"Não haveria criatividade sem a curiosidade que nos move e que nos põe, pacientemente, impacientes diante do mundo que não fizemos, acrescentando a ele algo que fazemos".
PAULO FREIRE
"Não haveria criatividade sem a curiosidade que nos move e que nos põe, pacientemente, impacientes diante do mundo que não fizemos, acrescentando a ele algo que fazemos".
PAULO FREIRE
Ser cidadão no século XXI é também ser cidadão do digital.
Vivemos em uma sociedade cada vez mais digitalizada, na qual a Tecnologia está presente em praticamente todos os aspectos da vida cotidiana. A Tecnologia deixou de ser ferramenta para se tornar ambiente. Não é mais algo que ligamos e desligamos. Ela simplesmente atravessa nossas relações, decisões e a própria forma como nos enxergamos.
Formar cidadãos digitais, portanto, vai muito além de ensinar a usar ferramentas e plataformas. É cultivar criticidade, responsabilidade e empatia em um espaço onde os limites entre público e privado, real e virtual, estão cada vez mais tênues.
Cidadania digital significa saber compartilhar com ética, proteger a própria privacidade, dialogar com respeito e discernir entre informação e manipulação. Significa reconhecer que cada clique é também um ato social, que deixa marcas e influencia o coletivo.
Diante desse cenário, preparar nossos estudantes para os desafios e oportunidades do mundo contemporâneo é fundamental e, no Brasil, há um amplo conjunto de leis e diretrizes que qualificam este trabalho. Podemos citar, em retrospecto: o Plano Nacional de Educação 2026-2036 (Lei nº 15.388/2026), o ECA Digital (Lei nº 15.211/2025), a Estratégia Brasileira de Educação Midiática (2025), a Lei de restrição ao uso de celulares nas escolas (Lei nº 15.100/2025), a Política Nacional de Educação Digital (Lei nº 14.533/2023), a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (Lei nº 13.709/2018), o Programa de Combate à Intimidação Sistemática - Bullying (Lei nº 13.185/2015), o Marco Civil da Internet (Lei nº 12.965/2014), entre outras. Nas diretrizes de educação, devemos citar em especial o Complemento da BNCC sobre Computação (2022) e a BNCC - Base Nacional Comum Curricular (2017). Mais recentemente, a Resolução nº 2/2025 do Conselho Nacional de Educação harmonizou as diretrizes e estabeleceu a Cidadania Digital como “dimensão estruturante das competências e habilidades relacionadas à educação digital e midiática” (...).
Ao integrar as tecnologias ao processo de aprendizagem, nossos estudantes desenvolvem competências essenciais, como pensamento crítico, resolução de problemas, criatividade, colaboração, comunicação e segurança digital. Essas habilidades são fundamentais para que possam atuar de forma autônoma, responsável e inovadora, contribuindo para a construção de uma sociedade mais justa, ética e inclusiva.
Na Escola Parque, compreendemos que o uso ético e criativo das tecnologias digitais é mais do que uma vantagem profissional: é uma necessidade para a formação de cidadãos críticos, ativos e preparados para a vida em sociedade e para o mundo do trabalho. É preciso entender, não apenas, como utilizar as ferramentas, mas também refletir sobre seus impactos, limites, cuidados e a melhor forma de se relacionar com elas. Ajudar crianças e jovens a entenderem que sua presença online é tão significativa quanto sua presença física e que, no digital, também se constrói reputação, comunidade, solidariedade e democracia, é função do adulto na parceria escola/família.
Da Educação Infantil...
Ao Ensino Médio