Atenção:
Neste local estão inseridos os arquivos referentes às diversas aulas abordadas durante o semestre. Vale ressaltar mais uma vez que o uso de livros para estudo é indispensável! Os resumos foram elaborados tomando como base principalmente o livro "Anatomia Vegetal" (Apezzato-da-Glória, B. & Carmello-Guerreiro, S. M.; 2003). Algumas imagens foram extraídas deste mesmo livro, outras foram retiradas da internet e sempre que possível terão os sites de referência e os devidos créditos. Outro livro usado para complementar as aulas foi "Anatomia das Plantas com Semente" (Esau, K.; 1986); que apresenta excelentes esquemas. O resumo da aula sobre flor foi baseado no livro "Morfologia e Anatomia Vegetal" (Souza, L. A. de; 2009). Algumas das obras acima citadas apresentam edições novas e as devidas adequações serão feitas no decorrer do semestre.
Objetivos: recordar conceitos básicos em citologia, com ênfase em células vegetais. Priorize o estudo da parede celular (que eu considero como a estrutura celular mais importante para o estudo da Anatomia Vegetal), vacúolo, plastos e membrana plasmática.
Aula 2: Tecidos meristemáticos e desenvolvimento embrionário
Objetivos:
Esta aula foi reformulada, iniciando a discussão pelos conceitos relacionados aos meristemas e depois apresentando o desenvolvimento embrionário de dicotiledôneas e monocotiledôneas. Conceitos como diferenciação, espcialização, desdiferenciação, entre outros são abordados usando-se a concepção adotada na obra de Evert & Eichhorn 2006. Atente-se às definições, pois estes termos são muito empregados em anatomia vegetal. Meristemas primários e secundários são vistos de forma concisa, objetivando principalmente traçar as diferenças entre tais tecidos e seus resultados no corpo adulto da planta.Posteriormente conservei a parte de desenvolvimento embrionário das plantas, enfatizando as angiospermas dicotiledôneas. Esta aula possui como um de seus intuitos mostrar como os tecidos vegetais se distribuem pelo corpo da planta desde o início de seu desenvolvimento. Grande parte das imagens utilizadas neste resumo foram retirados do livro "Biologia Vegetal" (Raven, P. H.; Evert, R.F.; Eichorn, S.E.; 2007).
Aula 3: Tecidos de revestimento
Objetivos:
Estudar os tecidos de revestimento primário (epiderme) e secundário (periderme) das plantas, evidenciando suas diferenças tanto com relação às origens, quanto a sua morfologia e composição celular. Na epiderme atentem-se às características de suas células que fazem com que este tecido seja eficiente na proteção da planta como um todo. Revise características dos estômatos e correlacione a posição dos mesmos com o ambiente em que a planta vive. Quanto à periderme, estude a forma como a mesma é formada, seus tecidos constituintes (uma vez que este é um tecido complexo). Leia sobre a origem e função das lenticelas. Observe como ocorre a proteção do corpo secundário de monocotiledôneas, comparando com as dicotiledôneas. Não se preocupe com as características externas da casca!
Aula 4: Parênquima, colênquima e esclerênquima
Objetivos: evidenciar as principais diferenças, tanto morfológicas quanto fisiológicas das células constituintes do parênquima, do colênquima e do esclerênquima. Atentem-se à composição celular destes tecidos, bem como suas funções. Observe também a origem de cada um destes tecidos, bem como o grau de diferenciação e especialização de suas células.
Objetivos:
Introduzir o aluno aos conceitos de tecidos complexos, evidenciando que o xilema é formado tanto por tipos celulares característicos do parênquima (no caso células de parênquima axial e radial) e do esclerênquima (fibras dos mais variados tipos), quanto por células que só existem neste tecido, e que são conhecidas em conjunto como elementos traqueais (que são representados por dois tipos de células: traqueídes e elementos de vaso). Desta forma, normalmente identificamos a região do xilema pelos elementos traqueais, o que não quer dizer que este tecido é formado apenas por este grupo de células. Além disso, serão trabalhados conceitos referentes de xilema primário (formado por protoxilema e metaxilema) e xilema secundário. Aspéctos anatômicos da madeira serão tratados de forma superficial, uma vez que a disciplina não é específica para a área de Engenharia Florestal. Enfatize também o estudo dos elementos traqueais: sua origem, as características das paredes celulares e a importância disso para as funções fisiológicas do xilema.
Objetivos:
Assim como o xilema, o floema também é um tecido complexo formado basicamente por parênquima (células de parênquima axial e radial), esclerênquima (fibras e esclereídes) e elementos crivados (células crivadas e elementos de tubo crivado), que são as células mais típicas do floema. Particularmente, entendo a dificuldade na identificação do floema em aulas práticas, uma vez que suas células de condução (elementos de tubo crivado e células crivadas) são muito parecidas com células do parênquima. Apesar de ser um tecido de condução, várias diferenças existem entre estes o floema e o xilema. Assim, ao estudar, atente-se à estas características divergentes. Conceitos referentes à floema primário (formado por proto e metaxilema) e secundário também são discutidos.
