Escrito por Filipe Cunha e Filipe Andrade.
É provável que ao longo da sua vida você já ouviu falar que o capitalismo é desumano, só beneficia os ricos, o capitalismo oprime e etc. Porém você nunca deve ter parado pra pensar que: “Se o capitalismo é tão ruim, porque não adotamos outro modelo econômico?”
A resposta é simples, por pior que o capitalismo seja, ele é exorbitantemente melhor que qualquer outro modelo econômico já adotado pela humanidade.
Em alguns países até mesmo o socialismo quando chega a um estágio que os próprios governantes percebem o método fracassado, usa-se a estruturação do poder como socialista mas as práticas econômicas são capitalistas, algumas práticas liberais apenas na economia, oque se denomina também de
“socialismo de mercado”, denominação do que acabei de exemplificar. A China é um retrato fiel desse novo modelo.
____
Outra falácia que nós queremos acabar é a de que “o capitalismo é ruim para os pobres”.
Para analisarmos a situação vamos comparar os pobres de países capitalistas com os de países socialistas.
Os pobres de países socialistas não tem opção de sair da pobreza ou ter uma elevação profissional, uma vez que a sua renda é "dividida" com a nação. "Dividida"; porque oque ocorre na maioria das situações é um processo onde o estado consegue intervir tanto na vida do trabalhador que esse dinheiro que estaria sendo dividido, na verdade está sendo usado apenas para custear os gastos excessivos do estado (gastos esses que não são saúde, educação, segurança...), acompanhado de uma consequente má distribuição de renda presente na maioria dos países socialistas.
Porque a teoria socialista na prática se torna inviável, pois a intervenção excessiva do estado na vida da sociedade inibe quaisquer chances do trabalhador se auto-desenvolver na sua área de trabalho, de aprimorar suas técnicas, de empreender, e se observarmos a longo prazo esse processo de intervenção é indicador de um sistema ditatorial.
Resumindo: exploração do trabalhador através do ‘Estado‘.
Já o pobre de país capitalista pode ter uma ideia que revolucione o mercado, pode estudar e ser alguém de nome na sociedade - conseguindo empregos "simples" e mesmo assim bancando a própria existência - de modo tal que, se o cidadão não conseguir o governo não terá culpa, e se o mesmo conseguir não precisará agradecer em nada para o governo.
Isso não se aplica em todos os casos, estamos falando de países desenvolvidos, pois precisamos reconhecer que a população de determinados países subdesenvolvidos não podem ficar a mercê.
O estado precisa se retirar da economia, atrair investimentos estimulando então uma geração de emprego e aprimorando os setores econômicos para que então se aplique o termo "capitalista" e que aquilo que eu falei a cima faça seu real sentido.
O capitalismo torna o povo independente e o governo não vai interferir em nada na sua vida econômica, você ganha oque você produz, simples.
Mas vamos ser sinceros um com o outro, nós amamos esse tal de capitalismo; quer um exemplo disso? O shopping, nós amamos o shopping, diversas lojas competindo entre si e nos beneficiamos com aquilo que deduzimos como o melhor para nossas condições, aproveitando sempre aquela loja que nos oferece o preço mais barato, em um produto de qualidade, e sim, isso é fruto do capitalismo. Sem esse capitalismo que "oprime" não existiria essa ampla concorrência que encontramos no shopping ou em diversos centros comerciais.
Agora pare pra pensar o porquê de pessoas que apoia o socialismo falarem tão mal do capitalismo e estarem sempre com um iPhone na mão (o maior espelho do capitalismo atual), e nas férias ao invés de viajar para países como Cuba ou Venezuela, preferirem aproveitar os grandes centros dos Estados Unidos, no mínimo estranho né?. O capitalismo é mesmo irresistível e indispensável, até mesmo para os socialistas. (risos)
___
Referências:
URL: Google Chrome.
• https://www-bbc-com.cdn.ampproject.org/v/s/www.bbc.com/portuguese/amp/geral-49149854?amp_js_v=a3&_gsa=1&usqp=mq331AQFKAGwASA%3D#aoh=15864414495138&referrer=https%3A%2F%2Fwww.google.com&_tf=Fonte%3A%20%251%24s&share=https%3A%2F%2Fwww.bbc.com%2Fportuguese%2Fgeral-49149854
• https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Socialismo_de_mercado
• https://vermelho.org.br/2017/08/12/socialismo-de-mercado-uma-nova-formacao-economico-social/
• https://jornalggn-com-br.cdn.ampproject.org/v/s/jornalggn.com.br/opiniao/se-for-bom-e-capitalista-se-for-ruim-e-socialista-sera/amp/?amp_js_v=a3&_gsa=1&usqp=mq331AQFKAGwASA%3D#aoh=15864434085502&referrer=https%3A%2F%2Fwww.google.com&_tf=Fonte%3A%20%251%24s&share=https%3A%2F%2Fjornalggn.com.br%2Fopiniao%2Fse-for-bom-e-capitalista-se-for-ruim-e-socialista-sera%2F
• https://www-gazetadopovo-com-br.cdn.ampproject.org/v/s/www.gazetadopovo.com.br/ideias/como-politicas-socialistas-destruiram-o-futuro-de-5-paises/amp/?amp_js_v=a3&_gsa=1&usqp=mq331AQFKAGwASA%3D#aoh=15864434085502&referrer=https%3A%2F%2Fwww.google.com&_tf=Fonte%3A%20%251%24s&share=https%3A%2F%2Fwww.gazetadopovo.com.br%2Fideias%2Fcomo-politicas-socialistas-destruiram-o-futuro-de-5-paises%2F
•https://www-gazetadopovo-com-br.cdn.ampproject.org/v/s/www.gazetadopovo.com.br/ideias/taxas-de-pobreza-extrema-despencam-sob-o-capitalismo-c6hivstcubf2m137z6uiyhf99/amp/?amp_js_v=a3&_gsa=1&usqp=mq331AQFKAGwASA%3D#aoh=15864448328472&referrer=https%3A%2F%2Fwww.google.com&_tf=Fonte%3A%20%251%24s&share=https%3A%2F%2Fwww.gazetadopovo.com.br%2Fideias%2Ftaxas-de-pobreza-extrema-despencam-sob-o-capitalismo-c6hivstcubf2m137z6uiyhf99%2F
* http://www.oecdbetterlifeindex.org/pt/paises/united-states-pt/
___
Escrito no dia 23, setembro, ano de 2018.
Atualmente muitos protestos vêm acontecendo nos Estados Unidos e em alguns outros países contra a violência policial contra negros.
Em paralelo aos protestos que vêm ocorrendo, os movimentos de resistência não violenta e também dos direitos civis, liderados Martin Luther King Jr foram de extrema importância para a representatividade negra na política e a conquista de direitos para minorias.
Diferentemente de King em alguns pontos, Malcom X defendia o nacionalismo negro (tinha forte influência separatista), conscientizou brancos e negros dos crimes cometidos contra os afro-americanos e considerava a violência válida para a autoproteção.
É importante perceber que foram adotados diferentes métodos para conquistar o mesmo ideal.
Para refletir:
"A escuridão não pode expulsar a escuridão; apenas a luz pode fazer isso. O ódio não pode expulsar ódio; só o amor pode fazer isso."
Martin Luther King Jr.
“Não se pode separar paz de liberdade porque ninguém consegue estar em paz a menos que tenha sua liberdade."
Malcom X
Obs:
•O objetivo desse texto é fazer com que você analise e tire as suas próprias conclusões.
•A ideia desse texto é ser mais direto ao ponto e mais "resumido", logo, não foi contada toda a história e conquistas das personalidades históricas citadas.
Esse tema irá preocupar bastante aqueles que formam opiniões com base em narrativas do estilo universo das HQ's. Para os mesmos, necessariamente precisa existir um lado ruim e um lado bom em qualquer circunstância, a exemplo: "o socialismo é bom para o povo pois todos seremos iguais e as desigualdades jamais irão existir, já o capitalismo afunda ainda mais aqueles que estão pobres e favorece os ricos."; ou então, "o socialismo é ruim para o povo pois é impossível multiplicar riqueza dividindo-a, já o capitalismo nos permite buscar e fazer nossas escolhas, e então produzir, lucrar, da valor ao nosso trabalho" e assim as narrativas vão surgindo, a cada dia aparece um lado ruim ou lado bom nas histórias e aquilo que é realmente necessário para o nosso entendimento ficará em segundo plano.
Sendo assim, por vezes esquecemos que para defender nossos princípios se torna necessário buscar onde erramos e onde podemos acertar, minimizar nossos erros ou esquecê-los é a permissão para que esse princípio seja insuficiente perante os diversos ideais espalhados, e talvez isso os então liberais brasileiros ainda não aprendeu, e se prende em narrativas.
Em breve entenderá.
_
Dada essa introdução, a pergunta que foi feita agora é: quando o capitalismo se torna opressor?
Em 'Capitalismo opressor?' tivemos a concepção de que: "o processo de intervenção estatal alinhado com a ideia socialista é indicador de um sistema ditatorial." consequentemente uma opressão aos direitos civis; mas o capitalismo ou um sistema que se intitula como político-liberal, sempre será democrático? Será que essa narrativa de socialismo é ruim e capitalismo (liberalismo) é bom para o povo faz sentido? A resposta para as duas perguntas depende das circunstâncias que estamos analisando.
Saiba que esse ensejo não se trata de uma afronta ao liberalismo em si, mas de reconhecer que certas vezes somos enganados em achar que em determinado país exista um representante fiel ao liberalismo; oque no máximo pode está ocorrendo é certas pautas liberais por conivência, e esses erroneamente são intitulados de “representantes liberais”.
