Apresentação
O segundo dia da Jornada Pedagógica tem como objetivo aprofundar a compreensão sobre quem são os estudantes da escola, como aprendem e quais são suas necessidades reais, utilizando dados educacionais e evidências pedagógicas para qualificar o planejamento, a prática docente e as estratégias de acompanhamento. Conhecer nossos estudantes exige leitura coletiva de dados, análise pedagógica intencional e compromisso com intervenções planejadas e coerentes com o currículo.
Ementa:
1. Sensibilização e contextualização do tema, fundamentos e tipos de avaliação diagnóstica (inicial, periódica e inclusiva), interpretação dos resultados e identificação de lacunas, elaboração de instrumentos e critérios avaliativos.
1. Análise pedagógica dos dados educacionais
Os professores devem analisar coletivamente os dados disponíveis da escola e das turmas, compreendendo o que revelam sobre os processos de aprendizagem. Por isso, o foco recai sobre a leitura crítica dos resultados, com a intenção de e evitar o uso dos dados apenas como instrumento burocrático. Esse processo deve conduzir à reflexão sobre planejamento por habilidades, ao debate qualificado sobre práticas avaliativas e à leitura crítica de planos de aula, compreendendo que os dados só fazem sentido quando orientam decisões pedagógicas concretas e organizam as ações desde o início do ano letivo.
Com o apoio das equipes pedagógica e gestora, devem ser analisados os resultados gerais da escola referentes ao ano de 2025, contemplando IDEB, CAED, SAEB, simulados da SED, painéis do Boa Vista Gestão (conforme orientações) e demais avaliações internas e externas. Também devem ser socializadas a lista de estudantes retidos no ano anterior, a lista de estudantes público-alvo da Educação Especial e a lista de estudantes em progressão parcial (Ensino Médio). A proposta aqui é oferecer um panorama realista dos estudantes da escola e subsidiar as análises pedagógicas subsequentes.
Desse modo, é possível evitar que os professores só tomem conhecimento de informações importantes sobre seus estudantes no dia do Conselho de Classe, mas, ao contrário, já possam acompanhar, analisar e intervir de forma contínua ao longo do processo pedagógico, tomando decisões mais conscientes e qualificadas desde o início do ano letivo.
2. Construção de instrumentos de avaliação diagnóstica
Com base nas análises realizadas, os professores, organizados por componente curricular, elaboram coletivamente instrumentos de avaliação diagnóstica alinhados às habilidades prioritárias do currículo e às aprendizagens essenciais. Esses instrumentos devem ser planejados para aplicação nas primeiras semanas do ano letivo, com a finalidade de levantar evidências sobre conhecimentos prévios, fragilidades e potencialidades dos estudantes.
Ao seguir esse percurso — análise de dados e elaboração de instrumentos diagnósticos — o professor já sai da Jornada com as primeiras aulas intencionalmente planejadas, pois estrutura o ensino a partir de evidências e não de suposições. Os resultados das avaliações diagnósticas devem subsidiar o planejamento, orientar as estratégias metodológicas e fundamentar as ações de recomposição das aprendizagens ao longo do período.
Checklist – Nossos Estudantes
Ao final deste dia, todos os profissionais devem ser capazes de:
☐ Compreender quem são os estudantes da escola a partir de dados e evidências pedagógicas;
☐ Interpretar resultados de avaliações externas e internas com intencionalidade pedagógica;
☐ Identificar fragilidades e potencialidades de aprendizagem que devem orientar o planejamento inicial;
☐ Elaborar instrumentos de avaliação diagnóstica alinhados às habilidades do currículo;
☐ Diferenciar critério avaliativo de instrumento avaliativo ao construir as avaliações diagnósticas;
☐ Garantir coerência entre habilidade, instrumento avaliativo e evidência de aprendizagem a ser observada;
☐ Planejar a aplicação da avaliação diagnóstica nas primeiras semanas do ano letivo;
☐ Definir como os resultados da avaliação diagnóstica serão registrados e analisados;