"(...)Uma rua começa em Itabira, que vai dar em qualquer ponto da terra.
Nessa rua passam chineses, índios, negros, mexicanos, turcos, uruguaios.
Seus passos urgentes ressoam na pedra,
ressoam em mim.
Pisado por todos, como sorrir, pedir que sejam felizes?
Sou apenas uma rua,
na cidadezinha de Minas,
humilde caminho da América(...)"
Carlos Drummond de Andrade, América.
livro: A Rosa do Povo (1945)
O papel do modelo primário-exportador brasileiro no contexto
das crises econômicas de 1929, 2008 e 2015
Questões norteadoras do grupo:
a) Quais são as vantagens e as desvantagens de contar com um modelo primário-exportador? Há mais vantagens ou desvantagens?
b) Quais são e quais têm sido as tendências indicadas pelos índices de commodities metálicos no Brasil?
c) Em que medida uma potencial crise motivada por queda na demanda internacional por commodities brasileiros afetaria o Brasil? Por quê?
INTRODUÇÃO
O presente texto visa a discutir a relevância do modelo primário-exportador brasileiro, através do estudo de caso de três grandes crises econômicas: 1929, 2008 e 2015. Sendo a mineração o tema norteador do trabalho, se abordará a presença ou ausência dessa atividade na economia brasileira, além das vantagens e desvantagens da manutenção do modelo supracitado, bem como suas permanências e transformações. Ademais, pretende-se discutir o processo de recuperação da economia do país frente a essas crises. Tendo em vista a falta de padrão em suas respostas, observa-se uma descontinuidade do processo econômico,fortemente dependente do mercado externo.
Palavras chave: primário-exportador, crises, vantagens e desvantagens, mineração
Durante boa parte de sua história colonial e no primeiro século de independência, o Brasil se consolidou como um país primário exportador. A dependência para com o mercado externo fez com que estivesse sempre à mercê de suas demandas e alterações, em detrimento das do mercado interno. Isso promoveu uma economia pautada em ciclos econômicos, que consistiam em redes de relações com base em uma monocultura. Esse formato trazia benefícios para os produtores, que lucravam muito com a exportação valorizada da matéria prima (como o açúcar e o ouro), mas também trazia malefícios na medida em que, após o fim de um ciclo, não havia base para migrar para outro. Até o século XX, o Brasil operou na mesma lógica primária-exportadora, com pequeno protagonismo do setor industrial – que só seria desenvolvido a partir da década de 1920.
Nesse período, o ciclo em questão era o do café, produzido no sudeste do país e exportado para grande parte do mundo industrial. É importante ressaltar que o centro econômico brasileiro estava nessa região, em especial no estado de São Paulo, de forma que a maior parte dos indicativos de crescimento econômico e industrial se referem a ela. De 1920 a 1928, a produção industrial paulista cresceu em uma taxa de 6,6% ao ano, subindo a média do país como um todo.
A instabilidade política e econômica na Europa pós-Primeira Guerra se refletiu em instabilidade econômica também no Brasil, indício de uma dependência do país em relação ao mercado europeu. A volta de políticas protecionistas nos países industrializados também marcou esse período, o que gerou uma retração no início da década de 1920: os cafeicultores viram seus lucros diminuírem e os preços flutuarem, o que afetou a economia brasileira.
Apesar de uma certa retração na demanda do mercado internacional pelos produtos brasileiros, no decorrer dos anos 20, as exportações continuaram crescentes. O café e o algodão – outros produtos tiveram sua produção e sua exportação enxugadas – mantiveram altos níveis de comercialização, o que gerou receita superavitária para a importação de maquinário e favoreceu a formação da indústria nacional. Atividades como a indústria têxtil e a mineração foram intensificadas, diversificando a economia.
