V. Vinde, ó Deus, em meu auxílio.
R. Socorrei-me sem demora.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
Desdobra-se no céu
a rutilante aurora.
Alegre, exulta o mundo;
gemendo, o inferno chora.
Pois eis que o Rei, descido
à região da morte,
àqueles que o esperavam
conduz à nova sorte.
Por sob a pedra posto,
por guardas vigiado,
sepulta a própria morte
Jesus ressuscitado.
Da região da morte
cesse o clamor ingente:
‘Ressuscitou!’ exclama
o Anjo refulgente.
Jesus, perene Páscoa,
a todos alegrai-nos.
Nascidos para a vida,
da morte libertai-nos.
Louvor ao que da morte
ressuscitado vem,
ao Pai e ao Paráclito
eternamente. Amém.
Jo 20, 16-18
16 Então Jesus disse: "Maria!" Ela voltou-se e exclamou, em hebraico: "Rabuni" (que quer dizer: Mestre).
17 Jesus disse: "Não me segures. Ainda não subi para junto do Pai. Mas vai dizer aos meus irmãos: subo para junto do meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus".
18 Então Maria Madalena foi anunciar aos discípulos: "Eu vi o Senhor!", e contou o que Jesus lhe tinha dito.
Para nossa reflexão
Esse chamado pelo nome nos lembra que Jesus nos conhece profundamente. Ele não é um Salvador distante – Ele é um Deus que chama cada um de nós pelo nome, que sabe exatamente o que estamos sentindo e que deseja nos encontrar, especialmente na dor e na confusão.
"Não me detenhas..." ou, em algumas traduções, "Não me toques...". Parece duro, mas não é uma rejeição – é um convite. Jesus está dizendo que há algo maior acontecendo. Ele está no caminho de retorno ao Pai, e agora uma nova fase começa: a presença espiritual dEle entre nós. Não mais físico, mas ainda mais próximo – no coração, na fé, no Espírito.
Jesus envia Maria Madalena como a primeira mensageira da ressurreição. Uma mulher, marginalizada pela sociedade, se torna apóstola para os apóstolos. Isso é revolucionário! Mostra como Deus escolhe os pequenos, os que choram, os que amam profundamente, para anunciar a maior de todas as boas novas: "Eu vi o Senhor!"