INSCRIÇÕES
As inscrições serão abertas juntamente com as do simpósio
Minicursos de 4 horas: R$ 30,00
Minicursos de 8 horas: R$ 45,00
"Identificando Simbioses no Registro Fossilífero"
O minicurso visa apresentar a simbiose como uma relação ecológica complexa e seu histórico; Além de sua capacidade de deixar evidências diretas ou indiretas no registro fossilífero, possibilitando o estudo destas relações ao longo do tempo geológico e sob uma perspectiva macroevolutiva. O conteúdo programático segue três módulos teóricos: 1º - Definição, histórico, estudo e impacto da simbiose na biologia evolutiva; 2º - Teoria sobre tafonomia, em particular bioestratinomia e como esta pode mesclar o reconhecimento nas evidências de simbioses no registro fossilífero, além de linhas de evidência adicionais para tal; e 3º - O papel das simbioses nos processos de diversificação da vida ao longo do tempo geológico e como um campo de desenvolvimento científico de entender estas associações. A metodologia será a de aula expositiva dialogada para trabalhar os conceitos e parte teórica do curso, seguido de um momento de visualização de fósseis e suas estruturas que permitam o reconhecimento de simbioses.
Carga horária: 4 horas
Biólogo pela UFRN, Mestre em Geociências pelo Museu Nacional (UFRJ). Atua principalmente na área de esclerobiontes fósseis com ênfase em sabélidos calcáreos e poríferos hipercalcificadores.
"Trilhas fósseis de artrópodes: metodologia, diversidade e aplicações "
As trilhas fósseis de artrópodes constituem um dos registros mais diversos da atividade biológica no passado, oferecendo insights sobre locomoção, comportamento, e interações ecológicas. Este minicurso tem como objetivo fornecer uma base teórica e prática para o estudo sistemático de trilhas de artrópodes, abrangendo desde os fundamentos da icnotaxonomia até as aplicações paleoambientais e paleoecológicas desses icnofósseis. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: (1) Fundamentos da Icnologia de artrópodes – introdução aos conceitos básicos, processos de formação, preservação e nomenclatura icnotaxonômica; (2) Metodologia de campo e laboratório – técnicas de levantamento, documentação fotográfica e mensuração morfométrica de trilhas; (3) Diversidade de trilhas de artrópodes ao longo do Fanerozoico – revisão dos principais icnogêneros seus produtores e contextos deposicionais; (4) Aplicações paleoecológicas e paleoambientais – uso de trilhas como proxies para tamanho corporal, padrões de locomoção, colonização de ambientes e ambientes deposicionais. A metodologia do curso combina exposição teórica dialogada com atividades práticas. Serão utilizados estudos de caso baseados na literatura científica, fotografias e, quando disponíveis, icnofósseis (ou réplicas) para exercícios de identificação e mensuração. Se possível, também será feito um exercício de neoicnologia com artrópodes ou visita à praia para observação de trilhas.
Carga horária: 8 horas
Biólogo pela UFSCar, Mestre em Biologia Comparada pela USP, e Doutorando em Ecologia e Recursos Naturais pela UFSCar. Sua pesquisa concentra-se em Paleobiologia e Icnologia de Invertebrados do Paleozoico e Neoproterozoico com enfoque em ambientes glaciais e continentais.
Biólogo, Mestre e Doutor em Ecologia e Recursos Naturais pela UFSCar, pesquisador associado ao Gobabeb Namib Research Institute, e pós-doutorando na UNICAMP. Sua pesquisa concentra-se no estudo de icnofósseis de invertebrados em depósitos eólicos, utilizando-os como ferramentas para interpretar a ecologia e o paleoambiente de desertos antigos
"Inteligência Artificial na Prática Acadêmica: Aliada Descomplicada na Pesquisa e Escrita"
O minicurso propõe uma aproximação acessível, prática e segura com a Inteligência Artificial, apresentando-a como uma assistente colaborativa no cotidiano de estudantes e pesquisadores em Paleoinvertebrados. Objetivos: Desmistificar as ferramentas de IA generativa, demonstrando como utilizá-las para destravar a escrita, organizar ideias e aprimorar a redação de artigos e relatórios, preservando sempre a autoria, a originalidade e o olhar crítico do pesquisador. Conteúdo Programático: 1. Primeiros passos com a IA: entendendo de forma simples e intuitiva como os assistentes virtuais funcionam, suas vantagens e os cuidados necessários com informações geradas. 2. Como dialogar bem com a ferramenta: como gerar a estruturação de ideias, criação de tópicos e organização de seções de pesquisa. 3. Apoio na leitura e no estilo: técnicas para auxiliar na literatura técnica, clareza do texto e superação do bloqueio da página em branco. 4. Uso ético e autoral: orientações práticas sobre como declarar o suporte de IA no trabalho com transparência, garantindo a integridade acadêmica sem complicação. Metodologia: Encontro de caráter interativo e formativo, que combinará breves exposições visuais com oficinas orientadas. Os participantes poderão experimentar comandos práticos em seu próprio ritmo, utilizando exemplos relacionados às suas rotinas de pesquisa.
