Todos sabemos que entre os séculos XVI e XIX ocorreu um forte período de escravidão no Brasil. Inicialmente, os europeus escravizavam os indígenas, os povos nativos do Brasil. Porém, os indígenas não eram imunes a maioria das doenças, sendo assim, muitas epidemias ocorreram levando-os a morte. Então, os portugueses decidiram escravizar um outro povo: os africanos. Quando trazidos para o Brasil, eram tratados como mercadorias. Chegando aqui, trabalhavam muito duro, eram tratados muito mal e tinham pouquíssimas horas de descanso. Eles trabalhavam de 12 a 15 horas por dia; começavam entre 4 e 5 horas da manhã e iam até o anoitecer. Por vezes, as manhãs dos feriados e domingos eram usadas no conserto de cercas, estradas e em outros serviços.
A alimentação dos escravos dentro das fazendas era muito ruim, o que causava problemas de saúde e envelhecimento precoce. Geralmente, eles recebiam uma cuia de feijão e uma porção de farinha de milho ou de mandioca.
Os africanos foram trazidos para trabalhar nos engenhos de cana-de-açúcar, mas acabaram trabalhando nas minas, na agropecuária, no tropeirismo (faziam atividades comerciais de uma região à outra), zelavam e tratavam os animais que carregavam mercadorias.
E também existiam os escravos que prestavam serviços, esses escravos ganhavam pelo trabalho, eles eram: carpinteiros, barbeiros, sapateiros, alfaiates, ferreiros, marceneiros, e mais. As mulheres também trabalhavam, normalmente como amas de leite, doceiras e vendedoras ambulantes.
Muitas vezes, os escravos eram castigados por motivos desnecessários. E não eram castigos simples, e sim muitos pesados. Dentre as formas de castigo estavam, a palmatória, as chicotadas, a máscara de flandres e a gargalheira.
Mas, havia uma forma de se tornarem trabalhadores livres, eles deviam trabalhar para ganhar um dinheiro a mais e assim, se tivessem a permissão, podiam comprar a carta de alforria (liberdade).
Aqui fizemos um vídeo explicativo, com um quizz no final!! Aproveitem e espero que gostem!!
Por: Laura Otranto (Nº14), Letícia Baggio (Nº16), Letícia Grimaldi (Nº17), Manuela Chacon (Nº19) e Mariana Bolzani (Nº21).