Flávio Bolsonaro Negocia R$ 134 Milhões com Banqueiro Preso para Filme sobre Jair Bolsonaro, Revela The Intercept
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Brasília, 14 de maio de 2026 – Um áudio vazado e mensagens obtidas pelo The Intercept Brasil expõem negociações diretas entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para financiar o filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro estrelada por Jim Caviezel. O valor total negociado chega a US$ 24 milhões (cerca de R$ 134 milhões na cotação da época).
De acordo com a reportagem publicada nesta quarta-feira (13), Flávio Bolsonaro enviou um áudio a Vorcaro em novembro de 2025 cobrando pagamentos atrasados para a produção do longa. “Fico sem graça de ficar te cobrando”, diz o senador no áudio, segundo transcrições divulgadas. As conversas fazem parte de material extraído do celular de Vorcaro, que está preso desde o fim de 2025.
Documentos analisados pelo Intercept indicam que Vorcaro repassou pelo menos R$ 61 milhões entre fevereiro e maio de 2025 para a produção do filme. Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência em 2026, pressionava pela liberação do restante do montante para evitar paralisação das filmagens. Mensagens de texto mostram o senador afirmando: “Estou e estarei contigo sempre”.
O filme Dark Horse (Azarão, em tradução livre), dirigido por Cyrus Nowrasteh e com roteiro de Mário Frias, conta a trajetória política de Jair Bolsonaro, com foco na eleição de 2018 e no atentado a faca em Juiz de Fora. A estreia está prevista para 2026.
Flávio Bolsonaro reconheceu a autenticidade do áudio e das mensagens, mas negou qualquer irregularidade. Em nota e publicações nas redes sociais, ele classificou a conversa como “um filho procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai”. O senador enfatizou que não houve uso de dinheiro público nem Lei Rouanet e defendeu a instalação de uma CPI do Banco Master para “separar inocentes de bandidos”.
Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, foi preso e é investigado pela Polícia Federal por suposto esquema bilionário de fraudes financeiras que pode chegar a R$ 12 bilhões. Reportagens apontam que ele também teria financiado produções cinematográficas sobre Lula e Michel Temer, o que reforça o perfil de investidor em projetos políticos de diferentes espectros.
A produtora Go Up Entertainment negou, em nota, ter recebido recursos diretamente de Vorcaro para o filme Dark Horse, gerando contradições com a versão apresentada por Flávio Bolsonaro.
A revelação causou forte impacto na pré-campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. O PT cobrou o compartilhamento imediato do material com as autoridades e classificou o caso como grave. Aliados de Bolsonaro, por outro lado, tratam o episódio como ataque político e insistem na narrativa de patrocínio privado legítimo.
O caso também gerou repercussão internacional, com veículos como Reuters e Washington Post destacando o potencial desgaste para a direita brasileira às vésperas das eleições de 2026. Mercados financeiros reagiram com cautela nesta quinta-feira.
A Polícia Federal e o Ministério Público ainda não se manifestaram oficialmente sobre o compartilhamento do áudio e das mensagens com as investigações em curso.
Atualizações sobre o caso Flávio Bolsonaro x Vorcaro e o filme Dark Horse devem continuar surgindo nos próximos dias. O episódio coloca em evidência as relações entre política, finanças e produção cultural no Brasil.