Os ideais nem sempre serão os mesmos, pois em uma democracia jamais haverá o mesmo representante, uma mesma equipe a longo prazo. Ou seja, pode ser uma continuidade dos chamados “representantes liberais”, mas as políticas públicas geralmente não seguem o mesmo padrão.
O capitalismo é opressor quando esse tipo de pensamento se abrange em um período de transição, ou seja, anos de muita instabilidade política/econômica, e quando ocorre uma breve melhora a partir desses ideais (liberais), que são sim pertinentes e necessários, mas a opressão vai ocorrer justamente quando algo é esquecido durante esse período de transição, que são aqueles que sofreram com a passada instabilidade, e que ficam impossibilitados de acompanhar a retomada econômica.
Quando foi citado em 'Capitalismo é opressor?' que: "se o mesmo não conseguir, o estado não terá culpa, e se o mesmo conseguir não precisará agradecer em nada para o governo", eu logo em seguida fiz uma ressalva, não podemos reproduzir essa fala quando estamos falando de países que continua a desassistir as camadas mais vulneráveis mesmo adotando práticas capitalistas; impulsionar investimento estrangeiro é correto, formação da ampla concorrência em serviços é correto, geração de empregos proveniente dessas ações é correto, diminuir por completo a intervenção do estado na economia (desestatização, desburocratização, etc) é correto, mas e as políticas públicas para aqueles que herdaram uma escolaridade inadequada em momentos anteriores?
Não se pode esquecer das iniciativas em pesquisas para saber a real situação desses e porque acompanham a retomada econômica de forma tão lenta. A visão que eu tenho é que essa ideia ainda não se passou nos projetos de muitos liberais; enquanto isso vemos “liberais” chamando "auxílios de renda" de privilégio em países subdesenvolvidos, forçando essa tese porque os mesmos têm medo de “descumprir uma agenda liberal", só que esquecem que uma das ideias defendidas no liberalismo de John Locke e Adam Smith é a prudência, e ser prudente com oque pede a situação atual de alguns países parece está fora de questão.
Oque pode se esperar é que antes dos mesmos criticarem tais auxílios, sejam criados mecanismos para que essas pessoas deixem por completo a dependência dos auxílios. Apenas.
Teremos o exemplo dos Estados Unidos, apresentando números significativos, e apenas no primeiro ano do governo Trump, em 2017, a pobreza caiu de um percentual de 12,7% para 12,3% (menor média desde o período de recessão em 2008), o índice de desemprego atingiu o menor nível em décadas, ficando em 3,9% em 2017, acompanhado de uma forte atividade econômica no país proveniente da extinção de certos impostos federais (a “política-liberal” mesmo com controvérsias nos EUA, surge realmente como um grande passo para a população mais vulnerável); mas outros números também assustam para um país de 'primeiro-mundo' e ainda assim uma potência mundial com 39 milhões de pessoas na pobreza, sendo 18 milhões na extrema pobreza (claro que temos um país com 8 anos de uma política alinhada a princípios esquerdistas/progressistas com Barack Obama, e isso explica muita coisa).
Mas encarece da frente de Donald Trump políticas voltadas à entender como recuperar essas pessoas e a identifica-las (norte-americanos ou estrangeiros? independentemente, se tem permissão para residir no país é preciso uma política de estabilidade financeira a essa camada da sociedade, fazer com que de fato sejam alcançados por setores econômicos), primeiro é um processo de identificar os pontos que os direitos não foram cumpridos, a exemplo da educação; Se os mesmos não possuem um nível de escolaridade adequado, se torna difícil o alcance a um trabalho bem remunerado, condições melhores de vida, e esses cidadãos acabam sendo um dos muitos da extrema pobreza que sobrevivem com menos de US$5,00 por dia.
Principalmente por se tratar de um país que, a mão de obra é valorizada e exigida portanto uma boa qualificação. Mas sobrepondo a isso a educação dos Estados Unidos é uma das melhores com '91% dos adultos entre 25 e 64 anos concluírem o ensino médio' segundo a OCDE. Entretanto se levarmos em conta o número de pessoas na pobreza, identificamos que há um problema no meio desse processo acadêmico.
O Estado portanto não precisa ser intervencionista, mas também não precisa ser isento das dificuldades sociais existentes a muitos anos, políticas públicas não se inclui a ser de esquerda e sim ao dever que o representante deve exercer. A polarização nos faz criar narrativas que, enaltecem alguns dos nossos ideais, julga aqueles que não acreditamos, mas não nos fazem refletir onde erramos.
Estados Unidos é um exemplo, pois observamos pautas liberais sendo colocadas em prática de certo modo que, deram certo e apresentaram uma objetiva melhora na economia, mas políticas públicas de interesse daqueles que por certas vezes foram desassistidos sendo abandonadas; Então o capitalismo ele deixa de ser opressor quando for incluso de forma estratégica, onde todos desfrutem dos benefícios do sistema.
Nos EUA ao mesmo tempo que muitos conseguem uma ascensão na sua área de atividade econômica, outros vivem em pequenas comunidades de ex-trabalhadores morando em seus respectivos carros, como mostra o documentário da 'DW documental' intitulado de "Cómo sobreviven los pobres en los Estados Unidos". Oque acontece è um processo onde setores econômicos se aprimoram e ao mesmo tempo que uns se desenvolvem, outros se vêem desqualificados ou de forma mais sucinta "ficando para trás".
Oque quero esclarecer portanto é que, ‘Liberais‘ e ‘Libertários‘ estão sim no caminho certo, e muitos estão lutando por esses ideais no Brasil, mesmo com as inúmeras dificuldades. Mas vejamos então o caso do ‘Ministério da Educação‘ (já que eu estava refletindo a todo tempo sobre escolaridade no processo de desenvolvimento dos setores econômicos); existe inúmeros projetos do ministério que ajudariam de diversas formas que ao mesmo tempo que o estado deixasse de intervir a educação se desenvolvesse.
Um desses projetos é o ‘Future-se‘, fazendo basicamente com que o setor privado continue colaborando com as faculdades em pesquisas, projetos, e etc. sem o exagero burocrático que é imposto hoje. Propõe que essas empresas estejam literalmente presente no campus, despertando o empreendedorismo nos graduandos e alcançando espaços que o estado não consegue ocupar.
Posso até esta equivocado, mas infelizmente pouca atenção foi dada pelos liberais a esse projeto, e olha que teve bastante tempo para discuti-lo. Em contraponto, a esquerda deu bastante visibilidade, logo divulgou que era “uma afronta à educação“, que “as faculdades não podiam se tornar empresas“, “não estavam à venda“ e etc. enfim, fizeram o seu papel, descreditaram algo feito para melhorar aquilo que durante 13 anos a mesma sucateou (isso não é narrativa, é fato).
Eu exemplifiquei oque quis mostrar com esse artigo; 'Liberais' ou 'Libertários' precisam lutar por suas pautas AGORA, e em todos os âmbitos sociais. Se não passarmos a identificar onde estamos errando e como podemos ajudar as pessoas a “não ficarem para trás“, não só o capitalismo mas todas as nossas pautas irão se tornar opressoras.
__
Referências:
URL: Google Chrome.
• http://www.oecdbetterlifeindex.org/countries/united-states/
• https://oglobo-globo-com.cdn.ampproject.org/v/s/oglobo.globo.com/economia/pobreza-cai-no-primeiro-ano-do-governo-trump-23062117?amp_js_v=a3&_gsa=1&versao=amp&usqp=mq331AQFKAGwASA%3D#aoh=15871605941572&_ct=1587160966184&referrer=https%3A%2F%2Fwww.google.com&_tf=Fonte%3A%20%251%24s&share=https%3A%2F%2Foglobo.globo.com%2Feconomia%2Fpobreza-cai-no-primeiro-ano-do-governo-trump-23062117
• https://www-bbc-com.cdn.ampproject.org/v/s/www.bbc.com/portuguese/amp/internacional-42323066?amp_js_v=a3&_gsa=1&usqp=mq331AQFKAGwASA%3D#aoh=15871605941572&_ct=1587160623177&referrer=https%3A%2F%2Fwww.google.com&_tf=Fonte%3A%20%251%24s&share=https%3A%2F%2Fwww.bbc.com%2Fportuguese%2Finternacional-42323066
• https://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/pobreza-americana-e-mais-rica-do-que-a-brasileira/n1597268071225.html
• https://epocanegocios-globo-com.cdn.ampproject.org/v/s/epocanegocios.globo.com/amp/Mundo/noticia/2019/03/como-e-viver-na-cidade-mais-pobre-do-pais-mais-rico-do-mundo.html?amp_js_v=a3&_gsa=1&usqp=mq331AQFKAGwASA%3D#aoh=15871523854427&referrer=https%3A%2F%2Fwww.google.com&_tf=Fonte%3A%20%251%24s
__
Escrito no dia 17, Abril de 2020.
No ano de 2018 o Brasil conheceu de perto a esquerda e a direita no espectro político, coisa que a anos atrás poucos conheciam, ou tinham ideia do que necessariamente se tratava.
Se analisarmos a esquerda e a direita da antiguidade veremos apenas que a esquerda era a oposição ao imperador e a direita a conservação do seu reinado por meio dos seus colaboradores. Mas nos dias atuais, é bem mais complexo, já que a esquerda e direita é dividida com base ideológica.