Ao mesmo tempo, nessa década, houve uma progressiva injeção de capital estrangeiro no país, o que movimentou mais essa nova economia industrial: empresas como Ford, GE e GM, por exemplo, instalaram-se nas redondezas de São Paulo para montar seus produtos. Essa entrada paulatina do estrangeiro no Brasil gerou empregos e modificou a infraestrutura e as relações sociais. Aos poucos, o país foi se recuperando da recessão gerada pela Guerra.[Imagem 1]
Agência da General Motors em São Paulo, 1925:
É interessante ressaltar que a mineração não teve papel significativo na economia do país nesse período. Pelo contrário, o crescimento da indústria mineradora é negativo no período de 1920 a 1936, tendo seu ápice deficitário nos anos seguintes à crise de 1929. Esse crescimento só se recuperou nos anos finais de 1930.
A década de 1920, entretanto, foi importantíssima para a industrialização brasileira frente ao cenário restritivo do comércio internacional, dando condições para a recuperação do país pós-crise de 1929. Apesar do crescimento, o sucesso na produção de café durante esse período gerou um enorme excedente na sua oferta, o que, naturalmente, culminou em queda de preços. Alguns economistas dizem que, mesmo sem a crise de 1929, o Brasil ainda entraria em crise pela superprodução de café. Esse revés no ciclo econômico provocou uma grande mobilização do Estado para proteger os cafeicultores e salvar a economia, com o objetivo de aplacar a crise.
Não só a maior fonte de renda interna do país na época, o café era o estruturante de todo o aparato capitalista brasileiro; ia muito além da simples monocultura, envolvendo múltiplos setores. Trazia desenvolvimento do sistema de transporte e armazenamento, promovia pesquisas tecnológicas, movimentava centenas de milhares de trabalhadores, promovia o crescimento da malha ferroviária brasileira, entre outros. Em suma, participava da maior parte das relações comerciais e sociais no Brasil no começo do século XX. Assim, a percepção imediata que se tinha era o dever de salvar esse ciclo econômico.
O governo de Getúlio Vargas foi muito importante para a chamada “defesa do café”, fruto dessa percepção. Foi nessa época, pós- outubro de 1929, que houve as famosas queimas milionárias de sacas desse produto, visando reduzir a oferta e controlar seus preços no mercado internacional, o que gerou um aumento do gasto público. De qualquer forma, a reestruturação do Estado Novo sob o comando de Vargas e a crescente industrialização foram imprescindíveis para a recuperação dessa dupla crise. Entretanto, a “defesa do café” não foi suficiente.[imagem 2]
Queima de café em Santos, no Litoral de São Paulo, patrocinada pelo governo Vargas, no início dos anos 30: http://historiacsd.blogspot.com/2012/05/os-efeitos-da-crise-de-1929-sobre-o.html
Em um primeiro momento, após a tentativa falha de queimar o super excedente de café, o Estado passou a adotar políticas anticíclicas com a intenção de estimular a economia, entenda-se, expandir o déficit público e o crédito através do aumento de gastos e redução tributária. Isso seria sustentado pela primitiva industrialização adquirida na década anterior. Em um segundo momento, com a economia reaquecida, o Estado incorporaria uma política desenvolvimentista, promovendo o crescimento do setor industrial, então enxuto; de 1930 em diante o Brasil buscou diversificar mais sua produção e se industrializar. Um dos artifícios utilizados seria a fundação de empresas então estatais, como a Vale do Rio Doce, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e a Fábrica Nacional de Motores (FNM). Para cumprir esse projeto primeiro de industrialização e recuperação econômica, era preciso ter um Estado sólido e intervencionista que fortalecesse a indústria de base, condições que foram encontradas no primeiro governo Vargas.
Dessa forma, a recuperação da economia brasileira frente à crise econômica de 1929 não teria sido possível sem o fortalecimento da indústria nacional da década de 1920, apoiado pelo modelo primário-exportador que tinha protagonismo até então: as modificações que o ciclo do café promoveu na estrutura socioeconômica brasileira foram de suma importância para o desenvolvimento do país. Assim, nesse momento, o modelo primário-exportador foi favorável para a economia brasileira. Além disso, o Estado Novo de Getúlio Vargas também foi crucial para essa recuperação, até mesmo para semear o projeto desenvolvimentista que seria continuado nas próximas décadas.
