Em honra às almas silenciadas pela Inquisição Ibérica.
1. Isaac de Castro Tartas 📆 1647 – 🌍 Lisboa
Nasceu no Brasil. Queimado vivo por professar o Judaísmo.
✡️"Possa a memória do justo (ou 'do Tzadik') ser uma bênção."
2. Ana Rodrigues 📆 1605 – 🌍 Lisboa
Jejuava em Yom Kipur e acendia velas na sexta à noite.
✡️ "Possa a memória do justo (ou 'do Tzadik') ser uma bênção."
3. Simão Rodrigues 📆 1640s – 🌍 Recife / Lisboa
Denunciado por práticas judaicas em Pernambuco.
✡️ "Possa a memória do justo (ou 'do Tzadik') ser uma bênção."
4. Manuel Fernandes Vila Real 📆 1652 – 🌍 Lisboa
Teólogo e poeta. Condenado por judaísmo.
✡️ "Possa a memória do justo (ou 'do Tzadik') ser uma bênção."
5. Branca Dias 📆 1590s – 🌍 Bahia
Uma das primeiras mulheres denunciadas no Brasil.
✡️"Possa a memória do justo (ou 'do Tzadik') ser uma bênção."
6. Gaspar de Robles 📆 1635 – 🌍 México / Lisboa
Queimado em auto-de-fé por práticas judaicas.
✡️ "Possa a memória do justo (ou 'do Tzadik') ser uma bênção."
7. Miguel de Castro 📆 1624 – 🌍 Lisboa
Confessou práticas judaicas após tortura.
✡️ "Possa a memória do justo (ou 'do Tzadik') ser uma bênção."
8. Jerônimo Dias 📆 1700 – 🌍 Évora
Recitava preces e jejuava em segredo.
✡️ "Possa a memória do justo (ou 'do Tzadik') ser uma bênção."
9. Francisca Nuñez 📆 1610 – 🌍 Toledo, Espanha
Praticava rituais de purificação e dieta kosher.
✡️"Possa a memória do justo (ou 'do Tzadik') ser uma bênção."
10. Luis Dias 📆 1667 – 🌍 Lisboa
Condenado por manter textos hebraicos escondidos.
✡️"Possa a memória do justo (ou 'do Tzadik') ser uma bênção."
11. João da Paz 📆 1642 – 🌍 Coimbra
Confessou ter jejuado em Tisha B’Av e Pessach.
✡️ "Possa a memória do justo (ou 'do Tzadik') ser uma bênção."
12. Maria Gomes 📆 1608 – 🌍 Évora
Usava nome hebraico em segredo.
✡️ "Possa a memória do justo (ou 'do Tzadik') ser uma bênção."
13. Bento Rodrigues 📆 1692 – 🌍 Bahia / Lisboa
Acusado de não comer carne suína.
✡️ "Possa a memória do justo (ou 'do Tzadik') ser uma bênção."
14. Moisés Navarro 📆 1649 – 🌍 Sevilha
Recitava o Shemá Israel em voz baixa.
✡️ "Possa a memória do justo (ou 'do Tzadik') ser uma bênção."
15. Judith Lopes 📆 1671 – 🌍 Lisboa
Celebrava Rosh Hashaná em segredo.
✡️ "Possa a memória do justo (ou 'do Tzadik') ser uma bênção."
16. Sara Henriques 📆 1658 – 🌍 Coimbra
Acendia velas e falava hebraico com familiares.
✡️ "Possa a memória do justo (ou 'do Tzadik') ser uma bênção."
17. David Gomes 📆 1713 – 🌍 Goa
Descendente de judeus portugueses. Morto no cárcere.
✡️ "Possa a memória do justo (ou 'do Tzadik') ser uma bênção."
18. Leonor Mendes 📆 1615 – 🌍 Lisboa
Recitava salmos e mantinha hábitos judaicos.
✡️ "Possa a memória do justo (ou 'do Tzadik') ser uma bênção."
19. Gabriel da Fonseca 📆 1679 – 🌍 Porto
Acusado de ensinar práticas judaicas aos filhos.
✡️ "Possa a memória do justo (ou 'do Tzadik') ser uma bênção."
20. Joana Ribeiro 📆 1690 – 🌍 Lisboa
Guardava o Shabat com rituais secretos.
✡️ "Possa a memória do justo (ou 'do Tzadik') ser uma bênção."
21. António José da Silva 📆 8 de maio de 1705 - 🌍Rio de Janeiro
Era filho de cristãos-novos. Sua família foi perseguida por práticas judaizantes,
o que os levou a se mudar para Lisboa ainda na infância de António.
Estudou Direito na Universidade de Coimbra e se destacou como dramaturgo ao escrever peças satíricas e populares,
muitas encenadas com marionetes no Teatro do Bairro Alto.
Apesar de seu sucesso, António José foi preso pela Inquisição portuguesa em 1726
e novamente em 1737, acusado de manter práticas judaicas.
Após tortura e julgamento, foi condenado e executado em um auto de fé em Lisboa, em 19 de outubro de 1739, aos 34 anos.
✡️ "Possa a memória do justo (ou 'do Tzadik') ser uma bênção."
