O Agrupamento de Escolas das Taipas possui 5 bibliotecas integradas na Rede de Bibliotecas Escolares, sendo a equipa coordenadora apoiada pela Rede, que emana orientações quanto à melhor forma de gerir estes espaços do ponto de vista funcional e pedagógico.
As bibliotecas são constituídas por um conjunto de recursos materiais e humanos, organizados de modo a oferecerem à comunidade escolar formação e informação. Esses recursos são geridos por duas professoras bibliotecárias, as quais procuram contribuir para a melhoria dos resultados escolares dos alunos, nomeadamente através do desenvolvimento de literacias da leitura, informação e media.
Além das atividades implementadas em contexto letivo, as bibliotecas proporcionam o acesso autónomo aos seus espaços e recursos, permitindo o desenvolvimento do gosto pela autoaprendizagem e o desenvolvimento de competências de aprendizagem ao longo da vida. Nas escolas onde não existe biblioteca instalada, os alunos e professores também beneficiam destes serviços.
Bibliotecas Escolares do Agrupamento de Escolas das Taipas:
Biblioteca Escolar da Escola Básica das Taipas - 2º e 3º Ciclos (integração na rede no ano 2000).
Biblioteca Escolar da Escola Básica do Pinheiral - Pré-Escolar e 1º Ciclo (integração na rede em 1997).
Biblioteca Escolar da Escola Básica de S. Martinho - Pré-Escolar e 1º Ciclo (integração na rede em 2003).
Biblioteca Escolar da Escola Básica de Longos - Pré-Escolar e 1º Ciclo (integração na rede em 2006).
Biblioteca Escolar da Escola Básica da Charneca - Pré-Escolar e 1º Ciclo (integração na rede em 2020).
In Blogue da Rede de Bibliotecas Escolares (RBE), rubrica «Vozes que decidem» de 17/5/2024
«Nas bibliotecas do Agrupamento de Escolas das Taipas, Guimarães, desponta um ambiente mágico, lugar de sonhos quotidianos que se vão ancorando no sentir e na emoção de cada um que voa ou navega nos seus diferentes sítios. Com referiu Valter Hugo Mãe, “as bibliotecas são como aeroportos. São lugares de viagem. Entramos numa biblioteca como quem está a ponto de partir. (…) As bibliotecas só aparentemente são casas sossegadas. O sossego das bibliotecas é a ingenuidade dos incautos. Porque elas são como festas ou batalhas contínuas e soam trombetas a cada instante….”.
Com um espaço multidimensional, multifocal, epicentro da criatividade e janela de acesso ao conhecimento, as bibliotecas deste agrupamento afirmam-se como um lugar de cultura, lazer e educação, um centro local de formação e de informação, espaço público e comunitário de encontro, de crescimento e de socialização, de aprendizagens, de fruição e divulgação cultural. Numa época onde a “ditadura do digital” ameaça a clássica visão daquilo que é uma biblioteca, livros e vivências culturais dão-lhe uma nova alma, contribuindo ainda mais para uma maior equidade e justiça educativa.
A Biblioteca da Escola Básica das Taipas, cujas dinâmicas entroncam ou alimentam as demais unidades, numa lógica de compromisso e interatividade, é o exemplo desta vertigem ou movimento cultural. A versatilidade do seu mezanino tornou-se um verdadeiro ecossistema cultural e criativo que, de forma interligada, recebe uma multiplicidade de atividades na área da cultura e da criação de conteúdos, com envolvência de toda a comunidade educativa do AETaipas. Por aqui passaram e passam FelizMente a crescer e a ler - práticas de leitura em ambiente de relaxamento; Leituras em família; mostras e exposições, como as réplicas do Museu do Prado; Contos com croché, veiculando aprendizagens intergeracionais; Concertos com taças tibetanas e a Química do amor; Concursos temáticos e Instantes criativos.
Descendo as suas escadas em caracol, sempre enigmáticas, porque abraçam tudo aquilo que está, no momento, em cena no epicentro da biblioteca, num autêntico quadro colorido por alunos, professores, assistentes operacionais e encarregados de educação que por aqui perpassam, emergem, com alguma constância na sua espontaneidade e improvisação, as melodias dos happening musicais. É o espaço por excelência para “dar voz aos alunos”. Na tela ou no quadro branco, no papel ou na expressão das artes visuais. Nos Miúdos a Votos ou na declamação de poesia. Tertúlias com “Livros que marcam uma vida”, workshops literários e encontros com escritores ou com outros convidados, coabitam com os bordados de Guimarães ou com a musicalidade trazida pelos alunos do ensino articulado da música, numa reprodução de muito daquilo que se faz em cada biblioteca, em cada escola.
Na sua contiguidade, em amplo espaço alimentado pelos livros, de estantes diversas brotam diversas literacias, dando liberdade criativa e de intervenção aos nossos alunos. Leitura expressiva, literacia da informação, ilustração, cidadania, concretização de projetos, aulas diferenciadas, construção de objetos artísticos, ideias fora da caixa e desafios vários, são uma constante.
Viajando para o seu exterior e transposta uma frontaria onde a translucidez do vidro alvorece a imagem do verde, ergue-se o Biblio jardim, acomodado entre o virente do chão, as árvores alcantiladas e as ervas aromáticas da Eco-horta, fazendo fruir as fragrâncias da natureza envoltas no folhear das páginas, na senda do que, há mais de dois mil anos, afirmou Cícero, “se tiveres um jardim perto da biblioteca, nada te faltará” e, assim, despontam as Leituras arejadas e os jogos didáticos; o projeto Escola Solidária e o Bibliocafé, entre outros.
É este pulsar quotidiano nas bibliotecas do AETaipas que alimenta a imaginação, transforma momentos, abre sorrisos de felicidade em quem por aqui passa e, inevitavelmente, permanece.»
João Montes I Diretor do Agrupamento de Escolas das Taipas
In Instagram da Rede de Bibliotecas Escolares (RBE) a 22/5/2024