Entretanto, não foi essa a estratégia de recuperação utilizada após a crise de 2008, crise bancária que, diferente da de 1929, não afetou a balança comercial de forma direta. Teve como principal impacto a desvalorização cambial, resultado, essencialmente, do cenário de incerteza; a falta de confiança não se restringiu aos bancos, se estendendo por toda a economia norte-americana, gravemente enfraquecida pelas políticas irresponsáveis. Visto a expressiva influência dos EUA, a incerteza passou a abranger todo o sistema bancário mundial.
O erro estadunidense não só explicitou as limitações do sistema de regulação e supervisão bancária e financeira vigentes, como abriu dubiez sobre o perfil de alavancagem, colocando em xeque toda a arquitetura financeira internacional. Na configuração do sistema financeiro em questão, os derivativos de crédito e os produtos lastreados no crédito imobiliário multiplicaram os prejuízos e redistribuíram os riscos, globalmente, para uma enorme variedade de instituições financeiras, que operavam esses derivativos conjuntamente.
A concessão dos empréstimos irresponsáveis que marcaram a crise só foi possível por causa da desregulação sistemática dos sistemas financeiros norte-americanos, presente desde a onda neoliberal dos anos 70. A quebra do gigante Lehman Brothers em setembro de 2008 marcou o caráter sistêmico da recessão: gerou a paralisação completa do mercado de crédito e a interrupção das operações interbancárias mundiais. Isto é, a insolvência de uma instituição financeira relevante suscitou numa crise de desconfiança, aversão ao risco e fuga para a liquidez, gerando um crédito escasso e seletivo. A deflação no mercado imobiliário deu início a uma deflação de ativos, afetando não só o lado financeiro, como o real da economia – fenômeno observado empiricamente no Brasil.
Uma das primeiras sequelas da desvalorização do dólar no mercado de commodities brasileiro foi o prejuízo milionário que a Sadia, uma das cinco maiores exportadoras nacionais da época, teve com investimentos em derivativos tóxicos. Foi a primeira empresa a registrar perdas ligadas diretamente à crise norte-americana. Como os estragos aumentassem, o evento culminou na fusão da companhia à Perdigão, originando a Holding BRF. Junto à Sadia, a Aracruz, grande produtora de celulose branqueada de eucalipto, também perdeu dinheiro com derivativos e declarou um prejuízo de 3 bilhões de reais no quarto trimestre de 2008. Endividada, fechou um acordo de aquisição e criou uma nova empresa. Há males que vêm para o bem: o contrato tornou a Aracruz a maior empresa do mundo em celulose, respondendo por 24% da oferta global do produto. Assim, pode-se perceber, por um lado, a crise como um ponto de inflexão para economias emergentes como o Brasil que, em direção a um cenário de maior equilíbrio, adquirem maior protagonismo.
Mas, viam-se mais espinhos do que flores. De acordo com o FMI, a queda nas exportações reais globais entre o primeiro trimestre de 2008 e o primeiro trimestre de 2009 foi de aproximadamente 15%, junto a uma queda mundial do PIB de 3,7%. No Brasil, a diferença entre o pico de crescimento e o piso foi de 9,4 pontos percentuais, entre o 2º trimestre de 2008 e o 1º de 2009. De agosto de 2007 a março de 2008, o Real se depreciou em relação ao dólar em cerca de 40%. E, é claro, houve uma redução significativa dos preços relativos dos bens comercializáveis, as commodities.