Em 2018 portanto, ocorreu uma das eleições mais "expressiva" em termos de votos no Brasil. Depois de uma das suas maiores crises econômicas, o país veio nessa eleição em busca de um salvador da pátria, oque explica o porquê de um movimento tão expressivo nas urnas. E com 57.797.847 votos, Jair Bolsonaro foi eleito presidente em uma disputa acirrada de segundo turno com o então derrotado Fernando Haddad.
Fernando Haddad representou a esquerda (a mesma esquerda que governou o país por 13 anos com o Partido Dos Trabalhadores). Mas como acontece essa queda no poder?.
Desde que o rombo das contas públicas entraram em evidência, já no 2° mandato de Lula (ex-presidente, também pelo Partido dos Trabalhadores), a direita no país começou a se "movimentar" para alcançar o poder. Mas esse movimento só cresce e ganha força quando em 2014 no governo de Dilma Rousseff (ex-presidente também pelo Partido dos Trabalhadores), Jair Bolsonaro começa a viajar pelo país ganhando apoio popular (mesmo não tendo anunciado sua futura candidatura).
A direita ganha um apoio forte com seu representante Jair Bolsonaro, quando em 2016 a população vai as ruas pedir o impeachment da então presidente, e nisso desperta no povo a necessidade de apostar em uma forma de governo nova, diferente daquela que foi apresentada pelo PT. Esse anseio deu espaço ao “anti-petismo”, que não tem uma base ideológica mas detém de um desejo em retirar o Partido dos Trabalhadores do cenário político.
A esquerda não precisou de uma forte oposição para ser exonerada do poder, porque a oposição foi comprada com o mensalão, e esse mesmo Legislativo ainda era pouco expressivo e conivente com as incoerências do então governo, foi preciso que o povo e os movimentos liberais fossem as ruas e a frente do congresso para cobrar dos mesmos uma posição com a situação do país naquele momento.
A sua auto-destruição se deu por meio da corrupção em massa, políticos (e até os ex-presidentes citados aqui) investigados na operação lava-jato; E o fato de ter colocado o país em uma crise econômica juntamente com a crise política existente nos últimos anos do governo, formou uma conjuntura desastrosa que ajudou a construir uma mácula em todo seu discurso.
Mas o povo e os movimentos de rua acordaram; os grupos liberais espalhados pelo país ajudaram nessa luta, então conseguimos derrubar essa estruturação de crime existente na esfera mais importante da política brasileira, o Poder Executivo.
No entanto, a aposta para a esquerda retomar o poder seria seu candidato com um nome forte na política, Lula; mas o mesmo foi impedido de se eleger por ter sido julgado e preso em um esquema de corrupção envolvendo um tripléx.
Daí você me pergunta: "qual seria a outra aposta da esquerda?", eles optaram por lançar um candidato pouco conhecido mas com a seguinte mensagem: "Lula è Haddad e Haddad é Lula", ou seja, trouxeram um pouco da ideia em que o Lula ainda estaria no poder mas representado por outra pessoa.
Estratégia boa mas que não foi a frente, tendo em vista que o então presidente eleito tinha um número maior de apoio popular, e daqueles que seriam os "anti-PT".
A verdade é que a esquerda está tão máculada, pois mesmo optando por outro candidato (Fernando Haddad), o mesmo é envolvido em 32 processos na justiça e acusado de deixar um rombo nas contas públicas de São Paulo na gestão em que foi prefeito, e talvez isso também teria o levado para uma posterior derrota; Tendo em vista que a população estava em busca de um "salvador da pátria", coisa que o Jair Bolsonaro se demonstrou bem, se declarando o candidato "anti-corrupção".
Oque podemos observar é que a esquerda ganha sua força em 2002, quando Lula é eleito presidente. Destrói o seu próprio discurso com os escândalos de corrupção decorrente do desgoverno do então ex-presidente. Seu momento crucial é quando Dilma Rousseff foi eleita e no segundo mandato sofre o impeachment deixando as contas públicas em ruínas, inflação altíssima, alto índice de desemprego e o mercado em queda.
Agora, e a representatividade da Direita?
Sim, voltamos a falar agora da direita. Que é representada pelo então presidente eleito Jair Bolsonaro.
Bolsonaro teve muita sorte na disputa das eleições, a principal delas foi seu grande apoio por meio da população, que viu nele uma pessoa que pode ajudar o Brasil a sair da crise tanto política quanto econômica.
E isso fica claro quando o mesmo declara um investimento muito pequeno em relação a publicidade de sua campanha. Outra sorte foi que ele teve como oponente uma pessoa sem grande influência na política e que exemplifica oque é a esquerda brasileira hoje.
Qual será o desafio da direita para prosperar no Brasil?
Por mais que a direita tenha alcançado um grande número de políticos na bancada do congresso - se comparada com a dos últimos anos - a esquerda ainda possui um número maior de políticos e ainda exerce grande influência no congresso, e se levarmos em conta essa questão, o atual presidente Jair Bolsonaro terá desafios para aprovar projetos;
Situação essa que sempre enfrentou como depultado - entre projetos desqualificados e outros importantes para a classe militar, teve 600 projetos de sua autoria mas apenas 2 aprovados - e continuará enfrentando. No entanto tais projetos podem ser importantes para o desenvolvimento do país.
A principal questão aqui é, apesar da vitória nas urnas pela presidência, a direita ainda tenta ganhar espaço no congresso, e dependendo de como irá se articular, o seu período no poder sofrerá grandes consequências, pois a esquerda possui grande parte da influência política no país.
__
Referências:
URL: Google Chrome.
* https://g1-globo-com.cdn.ampproject.org/v/g1.globo.com/politica/processo-de-impeachment-de-dilma/noticia/2016/05/relembre-trajetoria-politica-de-dilma-rousseff.amp?amp_js_v=a3&_gsa=1&usqp=mq331AQIKAGwASDAAQE%3D#aoh=15876171410977&referrer=https%3A%2F%2Fwww.google.com&_tf=Fonte%3A%20%251%24s&share=http%3A%2F%2Fg1.globo.com%2Fpolitica%2Fprocesso-de-impeachment-de-dilma%2Fnoticia%2F2016%2F05%2Frelembre-trajetoria-politica-de-dilma-rousseff.html
* https://www1-folha-uol-com-br.cdn.ampproject.org/v/s/www1.folha.uol.com.br/amp/ilustrada/2020/03/gestao-economica-de-dilma-rousseff-foi-a-mais-intervencionista-desde-geisel.shtml?amp_js_v=a3&_gsa=1&usqp=mq331AQIKAGwASDAAQE%3D#aoh=15876171410977&referrer=https%3A%2F%2Fwww.google.com&_tf=Fonte%3A%20%251%24s&share=https%3A%2F%2Fwww1.folha.uol.com.br%2Filustrada%2F2020%2F03%2Fgestao-economica-de-dilma-rousseff-foi-a-mais-intervencionista-desde-geisel.shtml
* https://exame-abril-com-br.cdn.ampproject.org/v/s/exame.abril.com.br/brasil/mensalao-foi-o-momento-de-maior-crise-do-governo-lula/amp/?amp_js_v=a3&_gsa=1&usqp=mq331AQIKAGwASDAAQE%3D#aoh=15876184172712&referrer=https%3A%2F%2Fwww.google.com&_tf=Fonte%3A%20%251%24s&share=https%3A%2F%2Fexame.abril.com.br%2Fbrasil%2Fmensalao-foi-o-momento-de-maior-crise-do-governo-lula%2F
* https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2016/05/160505_legado_pt_ru
* https://www-bbc-com.cdn.ampproject.org/v/s/www.bbc.com/portuguese/amp/brasil-45778959?amp_js_v=a3&_gsa=1&usqp=mq331AQIKAGwASDAAQE%3D#aoh=15876190987568&csi=1&referrer=https%3A%2F%2Fwww.google.com&_tf=Fonte%3A%20%251%24s&share=https%3A%2F%2Fwww.bbc.com%2Fportuguese%2Fbrasil-45778959
* Documentário do Brasil Paralelo. "Impeachment: do Apogeu a queda".
* https://istoe.com.br/uma-extensa-ficha-corrida/
* https://www.camara.leg.br/busca-portal?contextoBusca=BuscaProposicoes&pagina=1&order=data&abaEspecifica=true&filtros=%5B%7B%22autores.nome%22%3A%22JAIR%20BOLSONARO%22%7D%5D&q=%2a
___
Escrito no dia 21, novembro de 2018.
Acompanhamos no debate público, tanto no Brasil quanto no mundo, partidos ou até mesmo políticos geralmente de esquerda adotando bandeiras como o feminismo, movimento LGBTQI+, movimento sem terra, movimento negro e qualquer grupo possível em suas campanhas.
Mas a pergunta que se faz aqui é a seguinte: isso é realmente espontâneo por parte dos políticos ou apenas uma forma de ganhar votos através dessas bandeiras?
Precisamos entender que a política não é só flores e nunca será um paraíso por mais perfeito que você ache algum político, se ele(a) escolhe alguma bandeira para ser representada na sua campanha é evidente que ele quer ganhar votos daquele determinado grupo de pessoas. Mas existe um porém, avalie a história daquele candidato na política, isso faz a diferença, e perceba se o mesmo realmente luta por aquele grupo de pessoas, e oque ele faz por essas pessoas, certo?
Imagine um político que faz uma campanha destinada aos pobres, mas em mandatos anteriores foi o responsável por roubar milhões dos cofres públicos (dinheiro dos ricos e também dos pobres que pagam absurdos impostos e contribuem com a união). Controverso, não é mesmo?.
E isso que me fez avaliar certos discursos da esquerda, que geralmente tem o propósito de espalhar o "amor" pelo mundo mas na prática... já sabe.
