Para colocar os estudos em prática fizemos um questionário e entrevistamos alguns dos moradores do bairro. Cada morador respondeu uma coisa, assim conseguimos várias respostas de diferentes tipos.
A seguir estão as perguntas feitas aos moradores do bairro.
Há quanto tempo sua família mora no bairro? E na sua residência atual?
Quantas pessoas moram na sua casa?
Você sabe o nome dos rios ou córregos próximos à sua residência?
Na sua opinião, esses rios ou córregos estão poluídos? Se sim, você percebeu quando a poluição começou ou notou alguma mudança ao longo do tempo?
De onde vem a água que você(s) usa(m) para beber e cozinhar? E para outras atividades, como limpeza?
Como é descartada a água do vaso sanitário? Existe algum sistema de tratamento de esgoto? Se sim, você poderia explicar como ele funciona?
E a água utilizada no chuveiro, na cozinha e nas pias (águas cinzas)? Como é descartada?
Você percebe problemas relacionados ao saneamento básico no bairro? Quais considera os principais?
Na sua opinião, quais são as maiores dificuldades que as pessoas enfrentam ao lidar com as questões de saneamento básico no bairro?
A seguir, apresentamos os principais pontos destacados. As respostas foram organizadas em uma planilha, e o link para visualização dos dados tabulados está disponível aqui.
Todos os respondentes reconheceram algum nível de poluição nos rios, com comentários que variam entre o aumento recente e poluição contínua devido ao despejo de esgoto.
Algumas respostas destacam que a poluição é mais intensa em certos pontos ou que houve alguma melhora devido à adoção de sistemas de tratamento, mas ainda existem moradores que se preocupam com a atual situação dos rios.
A fossa é o método mais comum, com algumas variações como fossa séptica, anel e biodigestor.
Em alguns casos, o esgoto é direcionado para o rio.
Há também relatos de uso de sumidouros e biodigestores com filtragem, indicando uma tentativa de tratamento em algumas residências.
A maioria das águas cinzas também vai para fossas, enquanto algumas pessoas utilizam tanques filtrantes e sumidouros.
Em alguns casos, as águas são descartadas diretamente no rio ou direcionadas para irrigação e infiltração no solo.
Falta de conscientização e apoio governamental: os moradores identificam a necessidade de maior ação do poder público.
Ausência de saneamento público e infraestrutura inadequada.
Despejo de esgoto no rio por falta de alternativas adequadas.
Falta de conscientização de que a água é importante.
Desconhecimento e falta de investimento por parte da prefeitura
Falta de responsabilidade dos moradores do bairro.
Condições financeiras que limitam o acesso a melhores sistemas de saneamento.
Dificuldade de tratamento devido à localização próxima ao rio, dificultando soluções eficientes e acessíveis.
Gênero: 75% feminino e 25% masculino.
Idade: Variando de 25 a 68 anos, com média de 48 anos.
Tempo de residência no bairro: Entre 4 e 68 anos, com uma média de 38 anos.
Número de moradores por casa: De 2 a 4 pessoas, com média de 3,75.
Nome do rio: A maioria dos moradores desconhece os nomes dos rios próximos, mas os citados incluem o Rio Sapucaí, Sapucaí-Mirim, Rio do Lageado e Ribeirão do Lageado, formador do Rio Sapucaí.
Origem da água: A maioria dos moradores utiliza água de minas para diversas atividades, enquanto a água potável é frequentemente coletada em fontes locais, como a Fonte São Geraldo e a fonte próxima à Sabesp.
✏️ Os textos apresentando os resultados da pesquisa foram elaborados a partir dos dados tabulados, com o uso do ChatGPT. As perguntas do questionário foram criadas em sala de aula. O texto introdutório é de autoria da estudante Laura. As imagens coletadas na internet.
✏️ Nossas impressões sobre as entrevistas, texto de autoria dos estudantes.
Eu achei uma experiência bem legal entrevistar os moradores do bairro, pois dessa forma conseguimos descobrir as situações de saneamento básico do bairro, que frequentamos quase todos os dias. Além de conhecer mais do bairro, treinamos o diálogo nas entrevistas, algo importante que você tem que estar aberto para poder aprender. Por último gostaria de ressaltar que achei bem legal e interessante ver como uma entrevista é distinta da outra. Obrigada por ter acessado o nosso site, espero que tenha aprendido muito como o nosso ciclo.
O que me chamou a atenção foi a conversa com uma moradora antiga do bairro. Ela observou que o rio está ficando cada vez mais poluido, porque o bairro está recebendo novos moradores, cada vez mais.
Gostei muito de conhecer o pessoal do bairro.
Eu gostei muito da experiência de fazer um questionário e perguntá-lo pelo bairro. Porém, como as pessoas não sabiam muito bem como responder as perguntas, por não saber do que se tratava, ou por ficar sem graça pelo saneamento que tem, eu senti que as respostas ficaram meio incompletas. Quando começamos o questionário eu achava que as perguntas iriam ser mais pontuais e "sem graça”, mas quando saímos pelo bairro percebi que iria ser diferente. Percebi que não teriam só respostas que já tínhamos imaginado e que puxar assuntos dentro das questões era importante. No final acho que deu certo, embora queria ter feito mais entrevistas.
Eu achei bem interessante sair para entrevistar os moradores do bairro. Porque descobrimos que nem todo mundo sabe sobre saneamento básico da própria casa. É difícil puxar assunto, mas por exemplo, um entrevistador falou coisas bem interessantes e sobre como é importante ter saneamento básico para todos. Me chamou atenção que cada pessoa achava que o rio tinha melhorado ou piorado. E vários moradores tinham um tipo diferente de fossa e assim avaliamos quais são os melhores tratamentos. Achei interessante que para a mesma pergunta tiveram várias respostas diferentes.
Foi muito divertido e interessante saber qual o tratamento apropriado e como cada família trata sua água e seu esgoto, além de ter conhecido vizinhos do bairro. Mas nem todos os moradores são conscientizados de como devem tratar o esgoto e nem todos têm dinheiro ou espaço suficiente para um tratamento adequado. Também percebemos que nem todos os moradores têm a mesma percepção sobre o rio. Mas foi legal aprender sobre saneamento básico.
Estudantes no Ribeirão do Lageado. Foto: Léo.