Finalizando o processo de avaliação do atleta Felipe Freitas da Silva é essencial recapitular as várias etapas de prática e conclusão atenciosamente tomadas.
Iniciamos todo este estudo com testes de corrida. Primeiramente, foi feita a corrida de 24 metros em que sua velocidade e aceleração foram determinadas através do seu tempo indicado no cronômetro e a medição do comprimento da corrida. Logo após esta corrida, dois de nossos integrantes do grupo se encarregaram de medir manualmente a frequência cardíaca e respiratória do Felipe. Seguimos o mesmo procedimento para a corrida de 35 metros. O último teste foi o chamado “beep test”, efetuado com auxílio de um áudio programado do YouTube.
Para que estes testes realmente tenham propósito na interpretação final, a análise dos dados obtidos é fundamental. O resultado da corrida de 35 metros colocou Felipe na categoria de “pobre”. Isso significa que suas fibras rápidas/brancas para atividades intensas e curtas não são extraordinárias. Além desta corrida, o “beep teste” realizado trouxe resultados sobre seu VO2 máximo. Posteriormente, a comparação deste dado a uma tabela informativa, Felipe foi categorizado como “pobre” novamente. Isso indica que suas fibras lentas/vermelhas para atividades longas não se destacam.
Aprofundando mais cientificamente, além dos tecidos musculares, o sistema nervoso periférico atua por trás destes testes. No repouso, com 80 batimentos cardíacos por minuto, o sistema parassimpático está atuando fortemente enquanto o simpático só fica altamente ativo depois do exercício. Já no minuto seguinte, quando existe uma queda rápida na frequência cardíaca do nosso atleta, o sistema parassimpático está mais ativo. Começa a existir um balanceamento entre esses dois sistemas assim que uma estabilidade é atingida.
No caso do nosso atleta, de acordo com os três gráficos que nos informa a recuperação cardíaca de nosso atleta, a partir do segundo minuto, atinge-se uma frequência contínua que dura em média até o minuto 4. No ‘’beep test’’, são recuperados 36 batimentos depois do primeiro minuto após o exercício. Isso nos traz a informação de que na classificação da recuperação cardíaca ele se encaixa na categoria ‘boa’’.
O Felipe não mostra muita diferença nas suas respectivas categorias pois não tem uma predominância de um tipo específico de fibra muscular, porém usando a fórmula que estima a frequência cardíaca máxima percebemos que o nosso atleta poderia realizar uma melhor performance no beep test em comparação ao que foi feito. E devido a sua composição corporal, mesomorfo, nosso atleta terá tanto a capacidade de obter, se necessário, uma hipertrofia muscular rápida, enquanto será capaz de perder massa gorda mais rapidamente (se esse for o caso).
Assim, ele mostra ser um atleta valorizado pela sua resistência e não pela sua capacidade de corridas rápidas. Por isso, podemos concluir que a melhor posição que mais se adequa às capacidades físicas e resultados do atleta é a de volante (defensive midfielder).