Outro exemplo que eu sempre converso/aprendo com mulheres em si, é sobre o feminismo (com essas mulheres aprendo a importância de ALGUMAS das questões abordadas por esse movimento, importante não somente para as mulheres mas até mesmo aos homens), então vamos deixar claro que eu não tenho nada contra ao feminismo até porque a essência desse movimento é admirável e não precisamos deixar tais questões ser antagônicas, até porque se assemelha também a ideais liberais; Então não quero impor minhas ideias, apenas expressá-las para que, de certa forma, você formule a sua sendo igual ou diferente da minha.
Imaginamos agora um candidato(a) que tem na sua campanha o feminismo como ponto forte, mas novamente ao avaliar sua história na política, não encontramos nada significante a favor das mulheres.
Porque é muito fácil fazer textões na internet, post no twitter, mas esquece de fazer o feminismo acontecer na prática; Será que esse candidato(a) lutou para trazer uma creche em uma comunidade onde a mulher precisa trabalhar mas não tem lugar para colocar seus filhos?, ou então, defendeu um sistema de ensino de qualidade para essas mulheres que por falta da então educação sexual(ou não), teve filho aos 16 anos e tem a probabilidade de chegar na fase adulta sem o nível médio de ensino? Esse contexto em um país que, uma pessoa formada tem a probabilidade de adquirir uma renda 152% maior que aquela com apenas o nível médio de escolarização.
Porque na fachada de um triplex é difícil entender a real necessidade do tão falado povo, enquanto perdem tempo militando no Twitter esse país agoniza, um estado inflado e ainda assim pouco preocupado com a população, um estado que atua apenas para interesses próprios da casta(servidores públicos, agentes políticos, etc), e o povo? segue com uma política fajuta por conta das mesmas figuras de sempre. Triste realidade.
A campanha de um político tem que ser baseada nas suas ações de vida, e a política começa na liberdade que encontramos nos nossos espaços e oque praticamos, então não devemos esperar promessas de campanha, e sim ações ou projetos que façam jus à tais campanhas.
A esquerda na sua essência do período de redemocratização, nos braços dos sindicatos e com o ‘Partido dos Trabalhadores’ a frente, utilizou de um método de doutrinação sútil, basicamente fez com que muitos pregassem e acreditassem nas suas ideias sem com que de fato soubessem no que estava sendo proposto.
Em determinado vídeo, o próprio ‘Olavo de Carvalho’ exemplifica, abordando a questão do estamento burocrático (que é a utilização das instituições governamentais para benefício de um determinado grupo), que beneficia a casta política.
Olavo vai além, segundo ele da luta contra o estamento burocrático nasceu um anseio da esquerda pela então ‘revolução cultural’(dominar não apenas às instituições governamentais, mas os setores sociais, as faculdades, a mídia...), e porque utilizar da então revolução? Para conseguir impor esses ideais de maneira efetiva e tornar natural no imaginário da sociedade.
Ou seja, no final ela também estava em busca do então estamento burocrático. Doentio, mas basta observarmos o debate público como um todo e teremos a resposta sobre se essa reflexão é verdadeira ou não.
Mas agora que contextualizei um pouco, partimos pro ponto atual de muitos grupos e movimentos já nascerem escolhendo um lado(e esse lado é a esquerda). É simples, porque será que a revolução cultural busca principalmente as faculdades? Porque é onde está sendo formado os próximos filósofos, professores, jornalistas... que após isso irão ocupar os cargos estratégicos para o processo contínuo de doutrinação desses ideais. Quando a ideologia é fraca, o único método efetivo para ela ser adotada é travesti-la em conceitos e mais conceitos que não mostram oque ela é.
Agora a gente entende o porquê de um movimento tão elaborado e construído com a mesma presunção dos conceitos liberais, escolher um lado mas não se antenar no que de fato é pregado. A exemplo, um movimento que preza por igualdade entre todos os indivíduos, um movimento que também preza pelo princípio de não-agressão, parece que to falando do liberalismo mas isso é apenas algumas das pautas do feminismo.
Deixou ser incorporado por essa onda do estamento burocrático da esquerda na América. Foi incorporado à esse grupo e com todo respeito se ridiculariza, porque serve para defender uma cartilha programada e esdrúxula da esquerda. Mesmo que de forma imperceptível.
Um movimento que remontou toda uma sociedade patriarcal no final do século XIX e inseriu a mulher em diversos espaços sociais (não quer dizer que hoje não faça isso, calma), perde tempo falando de “mansplaining”, e não to falando de situações que a mulher é impedida de impor suas ideias, e sim de quando esse termo é utilizado para paralisar ideias vindas do sexo oposto.
Ou então, se preocupa em mostrar pro mundo que mulher se resume em útero e genitália. Uma inversão que dentro do próprio movimento já se denomina de “feminismo branco”, enfim...
Separaram tudo, e transformaram um movimento com histórias tão importantes, em palanque de discursos fúteis que não agregam nada em efeito prático a mulher.
Poderíamos citar diversos movimentos. Movimento LGBTQI+, movimento sem terra, movimento negro, tantos outros que estão “acolhidos” pela esquerda mas só ajudam a manter a casta política que em nada os ajudam.
Esquerda que se renovou com promessas de inclusão, e fez acontecer o inverso, um país que não parou de crescer o número de mortes de pessoas LGBTQI+, um país que não conseguiu incluir tantos jovens pretos, quilombolas e indígenas nas faculdades assim (governo Lula por exemplo, tinha uma meta do congresso de 30% dos jovens na faculdade até 2010, mas esse percentual ficou abaixo dos 15% mesmo passando por dois mandatos de Lula)
Enfim, prometeu um estado inflado e conseguiu, mas quanto a melhoria na qualidade de vida dos brasileiros fracassou e muito com esse estado inflado. E ainda hoje é sentido esse impacto na educação, na economia, na saúde, na segurança, na cultura... eles nos provaram que o estado por si só é ineficiente, se almejamos em algum momento melhorias em nossa qualidade de vida é mantendo um anseio pela extinção da casta pública.
Quanto menos estado, mais a probabilidade do desenvolvimento da liberdade, e da liberdade surge resolução de conflitos, melhora na economia e na qualidade de vida de todos.
Um exemplo disso é a Geórgia, um país que possuía um estado inflado e ineficiente, e mesmo sendo pequeno territorialmente, “abusou” das reformas administrativas e econômicas.
Avançou na construção de um modelo a ser seguido até mesmo por potências mundiais para o combate a corrupção, melhorou o IDH(índice de desenvolvimento humano) da sua população, e passou por uma significante retomada da economia, entre outras séries de resultados positivos advindos da presunção de liberdade nos espaços.
_____
Referências:
•Canal do YouTube: Luís Felipe Pondé.
Título: Feminista não entende nada de mulher.
•Canal do YouTube: Legendas World.
Título: O que é estamento burocrático?
•Canal do YouTube: Ideias Radicais.
Título: Combate a corrupção, crescimento de 10% ao ano: A revolução das Rosas na Geórgia.
•https://istoe.com.br/a-divisao-do-feminismo/
•https://pt.m.wikipedia.org/wiki/LGBT
•http://g1.globo.com/educacao/noticia/2015/11/brasil-investe-mais-em-educacao-diz-ocde-mas-abandono-ainda-e-alto.html
•https://www.todapolitica.com/movimento-feminista/amp/
•http://especiais.correiobraziliense.com.br/brasil-lidera-ranking-mundial-de-assassinatos-de-transexuais
_____
Escrito no dia 25, setembro de 2018.
Bolsonaro: os risos e o fardo.
A tradição da política brasileira é a contradição. Sim, muitos alcançam o poder e esquecem do mínimo, que é praticar ou ao menos lutar por tudo aquilo que é proposto em suas campanhas. Mas essa afirmação corresponde ao governo Bolsonaro? ou a seus “aliados”?
Corresponde não apenas a figura Bolsonaro mas a toda casta política do Brasil. Porém a importância do governo Bolsonaro não está contida na figura dele, e sim no marco que ele representa na história do país. Por mais que, algumas de suas propostas tenham sido contraditórias, é justamente uma outra parte da direita política, que ganhou visibilidade com a onda bolsonarista do país, que é capaz de cobrar e criticar tais inconsistências em seus atos.
É inusitado como ele consegue ser tão inteligente no início de seu mandato e após alguns meses perde toda aquela estratégia política; seu governo começa a ser formado por peças-chaves, como o lavajatismo do ex-ministro da justiça e segurança pública Sérgio Moro, a ala ideológica com aqueles ligados ao filósofo Olavo de Carvalho, os liberais na equipe econômica com Paulo Guedes, os militares em proximidade do presidente como o General Augusto Heleno e outras indicações por meio das bancadas do congresso a exemplo da ministra Tereza Cristina da agricultura. Um conjunto ‘Liberal-conservador’.
Se avaliarmos era basicamente isso. Ele arriscou até mesmo apoiar Rodrigo Maia para a presidência da Câmara, e vamos admitir, foi um ato político, ele queria manter uma boa relação dentro do congresso porque ele tinha uma reforma da previdência para aprovar. Gostando ou não, essa estratégia funcionou por um tempo.
Jair Bolsonaro significa a quebra do Lulopetismo no poder (o fanatismo político a figura do Partido dos Trabalhadores e a Luiz Inácio Lula da Silva). Mas outro fenômeno importante no cenário político causa espanto, o surgimento do Bolsonarismo (fanatismo político a figura de Jair Messias Bolsonaro) se tornando tão perigoso politicamente quanto o Lulopetismo. Porque os adeptos a uma ideologia tem ao menos uma filosofia de vida, princípios a serem seguidos e cobrado. O fanático ele apenas aceita e se ridiculariza por não ser capaz da crítica ou auto-crítica. O fanatismo é perigoso por contribuir com a ineptocracia.
