e esteticamente expansivo) e demonstra o raciocínio que as relaciona, assim como o movimento intelectivo em que se geram, justificam e legitimam.
    Roteiro Não Exaustivo:
    Da Literatura Portuguesa Contemporânea ·
    Da Poesia Portuguesa Contemporânea ·
    Reconfigurações da Europa na Cultura Portuguesa do Romantismo ao início do séc. XX ·
    “José Matias” (1897) de Eça de Queirós ·
    “O Silêncio” (1966) e “A Casa do Mar” (1970) de Sophia ·
    “Cidades” (2007) de Teolinda Gersão.

    Edição no Brasil: S. Paulo, Escrituras Editora, 2012

     
    2 Fernanda Santos: Percursos e Diálogos Inter-artes: para uma ‘Cartografia’ da obra de Annabela Rita[leitura de 4 obras: Itinerário, Cartografias Literárias, Paisagem& Figuras, Focais Literárias] 
     
     
      Paisagem & Figuras, Lisboa, Esfera do Caos Editora, 2011 [pp. 216]
    [texto da contracapa]
    A literatura portuguesa do século XIX até à actualidade em revisão: Garrett, Camilo, Eça, Junqueiro, Nobre, Pessoa, Sophia, Teolinda Gersão, José Jorge Letria.

    Numa perspectiva inter-artes e interdisciplinar, e usando um registo ficcional-ensaístico, a autora faz ver de um modo diferente a Literatura Portuguesa Moderna e Contemporânea, as Literaturas Lusófonas e o ensaio português da primeira década do século XXI.

    Um texto surpreendente e profundamente inovador: ficciona-se uma travessia de obras e autores como programa de trabalho, oferecem-se textos literários representativos na sua relação com a Arte Ocidental e organizam-se focais de obras em exposição marcada por referências musicais.
    LANÇAMENTO:
    2 Fernanda Santos: Percursos e Diálogos Inter-artes: para uma ‘Cartografia’ da obra de Annabela Rita[leitura de 4 obras: Itinerário, Cartografias Literárias, Paisagem& Figuras, Focais Literárias]
     
     
      Focais Literárias, Lisboa, Esfera do Caos Editora, 2012 [pp. 216]
     
    [texto da contracapa]
    As Letras, as Artes e os Mitos captados pela objetiva de uma ensaísta que vê e que faz ver de maneira diferente. Figurações da nossa identidade estética e cultural. Uma sucessão de ‘disparos fotográficos’ centrados na cena comunicativa literária e cultural desde o polémico “Juramento de D. Afonso Henriques”.

    Como numa exposição, a obra em revista textos, autores, problemáticas e casos. Escritores como Eça de Queirós, Gervásio Lobato, Fialho de Almeida, Guerra Junqueiro, Teolinda Gersão, António Cândido Franco e Gonçalo M. Tavares: da crónica à ficção, da poesia ao teatro, do texto mais modelar ao da confluência de géneros, do século XIX ao presente, analisando as transformações dos processos e das estratégias comunicativas em função das circunstâncias históricas, sociais, estéticas e culturais.

    Ensaístas como Vitorino Magalhães Godinho, Luís Machado de Abreu e Onésimo Teotónio de Almeida favorecem reflexões sobre os sentidos e as vias do trabalho e do discurso nas ciências humanas.

    E, ainda, casos da cultura portuguesa que vão dos mitos fundadores da nossa identidade nacional à Letras Com(n)Vida, fazendo um arco temporal entre o passado e o presente… multiplicam-se as possibilidades de focar a arte e a vida, a cultura e alguns dos seus casos, os rostos e as máscaras. Mosaico, puzzle ou exposição de fotogramas perscrutadores, de incisões analíticas.
     

    2 Fernanda Santos: Percursos e Diálogos Inter-artes: para uma ‘Cartografia’ da obra de Annabela Rita [leitura de 4 obras: Itinerário, Cartografias Literárias, Paisagem & Figuras, Focais Literárias]


    Luz & Sombras no Cânone Literário, Lisboa, Esfera do Caos, Lisboa, Esfera do Caos, 2014 [328 pp].  

    Notícia do Observatório da Língua Portuguesa



    [texto da contracapa]

    O Cânone Literário contempla e implica controvérsia, discordância e mudança. Aqui, a autora faz uma abordagem do conceito nos quadros ocidental, europeu, lusófono e nacional (conceitos que problematiza), assinalando a diversidade conceptual, a vertigem e dissonância das listas, a natureza de algumas delas, os problemas que se colocam na sua definição e na sua metamorfose, as suas implicações e limitações. Reconhecendo a utilidade do conceito e o mérito dos autores que o têm tratado, a autora relativiza a validade do que é habitualmente designado dessa forma em função da sua historicidade, circunstancialidade. Segundo Daniela Marcheschi, especialista de Teoria da Literatura reconhecida em Itália, “Este ensaio de Annabela Rita é um percurso original de reflexão sobre o Cânone ou sobre os cânones literários no âmbito lusófono e não apenas, através da ‘luz’ e da ‘sombra’ de um problema complexo que a cultura, ou melhor, a civilização europeia se coloca desde há muitos séculos” (da abertura do seu prefácio a Luz & Sombras do Cânone Literário).

    Das ‘grandes angulares’ aos zooms exemplificadores (entre consagrados e novos autores ou textos), Annabela Rita defende a tese da emergência e (re)configurações do(s) Cânone(s) Literário(s) no quadro das culturas nacionais e do diálogo interartístico, inscrição que o justifica, esclarece e motiva a sua transformação e variação no tempo e no espaço: cada comunidade vai (re)definindo o seu cânone à luz da hermenêutica da sua cultura e da sua estética e em função da sua perspectiva do modo como se inscreve ou concebe na ‘universalidade’.

    No caso das Literaturas Lusófonas a que dedica alargada reflexão, Annabela Rita enumera os problemas da definição do(s) seu(s) Cânone(s) e da elaboração de manuais, antologias ou colecções em que eles confluam com comparativa visibilidade: os critérios estéticos e a sua problemática e epocal relação com as molduras culturais, linguísticas, interartísticas; os casos de autores e textos que, comuns a diferentes literaturas nacionais, acabam por adquirir estranheza pela ‘intersecção referencial’ que os constitui; as questões a resolver na composição de uma antologia lusófona (de estrutura, cronologia, representação, etc.), etc..

    Enfim, como salienta Fernando Cristóvão, autor do prefácio “O cânone entre a estese e a antropologia”, é “um excelente e oportuno contributo para a elaboração de um cânone lusófono”.

     
    Ċ
    Annabela Rita,
    01/08/2017, 10:10