Xequerê (ou Chequerê):
Pode ser confeccionado com uma cabaça seca e oca, que é envolvida por uma rede, contendo contas, miçangas ou sementes. O som é produzido pelo atrito dessas contas contra a cabaça.
Usado em Maracatu, Afoxé, Ijexá, samba-enredo e em blocos de carnaval afro-brasileiros.
Regiões Principais: Nordeste (Bahia) e Sudeste.
Atabaque:
Feito artesanalmente usando ripas de madeira maciças, montadas de forma cônica ou cilíndrica. Então as ripas passam por um processo de cozimento para ficarem maleáveis, depois são presas por cintas de aço. O couro animal é molhado, esticado na boca do instrumento preso por arcos de ferro e cordas para afinação.
Usado em Candomblé e Umbanda,samba de roda, capoeira, afoxé, maracatu e axé music.
Regiões Principais: Nordeste e Sudeste, sendo onipresentes em terreiros de todo o país.
Sanfona:
A sanfona — também conhecida como acordeão ou gaita — é um dos instrumentos mais famosos e amados do Brasil. O mais curioso é que ela nem nasceu aqui! Ela veio da Europa há muito tempo, mas o brasileiro gostou tanto da ideia que transformou o jeito de tocar, criando um som que é a cara do nosso país.
A sanfona "fala" de jeitos diferentes dependendo da região do Brasil:
O sotaque do Nordeste: é a rainha da festa! Ela é o coração do forró, do baião e do xote. Foi deixada famosa por feras como Luiz Gonzaga (o Rei do Baião), Dominguinhos e Sivuca. É aquele som gostoso que faz todo mundo querer dançar colado.
O sotaque do Sul: o pessoal costuma chamar a sanfona de gaita. Ela é muito usada na música gaúcha para tocar ritmos como o chamamé e a vanera. Músicos como Renato Borghetti mostram toda a velocidade dos dedos tocando a "gaita de ponto", aquela que tem botões em vez de teclas de piano.
O sotaque do Centro-Oeste e Sudeste: É o som marcante da música sertaneja e caipira, presente em modões e guarânias. Nomes como Mário Zan ajudaram a espalhar a sanfona por essa região, onde ela serve tanto para acompanhar as vozes da dupla quanto para fazer aqueles solos bem emocionantes.
Pandeiro:
Feito artesanalmente colando tiras finas ou ripas de madeira para formar um aro circular (fuste). As ripas passam por vapor ou cozimento para ficarem maleáveis antes de serem moldadas, recebendo aberturas (fresas) onde são encaixadas as platinelas de metal. O couro animal (ou nylon) é molhado, esticado sobre a boca do instrumento e preso por um aro de aço com parafusos tensores para afinação.
Usado em Samba (de roda, de terreiro e de enredo), choro, capoeira, forró, MPB, além de blocos de carnaval e manifestações regionais.
Regiões Principais: Todo o território nacional, com fortíssima expressão histórica e cultural nas regiões Sudeste e Nordeste.
Viola (também chamada de Viola Caipira):
É construída a partir de uma caixa acústica de madeira, sendo equipada com cordas de metal ou náilon, trazendo dez filamentos agrupados em cinco pares.
O som é gerado através do dedilhar ou batido dessas cordas sobre a estrutura do instrumento.
Empregada na Folia de Reis, Catira, Moda de Viola, sertanejo tradicional e em celebrações religiosas populares.
Regiões de Destaque:
Sudeste (Minas Gerais, São Paulo) e Centro-Oeste.
Ganzá:
É um instrumento de percussão cilíndrico, geralmente feito de metal, plástico ou materiais recicláveis. É preenchido com sementes, contas ou grãos que produzem som de chocalho ao ser agitado.
Usado em Samba, pagode, forró, coco, maracatu, carimbó e na música popular brasileira em geral.
Regiões Principais:
O ganzá é utilizado principalmente no Centro-Oeste e no Sudeste, mas é utilizada em todo o Brasil.
Tamborim:
Geralmente possui corpo cilíndrico de metal ou plástico. A pele, pode ser de nylon ou animal, que é presa por um aro de aço inox e afinada por tirantes (parafusos).
Usado em Samba (escolas de samba e rodas), pagode, choro, MPB e, ocasionalmente, em blocos de carnaval e música erudita.
Região Principal:
Sudeste (Rio de Janeiro e São Paulo), com forte presença nacional durante o Carnaval.
Berimbau:
É feito de uma vara flexível de madeira junto com uma corda de aço esticada. Uma cabaça seca fica presa embaixo para aumentar o som, e se usa também vareta, pedra e caxixi para tocar.
Encontrado na Capoeira (tanto no estilo angola quanto no regional), além de aparecer às vezes na MPB, em músicas instrumentais e em festas folclóricas.
Região Principal:
Nordeste (especialmente em Salvador, na Bahia), sendo muito conhecido no restante do país e fora do Brasil.