O Livro dos Espíritos | Livro 2 “Mundo espírita ou dos espíritos” | Capítulo 8 “A emancipação da alma”
O sono e os sonhos, questões 407 a 412
O artigo de hoje abrange a livre interpretação das questões 407 a 412, contidas em O Livro dos Espíritos, sobre o sono e os sonhos.
O Espírito recupera a sua liberdade quando os seus sentidos corporais adormecem. Quanto mais fraco o corpo, mais livre o Espírito. É assim que ele aproveita cada momento de descanso do corpo físico para se libertar, mas o sono completo não é necessário para essa libertação do Espírito.
Durante o sono, até mesmo durante um cochilo, algumas ideias parecem boas e que, apesar dos esforços para relembrá-las, elas acabam se apagando da memória. Essas ideias são fruto da liberdade que o Espírito tem durante o sono, permitindo-lhe aproveitar mais as suas faculdades. Outras vezes, essas ideias são conselhos dados por outros Espíritos. Como essas ideias podem pertencer mais ao mundo dos Espíritos do que ao mundo corpóreo, elas se apagam, mas no momento necessário, retornam como uma inspiração.
Quando os olhos são fechados, em um estado que ainda não é o cochilo, pode-se inclusive ver imagens onde mínimos detalhes são percebidos. Isso se deve ao fato de que quando o corpo está adormecido, o Espírito procura romper a corrente que o prende ao corpo físico. Assim, se o sono fosse completo, seria um sonho.
A atividade do Espírito durante o repouso ou durante o sono pode causar fadiga ao corpo, pois o Espírito está ligado ao corpo e a atividade do Espírito reage no corpo.
Desprendido da matéria, o Espírito do encarnado, muitas vezes, pressente a hora de sua morte. Às vezes está claramente ciente disso, e é isso que lhe dá intuição. É por essa razão que certas pessoas prevêem sua morte com grande precisão.
Equipe Vida e Espiritismo
Bibliografia: KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. 1 ed. França.Esta é uma livre interpretação.