ALGUMA POESIA:
Nessa reportagem falaremos do livro Alguma Poesia, que foi escrito por Carlos Drummond de Andrade e lançado em 1930. Em seu livro, o autor retrata o cotidiano e escreve, com lirismo, humor e ironia, temas como o amor, a morte, a política etc. Após ler seus poemas, é possível realizar reflexões, pois seus textos abrem espaço para várias interpretações.
Houve uma entrevista pelo Jornal da USP com a professora Ivone Daré Rabello, da faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, na qual é ressaltado um dos poemas mais famosos do poeta: "No Meio do Caminho". Sobre ele, a professora diz que: "É um poema importantíssimo, na medida em que chocou os leitores, seja pelo que se considerou erro de português..." Na época em que o poema ficou conhecido, as pessoas o estranharam e até chegaram a achar que Carlos Drummond não sabia escrever, pois realmente não entenderam o porquê das repetições e, com isso, seu poema ficou conhecido e hoje em dia é estudado em muitas escolas e universidades.
MENSAGEM:
Mensagem tem como autor um poeta português chamado Fernando Pessoa e foi publicado pela primeira vez em 1934. A principal característica é o nacionalismo místico, pois o eu lírico ressalta a grandeza de Portugal do passado e a esperança de um futuro que resgate essa nobreza. O livro faz parte do modernismo português, porém não recorre à ironia nem aos versos livres, contendo versos em redondilhas menor, maior e irregulares. Alguns dos temas abordados em Mensagem são: heroísmo, soberania portuguesa, nacionalismo e as grandes navegações.
A obra é dividida em três partes: “Brasão”, “Mar português” e “O Encoberto”. A primeira parte traz personagens e fatos históricos de Portugal associados às origens do país. Já a segunda traz personagens e fatos históricos referentes às conquistas marítimas da nação portuguesa e é a parte que mais apresenta intertextualidade com Os Lusíadas, de Camões. Por fim, na última, o eu lírico focaliza a figura lendária de D. Sebastião.
POEMAS ESCOLHIDOS-GREGÓRIO DE MATOS:
Poemas escolhidos-Gregório de Matos é um livro que contém poemas que estão divididos em Poesia de Circunstância (subdividido em satírica e encomiástica), Poesia amorosa (subdividida em lírica e erótico irônico) e Religiosa. O poeta retrata no livro, principalmente na primeira parte, sobre a Bahia, especificamente de sua sociedade (onde ele nasceu e viveu), é perceptivo que ele utiliza diversos recursos de linguagem em seus poemas para expressar sua arte. Gregório de Matos escreveu os poemas na época do barroco em que era utilizado nas artes jogos de palavras, dualismo e riqueza de detalhes.
Por conta da sua sátira, Gregório de Matos recebeu o apelido de "boca do inferno", pelo fato de suas famosas poesias irônicas e sarcásticas serem a parte mais marcante da obra, em que criticava todos, principalmente políticos. Não hesitava em utilizar diversas palavras de baixo calão e falar diretamente a quem se referia nos poemas.
Segundo pesquisas do site jornal.usp.br, o prof. João Adolfo Hansen afirma: “Às vezes, a fama de poeta pornográfico, crítico e satírico é muito maior do que o próprio exame da poesia que se atribui a ele”, com isso podemos concluir que por mais que Gregório de Matos tenha uma grande fama por conta de certos poemas, ele também escreveu sobre outros assuntos que são interessantes e precisam ser mais explorados.
ROMANCEIRO DA INCONFIDÊNCIA:
O livro Romanceiro da Inconfidência foi escrito por Cecília Meireles e lançado em 1953, e foi um dos marcos da literatura social brasileira, no qual recria poeticamente a saga de Tiradentes e dos demais inconfidentes nas Minas Gerais do século XVIII. Após uma visita a Ouro Preto, Cecília Meireles compôs esse poema de temática social, retratando a luta pela liberdade no Brasil do século XVIII durante o episódio da Inconfidência Mineira e incorporando elementos dramáticos, épicos e líricos.
O gênero romanceiro é uma coleção de poesias ou canções de caráter popular. De tradição ibérica, surgiu na Idade Média e é, em geral, uma narrativa com um tema central. Nessa obra de Cecília Meireles, há 85 romances. Em sua composição, é utilizada principalmente a redondilha menor, verso de cinco sílabas poéticas (pentassílabo) e, predominantemente, a redondilha maior, verso de sete sílabas (heptassílabo), como ocorre na “Fala Inicial”. No entanto, deve-se observar que, por ser uma autora moderna, Cecília não se prende totalmente a esse modelo. Vale-se, também, de versos mais curtos, de quatro sílabas (como em “Fala aos Inconfidentes Mortos”), e os mais longos, como os decassílabos em “Cenário”.
Quanto às rimas, a autora utiliza as chamadas imperfeitas (terminações de versos semelhantes), como se pode observar no Romance XIII. A escritora faz uso, ainda, de rimas perfeitas (terminação em sons vocálicos e consonantais idênticos), tal como no Romance VI.