As exportações de commodities não são pouca coisa para o Brasil, respondendo por 47,7% da conta corrente do país. Um trabalho econométrico conduzido por Mirian Mayumi Abe, mestre em Finanças e Economia Empresarial, fornece dados sobre os índices mais expressivos do mercado de renda variável e os preços das commodities do Brasil na época da crise. [Imagem 3]
Essa série de gráficos deixa evidente que o país contava com vulnerabilidade externa na esfera comercial. A queda abrupta dos preços de commodities não só afetou o saldo da balança comercial brasileira, mas também a geração de renda interna, visto a importância relativa do setor primário-exportador. Assim, a renda sofre o impacto da queda das exportações; naturalmente, a dinâmica de absorção interna – consumo e investimento – é significativamente diminuída. Mais uma evidência de que a demanda interna é determinada exogenamente.
Ainda em 2008, foram aprovadas reduções de impostos sobre importações de produtos industrializados, o que enfraqueceu ainda mais a indústria nacional. Isso acirrou o processo de reprimarização, fenômeno que teve início no começo do século XXI. O país, com sua estrutura econômica abalada, abriu mão do fortalecimento de sua indústria e voltou a focar-se na exportação de commodities. Em vez disso, o crescimento sem plano a longo prazo substituiu a consolidação de seu mercado interno e sua indústria de base. Isso, no entanto, foi apenas o início.
Foi só em 2015 que o processo de reprimarização se deu por completo. Em decorrência da desaceleração da economia chinesa, o Brasil se viu na síntese de um processo que teve início nos anos 2000. Essa época trouxe progresso econômico extraordinário para a China, com uma média de crescimento do PIB de 10% ao ano. A indústria e a infraestrutura do país melhoravam e cresciam, gerando demanda acentuada por matérias-primas, dentre as quais, minério de ferro, petróleo e soja. Junto aos Estados Unidos, a China, com capital de giro aumentado, consumia e demandava commodities de forma impressionante.
A alta procura fez com que o preço de commodities ao redor do mundo disparasse, decorrência da disparidade gerada entre oferta e demanda. O Brasil então, aproveitando essa onda de crescimento chinês, resolveu surfá-la. Segundo reportagem do Jornal Nexo, as exportações com destino chinês aumentaram mais de 500% entre 2005 e 2011. O PIB brasileiro, apesar da forte decadência motivada pela crise de 2008, cresceu de forma elevada.
Observa-se no Brasil, nesse período, um movimento de priorização da exportação de commodities em detrimento do desenvolvimento da indústria nacional, não desenvolvida de forma robusta durante o boom econômico chinês. As exportações de commodities passaram a representar 65% de tudo que era exportado pelo país, segundo a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) . No entanto, a partir de 2014, a China começou a desacelerar na tentativa de uma mudança nas diretrizes econômicas, diminuindo sua demanda por commodities. Naturalmente, o preço internacional de matérias-primas como o minério de ferro, a soja e o petróleo despencou. Para via de exemplo, segundo o índice CRB/TENDÊNCIAS CONSULTORIA, o preço do minério de ferro passou de 187,18 dólares por tonelada em 2011, para 54,73 em julho de 2015. A queda do preço da soja não foi tão acentuada: em agosto de 2012, a cotação estava 1695,29 centavos de dólar por Bushel, já em julho de 2015 a mesma cotação estava a 1013,36. Essa queda geral foi uma das causas imediatas da crise que afetou o Brasil a partir do segundo semestre de 2014. Não foi, no entanto, a única: havia forte instabilidade política. Escândalos constantes de corrupção e um desequilíbrio fiscal iminente contribuíram para esse cenário.
Durante o governo Dilma, houve um aumento no padrão de consumo das famílias (a chamada “Nova Matriz Macroeconômica”). Havia-se mantido o nível de emprego e renda até as eleições de 2014. Após a reeleição, o desequilíbrio fiscal começou a ser percebido: foram divulgados resultados negativos em relação à situação econômica do país, que naquele ano teve um aumento no PIB de apenas 0,5% (indicador baixíssimo para um país emergente). Os primeiros setores a reagirem em relação aos baixos resultados da economia foram o câmbio do dólar e a Bolsa de Valores.