Carga horária: 8 horas
Biólogo pela UFJF, Mestre e Doutor em Geologia pela UFRJ. Atua na aplicação e desenvolvimento de soluções de bioestratigrafia e IA na micropaleontologia no setor de óleo e gás.
"Paleoecologia do Devoniano do Paraná"
O minicurso tem como objetivo expor as associações faunísticas presentes no Devoniano da Bacia do Paraná com enfoque em paleocomunidades e sua distribuição bioestratigráfica. Objetiva-se também descrever os invertebrados marinhos bentônicos encontrados no Estado do Paraná enfocando e suas características paleoecológicas como alimentação, paleoambientes e modo de vida. Como conteúdo programático será abordado: O que é e quais os objetivos e aplicações da Paleoecologia; Etapas de um trabalho paleoecológico e bioestratigráfico; Tafocenoses; O que são Bioindicadores; Aspectos dos organismos; Associações populacionais; Estratégias ecológicas; Reconstrução paleoambiental; Bacia do Paraná; Devonianao; Biorregião Malvinoxhosan; Agrupamentos paleoecológicos e Distribuição Bioestratigráfica. A metodologia utilizada será uma abordagem teórica da temática escolhida por meio de apresentação de slides; exposição de fósseis disponíveis na UFRJ (caso haja) para ilustrar a fauna enfocada, além de outros aparatos como ilustrações e vídeos.
Carga horária: 4 horas
Geógrafo pela UEPG, Mestre e Doutor em Geociências pela UFRGS, e Professor Associado da UEPG. É especializado no período Devoniano da Bacia do Paraná e Paleontologia Estratigráfica.
Bióloga, Mestre em Gestão do Território e Doutoranda em Geografia pela UEPG. Atua principalmente com Paleontologia Estratigráfica de Tentaculitoidea.
"Quem não quantifica não interpreta: estatística multivariada aplicada à Paleontologia de Invertebrados"
A tafonomia (principalmente durante os processos bioestratinômicos e diagenéticos) tende a alterar a forma, tamanho, ornamentação e proporções originais, como resultado da fragmentação, abrasão, dissolução, compressão e deformação das conchas dos invertebrados. A intensidade dessas modificações varia conforme o ambiente deposicional, o tempo de exposição e a mineralogia original. Ademais, esses vieses podem levar a interpretações paleoecológicas equivocadas. Neste minicurso, pretendemos capacitar os participantes a reconhecer, quantificar e interpretar esses efeitos por meio da integração entre morfometria e estatística, empregando ferramentas capazes de extrair sinais confiáveis do registro fóssil. O objetivo é apresentar e aplicar métodos descritivos e inferenciais, com ênfase em análises multivariadas, permitindo testar hipóteses paleobiológicas, paleoecológicas e paleoambientais. Reconhecendo fontes de erro tafonômico, selecionando caracteres morfométricos robustos e coesos, organizando matrizes de dados, escolhendo testes adequados ao tipo e distribuição dos dados, e interpretando resultados à luz de hipóteses parcimoniosas. Busca-se superar vieses descritivos da paleontologia tradicional de macroinvertebrados, transformando conchas em arquivos paleoambientais quantificáveis, mesmo diante de alterações tafonômicas. Durante o minicurso buscamos abranger a estatística descritiva e inferencial, bem como formas de práticas de representação tabular dos dados, visualização gráfica, medidas de tendência central e dispersão. Na estatística multivariada, abordaremos os testes ANOVA, PCA (Análise de Componentes Principais), Análise de Cluster (CA), além dos testes Kruskal-Wallis e Dunn. O minicurso contará com uma parte teórica, com quatro horas, em que serão apresentados conceitos, métodos, ferramentas e estudos de caso sobre aplicação da estatística e da morfometria em fósseis, incluindo exemplos do Paleozoico e Cenozoico brasileiros. E na parte prática, também com quatro horas, os participantes realizarão atividades de obtenção de caracteres morfométricos, planilhamento e execução de testes estatísticos multivariados nos softwares PAST5 e RStudio. As atividades práticas incluirão dados reais e exercícios de interpretação. Dessa maneira, o minicurso busca aproximar ferramentas matemáticas e estatísticas da paleontologia, transformando a morfologia dos fósseis em dados quantitativos capazes de testar hipóteses. Espera-se fornecer aos participantes ferramentas aplicáveis às suas próprias pesquisas, além de estimular boas práticas de reprodutibilidade, documentação, organização e visualização de dados.
Carga horária: 8 horas
Geólogo pela UFMT, Mestre e Doutor em Biociências pela UNESP, e Professor na UFPI. Atua na integração metodologica tradicional com análises estatísticas, a fim de compreender padrões morfométricos ao longo do espaço e do tempo.
Bióloga, Matemática, e Mestre em Genética, Biodiversidade pela UESB, Doutora em Geociências pela UERJ, e Pós-Doutoranda na UNESP. Atua na reconstrução dos contextos tafonômico, paleoecológico, paleoambiental e geocronológico de depósitos fossilíferos do Quaternário, focando no uso de análises estatísticas e computacionais.