Esta fase envolve a coleta de informações durante encontros regionais com servidores e membros do MPRN, onde foram discutidos os principais desafios internos. Para isso, são feitas duas perguntas fundamentais: "Qual o maior desafio da unidade?" e "Qual o maior desafio do MPRN?". Os dados coletados foram tabulados e analisados, culminando na seleção de um único desafio prioritário: a sobrecarga de trabalho e alta demanda de processos.
Síntese dos Resultados da Pesquisa
A pesquisa teve como objetivo identificar os principais desafios na atuação das unidades e do MPRN. A análise das respostas em texto livre revela que os temas mais recorrentes estão relacionados à "sobrecarga de trabalho" e ao "grande volume de processos".
Nas respostas referentes aos desafios enfrentados pelas unidades individuais, as palavras-chave relacionadas à "sobrecarga de trabalho" apareceram 32 vezes, enquanto as relacionadas ao "grande volume de processos" foram mencionadas 33 vezes. Quando os respondentes abordaram os desafios no âmbito do MPRN, a "sobrecarga de trabalho" foi mencionada 26 vezes, e o "grande volume de processos" apareceu 6 vezes.
Esses resultados indicam que tanto as unidades individuais quanto o MPRN percebem desafios significativos em termos de carga de trabalho e quantidade de processos que precisam lidar.
A segunda fase do programa Co-Lab do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), denominada "Co-Criação de Soluções", é uma etapa crucial voltada para a busca de respostas aos desafios previamente identificados pela instituição.
Esta fase centraliza-se na realização de uma oficina colaborativa, com o objetivo de encontrar soluções para desafios institucionais. O processo busca integrar diferentes instituições para a construção conjunta de alternativas para enfrentar os desafios considerados prioritários pelos integrantes do MPRN.
A oficina contou com a participação de representantes internos do MPRN, como promotores, procuradores e servidores, e também de atores externos de outras instituições, como a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN), o Tribunal de Contas do Estado (TCE) e a Justiça Federal (JFRN).
Durante a oficina, os participantes foram instigados a mergulhar nos desafios apontados pelo MPRN, que foram colhidos durante os Encontros Regionais. A discussão partiu do aumento crescente de demandas judiciais que impactam o Ministério Público. Este momento proporcionou trocas ricas com colegas de diferentes áreas e setores, tanto do MPRN quanto das instituições convidadas.
A partir da análise aprofundada do que gera as dificuldades e da identificação de possibilidades, o período da tarde da oficina foi dedicado à construção das possíveis soluções para os problemas enfrentados.
A participação de atores externos e o diálogo com o público interno são considerados essenciais para inovar e solucionar problemas existentes na instituição. Envolver outras instituições amplia o alcance das discussões e aumenta a capacidade de oferecer respostas à sociedade, que é o propósito principal do órgão. A colaboração externa, como a da UFRN, contribui com conhecimentos técnicos de gestão pública, ajudando a identificar dificuldades, priorizar ações e otimizar respostas. Essa fase permitiu pensar tanto nas necessidades atuais quanto em soluções para mitigar desafios futuros.
A identificação dos desafios e a co-criação de soluções servem como base para a última etapa do programa, que consiste na implementação da solução desenvolvida, buscando proporcionar sua aplicação no contexto do MPRN.
A etapa de "Implementação da Solução" representa o ponto crucial onde as ideias e os planos concebidos nas fases anteriores de identificação e co-criação se materializam em ações concretas dentro do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN). Este estágio exige um planejamento estratégico detalhado e uma execução cuidadosa para garantir que a solução escolhida para mitigar o desafio seja integrada de forma eficaz e sustentável na rotina institucional.