22. Brites Mendes de Vasconcelos 📆 +/- 1525 - 🌍 Lisboa, Portugal
+19/12/1620, Olinda, Pernambuco, Brasil)
A mulher de Arnal era notoriamente judaizante, Brites Mendes a velha, conforme testemunhos no pedido de familiarato do Santo Ofício de José Gomes de Mello, que dela descendia — e noutro processo, de fins do século XVI, Brites Mendes declara–se comadre de Branca Dias. O processo de José Gomes de Mello, trineto e tetraneto de Brites Mendes, data de fins do século XVII (uma das primeiras datas é 1699), e nele se diz que o pai e a mãe “da dita Brites Mendes foram castigados pelo Santo Ofício, por judaísmo, e que se diz fora a dita sua mãe, queimada.”
Ela foi trazida ao Brasil com quatro anos de idade por Duarte Coelho e Brites de Albuquerque, sendo criada por eles até fazer 10 anos quando foi casada com Arnal de Holanda.
✡️ "Possa a memória do justo (ou 'do Tzadik') ser uma bênção."
23. Belchior da Rosa 📆 1540 🌍 Porto
Belchior da Rosa, gente da nação, é o tronco destes.
Nasceu no Porto, filho do médico Álvaro Nunes, e Suzana Nunes.
Deve ter nascido, segundo ele próprio, em torno de 1540, provavelmente em 1543.
Parece que veio para Olinda aproximadamente em 1560, segundo afirma, morando em 1593 na freguesia da matriz.
Dotado de certo estudo, ele e os seus granjearam de estima e posição na capitania.
Aparentemente desempenhava algum posto nos cartórios de Olinda, cargo que passou ao seu filho João da Rosa.
Graças a esta posição e a amizade que ligava-o ao velho Jerônimo de Albuquerque,
este confia-lhe a missão de escrever sua peça testamentária.
Fê-la e assinou-a conjuntamente em 13 de novembro de 1584 .
Apesar de Belchior afirmar o contrário ao Santo Ofício, era ele homem de muitas posses.
José Antônio Gonsalves de Melo, em Gente da Nação diz que nos fins do século XVI
os três cristãos-novos mais ricos em Pernambuco eram: João Nunes, James Lopes da Costa e Belchior da Rosa.
✡️ "Possa a memória do justo (ou 'do Tzadik') ser uma bênção."
24. Maria de Herede 📆1572
Maria de Freitas Azevedo, nascida como Maria de Herede em 1572
que foi filha do espanhol Cristóvão Queixada com a judia portuguesa Leonor Reimão
e neta do governador da Paraíba Frutuoso Barbosa,
tem já em suas origens fortes laços com o judaísmo que se fizeram vívidos,
seja na presença de sua mãe, na origem do seu pai que foi natural da cidade de Monforte de Lemos,
que tem profundos laços com os hebreus ou até mesmo em sua cidade natal,
já que Olinda, através da influencia inicial de Branca Dias,
tinha o judaísmo como algo extremamente presente,
mesmo que as escondidas e se limitando a dinâmicas domesticas.
As heranças que ligavam Maria de Herede ao judaísmo de formas múltiplas,
a colocavam como um alvo natural de vigilância.
Já que apesar da distância da metrópole ter possibilitado uma maior integração dos cristãos-novos
com os cristãos-velhos da colônia, o risco de ser acusado era alto e as possibilidades
de defesa eram mínimas como descreve Robert Rowland
em seu texto “Cristãos-Novos, marranos e judeus no espelho da Inquisição”,
quando descreve um paralelo ao caso das acusações de bruxaria onde as confissões se apresentavam seguindo um padrão e se baseando em acusações sem base.
Devido ao contexto em que se encontrava,
Maria de Herede seguiu uma prática que também foi realizada por outras judias sefarditas,
como Maria de Paiva ou a legendária Branca Dias Coronel,
que era se casar com um cristão-velho.
E assim, Maria de Herede se casou com Mateus de Freitas Azevedo em 1593,
fidalgo da Casa Real, senhor do engenho Jaguaripe e Alcaide-mor,
cargo que herdou de seu pai Sebastião de Lucena de Azevedo.
Tal casamento um cristão-velho como Mateus de Freitas Azevedo,
possibilitava a Maria de Herede fugir do radar inquisitorial,
já que apesar de nunca ter havido de fato um Tribunal do Santo Oficio no Brasil,
o envio de agentes de Portugal gerava temor aos cristãos-novos
que por muito tempo se beneficiaram da fragilidade eclesiatica
na colônia e na distancia em relação a metrópole.
E a presença de Maria de Herede é citada em uma das acusações do Santo Oficio,
quando seu marido Mateus de Freitas Azevedo denuncia dois homens,
sua condição de cristã-nova é relatada, expondo como nem mesmo o casamento com cristãos-velhos
era o suficiente para reduzir vigilância sobre sua condição de cristã-nova.
O casal teve 4 filhos, e antes do falecimento de Maria de Herede em 1620
aos 48 anos, já se tinha relatos de nascimento de descendentes da sefardita na região do Jaboatão dos Guararapes,
antiga capitania de Pernambuco, que teve uma forte presença judaica e foi palco de batalhas de suma importância nas guerras luso-holandesas.
✡️ "Possa a memória do justo (ou 'do Tzadik') ser uma bênção."
Que suas almas sejam elevadas em luz,
e sua memória permaneça viva entre os justos do Beit HaSod.