Agora que chegamos a um breve passeio histórico, vamos avaliar o eleitorado do governo Bolsonaro, não só isso, os alicerces do governo. Porque diferentemente do que se observava a anos atrás, as classes mais baixas não tiveram um papel determinante na escolha do então governo. Porque estava totalmente dividida entre aqueles que ainda não sabiam para qual caminho seguir, aqueles que acreditavam no PT pois lembram do período de 2003-2009 como algo bom e proporcionado pelo partido, e aqueles que simplesmente não estavam se sentindo representados por essas figuras, que buscavam alguém que não só os representassem como assumisse o papel de “salvador da pátria”, e o discurso de Bolsonaro ajuda a ganhar essa parcela das classes menos favorecidas.
Um grupo minoritário mas formado por pessoas que necessitavam de um discurso sobre segurança pública porque o tráfico está matando e a polícia também está, e ninguém dava atenção a isso, queriam mesmo era ditar quem era a vítima sendo que a única vítima é aquele que trabalha honestamente e mesmo assim corre o risco de não voltar para casa com vida. Ou aqueles que estavam cansados de assistir o jornal mostrando escândalo de corrupção e favorecimento da casta política enquanto o número de desempregados não parava de crescer, então necessitavam de um discurso anti-corrupção.
Ou seja, foram essas pessoas que seguiram em busca de Jair Bolsonaro como presidente a dois anos atrás, porque o discurso compactuava com as necessidades da população. E a classe média chega no mesmo sentido, sendo conquistada tanto pelos liberais quanto pelo discurso da segurança pública e anti-corrupção. Classe média formada por pessoas que perderam suas lojas/micro-empresas, e precisavam de um discurso liberal sobre abertura da economia, competitividade nos setores, maior estímulo à micro-empresas, entre outros.
Então o grande equívoco da esquerda é chamar de fascista tais eleitores ou então o próprio governo. Como disse o filósofo Luiz Felipe Pondé: “...isso é um equívoco histórico, filosófico e político”. Porque esses eleitores estão em busca de alguém que os assistam, pois nos últimos anos eles perderam uma identificação ou representação política.
E não existe fascismo onde há uma busca por liberalismo econômico, os dois não compactuam.
Mas óbvio que, existem aqueles presos na narrativa de 1964, que são AUTORITÁRIOS e pregam por “fechamento do stf”, “intervenção militar”, “fechamento do congresso”, e felizmente é um grupo cada vez menor.
Então Bolsonaro deu certo?
A resposta para essa pergunta está sendo construída ao longo do tempo. Então vamos analisar alguns pontos.
Porque na questão da segurança pública com Sérgio Moro não só deu certo, como foi um sucesso. A exemplo dos assassinatos que caem 19% sendo o melhor percentual desde o início da contagem em 2007. Além da queda em todos os tipos de crime como estupro(-5%), roubo de veículo (-30%), roubo de carga (-38%), entre outros. Isso formenta as classes menos favorecidas que são as que mais sofrem com a criminalidade.
O sucesso nesses números leva em consideração não só as estratégias montada por Sérgio Moro mas também a liberação das armas, fazendo com que boa parte dos cidadãos adquiram um mecanismo de auto-defesa. Isso além de intimidar os criminosos faz com que na prática o cidadão não seja acuado pelo meliante.
Outro exemplo é a agricultura.
Que desburocratizou e causou espanto para os leigos, pela liberação de agrotóxicos, mas percebam que, quando o estado quebra o monopólio dos agrotóxicos ele da abertura para uma gama desses produtos com percentual de risco à saúde muito menor, e mais barato para os produtores. Isso é um marco no setor, pois incentiva a inovação. Temos índios da etnia Paresi utilizando do plantio da soja como modelo de aquisição de recursos. E o faturamento no campo sendo o segundo maior da história.
Na educação propostas a todo vapor por Abraham Weintraub, que apesar de deixar seu lado ideológico o fazer pouco estratégico, pelo menos montou alguns planos. Como o ‘Future-se’ que busca trazer autonomia financeira as universidades, fazendo com que aja uma parceria entre essas e algumas empresas que precisem de estudos especializados. Temos as escolas cívico-militares, que basicamente busca fazer com que 216 escolas públicas do país até 2022 adquiram o modelo militar, abrindo espaço para disciplina no ambiente escolar e uma nova metodologia de ensino através dos militares da reserva. Mas a falta de estratégia de Weintraub fez com que ele se isolasse em um lugar que ele precisava ser destaque, que é o ministério da educação. Se as suas medidas não foram adotadas e hoje ele é tido como uma aparição destoada no ministério, é pela sua prepotência ideológica. E isso é um ponto contrário a sua gestão, além do fato do Enem ter passado por diversos erros na hora da entrega de notas. Temos também o contigenciamento, sendo algo inteligente para a gestão, pois em um primeiro momento deu tempo para que os investimentos fossem estudados e realocados de forma efetiva, mas era esperado uma maior atenção no ensino básico. E não foi feito.
A economia é marcada por altos e baixos, como o PIB com alta tímida de 1% (sendo justificado por Paulo Guedes como um crescimento natural sem um estímulo exagerado ao crédito), temos também uma alta na dívida externa do país mas como o número de investimento estrangeiro aumentou em 2,2%, foram suficientes para cobrir o rombo das contas externas no acumulado de 2019. A bolsa bateu recorde e o dólar também, principalmente pela fuga de capital estrangeiro do país por conta da queda na taxa de juros e ainda mais pela guerra comercial. A inflação obteve queda cultivada pelo baixo crescimento econômico e o percentual de desemprego estagnado. Unanimidade não existe quando falamos de governo Bolsonaro.
Mas vamos sair do cenário apocalíptico e mostrar alguns avanços na economia em termos de eficiência de gestão. A exemplo da Petrobras, que após anos, bastou uma indicação técnica para voltar a dar um lucro saltante nos cofres públicos. E isso foi uma promessa de campanha, Bolsonaro pregava por uma valorização da Petrobras e mostrava que não privatizaria a mesma caso ela não fosse capaz de gerar lucro. Temos o avanço do exército nas estradas, melhorando a infraestrutura do país com o ministro Tarcísio Gomes a frente. Além de diversas concessões de rodovias e aeroportos. Dando novamente eficiência nos investimentos públicos e melhorando a infraestrutura do país juntamente com o setor privado.
Então percebam que, a importância do governo Bolsonaro não está contida na figura dele, não mesmo. Essa importância está nas pautas que rodeiam o governo e que só conseguiram ganhar espaço no congresso com essa gestão. Um marco, pois era um país com um estado inflado e burocrático, sendo agora construída aos poucos um conjunto de ações liberais. Isso é importante.
E detalhe, essas pautas nem sempre são propostas do governo, como o ‘marco legal do saneamento básico’. Porque em 2018 a renovação do congresso foi importante e a independência que o legislativo obteve com a gestão Bolsonaro é perceptível. O rompimento do então presidencialismo de coalizão deu espaço para que o congresso fizesse o óbvio, representar os anseios da maioria. E agisse sem depender da coordenação ilícita do executivo. (Pelo menos oque aconteceu até agora)
Indubitavelmente, do ponto de vista político, Bolsonaro ainda é uma incógnita.
Porque se avaliarmos após um ano e meio dessa gestão ainda não sabemos com clareza a situação da sua base aliada, e isso é perigoso pois dá espaço para uma série de ações contraditórias.
Se sua base aliada está fragmentada a culpa não está nos eleitores e sim nas pessoas que integravam essa base. Pois a política do Brasil está em um nível tão baixo, que bastou uma onda bolsonarista no país para os progressistas ou sociais-democratas vestirem a camisa do PSL e alcançarem o congresso. Alexandre Frota, Joice Hasselman, professora Dayanne Pimentel, são peças desse xadrez político que mostra o baixo nível da política desse país. Pessoas apagadas, sem credibilidade alguma, que alcançaram o poder chamando Bolsonaro de “capitão” ou “01”. E hoje o chama de traidor.
Então esses eleitores são inteligentes, porque aprenderam com as gestões passadas que era preciso uma base forte e aliada ao executivo. E eles conseguem garantir a governabilidade do presidente fazendo a bancada do PSL ser a segunda maior do congresso. Mas essa base está fragmentada e infelizmente força de imediato a aproximação de Bolsonaro ao chamado centrão. E oque ocorre com essa fragmentação? A recriação do ministério das comunicações, o loteamento de cargos do baixo-escalão como FNDE (fundo nacional de desenvolvimento da educação) além de cargos do ‘Banco do Nordeste’.
Mas vamos admitir que o presidente tem sua parcela de culpa e responsabilidade nisso. E fico com uma frase do Bacharel em Direito e comentarista político da CNN Brasil Caio Coppola: “Mais vale ser afastado do poder por criminosos, do que se manter no poder por conta deles.“, uma verdade irrefutável.
O erro do presidente não está apenas na mudança de sua postura quanto ao “toma lá, da cá” na política. O principal erro nessa gestão é a insistência em pessoas com baixíssima competência para assumir o alto escalão. A exemplo do Ricardo Sales no ministério do meio ambiente.