Objetivos:
O câmbio vascular é o principal meristema responsável pelo crescimento secundário das plantas. Ao estudá-lo, é importante atentar-se às características morfo-anatômicas que ajudam a diferenciar este tecido. Assim, se você é capaz de identificar o câmbio vascular, você também será capaz de dizer se uma planta encontra-se em crescimento primário ou secundário. Enfatize seus estudos nos formatos das células iniciais (tanto em corte longitudinal quanto no transversal), a forma como as derivadas crescem (crescimento intrusivo ou não) e os resultados dessas formas de crescimento. Veja o porque de raios poderem apresentar comprimentos diferentes. Analise o que significa dizer que o câmbio tem atividade estacional.
Objetivos:
Mostrar ao aluno as diferentes estruturas secretoras encontradas nas plantas. Atente-se que algumas diferentes estruturas secretoras podem produzir as mesmas secreções, bem como diferentes secreções podem ser secretadas por um mesmo tipo de estrutura secretora. Analise as estruturas de forma a diferenciar suas características morfo-anatômicas e também funcionais. Não se atenha às fórmulas químicas dos secretados.... isso pode ser estudado em outras disciplinas ou mesmo durante o desenvolvimento de pesquisas mais específicas.
Objetivos:
Apresentar ao aluno a distribuição dos tecidos na raiz. Ao estudar, atente-se às diferenças entre raízes de origem adventícea (que são as mais comuns em monocotiledôneas) e raízes de origem embrionária (que dão origem às raízes axiais das dicotiledôneas). Dentre os tecidos/regiões abordados neste tópico, enfatize a endoderme e o periciclo, destacando suas características morfo-anatômicas e funcionais. Vale destacar que tanto endoderme quanto periciclo possuem importantes funções fisiológicas que devem ser lembradas. Veja como ocorre a formação do xilema primário e depois compare com o desenvolvimento do mesmo no caule. Veja como se desenvolve o câmbio e o felogênio, estudando assim a forma como ocorre o crescimento secundário das raízes. Analise com cuidado as características anatômicas das raízes: elas vão ajudar você a distinguir es dos demais órgãos da planta!
Objetivos:
Depois de aprender as características da raíz, está na hora de comparar com o caule! Desta forma, tente encontrar o máximo possível de características distintivas entre estes dois órgãos. Com relação às particularidades caulinares, estude como diferenciar o sistema vascular de mono e dicotiledôneas. Tente compreender como ocorre a formação do xilema primário e compare com a formação deste mesmo tecido nas raízes. Verifique como ocorre a formação do câmbio vascular e do felogênio do caule. Estude as variações do crescimento secundário em caules de dicotíledôneas e monocotiledôneas (sim.... algumas espécies apresentam crescimento secundário!!!).
Objetivos:
As folhas são os principais órgãos produtores da planta, ou seja, são os orgãos que apresentam maior quantidade de parênquima clorofiliano, que é o tecido responsável pela fotossíntese (processo de produção de açúcares na presença de luz e utilizando gás carbônico e água). Desta forma, ao estudarmos a folha devemos priorizar a análise dos tecidos fotossintetizantes, de proteção (que controlam a entrada e saída de gases da fotossíntese) e de condução (que levam a água até a folha e transportam os açúcares produzidos para todas as partes da planta), uma vez que, mais do que em outros órgãos, estes três tecidos encontram-se totalmente interligados. Tente correlacionar estes tecidos também com o ambiente em que a planta vive. Neste capítulo discutiremos diferenças anatômicas entre plantas C3 e C4. Como a grande maioria dos alunos não sabem ou não estudaram ainda as diferenças fisiológicas entre estes tipos de planta, recomendo que dêem uma lida sobre o assunto no livro "Biologia Vegetal" (Raven, P. H.; Evert, R.F.; Eichorn, S.E.; 2007), que trará mais informações sobre o tema. Estude também a diferença entre folhas de sombra e de sol, bem como plantas xerofíticas e xeromorfas. Não se esqueça de dar uma olhada sobre os processos de formação das folhas!
Objetivos:
A flor é uma estrutura reprodutiva derivada das folhas. Por este motivo, grande parte dos tecidos que compõe as estruturas florais (pétalas, sépalas, pistilo, estame, etc.) são semelhantes aos encontrados nas folhas, com a diferença de que normalmente não apresentarão parênquima clorofiliano. Assim, o conteúdo anatômico das flores propriamente dito é bastante simples. As partes mais complicadas relacionadas às flores (e que são tradicionalmente estudadas em anatomia) são os processos de formação dos esporos masculinos e femininos, bem como a formação dos gametas. Desta forma, recomendo que estude bem estea processoa, correlacionando as estruturas vegetais com seus respectivos nomes. Assim, tente identificar o que é um micrósporo, um megásporo, um gameta maculino e um gameta feminino, entre outras estruturas. A nomenclatura não é das mais simples, mas prestando um pouquinho de atenção aos prefixos das palavras, e entendendo um pouco do ciclo de vida haplodiplobionte das plantas, você com certeza entenderá o processo e nunca mais esquecerá! Mais uma vez recomendo o livro "Biologia Vegetal" (Raven, P. H.; Evert, R.F.; Eichorn, S.E.; 2007) para estudar a parte de ciclo de vida. Para estudar a parte anatômica, recomendo o livro "Morfologia e Anatomia Vegetal" (Souza, L. A. de; 2009).