Pelo acolhimento.
Pela proteção.
Pela saúde.
Pela integração.
Pela autonomia.
Pela dignidade.
O acolhimento social deve ser mais do que uma cama, uma refeição e um conjunto de regras.
Para pessoas LGBTQIA+, refugiadas, solicitantes de refúgio, migrantes e outras pessoas em situação de vulnerabilidade, acolher também significa oferecer:
segurança • privacidade • saúde • saúde mental • educação • idioma • trabalho • moradia • proteção contra discriminação • autonomia • dignidade
O acolhimento deve ser uma ponte para uma vida independente — não um lugar onde a vida fica suspensa.
Abrigos e serviços de acolhimento devem garantir condições adequadas de segurança, privacidade, respeito, descanso e convivência.
A pessoa acolhida não deve ser tratada apenas como alguém que precisa de uma cama.
Pessoas LGBTQIA+ podem enfrentar riscos específicos dentro e fora dos serviços de acolhimento.
Defendemos:
proteção contra LGBTfobia;
respeito à identidade e à expressão de gênero;
privacidade;
mecanismos seguros de denúncia;
prevenção e resposta a assédio, violência e discriminação;
proteção da vítima, sem punição automática ou transferência como resposta à denúncia.
A saúde mental das pessoas em situação de refúgio e vulnerabilidade não pode ser compreendida separadamente de suas experiências.
Perseguição, violência, ameaças, separação familiar, perda de redes sociais, migração forçada, barreiras linguísticas, insegurança habitacional e dependência institucional podem afetar profundamente a recuperação e a reconstrução da vida.
Defendemos uma abordagem que escute a pessoa antes de interpretá-la.
Aprender português não deve ser tratado como um detalhe.
É uma ferramenta de autonomia.
Defendemos acesso efetivo a:
português;
documentação;
orientação jurídica e administrativa;
educação;
formação profissional;
elaboração de currículo;
busca de emprego;
acesso aos serviços públicos;
construção de redes sociais.
Acolhimento não deve produzir dependência permanente.
Deve criar caminhos para que cada pessoa possa desenvolver suas capacidades.
Defendemos políticas de:
educação → qualificação → trabalho → renda → moradia → autonomia
Cada pessoa deveria poder construir, junto com os profissionais que a acompanham, um plano individual com:
Moradia
Saúde
Saúde mental
Português
Educação
Trabalho
Renda
Documentação
Rede de apoio
Metas de autonomia
O plano deve possuir objetivos, prazos, acompanhamento e revisão.
O objetivo do acolhimento deve ser a autonomia.
Defendemos uma transição planejada:
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Isso pode incluir, conforme a situação de cada pessoa:
moradia social;
hospedagem social;
moradia de transição;
moradia semiautônoma;
auxílio-aluguel;
programas habitacionais;
outras alternativas adequadas.
A campanha defende políticas públicas inclusivas para:
pessoas LGBTQIA+
refugiadas
solicitantes de refúgio
migrantes
pessoas em situação de rua
jovens
pessoas idosas
pessoas com deficiência
pessoas vítimas de violência e discriminação
Sem reduzir a pauta LGBTQIA+ a uma única identidade.
Não queremos simplesmente melhorar a permanência das pessoas dentro dos abrigos.
Queremos melhorar o caminho para fora deles.
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A WE WILL MOVEMENT não é um partido político.
Não apoiamos candidatos ou partidos.
Durante o período eleitoral, convidamos todos os candidatos e forças políticas relevantes a responder às mesmas perguntas sobre:
acolhimento;
moradia;
saúde;
saúde mental;
educação;
trabalho;
direitos LGBTQIA+;
direitos de refugiados e migrantes;
autonomia;
dignidade.
As respostas serão registradas de forma transparente.
O objetivo é permitir que a sociedade conheça as posições dos diferentes atores políticos.
Queremos transformar o conceito de acolhimento.
De:
cama + alimentação + regras
Para:
proteção + estabilidade + recuperação + integração + autonomia
Você pode ajudar a construir esta iniciativa.
Divulgue esta campanha.
Experiências reais podem ajudar a revelar problemas que precisam ser enfrentados.
Ajude a fortalecer uma política pública baseada em dignidade, proteção e autonomia.
Organizações, profissionais, pesquisadores, movimentos sociais, gestores públicos, candidatos e cidadãos estão convidados a participar do debate.