O vestido de casamento ou vestido de noiva é o traje usado por uma noiva durante uma cerimônia de casamento. A cor, o estilo e a importância cerimonial do vestido podem depender da religião e da cultura dos participantes do casamento. Nas culturas ocidentais, as noivas geralmente escolhem o vestido de noiva branco, que foi popularizado pela Rainha Vitória no século XIX. Nos países do oriente é comum as noivas escolherem o vermelho para simbolizar prosperidade.
A priori, a tradição de se usar véu em casamentos, começou na Grécia antiga. Basicamente, esse hábito se tornou comum entre as noivas gregas, justamente por elas acreditarem que o véu de noiva era um acessório de proteção. Na verdade, elas acreditavam que o véu poderia proteger a noiva de mau olhado.
Até porque, para os gregos, as noivas eram um alvo principal de maus espíritos. E, por conta disso, elas deveriam ficar escondidas através de seu véu, o qual tampava o seu rosto durante a cerimônia.
Não demorou muito, contudo, até que os romanos também adotassem o costume do véu de noiva. A partir de então, eles levaram a tradição para inúmeros outros lugares, já que eles se tratavam de um povo de inúmeros domínios territoriais.
Sobretudo, em cada geração, esse costume seguiu de uma forma. Diferentemente da Grécia, na Europa da Idade Média, o véu passou a ser usado como sinônimo de nobreza.
Ou seja, apenas as mulheres casadas pertencentes à elite poderiam usar o acessório. Inclusive, nessa época, o tamanho do véu de noiva era proporcional à riqueza da família. Portanto, as camponesas não podiam usar esse acessório.
O fato é que, até hoje, várias culturas defendem o uso desse acessório não só durante o casamento ou em eventos sociais mas também no dia-a-dia das mulheres, em especial das casadas.
Os motivos para o uso do véu ou da mantilha tem diversas explicações, de acordo com a cultura e época: como símbolo de castidade, para proteger do sol e dos insetos, para sedução. Na Grécia antiga, o véu era usado pelas noivas para protegê-las do mau olhado ou do assédio de outros pretendentes. No filmes dos anos 40 e 50, era comum as divas aparecerem nas telas com o rosto coberto por clássicos voilletes, como Joan Fontaine, em "As Mulheres".
Em geral, o uso do véu está ligado a costumes religiosos. Há relatos na cultura da Mesopotâmia (usado em homenagem a Ishtar, deusa da fertilidade e da primavera, cuja mitologia está relacionada à origem da Dança dos Sete Véus). Também na religião judaica e islâmica o véu é adotado desde a antiguidade, em cerimônias religiosas e/ou ocasiões sociais.
Na religião católica o véu não é mais obrigatório atualmente, mas ainda é utilizado em algumas cerimônias, em especial no casamento. Outras religiões cristãs se baseiam em interpretação própria do ensinamento do apóstolo Paulo para adotar o acessório para as mulheres em cerimônias: "Portanto, se a mulher não se cobre com véu, tosquie-se também. Mas, se para a mulher é coisa indecente tosquiar-se ou rapar-se, que ponha o véu." (1 Coríntios 11:6).
Os véus de noiva costumam ser feitos de tule (liso, com gotas, francês, cintilante, etc.), ou de renda. Normalmente o véu fica preso na cabeça com um acessórios, (grinalda, aplique, etc.). Eles podem ficar por cima do cabelo ou por baixo (depende da ênfase que se quer dar ao penteado, mas devem sempre combinar com o estilo do vestido.