O mesmo assume com desprezo total por boa parte dos órgãos ambientais, até porque já foi afastado da função de secretário do meio ambiente, na gestão de Geraldo Alckmin como governador do estado de São Paulo, por improbidade administrativa. E apesar de alguns projetos como ‘Programa Lixão zero’, acordo de Cooperação Técnica para o desenvolvimento do Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos (SINIR). Sistema esse criado em 2010 mas que só foi efetivado em 2019. Enfim, apesar desses pontos positivos, apenas as declarações toscas do ministro fez o Brasil perder muita credibilidade.
A exemplo de alguns países importantes deixarem de contribuir com o fundo-Amazônia, oque foi sentido agora no ano de 2020 pela falta de recursos para gerenciamento das políticas públicas na Amazônia. E um fator importante é como o capitalismo se comporta frente as ações ao meio ambiente pelo governo federal.
A alguns dias um grupo de investidores estrangeiros e brasileiros pressionaram o governo em busca de respostas quanto as políticas ambientais do Brasil.
O mercado já não é mais aquele que se baseia apenas na qualidade e competitividade do produto, e sim na credibilidade. Surge finalmente o anseio ao princípio de não-agressão e preservação do espaço. O governo Bolsonaro que se prepare, pois o capitalismo se tornou o grande marco para o incentivo das políticas ambientais, afinal, ninguém quer vender ou comprar produtos advindos de maneira persuasiva e desrespeitosa com o meio ambiente.
___
Referências:
* https://g1.globo.com/google/amp/retrospectiva/2019/noticia/2019/12/17/retrospectiva-2019-a-economia-brasileira-em-sete-graficos.ghtml
* https://g1.globo.com/economia/noticia/2019/11/25/rombo-nas-contas-externas-sobe-41percent-ate-outubro-e-ja-supera-todo-ano-de-2018-investimento-avanca.ghtml?_gl=1*1l9s5i9*_ga*VTRaZVN1T2pXZzdaZWl4SDRVLV9zVHNOV01WOG1DYlBSS19vZ25SeTJJZDNIVnBTS3pSOVQxWDRtRnRLT3VSdA..
* https://epocanegocios.globo.com/amp/Economia/noticia/2019/12/retrospectiva-2019-os-fatos-que-marcaram-economia.html
* https://amp.dw.com/pt-br/apesar-de-cr%C3%ADticas-justificadas-governo-bolsonaro-tem-feito-muita-coisa-certa/a-53844698
* https://www.bbc.com/portuguese/amp/internacional-50760533
* https://revistagloborural.globo.com/amp/Noticias/Agricultura/noticia/2019/12/retrospectiva-2019-relembre-os-fatos-que-marcaram-agricultura-este-ano.html
* http://portal.mec.gov.br/ultimas-noticias/12-acoes-programas-e-projetos-637152388/82191-em-300-dias-de-governo-destaque-da-educacao-vai-para-future-se-escola-civico-militar-e-enem-2019
* Podcast: O assunto- O primeiro ano do governo Bolsonaro.
* https://www.justica.gov.br/news/collective-nitf-content-1563293956.35
* https://www.politize.com.br/ministerio-do-meio-ambiente-em-2019/amp/
* Canal do YouTube: Luiz Felipe Pondé.
Título: O Bolsonaro é Fascista?.
__
Escrito no dia 18, julho de 2020.
Um termo cada vez mais conhecido entre a população brasileira, e que precisa ser tratado de forma serena, sem o utilitarismo comum e a problematização que nos cega, diante das dificuldades sociais de uma sociedade que necessita está inserida em um meio econômico. Sim, estou falando da ‘uberização’.
Da maneira que é discutido e propagado amplamente, esse termo ficou conhecido como uma nova relação entre o empregado e empregador, onde ambas as partes não estão vinculadas por meio de um contrato judicial, sendo considerado um modelo de exploração para alguns ou uma posição de autonomia dos trabalhadores para outros.
Esse novo modelo é difundido pelos aplicativos que facilitam a conexão do cliente com o prestador de serviço. A exemplo: Uber, Ifood, Getninjas, etc.
Mas, infelizmente, um assunto tão delicado é tratado de maneira política[no sentido informal], sem propostas que consigam reverter a longo prazo eventuais falhas dos aplicativos portadores dessa “nova” tecnologia, e o mais importante, evitar a extinção desse modelo de complementação de renda. Então creio que não será possível uma mudança se tratarmos esse tema como um debate superficial em programas de TV ou documentários.
As perguntas que precisam ser feitas antes de tudo: “quem são essas pessoas que decidem aderir a esse modelo?”, “por qual motivo elas estão?”, “ “quais fatos antecederam essa escolha?”, “é rentável?”, “quais as dificuldades?”; a partir dessas perguntas precisamos ir em busca de soluções, porque sem o entendimento da complexidade da situação, não chegaremos a conclusões.
No debate público se tornou repetitivo a transferência da culpa para os aplicativos, mas será que esses são os únicos “vilões” dessa história? Por que não paramos para analisar os fatos que antecederam essa busca de 5,9 milhões de pessoas no Brasil a um tipo de tecnologia para impulsionar suas atividades? [nessa categoria não está contido os motoristas de app] (Instituto Locomotiva)
Porque se analisarmos os números atuais de pessoas na informalidade (41,2%) e o de 10 anos atrás (42%), percebemos uma certa estabilidade, comprovando que as medidas adotadas pelo estado até aqui, de fato não ocasionaram uma mudança radical no padrão de vida do brasileiro. Não tornou pessoas sócias ou donas de empresas, e sequer as empregaram em regime da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), tendo em vista o aumento do desemprego desde 2015. Então essa reflexão é necessária, pois uma das principais medidas propostas por muitos políticos hoje é a “regulamentação dos aplicativos de transporte”, ou então “colocar os “explorados” dos aplicativos em regime da CLT” e etc. sendo que na prática, o estado não solucionou dificuldades interferindo durante esses anos, e que não pode ser por intervenção dele a solução dos problemas atuais.
Os próprios entregadores de aplicativo admitem isso, quando 70% deles recusam a necessidade da CLT no setor, segundo o IBOPE. Causando um desconforto para aqueles que prezam pela imediata intervenção do estado, que convenhamos, é mais uma forma de se conseguir meios de expropriação. Na prática, não se tem uma vontade de solucionar dificuldades dos aplicativos ou colaboradores, e sim de se retirar mais recursos para o estado.
Quando a Uber chegou ao Brasil, precisamente em São Paulo, foi um marco no setor de transportes, tendo em vista o avanço que a empresa obteve desde sua criação em 2009 na cidade de San Francisco, na Califórnia. O barateamento das corridas, devido a não tributação do estado sobre o aplicativo, é o diferencial da empresa. Que logo abriu os nossos olhos sobre às necessidades que muitos brasileiros passavam (e passam). De um lado o consumidor que teve uma alternativa barata quanto aos famosos táxis, e do outro os motoristas, pessoas que seguem em busca de novas oportunidades para complementar a sua renda ou que já dependem por completo do aplicativo.
No início eram comum histórias de motoristas que eram informais e que estavam ali dependendo daquele aplicativo para se manter, apostando naquela alternativa, mas logo depois surgem os médicos, engenheiros, professores, advogados, que hoje estão nesse meio econômico, pois não encontram oportunidades de emprego em suas respectivas áreas. Então o estado é o responsável por essa reversão, quando aprofunda a crise com doses de intervenções, e que já não bastasse os problemas causados por ele, hoje ainda busca interferir também nos aplicativos. Então é uma questão lógica, de que caso ocorra uma intervenção do estado para “solucionar” tais problemas, só aprofundará esses ainda mais.
Agora, quando avaliamos o dia a dia das empresas desse setor e dos motoristas/colaboradores, não podemos abafar as dificuldades existentes dos dois lados. Esse é o diferencial, o olhar apolítico nos permite compreender os dois. E aprofundando nesse momento com os motoristas, percebemos sim suas dificuldades que precisam ser vencidas e mostradas.
Uma rotina por vezes cansativa, com uma jornada de trabalho que dura em média 12 horas, e com um bom faturamento médio de 200 reais por dia (dependendo da situação e do aplicativo, pois com a covid-19 isso muda). Mas existe também a insegurança em que a rua traz para esses (não somente para os motoristas e também para os passageiros), e as desvantagens que é dada aos motoristas.
Desvantagens essas, como o sistema de avaliação, que pode servir como uma medida de segurança, mas bastante utilizado como uma espécie de barganha entre usuários e aplicativos. A exemplo, quando um aplicativo oferece ofertas para um usuário que tenha avaliado como “ruim” a sua respectiva viagem, isso complica muitos motoristas, já que passageiros tende a avaliar com notas baixas para conseguirem descontos em suas viagens.
Problemas internos que são constantes, mas que aos poucos passam a serem resolvidos de maneira interna, sem uma necessária interferência legislativa (com algumas ressalvas).
Nos últimos anos por exemplo, o grande descontentamento dos motoristas e passageiros forçou a Uber a aprofundar em pesquisas e recolhimento de dados anuais para se ter uma ideia dos problemas enfrentados. Oque ocasionou uma série de mudanças na plataforma, como a obrigação do registro de antecedentes criminais para motoristas, e obrigação do registro de CPF no aplicativo para os passageiros; algumas outras ferramentas de proteção para a mulher como o ‘U-Elas’ (opção somente para obter serviços de mulheres), uma central de atendimento 24 horas, botões que acionam a polícia em caso de urgência, possibilidade de gravações de áudios de viagens para serem utilizados como provas, e exclusão imediata de usuários ou motoristas que tenham cometido algum ato criminoso ou que não condizem com os termos da Uber, entre outras medidas para se garantir a segurança dos colaboradores. Então é visível o esforço dessas empresas para atenderem respectivas necessidades.
