A prática do jogo eletrônico fornece um ambiente muito rico de aprendizado. Quando a criança se interessa por um determinado jogo, ela precisa primeiro aprender as regras e aceitar as penalizações, o que exercita nela o sentido de ordem. Por mais que ela queira muito ganhar, ela precisa seguir as regras e ter um bom rendimento para alcançar seu objetivo.
Uma vez que ela entende a mecânica do jogo, essa criança então começa a usar a criatividade para tirar o melhor proveito nesse ambiente, visando sempre alcançar seu objetivo. São raras as pessoas que iniciam um jogo sem ter o intuito de vencer, ou chegar ao final. Para isso, o jogador precisa entender muito do jogo, ter boas estratégias para poder completar seu objetivo. Muitas dessas decisões envolvem raciocínios lógicos, o que exercita esse tipo de pensamento nas crianças. Além, é claro, de ser necessário tomar essas decisões em curtíssimos espaço de tempo, ou seja, as crianças se tornam hábeis em tomar decisões.
Muitos desses jogos são realizados em equipe, o que insere a criança em um ambiente colaborativo, onde ela precisa aprender não só a jogar bem, mas a se comunicar bem e ter estratégia de grupo. Com certeza isso vai criar uma tensão maior, o que vai ensinar a criança a como controlar suas emoções em situações de estresse. Mas é óbvio que para uma criança tirar total proveito disso tudo, ela precisa ou ter uma ótima percepção ou ter alguém com ela esclarecendo esses acontecimentos. E isso é a base de qualquer processo educacional.
Para o meu discurso não ser tendencioso, não posso deixar de alertar que tudo que é bom também tem seu lado ruim, como tudo na vida. A prática de jogos eletrônicos passiva, onde o jogador não aprende com seus atos, não traz benefícios. Seria o mesmo que sentar na frente da TV por horas pensando em nada. Muitos jovens também optam por jogar videogames como uma fuga da própria vida. Crianças que convivem em lares violentos, que não conseguem fazer amizades, que sofrem por alguma coisa, podem encontrar nesses ambientes uma espécie de retiro, e nesses casos é importante ficar atento e procurar a ajuda profissional adequada. E sem contar, é claro, no equilíbrio. Por mais que seja benéfico, não implica que seja adequado passar um tempo imenso apenas jogando. Afinal, a vida é repleta de tantas coisas!