DIA E HORÁRIO: 04 DE FEVEREIRO ÀS 14h
LOCAL: AUDITÓRIO 412 DO CCHLA
DEBATEDORES:
Profa. Eliémily Felizardo (UFPB - LIGEPSI)
Prof. Jean José (UFPB - LIGEPSI)
Profa. Kamilla Canuto (UFPB - LIGEPSI)
ENTRE O PRIMITIVO E A MORAL: RELAÇÕES PSÍQUICAS EM O LOBO DA ESTEPE, DE HERMANN HESSE
por Eliémily da Silva Felizardo
Resumo: A natureza humana é perpassada pelas relações psíquicas, que ora evocam o instinto, ora a moral. Em um retorno aos clássicos gregos, contempla-se o dilema de Édipo, de Medeia e de Antígona, como representações dessa condição imperante. Mediante o escopo da literatura psicanalítica de Sigmund Freud (1856-1939), este estudo busca identificar na obra O Lobo da Estepe (1927), cuja autoria pertence ao escritor alemão-suíço Hermann Hesse, os percursos psíquicos do protagonista Harry Haller, que nutre em si uma identificação pessoal como homem-lobo, trazendo à tona a dualidade inerente à humanidade, que tem seus desejos castrados pelas normas morais que sustentam a civilização, em que o Eros e o Tânatos encontram-se em conflitos ao mesmo tempo em que possuem interdependência. Nessa perspectiva, considerar-se-á a segunda tópica freudiana apresentando o entrelaçamento entre o Id e o Eu, além de estabelecer paralelos com a adaptação cinematográfica de 1974 (“Steppenwolf”), dirigida por Fred Haines.
Palavras-chave: Hermann Hesse; Psiquismo; Literatura; Cinema.
A (IM)POSSIBILIDADE DA INDIVIDUAÇÃO: CONFLITOS ENTRE O LUMINOSO E A SOMBRA EM DEMIAN, DE HERMANN HESSE
por Jean José de Moura Silva
A humanidade revela a dupla (im)possibilidade no processo de identificação, indícios que ecoam no mundo anunciam o luminoso e o sombrio que integram a alma humana. Encontramos, na literatura, representações de forças (in)tranquilas que beiram o bem e o mal, desde o Jardim do Éden, com a escolha de Adão e Eva, ludibriados a cair no pecado. Esse estudo intenciona, à luz da psicologia analítica, realizando um percurso acerca da individuação, (de)marcado pelo dualismo que a profundeza da psique encerra entre os confrontos libidinosos persecutórios e a luminosidade (en)carregada que se irrompem no romance Demian (1919), obra insigne do escritor Hermann Hesse. As exposições realizadas visam o conflito na trajetória do personagem Sinclair pelo encontro de si mesmo, assim como os personagens Demian e Beatrice, cujas figuras centrais na narrativa representam imagens arquetípicas que caracterizam a manifestação da própria individuação, tornando-se, assim, um ser completo e único. Esse processo indica a busca do protagonista pelo reencontro consigo mesmo e a quebra da conduta inquietante. Sua designação do idioma inglês simboliza Sin (pecado) e Clair (claro), anunciando o entrelaçamento entre as duas energias que comandam o mundo. O enredo, que integra simbolismos, concebe caminhos enigmáticos, de nebulosidade e de iluminação, assim, interligando horizontes das experiências humanas.
Palavras-chave: Hermann Hesse; Literatura; Psicologia Analítica; Individuação.
DA MELANCOLIA À METAMORFOSE: UMA LEITURA PSICANALÍTICA DE “A OLHO-DE-PAVÃO-NOTURNA”, DE HERMANN HESSE
por Kamilla Cristina Canuto Pereira
Resumo: Este trabalho propõe uma leitura psicanalítica do conto “A olho-de pavão noturna”, do escritor alemão Hermann Hesse. A pesquisa adotou metodologia qualitativa e exploratória, tendo como base os aportes teóricos propostos por Freud em seu ensaio “Luto e Melancolia” (1917) e nas definições trazidas por Jean Chevalier e Alain Gheerbrant no “Dicionário de símbolos (mitos, sonhos, costumes, gestos, formas, figuras, cores, números)”. Nessa perspectiva, são explorados traços de melancolia na infância de Heinrich Mohr, um dos narradores, que recorda sua paixão por colecionar borboletas, período que se encerra com a impossibilidade de possuir um exemplar raro da espécie: olho-de-pavão noturna. A trama é marcada pelo sentimento de desejo e, consequentemente, perda, conduzindo o personagem a um processo psíquico, que o faz transitar pelo luto, pela melancolia, e desencadeia em sublimação. Assim, a perda se configura como uma virada de chave simbólica, que se revela na metamorfose da consciência e no amadurecimento do narrador.
Palavras-chave: Luto; Melancolia; Perda; Borboleta; Simbologia.
DIA E HORÁRIO: 04 DE FEVEREIRO ÀS 16h
LOCAL: AUDITÓRIO 412 DO CCHLA
DEBATEDORES:
Profa. Ma. Wanessa Góis Moreira (UFPB - LIGEPSI)
Prof. Me. Guilherme Ewerton (UFPB - LIGEPSI)
Profa. Débora Xavier (UFPB - LIGEPSI)