Sabem como surgiu a nossa escola? Vamos conhecer nossa história.
A primeira escola pública no bairro funcionou entre 1968 e 1972, como escola singular, em um barracão. Era a escola Ângela Maria Von Randow e localizava-se na Rua Fortunato de Abreu Gagno. Com o crescimento da população do bairro, foi preciso a construção de uma nova escola para atender a demanda de alunos. Essa escola foi construída em um terreno doado pela imobiliária Hércules, de propriedade de José Maria Vivacqua dos Santos. E como Elzira Vivacqua dos Santos (mãe de José Maria) era uma grande professora que dedicou mais de 30 anos à educação, seu nome foi dado à nossa escola.
A criação da escola deu-se através do decreto n° 3157 de 15 de novembro de 1984, da Prefeitura Municipal de Vitória. Foi inaugurada em fevereiro de 1984, na administração do prefeito Ferdinand Berredo de Menezes, no governo de Gerson Camata, ano em que se encerrou a Ditadura Militar. E seu funcionamento foi legalizado por meio da autorização da resolução do Conselho Estadual de Educação n° 54/88.
A nova escola funcionava com 11 salas de aula e atendia alunos de 1ª a 8ª série do ensino fundamental em três turnos, matutino, vespertino e noturno.
Entre 1984 e 1992, seus diretores eram indicados pela prefeitura. Nesse período teve os seguintes diretores:
> Mirthes de Souza Gomes Ruas: 1984 a 1986.
>Elza Brand: 1986 a 1989.
> Maruza Batista: fevereiro de 1990 a julho de 1990.
> Rita de Cássia Altoé: 1990 a 1991.
Regina Barachio Rodrigues, José Luiz Ramos Neves e Elzimar Anchieta foram interventores que dirigiram a escola no período que antecedeu a primeira eleição direta para diretor em 1992. A partir desta data, na administração do prefeito Vitor Buaiz, os diretores passaram a ser escolhidos pela comunidade escolar para mandatos de três anos. Inicia-se um novo período com maior representatividade de alunos, pais, funcionários e professores por meio do Conselho de Escola, também eleito pelo voto direto.
Diretores eleitos:
> Expedito Marcos Alves da Costa: 1992 a 1995 (primeiro diretor eleito por
voto direto).
> Maria da Penha Franco da Costa - 1996 a 1999 (primeiro mandato) e 1999 a 2002 (segundo mandato). Em sua gestão a escola foi totalmente reformada e ganhou auditório, quadra coberta, laboratório de informática, biblioteca e mais quatro salas de aula. Maria aparecida Poltroniere do Nascimento: 2002 a 2005. Realizou obras de reparo e transformou o depósito de Educação Física em sala de aula especial para atender às necessidades da escola. Plantou árvores e transformou o pátio em lugar acolhedor.
>Dalva Regina Azeredo Gama: 2005 a 2008 e 2008 a 2011. Administrou a escola com muita competência e seriedade. Realizou mais obras de reforma e a escola chegou a atender aproximadamente 1000 alunos, oriundos de Jardim Camburi e bairros vizinhos.
> Mônica Diniz Freitas, eleita para o triênio de 2011 a 2014. Mostra grande apreço pela escola, com presença ativa, incentivando projetos inovadores que tornem o ensino mais eficiente e atrativo para o aluno.
Quanto à história de Elzira Vivacqua dos Santos a pessoa que deu nome a nossa escola?
Elzira Vivacqua dos Santos era filha de Domingos Vivacqua e Nóbila Lofêgo. Nasceu em Rio Pardo, Iúna, em 09 de Novembro de 1897, unindo-se pelo matrimônio com Ranulpho Barbosa dos Santos, do qual tiveram dois filhos, José Maria Vivacqua dos Santos e Luiz Vivacqua dos Santos (já falecidos).
Iniciou sua vida em lúna, cursou a Escola Normal em Ponte Nova-MG. Mais tarde, veio finalizar o curso no Colégio do Carmo em Vitória-ES, sendo que, depois de formada, lecionou em Iúna e Muniz Freire. Casando-se, mudou-se para Castelo-ES, em 1932, onde foi professora do Grupo Escolar Nestor Gomes e logo depois, nomeada ao cargo de Diretora. Ali trabalhou durante 30 anos, sem se ausentar. Nunca gozou das férias a que tinha direito. Ajudou a formar todas as gerações de Castelo dos anos de 1932 a 1960, dando
orientação e ensinamentos com dedicação e amor.
Em Castelo, era uma figura humana e bondosa, sensível a todas as classes sociais. Dedicava a maior parte de seu tempo realizando obras de caridade, ajudando e dando sentido à vida das pessoas menos favorecidas.
Também apoiava e angariava bens materiais para melhorar a sobrevivência de muitas pessoas. Era conhecida na época por seus enormes feitos, como Irmã Paula. Fundou, em Castelo, o Pensionato Santo Antônio para dar ajuda alimentícia aos mais necessitados. Ali também ajudava aos médicos Dr. José Paes Barreto e Dr. Deomar Bittencourt, como enfermeira, inclusive nas operações. Com muito esforço e perseverança, deu inicio, juntamente com outras pessoas, à fundação da Santa Casa de Misericórdia de Castelo-ES, hoje uma realidade.
Na igreja de Castelo, ajudou a fazer ampliações, festas beneficentes, caridades de várias formas, deu apoio e trabalhou com afinco, auxiliando os vigários locais. Criou a Escola de Lobinhos (escoteiros), junto no Grupo Escolar Nestor Gomes, para instruir e orientar os meninos de pouca idade. Foi a primeira homenageada com o título de "Cidadão Benemérita" pela Prefeitura Municipal de Castelo, pelos relevantes serviços prestados ao
Município, em 19 de Junho de 1966.
Com a morte de sua nora, Gelu Vervloet dos Santos, esposa de Zé Maria, ela aposentou-se e veio para Vitória ajudar a criar seus netos, Mônica Vervloet dos Santos, José Eduardo Vervloet dos Santos e Carlos Alberto Vervloet dos Santos. Mudou-se com seu marido, Ranulpho Barbosa dos Santos e seu filho, José Maria Vivacqua dos Santos para Vitória-ES, onde se estabeleceram e iniciaram a construção e criação do bairro de Jardim Camburi, que é atualmente, o orgulho de nossa Capital.
Prestou ajuda ao Orfanato Cristo Rei de Vitória e à Igreja da Praia do Canto, sem medir esforços. Foi homenageada pelo SESI - Serviço Social da Indústria com o título de "Mãe do industrial", em 09 de Maio de 1965, por ser uma nobre figura de Mulher, dona de um passado digno e brilhante, mãe perfeita e esposa modelo. Faleceu em 30 de agosto de 1967, quando o bairro de Jardim Camburi começava a nascer.
Fonte: arquivos da Escola EVS.