Agustina Bessa-Luís nasceu a 15 de outubro de 1922, em Vila-Meã, Amarante, e faleceu no Porto, a 3 de junho de 2019. Foi uma das mais importantes escritoras portuguesas contemporâneas.
Desde muito jovem, revelou interesse pela leitura e pela escrita. Estreou-se na literatura em 1948, com a obra Mundo Fechado, mas foi com o romance A Sibila, publicado em 1953, que alcançou grande reconhecimento.
A sua obra é marcada pela profundidade das personagens, pela análise da sociedade e pela influência das suas vivências, sobretudo na região do Douro.
Para além de romancista, destacou-se como dramaturga, guionista, ensaísta, biógrafa e autora de literatura infantil. Várias das suas obras foram adaptadas ao cinema, em particular pelo realizador Manoel de Oliveira.
Ao longo da sua carreira, recebeu numerosos prémios e distinções, deixando um legado fundamental na literatura e na cultura portuguesas.
Obras de destaque: A Sibila, Fanny Owen, Vale Abraão e A Corte do Norte.
A sua escrita continua a inspirar leitores e a afirmar a importância de Agustina Bessa-Luís na literatura portuguesa.
Num tempo em que a tecnologia está a transformar a forma como aprendemos, criamos e partilhamos conhecimento, o Mês Internacional da Biblioteca Escolar 2026 convida os alunos a explorar o poder duradouro das bibliotecas, o prazer da leitura, as possibilidades da inteligência artificial e a importância da imaginação e das relações humanas.
António Lobo Antunes [1942-2026] nasceu em Lisboa, em 1942 e foi um dos autores contemporâneos mais importantes da literatura portuguesa.
Estudou na Faculdade de Medicina de Lisboa e especializou-se em Psiquiatria, tendo exercido, durante vários anos, a profissão de médico psiquiatra, profissão que abandonou uns anos mais tarde, para se dedicar em exclusivo à literatura. Em 1970 foi mobilizado para o exército. Embarcou para Angola no ano seguinte, como médico militar, durante a guerra colonial de Angola, entre 1971 e 1973.
Durante esse período, trocou cartas com a sua primeira esposa, Maria José Lobo Antunes. Essas cartas foram reunidas em D'este viver aqui neste papel descripto: cartas da guerra.
Em 1979 publicou os seus primeiros livros, Memória de Elefante e Os Cus de Judas, seguindo-se, em 1980, Conhecimento do Inferno. Estes primeiros livros transformaram-no imediatamente num dos autores contemporâneos mais lidos e discutidos no âmbito nacional e internacional. A partir de então, publicou mais de três dezenas de romances e cinco volumes que reúnem as suas crónicas publicadas semanalmente na revista Visão.
Ao longo dos anos, António Lobo Antunes foi por diversas vezes nomeado para o Prémio Nobel da Literatura e, embora não tenha recebido este galardão, recebeu diversos prémios nacionais e internacionais, tais como: Prémio Camões e Prémio Europeu de Literatura, na Áustria.
Em 2018, Lobo Antunes passou a integrar a Biblioteca Plêiade, sendo o segundo autor português a integrar esta prestigiada coleção francesa, depois de Fernando Pessoa, em 2001.
A 5 de março de 2026, António Lobo Antunes morreu na sua cidade natal.
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