No entanto, o principal ponto é equilibrar os esforços para se garantir a confiança dos usuários como também a segurança dos colaboradores (motoristas, etc), e nisso os aplicativos tem errado e muito. O sistema de avaliação exemplifica, onde o peso da conduta recai com maior intensidade sob os motoristas do que nos passageiros.
Mas algumas medidas estão sendo adotadas pela Uber a algum tempo para os motoristas. A exemplo de seguros de saúde ou de carro que cobrem todo o período de trabalho, e parcerias com locadoras de carros como uma tentativa de baratear os custos dos aluguéis. Medidas necessárias mas em ritmo lento, já que cada região está em um estágio diferente quanto a execução dessas medidas. [calma, daqui a pouco eu apareço com propostas para resolver essas questões]
É importante ressaltar a liberdade que os colaboradores possuem ao fazer parte de diversas plataformas; como não existe um vínculo judicial, esses conseguem trabalhar, ao mesmo tempo, para diferentes empresas do setor.
Aprofundando nas empresas, percebemos dificuldades do ponto de vista econômico, observando que a maioria dessas empresas operam em déficit ou com uma margem de lucro pequena. Oque isso quer dizer? Que boa parte das ações propostas por políticos brasileiros podem acrescentar uns 50 reais na renda do motorista, mas ocasionar a falência de uma empresa e consequentemente um retrocesso no setor, tendo em vista que apenas as empresas como a Uber são capazes de gerar outras empresas, como as de locadoras, seguros, etc. muitos postos de trabalho formais e informais, que existem apenas para contribuir com esses aplicativos. Então é preciso ter um certo cuidado quanto as consequências das medidas que serão tomadas.
Mas isso quer dizer que tem que deixar tudo como está? Claro que não. Mas medidas intervencionistas sem respeitar o desejo dos próprios motoristas, entregadores, aplicativos, etc. é um equívoco e despreparo do estado. Diante dos fatos apresentados, oque pode ser feito é a retirada da posição de interventor do estado para a de mediador. Porque já que não existe um equilíbrio nas ações para o benefício de usuários e também de motoristas, o estado precisa ser capaz de auxiliar esse equilíbrio que ocorre em ritmo lento.
É preciso diferenciar as ações quanto as categorias dos aplicativos: delivery, viagens, serviços domésticos e etc. pois cada uma dessas empresas possuem realidades diferentes e os seus colaboradores também. Enquanto a Uber já trabalha com a apresentação de benefícios para os motoristas, a 99pop pode ser que não tenha esse mesmo desempenho. Assim como o Ifood pode ser mais vantajoso para os entregadores do que a Rappi. Então cada aplicativo precisa apresentar uma série de medidas que serão adotadas conforme a sua categoria até um prazo determinado, as diferentes propostas serão analisadas, primeiro, pelos próprios aplicativos, depois pelo congresso nacional e a escolha ficará a cargo dos próprios colaboradores(motoristas, diaristas, entregadores, etc.) através de uma votação online. E terão comentários do congresso e dos aplicativos sobre as consequências de cada proposta para as empresas e para eles.
Percebam que nessa proposição apresentada, não é o estado que constitui regras, e sim as empresas, pensando no futuro dos seus colaboradores e usuários.
E o principal ponto a ser debatido nessas propostas, deve ser uma explicação elucidativa dos termos de cada plataforma para os atuais e futuros usuários e colaboradores, para que os mesmos tenham uma noção do valor que pode ser adquiridos por eles a cada serviço, e dos benefícios que eles possuem ao aderir a plataforma. E também o conhecimento da liberdade que eles adquirem ao não precisar ter horários fixos de trabalho, é importante ressaltar que os motoristas quando escolhem aderir a 12 horas de jornada de trabalho, essa jornada geralmente não é direta e sim com longos períodos de pausas, já que o foco dos motoristas são os horários de “pico” nas ruas (manhã e final de tarde).
E por que falar de “explicação elucidativa”? Pois observei em alguns relatos e documentários, que há uma certa decepção dos colaboradores ao longo do tempo com os aplicativos. Pois é concedido certos benefícios de taxas no início, em que a renda do colaborador alcança em média 3.000 reais ou mais por mês, mas com um tempo esses benefícios são extintos, ocasionando uma queda na renda; como também algumas táticas de dumping pelas empresas (preço que geralmente se considera menor do que se cobra pelo produto dentro do país exportador, por um tempo, visando prejudicar e eliminar os fabricantes de produtos similares concorrentes no local, passando então a dominar o mercado e impondo preços altos.)
Quando essas pessoas, passam a ter uma visão realista de como irá funcionar o seu rendimento nos respectivos aplicativos, tem a oportunidade de planejar sua vida conforme seus futuros ganhos. Evitando o descontentamento após o início das atividades.
_________________________________________________________________________________________________________________________________________
Referências:
Canal do YouTube: Rede TVT.
Título: Uberização do trabalho: documentário discute precarização pós reforma.
Canal do YouTube: Renato Prata Biar.
Título: Vidas Entregues.
Canal do YouTube: Júlia Bonventi Nunes.
Título: Uberização- Documentário.
———
Escrito no dia 18, agosto de 2020.
O que a Venezuela e a Geórgia não tem/teve em comum?
Quando se discute as falhas estruturais do socialismo com pessoas adeptas a essa ideologia, os primeiros argumentos são: “imperialismo americano, com as sanções econômicas” ou “o resto do mundo é capitalista”; o primeiro argumento pode até ser validado, o segundo é uma completa bizarrice. Então antes de tudo vamos desmistificar alguns pontos.
Por isso a melhor forma de prevê o futuro, é estudando o passado, e nessa situação iremos comparar as revoluções com viés socialista e revoluções com caráter liberal.
Para um socialista raiz e fiel a Marx, é muito fácil não reconhecer que o modelo econômico proposto é falho, incapaz de gerar riqueza e que a tentativa absurda de distribuí-la através do estado não passa de uma ilusão utópica. Por mais que não aceitem, é a verdade.
Para comprovar isso, basta utilizarmos a reflexão do economista austríaco Joseph Schumpeter: “o atrito ou antagonismo entre as esferas pública e privada foi intensificado desde o princípio pelo fato de [...] o estado viver da renda produzida na esfera privada...”
Observamos então a situação política da Venezuela, que encontra 96% de sua população na linha de pobreza, acumulando até agosto deste ano uma inflação de 1.079,67%, segundo dados publicados pela Assembleia Nacional (AN).
No entanto, o ditador Nicolás Maduro, em seus discursos sempre incisivos, tenta acalmar a sua cúpula esbravejando contra o “imperialismo americano”, tentando comovê-los em nome da “revolução bolivariana” (que teve início no dia 2 de fevereiro de 1999, quando Hugo Chávez assumiu o poder).
Mas o ditador não explica/responsabiliza as ações tomadas por seu finado companheiro Chávez, que tabelou a inflação da Venezuela a anos atrás e praticamente extinguiu a indústria nacional, concentrando até a força de importação de alimentos na mão do estado, o resultado foi uma população que compra carne estragada e foge do seu país para sobreviver.
Sem contar nos problemas causados por esse poder exacerbado, fruto da ditadura. Que simplesmente prende opositores políticos, mata manifestantes e forma milícias clandestinas em comunidades da Venezuela para “acalmar” a população.
Perceba que, para um socialista é muito mais fácil confiscar propriedade privada através do estado ou matar “burgueses”, do que tentar explicar oque fazer depois que o próprio estado não tiver como gerar riqueza, e pior, quando o sistema socialista causar um choque entre o grupo que detém poder e o grupo que não detém(opositores, burgueses...).
A situação política-econômica da Venezuela é um claro exemplo.
Em contraponto, imagine um país que durante anos esteve atrelado a escândalos de corrupção, onde até professores praticavam suborno, jornalistas eram mortos ao denunciar políticos, uma parte do seu território é dominada pela Rússia e de uma hora pra outra passou a ter uma reviravolta de sua própria história após adotar uma série de reformas econômicas e administrativas. Eu tô falando da GEÓRGIA.
Tudo começou no dia 3 de novembro de 2003, quando a população passou a fazer manifestações em frente ao Parlamento da Geórgia, em Tbilisi; um episódio que ficou conhecido como ‘Revolução rosa’.
Esse movimento ocasionou a queda de Eduard Shevardnadze do poder executivo [ele foi um dos integrantes do 'Partido Comunista da União Soviética', mas durante o período pós-URSS adotou uma postura social-democrata, tendo em vista a ideologia do último partido dele, o ‘União dos Cidadãos da Geórgia'].
Mas foi com Mikheil Saakashvili que a Geórgia deu um grande passo para o desenvolvimento, ao elegê-lo como presidente.
Ele assumiu o poder com a promessa de reformas administrativas e econômicas como principais pontos a serem cumpridos em seu mandato.
A consequência foi que esse cara simplesmente demitiu milhares de funcionários públicos da Geórgia, incluindo todos os funcionários do ministério da educação, 16.000 policiais de trânsito, e tantos outros. Uma forma de extinguir a corrupção institucionalizada no país.
Estimasse que entre 2003 e 2010, cerca de mil funcionários públicos e autoridades enfrentaram processos por envolvimento ou práticas corruptas na Geórgia. Até empresários que tentavam subornar algum tipo de autoridade [inclusive já teve casos de tentarem subornar o chefe do executivo] foram presos.
O país saltou da 124ª posição no Índice de Percepção da Corrupção Global, divulgado pela Transparência Internacional, em 2003, para a 44ª posição em 2016. Sendo considerado o país que mais combateu a corrupção no mundo em 2010.
