Um menino trabalha nas ruas engraxando sapatos. Um cliente percebe que está sem dinheiro para pagar pelos serviços prestados e oferece à criança uma caixa de lápis de cor. As paisagens desenhadas pelo menino, coloridas e muito diferentes dos cenários onde vive, representam os sonhos infantis de vidas seguras, justas e bem cuidadas. A história, narrada exclusivamente com imagens, é um convite à reflexão sobre as muitas infâncias existentes no Brasil.
Em pleno inverno, o esquilinho encontrou uma linda e gorda castanha. Animado, ele a enterrou para comer mais tarde. Porém, quando foi desenterrá-la, teve uma amarga surpresa: a castanha havia desaparecido! Determinado a reencontrá-la, o esquilinho sai em busca do ladrão, mas mal sabe ele o que irá encontrar pelo caminho…
Em edição flipada e bilíngue, é uma história indicada para crianças de todas as idades e também para os estudantes de mandarim que desejem contato mais aprofundado e criativo com a língua.
A vaca se diverte fotografando os bichos da fazenda em situações muito engraçadas. Ninguém nem nada escapa às suas lentes: o touro, o porco, a pata, a ovelha, a mosca que voa sobre o rabo do touro, a espiga de milho que o porco cheira, a meia da pata, a lã da ovelha... Mas, de repente, a curiosa fotógrafa percebe que ela mesma não figura nas cenas que registra e tenta resolver o problema com soluções um pouco atrapalhadas e muito pitorescas.
Quando o trem começa a andar, muitas coisas passam por suas janelas e pelos olhos atentos do viajante: vacas, galinhas, cabritos, rios, pomares, uma igreja, pessoas... E todas essas coisas e personagens se transformam em brincadeiras e rimas, ganhando sentidos inusitados e divertidos. Os versos e as ilustrações de Cláudio Martins parecem acompanhar o ritmo do trem nas histórias que juntos vão contando. O que era para ser uma simples viagem se transforma em muitas aventuras pela inventividade do autor.
O livro conta a história de Duda, uma criança curiosa que, depois de ter explorado os cantinhos de sua casa, vai começar a frequentar a escola - um lugar especial, com pessoas diferentes e brinquedos coloridos, onde vai se divertir muito. Ela leva sua nova mochila e começa a descobrir as maravilhas sobre as quais os pais lhe falaram, mas, ao mesmo tempo, tem alguns sentimentos e sensações que, além de alegria, geram receios. Conforme a personagem descobre as novidades que a escola tem, conquista segurança e estabelece novos vínculos, tudo se transforma e Duda descobre um mundo novo e encantador.
Organizar as letras, ordenar as palavras em pares, completar sequências até ler o mundo. Quem se lembra de como foi essa conquista? No novo livro de Patricia Auerbach, o leitor é guiado pela curiosidade de Tobias, personagem que apresenta com orgulho e alegria seu mais novo conhecimento. Agora que sabe ler e escrever, o mundo já não é mais segredo para Tobias. Autônomo, ele se vira nos recados, não troca o sal pela pimenta, descobre sentimentos caçando palavras, se comunica com o Papai Noel, viaja no universo das frases e já não faz ideia de como pôde um dia viver sem tudo isso.
A Rua de Todo Mundo faz personagens vindos de diversos países do mundo conviverem como vizinhos. Cada um dos moradores dessa rua traz um pouco da cultura de sua terra – os hábitos peculiares, as festas preferidas, a comida mais gostosa.
Além de trazer informação aos pequenos leitores, o livro celebra as diferenças entre as culturas não como uma barreira, mas com um valioso presente. Melhor ainda: no final do livro, a criança tem a oportunidade de refletir que ela também faz parte deste empolgante quebra-cabeças que é o mundo.
Ensinando a transgredir: a educação como prática da liberdade
bell hooksWMFNo livro, bell hooks escreve sobre um novo tipo de educação, a educação como prática da liberdade. Para hooks, ensinar os alunos a “transgredir” as fronteiras raciais, sexuais e de classe a fim de alcançar o dom da liberdade é o objetivo mais importante do professor. “Ensinando a transgredir”, repleto de paixão e política, associa um conhecimento prático da sala de aula com uma conexão profunda com o mundo das emoções e sentimentos. É um dos raros livros sobre professores e alunos que ousa levantar questões críticas sobre Eros e a raiva, o sofrimento e a reconciliação e o futuro do próprio ensino. Segundo bell hooks, “a educação como prática da liberdade é um jeito de ensinar que qualquer um pode aprender”. Ensinando a transgredir registra a luta de uma talentosa professora para fazer a sala de aula dar certo.
Eu, mediador(a): mediação e formação de leitores
Felipe MunitaSolisluna"Quando terminamos de ler este livro, sentimos que podemos contar com um sólido e acolhedor edifício que nos abriga teórica e praticamente, incentivando-nos com conceitos, exemplos contextualizados e polifônicos, questionamentos e propostas concretas para alimentar a imaginação, além de ações coletivas e transformadoras relacionadas à leitura e às práticas de mediação. (...) Há aqui um posicionamento de alto compromisso discursivo e, eu ousaria dizer, militante." - Cecilia Bajour
"Livro altamente recomendado para todos os adultos que trabalham com livros e com crianças (...). Obrigada, Felipe Munita: mesmo para especialistas como eu, o livro traz reflexões profundas sobre questões que temos em mente e nunca lemos de forma tão organizada e clara." - Ana Garralón
Escrita em movimento
Noemi Jaffe Companhia das letras