Em 1962, foi publicada a Lei nº 4.084, que dispõe sobre a profissão de bibliotecário e regula o seu exercício. Naquele mesmo ano, quando atuava como Presidente desta Casa o Desembargador Plínio Mariani Guerreiro, foi nomeada Maria Miranda Carvalho Brito, a primeira bibliotecária do TRE da Bahia.
O Tribunal ocupava várias salas no andar térreo do Fórum Ruy Barbosa. Com o passar dos anos, a biblioteca transferiu-se para o porão do prédio, próximo ao local onde ficavam os presos que aguardavam julgamento.
Naquela época, a bibliotecária, sem contar com auxílio de qualquer outro servidor, catalogava os livros, datilografava as fichas, organizava o fichário em ordem alfabética e atendia às solicitações dos usuários.
Com a mudança de sede do Tribunal para a Avenida Vasco da Gama, em 1981, eram melhores as condições físicas para realização dos trabalhos. Entretanto, a biblioteca ainda ocupava um local pequeno, com acervo modesto, e continuava sem oferecer aos usuários as informações necessárias tanto ao aperfeiçoamento dos serviços quanto para subsídio ao público especializado.
Somente em 1995, com o projeto de organização da COJUD, a biblioteca teve o quadro de servidores ampliado, incrementou seu acervo bibliográfico e diversificou os produtos e serviços oferecidos ao público em geral.
Em 1º de julho de 2005, a biblioteca do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia teve suas instalações transferidas do 1º andar para o térreo do edifício-sede, no Centro Administrativo, ganhando acomodações mais amplas e confortáveis. A Coordenadoria de Jurisprudência e Documentação - COJUD, que compreendia as Seções de Biblioteca e Legislação, Editoração e Memória e a de Jurisprudência, passou a ter salas específicas para realização dos trabalhos de editoração e de memória, além de depósito para guarda de diários e outras publicações. As novas instalações permitiram ainda a ampliação da área de exposição do acervo bibliográfico e a inauguração de sala reservada para leitura, o que tornou a biblioteca um local muito mais funcional e aconchegante.
A instalação do software de gerenciamento e automação de rotinas de biblioteca, ALEPH 500, em 2006, proporcionou a integração das bibliotecas jurídicas do TSE e regionais, formando a Rede de Bibliotecas da Justiça Eleitoral (REJE). Permitiu também consultas ao acervo, além da realização de renovações e reservas via web.
Em 16 de julho de 2008 recebeu a denominação de Biblioteca Desa. Ruth Pondé Luz, em homenagem a primeira mulher a exercer a Presidência desta Corte.
Atualmente em decorrência da Resolução Administrativa nº 05/2013, que fixa a nova estrutura organizacional do Tribunal, a Biblioteca integra a Seção de Biblioteca, Informação e Memória (SEBLIM), subordinada à Coordenadoria de Gestão Documental, Informação e Memória (COGED) da Secretaria de Gestão Administrativa (SGA).
Embora especializada em Direito Eleitoral, a Biblioteca possui em seu acervo obras das diversas áreas do Direito, bem como Ciências Humanas, Contabilidade, Informática, Recursos Humanos, dentre outras. Conta também com um acervo de obras literárias do Clube de Leitura, projeto que visa estimular o gosto pela leitura.