Na economia ocupa a 16º posição no Ranking de Liberdade Econômica, segundo dados de 2018. Oque explica o crescimento médio de 10% ao ano da economia do país, padrão adquirido somente após a revolução ocorrida em 2003.
Perceba a diferença das escolhas tomadas por esses dois países (Venezuela e Geórgia) e compare com o rumo que a população e a economia dos respectivos países tiveram.
De um lado, um país que simplesmente demite todos os funcionários públicos possíveis como uma tentativa de extinguir a corrupção (que, infelizmente, ainda existe mas em pequena escala), que retirou boa parte do “corpo” do estado da economia e alcançou um padrão de crescimento de em média 10% ao ano.
Do outro, um país que tabelou sua inflação, que interferiu (e interfere) massivamente na economia até concentrar a possibilidade de adquirir alimentos somente através do estado, e hoje enfrenta uma inflação que ultrapassa 1000%, e assiste 96% da sua população na linha de pobreza.
A história - quando não distorcida - é capaz de nos levar a uma reflexão contraintuitiva, onde nós conseguimos enxergar os erros e as consequências, os acertos e as consequências, mas a autocrítica é sempre difícil, entendo.
Por isso o debate sobre reformas liberais e socialistas não deve se nivelar em uma simples disputa ideológica, mas em um debate aprofundado, pois o resultado das escolhas tomadas estão aqui, a olho nu.
Quando critico o modelo socialista eu não busco atacar somente as reflexões de Karl Marx e sim de refletir sobre as ações e as consequências do sistema.
Enquanto um socialista prefere culpar os males do mundo, usando da falácia-argumentativa, falando que o “acúmulo de capital é o grande causador das desgraças que nos assola”.
Basta trazermos temas históricos como o 'final do período paleolítico', onde homens matavam outros apenas para conseguirem uma ferramenta que era capaz de preservar o fogo [o fogo por muito tempo foi um mecanismo de poder, pois fazia com que grupos desenvolvessem as atividades do dia a dia mais facilmente], que o fato responde por si só.
Perceba que não existia capital, moeda, ou algo do tipo, mas desde o princípio somente algo foi capaz de corromper e dividir os homens, o PODER.
Então defendo o liberalismo pelo fato de não acreditar que concentrar muito poder na mão de um grupo seja possível melhorar o padrão de vida dos homens.
Somente é possível melhorar o padrão de vida retirando ao máximo o estado da economia, permitindo a existência do livre-mercado, onde não é possível um estado regular ou impor, e as decisões são tomadas conforme as trocas voluntárias entre os indivíduos.
É através desse sistema capitalista que tanto gerou riqueza, que hoje não existe as grandes fomes, que o acesso a tecnologia e informação se tornou cada vez mais rápido e você provavelmente tenha um padrão de vida muito maior que o de um Rei da Europa Feudal.
Pois com esse sistema se tornou possível a descentralização do poder e dos benefícios econômicos.
Então aquele pensamento que foi imposto a você, de que antes do surgimento do capitalismo o mundo no campo era perfeito, romântico e depois o mundo foi transformado em um plano imperfeito, que pessoas foram exploradas para que outras pudessem ascender, sinto lhe dizer mas é falso.
Antes do surgimento do sistema capitalista, o poder quando não centrado em um rei (absolutismo monárquico), era concentrado em várias pessoas que tinham alguma ligação com a nobreza e conseguiam posse de terra, e após isso “pedia” para outro que trabalhasse uma vida inteira no campo em troca de basicamente comida e lugar para morar (senhores feudais e servos).
A consequência disso era quase toda a população mundial da época na linha de pobreza. Cerca de 96%.
Isso sem contar as pragas, doenças, períodos das grandes fomes e tantos outros fatores que hoje não é comum pelo fato do sistema capitalista resistir, em pequena escala, mesmo sendo tão criticado e confrontado.
E as críticas não são ruins, não mesmo, pois precisam ser feitas para aflorar o debate, a exemplo de quando falam das relações trabalhistas, como a uberização; é nesse momento que os liberais falam qual o verdadeiro papel do estado e do mercado [temos um artigo sobre isso].
Mas não reconhecer os benefícios do sistema, e culpar o modelo pelos ciclos econômicos que são causados justamente quando existe intervenção do estado na economia, insistindo em utopia dialética marxista como “solução” ou “plano perfeito”, é tolice.
_
Referências
* https://aleconomico.org.br/a-georgia-e-os-beneficios-da-liberalizacao-economica/
* https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Revolu%C3%A7%C3%A3o_Rosa
* https://pt.countryeconomy.com/governo/pib/georgia
* https://www.bbc.com/portuguese/geral-49149854.amp
* https://youtu.be/5RmcBisTadA
* https://pt.qwe.wiki/wiki/Corruption_in_Georgia
* https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Mikheil_Saakashvili
* https://amp.dw.com/pt-br/o-que-a-pequena-ge%C3%B3rgia-pode-ensinar-no-combate-%C3%A0-corrup%C3%A7%C3%A3o/a-46032753
* https://open.spotify.com/show/7pzt87lC9gjutRRVkVKII6?si=Z_9-4kDGQ76Z_kSGYeix7Q
_
Escrito no dia 3, outubro de 2020.
A primeira questão abordada para o caminho de privatização das praias, é o fato dela ser um bem teoricamente escasso e que, portanto, precisa ser apropriada, conforme o conceito do direito à propriedade.
A apropriação se dá pelo seguinte: quando alguém for dono de algo, necessariamente ele irá cuidar e manter aquilo pois ele pode perder a sua propriedade caso não a preserve.
Isso nos leva a refletir na seguinte situação: “se alguém for o dono de uma faixa de areia da praia, ele não irá permitir que se amontoe lixo, pois estaria desvalorizando a sua propriedade e levaria até mesmo a extinção de certos mariscos que ele tem acesso.”
E mesmo que isso não acontecesse, caso o dono simplesmente abandonasse a sua propriedade e a deixasse destruída, ele teria que desapropria-lá por não atribuir trabalho ao espaço, pois apenas é o dono legítimo da propriedade aquele que atribuiu trabalho a mesma. [não podemos esquecer que, isso não significa que a propriedade exista, necessariamente, para cumprir uma função social, ela existe para corresponder aos desejos do seu dono, desde que esses desejos não comprometam a vida/propriedade de terceiros]
Hoje já existem certas praias privatizadas e diferentes modelos: alguns proprietários formam mansões e a preservam para si; outros constroem hotéis onde é permitido o acesso a faixa de areia; outros alugam para visitantes e utiliza o aluguel para preservar a propriedade com serviços de limpeza e segurança; outros permitem a entrada gratuita para visitantes e cobra aluguéis para pessoas que tenham quiosques ou ofereçam serviços na faixa de areia.
O principal ponto observado com a privatização, é: a preservação de um bem que sofre constantemente com a poluição e violência generalizada.
Em certos casos, com a privatização, ocorre um maior conforto para a utilização da faixa de areia pelos visitantes, conseguindo ter acesso ao mar e a quiosques com segurança, de maneira gratuita ou paga.
Claro que o modelo depende da perspectiva do proprietário sobre o lucro, mas, indubitavelmente, todos nós teríamos lucros de alguma forma, seja com a preservação de um bem importante, pela concorrência que nos daria praias de diferentes tipos de serviços, ou pela segurança e redução de conflitos. E principalmente, a possibilidade de geração de emprego e riqueza.
Os mais pobres deixariam de ter lazer?
Claro que não. Basta observarmos o fato da concorrência permitir diferentes tipos de faixa de areia para os banhistas, como os exemplos citados. Então não deixaria de existir, necessariamente, a entrada gratuita, pois observe que dependendo do contexto é muito mais lucrativo que as pessoas consigam ter um fácil acesso à praia, para que elas possam conhecer os quiosques e serviços que estão no local.
No entanto, se analisarmos casos específicos, como o de Angra dos Reis, no estado do Rio de Janeiro, teremos situações complexas e diferente da que eu apresentei a cima.
Principalmente por ser um recanto de belezas naturais e um lugar afastado, que só começou a ter um turismo formalizado na região a partir da década de 70, com a construção da rodovia Rio-Santos.
Mas Angra dos Reis, a muito tempo tem sido berço de empreendimentos que utilizam a faixa de areia como excluso, em contraponto a Constituição Federal de 88, que institui a costa marítima brasileira como território pertencente à união, portanto livre o acesso.
Porém, apesar desses empreendimentos estarem cometendo um crime (na interpretação da constituição), os principais problemas ambientais da região não são causados, necessariamente, pelas mansões, hotéis ou quiosques que ali estão.
A exemplo da rotineira interdição de certas praias pelo ocorrência de esgoto sem tratamento ser despejado no mar, sendo que o esgoto é de responsabilidade do Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Angra dos Reis, subordinado à prefeitura do município. Ou seja, todo esse imbróglio sendo causado pela má administração de agentes públicos.
Diante desse problema, apresentamos a privatização como solução; onde um indivíduo ou grupo detenha posse da faixa de areia e, consequentemente, a preserve.
É importante ressaltar que em um passado recente a população de Angra vivia, em sua maioria, da pesca. E a rede de turismo que se estabeleceu no local possibilitou uma mudança benéfica na forma de aquisição de renda dos habitantes, até mesmo para os pescadores. Não é novidade o poder de geração de emprego que o setor de serviços tem.
Então estamos a todo tempo falando de uma cidade que já abriga empreendimentos que privatizam a faixa de areia e, ao mesmo tempo, não prejudica o dia a dia do local, pelo contrário, possibilitou uma rede de turismo que potencializa a geração de emprego e riqueza na região.