Olá, professor(a)!
Agora, propomos um momento de reflexão sobre a importância do trabalho colaborativo na equipe escolar, buscando um olhar integrado para a aprendizagem dos estudantes. Para tanto, inicie lendo a tirinha abaixo:
Fonte: https://projetopaideia.wordpress.com/2016/02/19/os-movimentos-da-educacao-brasileira/
Após a leitura da tirinha, reflita sobre a seguinte questão:
Como o trabalho colaborativo da equipe escolar pode nos ajudar a encontrar “Manolitos” em nossas escolas?
A proposta deste momento está relacionada à compreensão de que os indicadores escolares partem do dia a dia da escola e da relação do processo de ensino e de aprendizagem. Nesse sentido, é relevante conhecer, entender, interpretar e usar essas informações advindas tanto dos dados quanto das evidências, para a tomada de decisão e acompanhamento do aprendizado dos estudantes.
Para embasar nossas discussões acerca de dados e evidências, trazemos uma diferenciação elaborada por Sasseron e Carvalho (2014):
Partimos do entendimento de que dados são informações obtidas em experiências concretas: podem ser experimentos manipuláveis que geraram dados empíricos, e, também, podem ser discussões previamente estabelecidas em que ideias foram construídas e, as mesmas, agora, serão utilizadas como dados. As variáveis vão sendo identificadas no processo de análise dos próprios dados e de situações ponderadas no estudo deles. As evidências também são informações obtidas por meio de experiências prévias, mas o que as diferencia dos dados é o fato de não serem diretamente observáveis: existe a necessidade de um estudo sobre os dados existentes para se obterem as evidências (Sasseron; Carvalho, 2014, p. 397).
Levando em consideração a diferença entre dados e evidências, propomos o seguinte questionamento: onde estão os dados escolares? Os dados podem ser obtidos a partir de processos avaliativos intra e extraescolares. Desse modo, avaliações intraescolares são produzidas e aplicadas dentro do contexto escolar, com o objetivo de diagnosticar e acompanhar a aprendizagem, bem como classificar os estudantes. Já as extraescolares são avaliações produzidas externamente, como os processos avaliativos do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA) e o Sistema de Avaliação da Educação Básica de Mato Grosso do Sul (SAEMS). Todos esses programas e sistemas avaliativos têm o objetivo de aferir a proficiência dos estudantes e, a partir disso, dar subsídio às ações que buscam melhorias educacionais.
No espaço escolar, além das avaliações internas, temos outros instrumentos que nos permitem compreender o grau de desenvolvimento do aprendizado dos estudantes, com ações como o pré-conselho, o conselho de classe, o Recuperar para Avançar, os relatórios do SGDE, as metodologias ativas e as avaliações diversificadas. Essas são pautas oportunas para refletir, de forma qualitativa, sobre os resultados, por meio da autoavaliação do estudante e do replanejamento das ações, pela equipe escolar.
De acordo com o Currículo de Referência de Mato Grosso do Sul, a garantia dos direitos de aprendizagem e a equidade do ensino estão intrinsecamente ligados ao olhar atento da equipe escolar, particularmente do(a) professor(a), em relação às especificidades de sua turma, contemplando metodologias e instrumentos avaliativos que respeitem e valorizem as especificidades de cada estudante.
Em suma, podemos dizer, então, que os indicadores escolares que resultam das avaliações externas e internas produzem dados e evidências das aprendizagens e são extremamente valiosos para a equipe escolar. Dessa forma, o olhar atento da equipe permite compreender melhor as especificidades de cada estudante. O conhecimento, a análise e a utilização desses resultados torna mais evidente o desempenho e a proficiência de seus estudantes, bem como a identificação dos “Manolitos” da unidade escolar. Assim, destaca-se que os dados escolares já fazem parte do cotidiano da sala de aula e podem ser consultados a qualquer momento, possibilitando uma melhor orientação de ações do dia a dia, de forma mais humanizada e assertiva.
Para consultar dados e fontes de acompanhamento referentes à sua escola, clique nos links abaixo:
Conhecendo a equipe escolar
Professor(a), após ressaltarmos as potencialidades e as possibilidades do trabalho colaborativo, veremos como cada membro da equipe escolar pode contribuir nesse processo, considerando as atribuições de cada um deles. Aqui, apresentamos esses membros e frisamos que, a depender da sua escola, essas funções podem ou não estar presentes em sua totalidade, devido às especificidades de cada unidade escolar.
Assim, temos: coordenador pedagógico, professor coordenador de área, professor de práticas de convivência e socialização, coordenador de projetos AJA, coordenador de curso na qualificação profissional, professor coordenador de práticas inovadoras, professor, diretor, diretor-adjunto e servidores administrativos.
Para visualizar cada uma dessas funções e algumas de suas atribuições, acesse os cards abaixo.
Caso queira se aprofundar, acesse, também, os documentos em sua integralidade. As atribuições de cada função estudada nesta etapa estão referenciadas nestes documentos:
Professor(a),
Faça o download e realize a atividade 4, referente aos dias 02 e 03 de maio, conforme as orientações que estão no próprio arquivo, e entregue ao(à) coordenador(a) pedagógico(a) da escola em que você possui a maior carga horária de lotação, para confirmar a sua participação na Jornada Formativa.
Estes slides foram utilizados no encontro presencial, em sua escola. Caso queira visualizar o que foi trabalhado no dia, clique na imagem abaixo!