No ano seguinte, o PIB encolheu 3,8%, e 3,6% em 2016. A recessão acarretou no rombo das contas públicas e privadas, as taxas de desemprego dispararam, batendo 8,5% em 2015 e 11,5% em 2016; a produção brasileira caiu 18% entre 2014 e 2016, segundo o IBGE. Em resposta, a inflação anual no âmbito geral subiu também. Em 2015, por exemplo, ficou em 10,67%, bem acima da meta estipulada pelo governo, segundo o IPCA e o IBGE. Como dito anteriormente, um dos resultados da crise foi a alta do dólar. Em janeiro de 2016, a moeda americana bateu a casa dos 4 reais, o que foi favorável para a balança comercial brasileira, já que as empresas têm custo em Real e receita em Dólar.
Exportadoras como a Vale tendem a ganhar com a alta do dólar. A mineradora, no entanto, se vê desde 2014 diante de uma queda drástica no preço do minério de ferro no mercado internacional, como dito anteriormente. Segundo o Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio), em 2011 a cotação atingiu a marca de 140 dólares por tonelada para, em janeiro de 2015, cair para singelos 60 dólares por tonelada. Em contrapartida, o volume total de minério de ferro exportado aumentou em 6,13% de janeiro a setembro de 2015 em comparação ao ano de 2014 – indício de que, apesar do volume total do produto ter aumentado, o valor ganho em decorrência de sua receita diminuiu, devido à queda do seu valor no mercado internacional.
O Brasil ficou mergulhado na crise de 2014 a 2016. Os primeiros sinais de melhora foram sentidos somente após o impeachment de Dilma Rousseff, que ocasionou num aumento da credibilidade do país e confiança de empresas e investidores. 2017 teve, então, clima de recuperação econômica, ainda que lenta, com crescimento de 1% do PIB.
Todavia, segundo Laura Carvalho, doutora pela New School for Social Research e professora da USP, a renda média dos brasileiros e o nível de emprego formal ainda estão muito abaixo do patamar de 2014 comparado a 2017, de modo que ainda não se pode dizer que a crise financeira e política tenha acabado no mesmo ano. A pequena melhora foi influenciada pelas safras recorde do setor agropecuário (que não foi muito afetado durante a crise) e por algumas medidas tomadas pelo governo, como a possibilidade de saque do FGTS. Sendo assim, não houve realmente grandes melhorias na situação, já que o dinamismo no mercado interno e a geração de empregos não voltaram. Tudo isso revela a crescente dificuldade de reestruturação do país sob as diretrizes do modelo primário exportador.
CONCLUSÃO GERAL
O Brasil, dotado de extenso território e grande quantidade de recursos naturais, conseguiu aproveitar a alta demanda internacional por produtos primários e, historicamente, se concentrou em cultivar e exportar commodities. Porém, o país está sempre sujeito ao que dita o mercado internacional, sendo o exemplo mais atual a desaceleração da economia chinesa, que estimulou a reprimarização brasileira.
Sendo assim, países como o Brasil entram em crise sempre que têm sua estrutura primária-exportadora abalada. Isso leva ou a um crescimento cíclico do setor primário, ou a uma nova desindustrialização, já que o contrário se mostra menos lucrativo a curto prazo no contexto brasileiro. Considerando os diferentes desfechos de recuperação econômicas nas três crises estudadas, é possível afirmar que o mesmo modelo que gera as crises no país também é capaz de tirá-lo delas, seja pelo fortalecimento ou recuperação da indústria. Tal prática parece ser eficaz, visto que o país é um dos que mais lucra com exportação de commodities e outros bens primários no mundo, como faz com os minérios. Entretanto, a longo prazo, ela é insustentável, uma vez que, efeito do progresso na eficiência da produção, a economia mundial tem caminhado para um futuro cada vez menos dependente de exportação primária. Se isso se concretizar, o Brasil se encontrará novamente num ciclo sem continuidade.
Referências bibliográficas:
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3. Para a crise de 2015
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