Dirigir é, para mim, o exercício de escutar o que um grupo tem a dizer e ajudá-lo a encontrar a forma cênica mais honesta para dizê-lo. Não começo um processo de direção com respostas prontas — começo com perguntas, com observação e com confiança no potencial criativo de cada pessoa em cena.
Minha experiência como diretor nasceu diretamente da prática como ator e arte-educador. Quem já esteve do outro lado do palco sabe o que um elenco precisa ouvir — e o que precisa de silêncio para descobrir sozinho.
Trajetória na Direção
Ao longo de mais de uma década conduzindo processos de criação, dirigi espetáculos para públicos e contextos muito diversos — do teatro adulto ao infantojuvenil, do drama ao humor, da ficção ao documentário cênico.
Quando as Máquinas Param, de Plínio Marcos (2014) — direção para o Grupo de Teatro Persona/IFMS. Trabalhar um texto denso e politicamente carregado como o de Plínio Marcos com um grupo jovem foi um dos primeiros grandes desafios da minha trajetória como diretor. O espetáculo integrou o Festival de Teatro Amador de Três Lagoas e foi recebido com destaque pela imprensa local.
Tudigual: Uma Fábula Sobre Ser Diferente (2023) — assistência e codireção pelo Núcleo de Teatro da Diretoria de Cultura de Três Lagoas. Espetáculo infantil sobre diversidade e inclusão, com ampla repercussão local e cobertura da imprensa regional.
A Tragédia dos Malfalados (2023) — codireção pelo Núcleo de Teatro da Diretoria de Cultura. Espetáculo adulto que encerrou a programação cultural do ano com apresentações esgotadas.
Tic Tac – Um Esquete Sobre o Tempo (2024) — codireção e coautoria. Reflexão poética sobre a passagem do tempo, que estreou no Cultura em Festa 2024 e foi selecionado para a IX Pantalhaços – Mostra de Palhaços do Pantanal (2025), em Campo Grande/MS.
Retalhos Inteiros (2024) — coautoria e codireção. Drama documental construído a partir de vivências reais da terceira idade, com processo de criação coletiva e sensível. Um dos trabalhos de que mais me orgulho — pela escuta que exigiu e pelo impacto que gerou no público e nos próprios integrantes do elenco.
Click – Diversão Fora da Tela (2024) — coautoria e codireção. Espetáculo infantojuvenil sobre uso consciente da tecnologia, com texto original e linguagem acessível para crianças e famílias.
O Melhor Espetáculo do Mundo (2025) — coautoria e codireção. Espetáculo que celebra o teatro como linguagem e como vida, apresentado no Anfiteatro da UFMS com grande repercussão de público e imprensa.
Ih... Deu Branco! (2025) — dramaturgia autoral e codireção. Meu primeiro texto integralmente autoral levado aos palcos, com estreia no SEST/SENAT que lotou o espaço e gerou cobertura em múltiplos veículos regionais. Um marco na minha trajetória como dramaturgo-diretor.
Meu Processo de Direção
Cada espetáculo começa antes do primeiro ensaio — na conversa, na pesquisa, na compreensão do grupo e do que aquela história tem a dizer para aquele público específico. Trabalho com criação coletiva quando o processo permite, porque acredito que um espetáculo construído com o elenco carrega uma autenticidade que o texto pronto raramente consegue sozinho.
Minha direção transita com naturalidade entre o dramático e o cômico, entre o adulto e o infantil, entre o palco convencional e o espaço não convencional. Essa versatilidade vem de anos atuando em contextos muito diferentes — e da convicção de que cada público merece um teatro feito para ele, não um teatro genérico adaptado às pressas.
Dramaturgia
Escrever para o teatro é, para mim, uma extensão direta da direção. Não concebo o texto como ponto de partida fixo — mas como material vivo que o processo de ensaio vai moldando. Em Ih... Deu Branco! e em Retalhos Inteiros, a escrita nasceu do contato com as pessoas — suas histórias, seus corpos, suas ausências. É dessa dramaturgia encarnada que gosto de partir.
Estou disponível para projetos de direção teatral, assessoria dramatúrgica, processos de criação coletiva e montagens institucionais — com grupos amadores, semiprofissionais ou em contextos de formação artística.