Em certo sentido, uma “cultura vocacional” envolve esperança. De alguma forma, intuímos a necessidade e queremos que se torne realidade. Há alguns lugares onde há sinais mais claros dessa transformação; e sabemos, com fé e esperança, que essa é a direção que devemos seguir, inclusive quando os frutos não são completamente visíveis7.
Queremos convidar todos os Lassalistas a contribuírem na criação de uma “cultura vocacional” em qualquer ambiente no qual se encontrem. Esse convite está dirigido a todos, cristãos ou não, pobres ou ricos, àqueles que vivem o carisma lassalista e aos que não o vivem.
“Todos” é uma palavra fundamental para os cristãos e, portanto, para os Lassalistas, já que seus esforços sempre devem ser inclusivos. A palavra “todos” lembra as palavras de São Paulo no começo das Meditações para o tempo de retiro, que João Batista de La Salle escreveu para todos os educadores: “Não somente Deus quer que todos os homens cheguem ao conhecimento da Verdade; quer também que todos se salvem”8. O conceito também está presente na constituição Lumen Gentium do Vaticano II: “Se, portanto, na Igreja nem todos são provenientes do mesmo caminho, todos estão chamados à santidade”9. Inclusive se não estamos caminhando pelo mesmo caminho, todos partilhamos uma vocação comum à santidade, quer dizer, viver plenamente nossa vocação humana e cristã.
7 Cf. MARTOS, J. C., Ide e plantai. Duas tarefas vocacionais urgentes e prioritárias. Madri: Edições Claretianas, 2017.
8 Cf. MTR 193, 1 e 193, 3, citando São Paulo em 1Tim 2, 4.
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