Enquanto sociedade contemporânea, estamos acostumados a interagir, durante alguns minutos ou horas do dia, com algum meio digital. Na verdade, um subgrupo específico dos meios digitais: as redes sociais. Afinal, quem nunca acordou e foi instantaneamente abrir o Instagram para ver quantas curtidas recebeu na fotinho da noite anterior? Ou conferir o Twitter, para ver quais assuntos estão em alta?
O fato é que, entre publicações e curtidas, poucos realmente se prezam a comentar - de forma adequada - sobre o conteúdo das postagens, sejam elas cômicas, informativas ou de caráter opinativo. O porquê? Maus-comportamentos, desrespeito e ódio. Entretanto, por qual razão se destila tanto ódio virtualmente?
Segundo o psicoterapeuta e palestrante norte-americano Aaron Balick - conforme veiculado em matéria pela BBC - as redes sociais reduziriam, em teoria, a noção de vergonha. Esse mesmo princípio justificaria, por exemplo, exposições sobre situações embaraçosas da vida pessoal em um meio tão perigoso quanto a internet. Em síntese, o foco excessivo na quantidade de curtidas e comentários da postagem leva o usuário que publicou a simplesmente "ignorar" os efeitos da publicação.
No entanto, o foco desse texto não é falar sobre o ódio nas redes sociais, mas ensinar a combatê-lo. E como proceder para combater o ódio e o desrespeito virtual? Com educação, nos sentidos mais amplos da palavra.
Em primeiro lugar, é necessária a educação enquanto sinônimo de respeito com o próximo: palavras ferem tanto quanto agressões físicas; sensibilizar-se, pôr-se em lugar do receptor da mensagem é uma excelente forma de evitar linguajares ofensivos e, sobretudo, que possam magoar. Em seguida, é fundamental a educação enquanto sinônimo de ensino, de aprendizagem: para que não haja hostilidade digital, deve-se ensinar a forma correta de se manifestar, que é, em resumo, com respeito, empatia e inclusão. Por fim, emitir opiniões e tecer comentários, mesmo que críticos, é um exercício da liberdade de expressão e um direito QUE DEVE SER EXERCIDO DA MANEIRA ADEQUADA!
Opine, comente, elogie, desde que com cuidado, empatia e sobretudo respeito, porque a internet não é terra sem lei e atos de preconceito no meio digital são considerados CRIME! (Se algo assim for observado, DENUNCIE!).